A precariedade das condições de trabalho docente na UFPB e como isso afeta o ensino, a pesquisa e a extensão foram assuntos que centralizaram os debates da plenária realizada pela ADUFPB na última quinta-feira (6), na Sala de Leitura da entidade. Na ocasião, as professoras e os professores presentes também discutiram a Nota Técnica da Controladoria Geral da União (CGU), que está exigindo que os(as) docentes devolvam valores recebidos durante a pandemia referentes a adicionais de periculosidade e insalubridade.
O evento teve início com falas de abertura da vice-presidente da ADUFPB, Rita Porto, e do secretário geral da entidade, Cristiano Bonneau. A mesa contou ainda com a participação do presidente do sindicato, Edson Franco. Com cerca de duas horas e meia de duração, a plenária reuniu professoras e professores de diversos campi, que relataram problemas estruturais na universidade como falta de ar condicionado, de material de expediente, de equipamentos nos laboratórios (obrigando professores a dividirem turmas, de forma a revezar o pouco material disponível), de bibliotecas, entre outros pontos.
Ao fim da reunião, a plenária acatou a proposta de construção de um formulário com questões sobre as condições de trabalho docente na UFPB. A ideia é que comissões formadas por representantes dos diversos centros da universidade levem esses questionários para suas unidades de ensino a fim de realizar um levantamento dos principais problemas. Com esses dados, será produzido um documento a ser apresentado ao Conselho Superior (Consuni), de forma a cobrar melhorias da administração central.
Sobre a Nota Técnica da CGU que cobra a devolução dos pagamentos referentes aos adicionais de periculosidade e insalubridade, principalmente na área da Saúde, a vice-presidente da ADUFPB, Rita Porto, explicou que o sindicato irá consultar a assessoria jurídica para decidir o que deve ser feito neste momento. “A ADUFPB terá uma reunião com o advogado Paulo Guedes, da nossa assessoria, para ver qual encaminhamento jurídico para essa questão, se será um mandado de segurança ou se demandará outra estratégia”, afirmou.
Fonte: Ascom ADUFPB


