A categoria docente da UFPB esteve representada, nesta quinta-feira (21), em duas importantes atividades que tiveram como objetivo a defesa da soberania nacional. Pela manhã, o presidente da ADUFPB, Edson Franco, participou de uma audiência na Assembleia Legislativa da Paraíba para tratar do tema com parlamentares, representantes do Ministério Público e da sociedade civil. Já no período da noite, o diretor de Política Educacional do sindicato, Fernando Cunha, representou a entidade em um ato organizado por estudantes, no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da UFPB, que contou com a participação de autoridades públicas, além de alunos(as) e professores(as).
- Auditório do CCJ
- Assembleia
A audiência realizada na Assembleia Legislativa foi proposta pela deputada Cida Ramos, que é professora aposentada do curso de Serviço Social da UFPB. A atividade também abordou temas como redução da jornada de trabalho e o sistema tributário nacional. Entre os presentes, estavam o deputado estadual Félix Araújo, o vereador de João Pessoa, Marcos Henriques, a vereadora de Campina Grande, Jô Oliveira, o procurador da República José Godoy e representantes da sociedade civil organizada.
O presidente da ADUFPB, Edson Franco, fez uso da palavra durante a sessão e destacou a atuação da família Bolsonaro e de seus aliados que comprometem a economia e atacam a soberania nacional. Ele destacou que o Brasil é independente desde 1822 e que a sua população vem construindo, “com suor, lágrima e sangue”, uma nação que hoje avança no mundo como um país industrializado e com capital intelectual, mostrando sua grandeza ao mundo e criando instituições fortes.
“É preciso falar também dessa narrativa enganosa que eles tentam colocar hoje, que é a história da ditadura. Ora, quem defendeu a ditadura, quem usava até pouco tempo atrás camisa defendendo o [general Carlos Brilhante] Ustra no Congresso eram eles. Eles que gostam de ditadura”, reforçou o professor Edson Franco em referência à tentativa de parlamentares de direita de classificar decisões constitucionais do Judiciário como “ditadura”.
“Quero mandar um recado para o senhor Eduardo Bolsonaro: largue o Congresso Nacional, deixe o salário que o senhor está ganhando para fazer esse trabalho sujo para o império norte-americano”, declarou. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, licenciou-se do Senado para morar nos Estados Unidos, de onde vem buscando organizar retaliações do governo estadunidense ao Brasil para forçar o judiciário a interromper processos contra o pai.
O presidente da ADUFPB reforçou que o Brasil e suas instituições são soberanos. “Eles vão ter que pagar pelo que fizeram. E se for preciso mais suor, mais sangue e mais lágrima, se depender de mim e da nossa categoria, se depender do povo brasileiro, nós iremos enfrentá-los”, garantiu.
Ato público no CCJ
Já no período da noite, às 19h, o diretor de Política Educacional da ADUFPB, Fernando Cunha, participou de um ato em defesa da soberania nacional organizado pelos estudantes do Centro Acadêmico de Direito e pelo mandato da deputada Cida Ramos, com apoio da ADUFPB e da Frente Ampla Democrática da Paraíba.
O evento contou com a participação de parte das autoridades presentes na sessão da Assembleia Legislativa, a exemplo da deputada Cida Ramos, do deputado Félix Araújo, do vereador Marcus Henriques e do procurador da República José Godoy, além do advogado e ex-procurador Geral da Paraíba, Luciano Pire, dos professores do CCJ Enoque Feitosa e Ana Lia Almeida, e da coordenadora-geral do Sintespb, Raquel Melo.
- Auditório do CCJ
- Cida Ramos
“Todas as falas foram no sentido de apontar a defesa da soberania no Brasil e a crise estabelecida nesse momento, em que o país sofre um ataque a um dos aspectos principais da sua democracia constitucionalmente expressa, que é o Estado Nacional de Direito”, afirmou Fernando Cunha. Segundo ele, os presentes também apontaram como corretas as medidas tomadas pelo governo brasileiro, não cedendo às chantagens, e sim buscando mecanismos de resposta macroeconômica e política.
Conforme o diretor de Política Educacional da ADUFPB, o ato dos estudantes teve o objetivo de abrir um debate dentro do curso de Direita e de toda a UFPB. “No dia 2 de setembro, haverá uma caminhada na universidade para mobilizar a nossa comunidade acadêmica, e um calendário de atividades está sendo organizado, que inclui um ato em defesa da soberania no dia 7 de setembro”, concluiu.
Fonte: Ascom ADUFPB








