{"id":6235,"date":"2014-01-13T10:28:27","date_gmt":"2014-01-13T14:28:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=6235"},"modified":"2014-01-13T10:28:27","modified_gmt":"2014-01-13T14:28:27","slug":"previdencia-privada-nao-conseguiu-repor-a-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/previdencia-privada-nao-conseguiu-repor-a-inflacao\/","title":{"rendered":"Previd\u00eancia privada n\u00e3o conseguiu repor a infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com mat\u00e9ria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a remunera\u00e7\u00e3o dos fundos de aposentadoria geridos por entidades abertas de previd\u00eancia privada foi insuficiente para cobrir a infla\u00e7\u00e3o em 2013, segundo as consultorias NetQuant e Towers Watson, abrangendo 727 fundos previdenci\u00e1rios. Fundos de renda fixa com taxa de administra\u00e7\u00e3o igual ou inferior a 1,5% obtiveram, em m\u00e9dia, rentabilidade nominal de 4,98%; fundos multimercado sem renda vari\u00e1vel ganharam 3,03%; e o resultado caiu para at\u00e9 2,71% negativos nas carteiras com at\u00e9 49% em a\u00e7\u00f5es. Pior foi a remunera\u00e7\u00e3o dos fundos de previd\u00eancia aberta que cobram taxas de administra\u00e7\u00e3o mais altas: chegou a haver preju\u00edzo de 3,82% nas carteiras multimercado sem renda vari\u00e1vel.<\/p>\n<p>Segundo a reportagem, a responsabilidade pelos maus resultados n\u00e3o \u00e9 apenas dos gestores das carteiras, pois tem que ver com a pol\u00edtica monet\u00e1ria e com as regras de aplica\u00e7\u00e3o de recursos das entidades previdenci\u00e1rias, que adquirem maci\u00e7amente pap\u00e9is p\u00fablicos, considerados sem risco. Na verdade, h\u00e1 risco. Pap\u00e9is federais de longo prazo sofreram forte desvaloriza\u00e7\u00e3o em 2013, em m\u00e9dia, de 10,02%, conforme o \u00edndice IMA-B, uma carteira te\u00f3rica calculada pela Anbima.<\/p>\n<p>Como a regra \u00e9 marcar os t\u00edtulos a mercado (o valor dos pap\u00e9is \u00e9 calculado diariamente), a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is refletiu-se imediatamente no patrim\u00f4nio do fundo, e, portanto, nas cotas dos participantes.<\/p>\n<p>O Estado de S. Paulo afirma ainda que, em 2012, o juro b\u00e1sico em queda permitira aos fundos de previd\u00eancia aberta oferecer rendimentos iguais ou superiores \u00e0 infla\u00e7\u00e3o (entre 5,81% e 11,24%), em raz\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is. Em 2013, com a volta \u00e0 pol\u00edtica de alta do juro b\u00e1sico, os pap\u00e9is se desvalorizaram, consumindo grande parte da rentabilidade de 2012. Os administradores falharam, notou o s\u00f3cio-diretor da NetQuant, Marcelo Nazareth, em entrevista ao jornal Valor.<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem, o governo contribuiu duplamente para o preju\u00edzo. Obrigou as empresas a alongar os prazos das aplica\u00e7\u00f5es quando os juros eram baixos. E derrubou demais o juro b\u00e1sico, tanto que o Banco Central teve de reapertar a pol\u00edtica monet\u00e1ria no ano passado. \u201cOs fundos argumentam que a previd\u00eancia \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o de longo prazo e, portanto, n\u00e3o se deve olhar para um \u00fanico ano. Mas o estudo da NetQuant e da Towers Watson mostra que a maioria dos fundos de previd\u00eancia aberta rendeu menos do que o CDI nos \u00faltimos cinco anos. Ou seja, os benefici\u00e1rios t\u00eam de seguir com cuidado as aplica\u00e7\u00f5es. Em especial, devem verificar se as aplica\u00e7\u00f5es atendem ao seu perfil\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><em>* Com informa\u00e7\u00f5es do O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com mat\u00e9ria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a remunera\u00e7\u00e3o dos fundos de aposentadoria geridos por entidades abertas de previd\u00eancia privada foi insuficiente para cobrir a infla\u00e7\u00e3o em 2013, segundo as consultorias NetQuant e Towers Watson, abrangendo 727 fundos previdenci\u00e1rios. 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