{"id":99,"date":"2009-09-02T18:27:21","date_gmt":"2009-09-02T22:27:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.insightsnaweb.com.br\/~adufpb\/?p=99"},"modified":"2009-09-02T19:52:38","modified_gmt":"2009-09-02T23:52:38","slug":"universidade-de-resultados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/universidade-de-resultados\/","title":{"rendered":"Universidade de resultados, por Ricardo Musse"},"content":{"rendered":"<p><strong>A atual crise no ensino superior \u00e9 resultado de sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias de acumula\u00e7\u00e3o de capital<\/strong><br \/>\nRicardo Musse<br \/>\n(Professor do Departamento de Sociologia \u2013 USP)<\/p>\n<div id=\"attachment_111\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.insightsnaweb.com.br\/~adufpb\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/ricardo-musse.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-111\" class=\"size-full wp-image-111\" title=\"ricardo-musse\" src=\"http:\/\/www.insightsnaweb.com.br\/~adufpb\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/ricardo-musse.jpg\" alt=\"ricardo-musse\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-111\" class=\"wp-caption-text\">ricardo-musse<\/p><\/div>\n<p>Uma das peculiaridades da institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria \u00e9 sua situa\u00e7\u00e3o de crise quase permanente. Essa recorr\u00eancia pode ser atribu\u00edda tanto \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o, uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea e conflituosa de for\u00e7as e interesses, como \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de caixa de resson\u00e2ncia das tens\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es da sociedade. Nesse sentido, algumas observa\u00e7\u00f5es sobre a especificidade da crise atual n\u00e3o parecem destitu\u00eddas de interesse, mesmo para al\u00e9m de seus muros, pois talvez ajudem a iluminar aspectos decisivos da contemporaneidade.<\/p>\n<p>&#8220;Crise da ci\u00eancia europeia&#8221;<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, a situa\u00e7\u00e3o atual rep\u00f5e e atualiza o &#8220;conflito das faculdades&#8221;, t\u00edtulo de um livro de Kant (1798) que se tornou um marco da discuss\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o do projeto moderno de universidade. A disputa entre a rec\u00e9m-criada faculdade de filosofia e as tradicionais faculdades de teologia, medicina e direito n\u00e3o s\u00f3 dizia respeito \u00e0 autonomia acad\u00eamica, incrementada gradualmente por meio de um combate incessante \u00e0 heteronomia da autoridade constitu\u00edda e da transcend\u00eancia religiosa, mas tamb\u00e9m remetia a uma controv\u00e9rsia acerca do modelo educacional.<\/p>\n<p>Tratava-se de decidir entre privilegiar a capacita\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio profissional ou a forma\u00e7\u00e3o moral e intelectual do indiv\u00edduo, dicotomia expressa na l\u00edngua alem\u00e3 pelos termos Erziehung e Bildung &#8211; mas tamb\u00e9m presente na cultura francesa por meio da distin\u00e7\u00e3o disseminada pelos iluministas entre instru\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o conciliat\u00f3ria proposta por Kant, a preval\u00eancia de cada faculdade em seu dom\u00ednio, tornou-se um dos pilares da universidade moderna ap\u00f3s a sua ado\u00e7\u00e3o em Berlim por Humboldt. A propaga\u00e7\u00e3o desse modelo em quase todo o Ocidente\u00a0permitiu que Max Weber, nas duas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado, apresentasse o resultado do processo multissecular de intelectualiza\u00e7\u00e3o e racionaliza\u00e7\u00e3o &#8211; o desencantamento do mundo &#8211; como um conflito insol\u00favel entre profiss\u00f5es ou voca\u00e7\u00f5es, um antagonismo entre as esferas aut\u00f4nomas da religi\u00e3o, da ci\u00eancia, da arte, da pol\u00edtica etc.<\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca em que Weber afirmava o &#8220;polite\u00edsmo de valores&#8221;, vozes dissonantes, \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, destacavam outras incompatibilidades: a dissocia\u00e7\u00e3o entre o homem culto e o especialista, na terminologia de Ortega y Gasset; a triparti\u00e7\u00e3o entre literatura, ci\u00eancia e sociologia &#8211; &#8220;as tr\u00eas culturas&#8221;, segundo a f\u00f3rmula de Wolf Lepenies em livro hom\u00f4nimo, no qual desdobra a distin\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica de W. Dilthey entre &#8220;ci\u00eancias do esp\u00edrito&#8221; e &#8220;ci\u00eancias naturais&#8221;.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, o debate sobre o sentido e o destino da universidade permaneceu atrelado \u00e0s controv\u00e9rsias acerca da &#8220;crise da ci\u00eancia europeia&#8221;, express\u00e3o cunhada por E. Husserl para nomear as discrep\u00e2ncias e interpenetra\u00e7\u00f5es indevidas entre a cultura filos\u00f3fica e a cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Husserl tinha como alvo o predom\u00ednio da perspectiva cient\u00edfica, uma hegemonia que abrangia do senso comum ao ensino universit\u00e1rio, al\u00e9m de produzir distor\u00e7\u00f5es nas outras esferas, especialmente na filosofia.<\/p>\n<p>Husserl retoma, \u00e0 sua maneira, um veio j\u00e1 aberto por Weber. Este alertara, seguindo os ensinamentos de Nietzsche, que a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 capaz de fornecer um sentido para a exist\u00eancia humana, &#8220;pois n\u00e3o consegue responder \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es que realmente interessam &#8211; que devemos fazer? Como devemos viver?&#8221;. Adorno e Horkheimer, em Dial\u00e9tica do esclarecimento (1944-1947), aprofundaram, por sua vez, as determina\u00e7\u00f5es dos limites da raz\u00e3o cient\u00edfica, destacando que sua fun\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria consiste na autoconserva\u00e7\u00e3o e na domina\u00e7\u00e3o da natureza externa e interna.<\/p>\n<p>Essa discuss\u00e3o, o embate entre uma raz\u00e3o mais abrangente, &#8220;filos\u00f3fica&#8221;, e a raz\u00e3o cient\u00edfica, &#8220;positivista&#8221;, prosseguiu no p\u00f3s-guerra. Seus dois momentos mais interessantes situam-se nos anos 1960 com A controv\u00e9rsia sobre o positivismo na sociologia alem\u00e3 &#8211; capitaneada por Karl Popper e Theodor Adorno &#8211; e a querela do estruturalismo franc\u00eas sobre o estatuto das &#8220;ci\u00eancias humanas&#8221;.<\/p>\n<p>O debate intelectual, entretanto, j\u00e1 se apresentava como mera forma de resist\u00eancia, posto que o destino da universidade e de seu projeto civilizat\u00f3rio fora selado no p\u00f3s-guerra pelo triunfo mundial, em suas v\u00e1rias modalidades, do &#8220;capitalismo de Estado&#8221;. Sua emerg\u00eancia e predom\u00ednio promoveram uma mudan\u00e7a substancial na fun\u00e7\u00e3o e no estatuto da universidade.<\/p>\n<p><strong>A fei\u00e7\u00e3o moderna da universidade<\/strong><\/p>\n<p>A universidade moderna, cujos prim\u00f3rdios podem ser localizados no continente europeu na segunda metade do s\u00e9culo 18, nasceu como um dos pilares do Estado-na\u00e7\u00e3o. Sua fun\u00e7\u00e3o principal consistia em preparar os quadros da nova elite incumbida de gerir o Estado e a esfera p\u00fablica, uma burguesia intelectual encarregada de substituir a camada da nobreza que monopolizara essas atividades durante a vig\u00eancia do Estado absolutista.<\/p>\n<p>Outra fun\u00e7\u00e3o, n\u00e3o menos importante, foi a &#8220;inven\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o nacional&#8221;, a tentativa de legitimar culturalmente a rec\u00e9m-conquistada soberania pol\u00edtica e militar. A delimita\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e a afirma\u00e7\u00e3o do poder estatal foram refor\u00e7adas pela orienta\u00e7\u00e3o das pesquisas que privilegiavam temas e quest\u00f5es locais buscando forjar uma cultura e uma identidade nacional.<\/p>\n<p>No &#8220;capitalismo de Estado&#8221;, a abrang\u00eancia da regula\u00e7\u00e3o e da interven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social al\u00e7ou o poder estatal \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de pressuposto da acumula\u00e7\u00e3o de capital e da reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. A universidade adaptou-se rapidamente a essa nova configura\u00e7\u00e3o, acrescentando, \u00e0s duas fun\u00e7\u00f5es descritas acima, uma terceira que, inicialmente subsidi\u00e1ria, veio a se tornar preponderante.<\/p>\n<p>Encarregou-se de fornecer o saber t\u00e9cnico-cient\u00edfico imprescind\u00edvel ao planejamento, programa\u00e7\u00e3o e controle do processo de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o das mercadorias, mais um entre os muitos subs\u00eddios indiretos do Estado para a operacionaliza\u00e7\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o se tornou vis\u00edvel imediatamente, aflorando primeiro como uma amplia\u00e7\u00e3o da demanda estudantil, detectada como uma transi\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de elites para o ensino de massas. Logo, por\u00e9m, conformou todo o ambiente universit\u00e1rio, alterando radicalmente as for\u00e7as e val\u00eancias das tr\u00eas culturas em conflito, um campo de for\u00e7as que pouco se alterou quando o Estado, a partir dos anos 1970, recolheu-se, deixando ao mercado a tarefa de autorregula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata mais do fato de que a ci\u00eancia e a t\u00e9cnica desenvolvidas no \u00e2mbito da universidade segundo os padr\u00f5es e as regras do conhecimento acad\u00eamico possam vir a ser instrumentalizadas pelas empresas e pelo mercado. Em sua nova determina\u00e7\u00e3o, a ci\u00eancia e a t\u00e9cnica s\u00e3o concebidas para servir \u00e0 sociedade exclusivamente na produ\u00e7\u00e3o de mercadorias. Um<\/p>\n<p>A cultura liter\u00e1ria e art\u00edstica, cujas ra\u00edzes se estendiam do humanismo renascentista at\u00e9 Roma e Gr\u00e9cia, com seu tronco firmado nas literaturas nacionais, foi reduzida a ru\u00ednas. O dom\u00ednio do grego antigo e do latim deixou de fazer parte do repert\u00f3rio do homem culto, tornando-se apan\u00e1gio de especialistas.<\/p>\n<p>O interesse pelo mundo greco-romano, outrora momento decisivo de um processo formativo e de autoconhecimento, desvaneceu-se na sociedade de consumo que tem sua identidade forjada n\u00e3o mais pela mem\u00f3ria hist\u00f3rica, mas pelas conquistas da ci\u00eancia e da tecnologia. Um processo intensificado, diga-se de passagem, pela ascens\u00e3o da antropologia que fornece indiretamente um modelo para a compreens\u00e3o da Gr\u00e9cia e de Roma como &#8220;sociedades ex\u00f3ticas&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a partir dos anos 1970, com a diminui\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia do Estado-na\u00e7\u00e3o enquanto inst\u00e2ncia primordial para a reprodu\u00e7\u00e3o do capital, as literaturas nacionais entram em decl\u00ednio. Na era do capitalismo globalizado sobrep\u00f5e-se o &#8220;multiculturalismo&#8221;, uma tentativa de reinventar identidades culturais adaptadas \u00e0 nova situa\u00e7\u00e3o. Tudo isso, no entanto, s\u00f3 adquiriu um teor t\u00e3o exacerbado devido ao debilitamento interno da cultura liter\u00e1ria e art\u00edstica por conta de sua coloniza\u00e7\u00e3o pela ind\u00fastria cultural.<\/p>\n<p><strong>O desmonte do Estado social<\/strong><\/p>\n<p>Nos anos \u00e1ureos do capitalismo de Estado, as ci\u00eancias humanas ganharam uma inesperada sobrevida. \u00c9 verdade que abdicaram, com raras exce\u00e7\u00f5es, da indaga\u00e7\u00e3o acerca dos rumos do processo civilizat\u00f3rio, pauta obrigat\u00f3ria da tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica. Por\u00e9m, com suas tens\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, conseguiram se equilibrar entre a elabora\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de controle social e a cr\u00edtica do mundo administrado, a constru\u00e7\u00e3o de ideologias de identidade nacionais e a desconstru\u00e7\u00e3o do nacionalismo, a justifica\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o do poder no Estado e a demanda por novos direitos sociais, tarefa facilitada pela disputa pela hegemonia cultural travada entre burguesia e proletariado, parceiros rivais do pacto que forjou o Estado do bem-estar social no centro do capitalismo.<\/p>\n<p>Na nova fase do capitalismo, com a flexibiliza\u00e7\u00e3o das normas e o desmonte do Estado social, as ci\u00eancias humanas foram alvo de uma ofensiva do capital quase t\u00e3o virulenta como a que se abateu sobre as fileiras da classe trabalhadora, com a qual, ali\u00e1s, sempre manteve rela\u00e7\u00f5es bastante amb\u00edguas.<\/p>\n<p>Em Os usos da universidade (1963), livro que antecipa as linhas mestras da ideologia da universidade p\u00f3s-moderna, Clark Kerr prop\u00f5e a conviv\u00eancia entre as m\u00faltiplas culturas e mesmo entre concep\u00e7\u00f5es divergentes acerca da institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria. Seu relativismo radical destitui a ideia de uma comunidade e mesmo de uma uni-versidade, a ser substitu\u00edda por uma multi-versidade.<\/p>\n<p>O que fez escola, no entanto, foi sua solu\u00e7\u00e3o para compatibilizar interesses contradit\u00f3rios. Kerr sugere que as delibera\u00e7\u00f5es atinentes ao funcionamento da universidade, em lugar de ser objeto de um debate interno sempre conflituoso, sejam transferidas para uma equipe de administradores. Essa revolu\u00e7\u00e3o gerencial teria por norte e guia a busca da &#8220;excel\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>A crise atual da universidade, portanto, embora aparente ter sua fonte numa revivesc\u00eancia do &#8220;conflito das faculdades&#8221;, deriva antes de sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias de acumula\u00e7\u00e3o do capital. Movimento este intensificado por conta do abafamento do debate interno, da discuss\u00e3o p\u00fablica e ainda da abdica\u00e7\u00e3o do poder decis\u00f3rio em favor da casta burocr\u00e1tica que administra a institui\u00e7\u00e3o segundo crit\u00e9rios empresariais, transmutando-a, na f\u00f3rmula feliz de Marilena Chaui, numa &#8220;universidade de servi\u00e7os e de resultados&#8221;.<\/p>\n<p>As modifica\u00e7\u00f5es nas tr\u00eas culturas, por sua vez, indicam que o conflito decisivo, o combate a ser travado n\u00e3o \u00e9 mais entre raz\u00e3o cient\u00edfica, cultura liter\u00e1ria e ci\u00eancias humanas, mas sim entre esses saberes e a predominante l\u00f3gica econ\u00f4mica que dita cada vez mais os rumos tanto da sociedade como da universidade.<\/p>\n<p>Publicado na revista CULT, edi\u00e7\u00e3o 138<br \/>\nRicardo Musse &#8211; Professor do Departamento de Sociologia \u2013 USP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atual crise no ensino superior \u00e9 resultado de sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias de acumula\u00e7\u00e3o de capital Ricardo Musse (Professor do Departamento de Sociologia \u2013 USP) Uma das peculiaridades da institui\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria \u00e9 sua situa\u00e7\u00e3o de crise quase permanente. Essa recorr\u00eancia pode ser atribu\u00edda tanto \u00e0 sua organiza\u00e7\u00e3o, uma composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea e conflituosa de for\u00e7as&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-99","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-16","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":110,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99\/revisions\/110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}