As estratégias possíveis para promover a mobilização da base sindical foram o principal assunto discutido nesta terça-feira (10), na reunião de integrantes da Diretoria da ADUFPB com a professora Marinalva Silva Oliveira, candidata à presidência do Andes – Sindicato Nacional. Ela destacou a importância de atrair para o movimento os professores recém-chegados à universidade e declarou que uma das formas é mantendo um discurso direto e objetivo.

Segundo Marinalva Oliveira, é necessário entender quem é o docente de hoje que está chegando à universidade. “Houve sem dúvida uma mudança no perfil”, afirma. Aproximar-se dos novos professores é um dos objetivos da série de visitas que a candidata está fazendo às ADs do País durante a campanha. A UFPB foi o primeiro destino das atividades na Regional Nordeste II. À tarde, a candidata ainda participou da reunião do Conselho de Representantes da ADUFPB e depois seguiu para Recife (PE). Em seguida ela visitaria Campina Grande, Mossoró (RN) e Natal (RN)

“As eleições também servem para divulgar o Andes junto aos professores novos. Eles podem não votar desta vez, mas temos a oportunidade de mostrar como trabalha a entidade”, explica Marinalva Oliveira.

Ela acrescenta que o objetivo central das visitas às ADs é mesmo divulgar o programa da chapa e chamar o professor sindicalizado a votar nas eleições, buscando o fortalecimento contínuo do sindicato. “O Andes, mesmo sendo uma entidade nacional, realiza eleições diretas em todo o País. Todos os Estados terão urna para votação. Assim, podemos dizer que temos uma verdadeira representatividade política”, afirma.

“Além disso, também estamos conhecendo a conjuntura local das universidades. Cada uma delas tem suas particularidades e precisamos entendê-las para construir uma política eficiente de mobilização da base”. Segundo Marinalva Oliveira, a participação ativa dos professores é essencial caso se queira conquistar algum sucesso nas mesas de negociação com o governo. “Os próximos dois anos serão duros. Já na primeira mesa de discussão de 2012, o governo deixou claro o endurecimento da negociação com o movimento sindical”, afirma.

Na reunião com a candidata terça-feira, na ADUFPB, os professores reforçaram a necessidade de atrair os recém-chegados à universidade e mesmo docentes mais antigos que se afastaram do movimento. A presidente interina da Seção Sindical, Terezinha Diniz, lembrou que a ADUFPB não tem sofrido muitas perdas. “Na verdade, do ano passado para cá, recebemos 365 inscrições de novos filiados. Podemos afirmar que os novo professores estão, sim, se filiando”, afirma.

 

Aula-pública

Marinalva Oliveira também explicou mais detalhes sobre uma das estratégias de mobilização que ficou definida na última reunião do Setor das Ifes do Andes: a realização de aulas públicas nas diversas universidades do País. O objetivo é informar claramente aos públicos interno e externo sobre o andamento das negociações com o Ministério do Planejamento e mostrar como o governo vem agindo, sempre buscando adiar e evitar uma decisão.

“Tínhamos uma expectativa [definida na reunião anterior e registrada em documento] de fechar as reuniões sobre carreira no dia 31 de março. Então chega o governo e diz que, não, que a data era 31 de julho”, exemplificou. As aulas-públicas servirão para mostrar o andamento das negociações desde o ano passado, coisa que as assembleias não vêm conseguindo fazer com eficiência por causa por estarem reunindo poucas pessoas.

Segundo Marinalva Oliveira, as aulas podem acontecer com simples visitas aos departamentos, ou mesmo como audiências nas praças das universidades. “Elas vão iniciar o processo de mobilização este ano, divulgando o que está acontecendo na mesa de negociação de carreira e o calendário de lutas”.

 

Eleições

A reunião da professora Marinalva Oliveira na ADUFPB também serviu para discutir a mobilização em torno da eleição do Andes, marcadas para os dias 8 e 9 de maio. A meta da ADUFPB é conscientizar os professores da importância do voto. Só por meio da massiva participação dos docentes o Sindicato Nacional poderá reafirmar ao governo a sua representatividade.

As eleições estão marcadas para os dias 8 e 9 de maio e serão por voto secreto, universal e direto. Poderão votar os filiados ao ANDES-SN até o dia 8 de fevereiro e em dia com as contribuições sindicais. A posse está marcada para 21 de junho.

De acordo com a presidente interina da ADUFPB, Terezinha Diniz, nenhum centro da UFPB ficará sem urna, para garantir a participação do maior número possível de votantes. A comissão eleitoral já está sendo formada. Ela contará com três representantes da Diretoria, dois da chapa, um do Conselho de Representantes e um escolhido na próxima assembleia, que será dias 17 e 18 de abril.

Fonte: Ascom ADUFPB