{"id":6175,"date":"2013-12-05T13:56:37","date_gmt":"2013-12-05T17:56:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=6175"},"modified":"2013-12-05T13:56:37","modified_gmt":"2013-12-05T17:56:37","slug":"as-cartas-de-anayde-em-cartaz-na-sede-social-da-adufpb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/as-cartas-de-anayde-em-cartaz-na-sede-social-da-adufpb\/","title":{"rendered":"&#8220;As cartas de Anayde&#8221; em cartaz na sede social da ADUFPB"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">&#8220;As cartas de Anayde&#8221; \u00e9 uma montagem teatral do Grupo de Teatro da ADUFPB, Sindicato dos Professores da UFPB. O espet\u00e1culo surgiu a partir de uma oficina de teatro oferecida pela ADUFPB em maio de 2013 e estar\u00e1 em cartaz nos dias 6, 7 e 8 de dezembro (sexta-feira, s\u00e1bado e domingo), \u00e0s 20h, na sede social da ADUFPB, localizada na Rua Gilvan Muribeca, 88, bairro do Cabo Branco. A entrada \u00e9 gratuita. O texto \u00e9 de Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva e a dire\u00e7\u00e3o, de Carlos Cartaxo. O elenco \u00e9 formado por Anadete Alves do Nascimento, Ananda Freitas, Georgina Furtado, Laura Sitcovsky, Paulo Medeiros, Sevi Faustino e Wagl\u00e2nia Freitas.<\/p>\n<p>O texto \u00e9 do professor de filosofia e escritor Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva, baseada no livro &#8220;Anayde Beiriz &#8211; Panthera dos\u00a0olhos\u00a0dormentes&#8221;\u00a0do m\u00e9dico e escritor Marcus Aranha. A obra fala de uma Anayde intelectual, leitora, apaixonada, feminina e moderna, o que a fazia uma mulher al\u00e9m do seu tempo.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a, assim como o livro, aborda a troca de correspond\u00eancia entre Anayde e o homem que foi verdadeiramente seu grande amor: o estudante de medicina Heriberto Paiva. O livro teve como fonte de pesquisa o pr\u00f3prio di\u00e1rio de Anayde, intitulado &#8220;Cartas do meu grande amor &#8211; Dolorosas reminisc\u00eancias do sonho desfeito da minha mocidade&#8221;, ao qual Marcus Aranha teve acesso e se inspirou para escrever sua obra. A fam\u00edlia de Anayde autorizou a Aranha a publica\u00e7\u00e3o das cartas. A partir do livro, Fl\u00e1vio Silva escreveu o mon\u00f3logo &#8220;As Cartas de Anayde&#8221;.<\/p>\n<p>A encena\u00e7\u00e3o \u00e9 de Carlos Cartaxo que \u00e9\u00a0doutor em Artes Visuais e Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de Barcelona (2013). Mestre em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal da Para\u00edba (1987). Especialista em Educa\u00e7\u00e3o Superior pela Universidade da Amaz\u00f4nia (1992). Possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Mec\u00e2nica pela UFPB (1983) e gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica tamb\u00e9m pela UFPB (1987).<\/p>\n<p>Atualmente \u00e9 professor efetivo da Universidade Federal da Para\u00edba. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: Artes C\u00eanicas, com dezenas de pe\u00e7as encenadas e como ator e autor teatral; Artes Visuais, com artigos, exposi\u00e7\u00f5es e cen\u00e1rios projetados; educa\u00e7\u00e3o, como professor do ensino fundamental, m\u00e9dio e superior.\u00a0Tem v\u00e1rios livros escritos, dentre eles, o romance &#8220;A fam\u00edlia Canuto e a luta camponesa na Amaz\u00f4nia&#8221; que foi agraciado com o Pr\u00eamio Jabuti de Literatura da C\u00e2mara Brasileira do Livro.<\/p>\n<p>Cartaxo buscou, nesse trabalho, uma narrativa que fortalece a po\u00e9tica no que concerne ao di\u00e1logo liter\u00e1rio entre Heriberto Paiva e Anayde Beiriz. O forte \u00e9 a carga dram\u00e1tica que as cartas conduzem. Todo trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o foi constru\u00eddo a partir das met\u00e1foras e entrelinhas que a literatura produzida por Anayde e Heriberto transmitem.<\/p>\n<p>Segundo Carlos Cartaxo, &#8220;encenar um texto cujo foco \u00e9 Anayde \u00e9 abrir o debate em que a mulher se posiciona como elemento central na sociedade p\u00f3s-moderna&#8221;. Ele afirma, ainda, que &#8220;a Anayde que a pe\u00e7a aborda, n\u00e3o \u00e9 aquela que esteve no meio do conflito pol\u00edtico entre Jo\u00e3o Dantas e Jo\u00e3o Pessoa. Muito menos aquela que Tizuka Yamazaki trata, equivocadamente, no filme &#8216;Parahyba mulher macho&#8217;, como amante de Jo\u00e3o Dantas. Mas, a mulher \u00e0 frente de seu tempo na d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo passado, escritora e leitora \u00e1vida, intelectual que frequentava saraus po\u00e9ticos e foi apaixonada pelo estudante de medicina Heriberto Paiva. O rapaz estudava no Rio de Janeiro e ela morava em Parahyba do Norte. A dist\u00e2ncia fazia do namoro uma troca de cartas de amor, declara\u00e7\u00f5es e projetos de constru\u00e7\u00e3o familiar. Todavia, a intelectualidade que fazia par \u00e0 sensibilidade de Anayde, provocou o rompimento na rela\u00e7\u00e3o amorosa do casal.\u00a0A pe\u00e7a foca a mulher din\u00e2mica, professora, que rompia paradigmas at\u00e9 com seu corte de cabelo&#8221;.<\/p>\n<p>O diretor da pe\u00e7a enfatiza tamb\u00e9m que essa \u00e9 a Anayde que poucos conhecem. &#8220;Entretanto, deve-se foc\u00e1-la, reparando a hist\u00f3ria. Por isso o Grupo de Teatro da ADUFPB traz \u00e0 cena, uma mulher, professora e escritora que frequentava os c\u00edrculos liter\u00e1rios de vanguarda de Parahyba do Norte da d\u00e9cada de 20 do s\u00e9culo passado (hoje Jo\u00e3o Pessoa), que merece ser resgatada como um s\u00edmbolo intelectual do povo paraibano&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Plebiscito<\/strong><\/p>\n<p>Carlos Cartaxo lembra que a Constitui\u00e7\u00e3o paraibana sugere a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito sobre a mudan\u00e7a do nome da Capital paraibana, mas isso nunca foi colocado em pr\u00e1tica. Segundo ele, &#8220;de fato n\u00e3o \u00e9 mudar o nome da Capital, mas resgatar o nome Parahyba, que hist\u00f3rica e culturalmente lhe pertenceu por mais de 300 anos&#8221;. Cartaxo enfatiza que a pe\u00e7a &#8220;As cartas de Anayde&#8221; tem o papel de trazer \u00e0 tona o debate, acender a chama para que a Constitui\u00e7\u00e3o seja respeitada e o plebiscito seja realizado.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m tem a fun\u00e7\u00e3o de rever a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de Anayde Beiriz que foi renegada, v\u00edtima do conflito pol\u00edtico entre Jo\u00e3o Dantas e Jo\u00e3o Pessoa, e do moralismo da \u00e9poca que a condenou desrespeitosamente, imputando inverdades sobre a mulher que revolucionou os costumes de Parahyba e, consequentemente, foi considerada \u00e0 frente de seu tempo&#8221;, declarou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6178\" title=\"FOLDER PE\u00c3\u0087A TEATRAL_DEZ 2013.indd\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-1-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-1-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-1-725x1024.jpg 725w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-1.jpg 1757w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6177\" title=\"FOLDER PE\u00c3\u0087A TEATRAL_DEZ 2013.indd\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-2-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-2-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-2-725x1024.jpg 725w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-2.jpg 1757w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6176\" title=\"FOLDER PE\u00c3\u0087A TEATRAL_DEZ 2013.indd\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-4-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-4-212x300.jpg 212w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-4-725x1024.jpg 725w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/PE\u00c7A-AS-CARTAS-DE-ANAYDE_WEB-4.jpg 1757w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;As cartas de Anayde&#8221; \u00e9 uma montagem teatral do Grupo de Teatro da ADUFPB, Sindicato dos Professores da UFPB. 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