O Grupo de Trabalho de Política e Formação Sindical (GTPFS) da ADUFPB promove, na segunda-feira (25), a segunda palestra do ciclo de debates sobre a escala 6×1 e os seus reflexos sobre a vida e a saúde do trabalhador. Para tanto, o evento traz a discussão sob o olhar histórico da Comuna de Paris, que, já no século 19, discutia questões trabalhistas e de consciência de classes.
Após ser realizado na cidade de Bananeiras, o evento “Fim da escala 6×1: Comuna de Paris – Memória e Contemporaneidade” chega, agora, ao campus III da UFPB, em Areia. O debate ocorrerá na sede da secretaria adjunta da ADUFPB, a partir das 14h. Ministrada pela professora aposentada do Departamento de Letras da UFPB, Zélia Bora, a palestra contará, ainda, com a mediação do diretor de Política Sindical da ADUFPB, professor Joaquim Feitosa.
Sobre a Comuna de Paris
A Comuna de Paris foi um governo popular e autônomo de caráter operário e socialista que controlou a capital francesa durante 72 dias, entre março e maio de 1871. Considerada a primeira experiência de autogoverno operário da história, insurreição teve início em 18 de março de 1871, logo após a derrota da França na Guerra Franco-Prussiana e a queda do imperador Napoleão III.
Sobre a escala 6×1
Hoje, de acordo com dados do Governo Federal, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6×1, com apenas um dia de descanso — incluindo 1,4 milhão de trabalhadoras domésticas. Além disso, 26,3 milhões de celetistas não recebem horas extras, o que indica jornadas frequentemente mais longas na prática. Além disso, as jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda e menor escolaridade.


