Depois de ouvirem dos dirigentes sindicais que os docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) rejeitaram por unanimidade e de maneira categórica a proposta do governo, representantes do Ministério do Planejamento e da Educação presentes na reunião de segunda-feira (23) com as entidades sindicais aceitaram marcar para esta terça-feira (24), uma nova reunião na qual o governo avaliará as críticas e sugestões apresentadas. Ainda na segunda-feira, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e o secretário de Ensino Superior do MEC, Amaro Lins, se reuniram com os ministros Mercadante e Miriam Belchior para debater a questão.

Leia aqui a resposta do Andes à proposta do governo.

“Eles, os representantes do governo, se mostraram surpresos com o rotundo não que a categoria deu à proposta, mas, ao final da reunião, aceitaram ‘processar’ nas esferas internas do governo os argumentos colocados pelas entidades e ficaram de dar uma resposta amanhã, numa reunião que está pré-agendada para às 10h”, informou a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, ao grupo de professores que acompanhou a reunião do lado de fora do Ministério do Planejamento. Cerca de 100 representantes do CNG do ANDES-SN, do Comando Local de Greve da UnB, do CNG do Sinasefe e do CNG dos Estudantes fizeram vígilia durante toda a reunião, em frente ao bloco C da Esplanada.

 

Proposta

A reunião, inicialmente marcada para às 14h, começou às 15h50 porque tanto Sérgio Mendonça quanto Amaro Lins estavam em outro encontro com os reitores dos Institutos Federais. Os dirigentes do ANDES-SN foram os primeiros a falar. Na ocasião, foi entregue o posicionamento do CNG/ANDES-SN acerca da proposta apresentada pelo governo.

Além de enumerar os problemas da proposta, o texto aponta um caminho de passos concretos, proposto pelo ANDES-SN, para que as negociações acerca da carreira docente possam avançar. “Mostramos que a proposta do governo não tinha nenhum avanço e, pelo contrário, era um retrocesso à atual carreira que temos”, disse Marinalva.

Apesar de demorarem a aceitar que a proposta do governo era prejudicial para a categoria, os representantes do Executivo concordaram em avaliar, internamente, até onde é possível ir. Em entrevista dada à imprensa, Amaro Lins adiantou que o governo trabalha com a possibilidade de deixar algumas discussões para depois e pensa, para isso, na criação de grupos de trabalho.

Para a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, a categoria deve continuar mobilizada. “O governo só apresentou uma proposta devido à nossa greve. Demos um não ao que foi apresentado, mas temos de continuar em greve e mobilizados para avançarmos”, avalia.

Nesta segunda-feira, a direção do ANDES-SN também protocolou no Ministério da Educação uma carta com a Pauta de Reivindicações relativas às condições de trabalho e estudo nas IFE.

 

Fonte: ANDES-SN