
Neste último domingo, 7 de dezembro, milhares de mulheres e famílias ocuparam as ruas de várias cidades do país em um movimento nacional de mobilizações que denunciou a escalada do feminicídio e todas as formas de violência de gênero.
Convocadas por coletivos feministas, movimentos sociais, entidades sindicais e organizações de mulheres, o ato público teve como lema “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas”.
O feminicídio é considerado uma expressão da “questão social” que merece atenção e exige uma agenda de responsabilidades por parte do Estado brasileiro para criar mecanismos mais rígidos de punição aos agressores e deliberar recursos públicos para investir em ações de prevenção, educação e combate a violência contra as mulheres.
A participação da sociedade civil (mulheres, homens, crianças e adultos) e entidades, como os sindicatos, escolas e universidades, instituições prestadoras de serviços de políticas públicas, empresas privadas e os movimentos sociais devem atuar na criação de estratégias de enfrentamento ao feminicídio e de proteção às mulheres.
Coordenadora do Grupo de Políticas de Classe para as Questões Étnico-raciais, de Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS), a professora Elisangela Inácio ressalta que o feminicídio não é um problema cujo enfrentamento compete apenas às mulheres. Os homens precisam romper com o pacto de silêncio e de proteção aos agressores.
É fundamental mudar esse sentimento de impunidade que prevalece no país, fomentar o debate sobre a igualdade de gênero e fortalecer a luta pelo fim da cultura do patriarcado e o combate a misoginia.
A ADUFPB tem ampliado as ações educativas de combate ao machismo e defendido a equidade entre mulheres e homens, enquanto um papel político e social que deve ser assumido e exercido pelos sindicatos.
Inclusive, lembra da campanha lançada em novembro de 2024, intitulada “Nenhuma a Menos: um basta ao feminicídios”, divulgada através da agenda, camisetas, outdoors pela cidade e palestras nos quatro campi da UFPB.
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