{"id":5859,"date":"2013-10-14T17:12:52","date_gmt":"2013-10-14T21:12:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=5859"},"modified":"2013-10-15T08:59:12","modified_gmt":"2013-10-15T12:59:12","slug":"entidades-da-pb-lancam-campanha-pela-valorizacao-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/entidades-da-pb-lancam-campanha-pela-valorizacao-da-educacao\/","title":{"rendered":"Entidades da PB lan\u00e7am campanha pela valoriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/coletiva-campanha-valoriza\u00e7\u00e3o-14.10.2013.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5860\" title=\"coletiva campanha valoriza\u00e7\u00e3o - 14.10.2013\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/coletiva-campanha-valoriza\u00e7\u00e3o-14.10.2013-300x161.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"161\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/coletiva-campanha-valoriza\u00e7\u00e3o-14.10.2013-300x161.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/coletiva-campanha-valoriza\u00e7\u00e3o-14.10.2013.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cA educa\u00e7\u00e3o pede socorro!\u201d Esse \u00e9 um dos slogans da campanha lan\u00e7ada nesta segunda-feira (14\/10), v\u00e9spera do Dia do Professor, para alertar a sociedade para situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria da educa\u00e7\u00e3o no Estado e em todo o pa\u00eds. A iniciativa \u00e9 de sindicatos e associa\u00e7\u00f5es que representam os trabalhadores do setor na Para\u00edba.<\/p>\n<p>Para marcar o lan\u00e7amento da campanha, eles concederam uma entrevista coletiva \u00e0 imprensa na manh\u00e3 desta segunda-feira, na sede da ADUFPB(Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Para\u00edba), localizada no Centro de Viv\u00eancia do campus I da UFPB, em Jo\u00e3o Pessoa. Na ocasi\u00e3o, os jornalistas puderam conhecer algumas das pe\u00e7as da campanha, que ser\u00e1 massificada na internet, por meio das redes sociais, e contar\u00e1 com an\u00fancios em outbus, outdoors e jornais.<\/p>\n<p>O presidente da ADUFPB, Jaldes Reis de Meneses, deu in\u00edcio \u00e0 coletiva afirmando que o Dia dos Professores \u00e9 um momento de comemora\u00e7\u00e3o, sim, por\u00e9m tamb\u00e9m \u00e9 uma oportunidade de lembrar a sociedade a situa\u00e7\u00e3o de precariedade em que vivem os trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 importante lembrar que a perspectiva para o fim de 2013 e para o pr\u00f3ximo ano \u00e9 de grandes lutas nesse setor. Na Para\u00edba, os sindicatos unificaram a pauta de reivindica\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou. Segundo ele, a campanha pela valoriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores faz parte desse trabalho unificado que as entidades v\u00eam realizando.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do professor Jaldes Meneses, participaram da coletiva a presidente da Aduepb (Sindicato dos Professores da UEPB), Cristiane Nepomuceno, o presidente do Sintramb (Sindicato dos Trabalhadores do munic\u00edpio de Bayeux) e representante da Central Sindical Popular &#8211; Conlutas, Ant\u00f4nio Radical, a coordenadora de Assuntos Educacionais do Sintef-PB (Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e Tecnol\u00f3gica da Para\u00edba), V\u00e2nia Medeiros, o presidente da APLP (Associa\u00e7\u00e3o dos Professores de Licenciatura Plena do Estado da Para\u00edba), Francisco Fernandes, e o presidente do Sintep-PB (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Para\u00edba) e secret\u00e1rio geral da CUT, Paulo Tavares.<\/p>\n<p>A presidente da Aduepb, Cristiane Nepomuceno, falou sobre o processo de precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. \u201cTemos que comemorar o 5 de outubro, mas tamb\u00e9m temos que ampliar enormemente as condi\u00e7\u00f5es de trabalho na Para\u00edba\u201d.<\/p>\n<p>Ela destacou o alto n\u00famero de professores substitutos na UEPB (Universidade Estadual da Para\u00edba), uma classe que recebe menos do que o docente efetivo e n\u00e3o que possue qualquer v\u00ednculo com a universidade. \u201cOu seja, a institui\u00e7\u00e3o paga menos para ter um profissional muitas vezes altamente qualificado, com contrato de apenas quatro ou cinco meses. Eles saem lucrando com isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Cristiane Nepomuceno lembrou tamb\u00e9m que os professores da Universidade Estadual realizaram no in\u00edcio deste ano uma greve que durou 84 dias e que foi suspensa no m\u00eas de maio ser ter conquistado parte das reivindica\u00e7\u00f5es. \u201cA greve n\u00e3o acabou. Ela apenas est\u00e1 suspensa. Estamos aguardando agora no in\u00edcio desse semestre o agendamento de uma reuni\u00e3o com reitor para tratar dessas reivindica\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Piso nacional<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do Sintramb e representante da CSP-Conlutas na Para\u00edba, Ant\u00f4nio Radical, falou sobre o desrespeito \u00e0 Lei do Piso Nacional dos professores (Lei n\u00b0 11.738\/2008). \u201cCom certeza 90% dos munic\u00edpios paraibanos n\u00e3o pagam o piso\u201d, declarou. \u201cE n\u00e3o h\u00e1 nenhum artigo que puna o gestor que n\u00e3o pagar o piso, chegando ao c\u00famulo de o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o que subescreveu a Lei do Piso n\u00e3o pagar o piso no Estado de onde \u00e9 governador\u201d, declarou, em refer\u00eancia ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), que era o ministro da Educa\u00e7\u00e3o quando da san\u00e7\u00e3o da Lei 11.738\/08.<\/p>\n<p>Pelo texto, o professor de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica que trabalhe 40 horas por semana n\u00e3o pode ter um vencimento menor que R$ 1.567,00. Para o pr\u00f3ximo ano, a previs\u00e3o do Governo Federal \u00e9 de que esse valor tenha um reajuste de 19%. Em setembro, governadores e prefeitos se uniram e propuseram uma nova metodologia para c\u00e1lculo desse percentual. Com a mudan\u00e7a, o reajuste seria de apenas 7,7%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do desrespeito ao piso salarial, na Para\u00edba as escolas municipais sofrem com a falta de infraestrutura, segundo Ant\u00f4nio Radical. \u201cEm Bayeux, as unidades de ensino n\u00e3o possuem quadra de esporte, por exemplo. H\u00e1 escolas que n\u00e3o merecem nem receber o nome de escolas\u201d, declara. Segundo ele, hoje h\u00e1 cerca de 800 professores efetivos no munic\u00edpio de Bayeux.<\/p>\n<p><strong>Plano de Carreira<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da APLP, Francisco Fernandes, tamb\u00e9m destacou os perigos da falta de respeito ao Piso Nacional dos professores e lembrou a import\u00e2ncia da defini\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba, de um Plano de Carreira da categoria. \u201cSem isso, n\u00e3o vamos avan\u00e7ar\u201d, disse. De acordo com ele, o Governo do Estado tamb\u00e9m n\u00e3o paga o piso. Questionado sobre a possibilidade de uma greve no pr\u00f3ximo ano, ele declarou que se percebe um \u201cprocesso de ebuli\u00e7\u00e3o de revolta\u201d nas escolas.<\/p>\n<p>Atualmente, segundo Francisco Fernandes, o Estado da Para\u00edba tem 14 mil professores efetivos, 400 mil alunos em 850 escolas. \u201cIsso sem contar as mais de 200 escolas que se encontram fechadas no Estado. Ou seja, a conta poderia chegar a mais de mil unidades de ensino\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Adoecimento da categoria<\/strong><\/p>\n<p>A presidente do Sintef-PB, V\u00e2nia Medeiros, denunciou que os arrochos salariais e a falta de condi\u00e7\u00e3o de trabalho t\u00eam provocado o adoecimento dos profissionais que atuam na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o. No caso do IFPB (Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia da Para\u00edba), assim como nas universidades federais, ocorreu nos \u00faltimos anos uma grande amplia\u00e7\u00e3o na oferta de vagas. \u201c\u00c9ramos tr\u00eas unidades em 2008 e hoje j\u00e1 somos dez\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a contrata\u00e7\u00e3o de professores e expans\u00e3o da estrutura dos cursos n\u00e3o seguiu no mesmo ritmo. \u201c\u00c9 uma expans\u00e3o sem estrutura. Temos turmas se formando hoje sem nunca terem visto um laborat\u00f3rio\u201d, revela.<\/p>\n<p><strong>Desest\u00edmulo<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de precariedade das escolas p\u00fablicas de todo o pa\u00eds faz desestimula a forma\u00e7\u00e3o de novos professores, avalia o presidente do Sintepb e secret\u00e1rio geral da Central \u00danica dos Trabalhadores na Para\u00edba (CUT-PB), Paulo Tavares. \u201cA situa\u00e7\u00e3o que encontramos hoje faz com que nossos alunos n\u00e3o queiram mais ser professores\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ele, a Para\u00edba \u00e9 o \u00fanico Estado do pa\u00eds com vencimento diferenciado para profissionais do mesmo n\u00edvel. \u201cHoje o piso do professore de licenciatura plena \u00e9 de R$ 1,3 mil, mas se esse professor prestar servi\u00e7o na ger\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o [n\u00e3o estiver em sala de aula], por exemplo, esse valor baixa para cerca de R$ 900\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Quem integra a campanha<\/strong><\/p>\n<p>A campanha pela valoriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o das seguintes entidades: Adufpb (Sindicato dos Professores da UFPB), Adufcg (Sindicato dos Professores da UFCG), Aduepb (Sindicato dos professores da UEPB), APLP (Associa\u00e7\u00e3o dos Professores de Licenciatura Plena da Para\u00edba),\u00a0Sintef-PB (Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e Tecnol\u00f3gica da Para\u00edba),\u00a0Sintepb (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Para\u00edba),\u00a0Sintespb (Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Para\u00edba), Sinfesa (Sindicato dos Funcion\u00e1rios P\u00fablicos de Santa Rita) e\u00a0Sintramb (Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Bayeux).<\/p>\n<p><strong>Atividades de mobiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, Dia do Professor, as entidades que integram a campanha pela valoriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o na Para\u00edba v\u00e3o participar de uma mobiliza\u00e7\u00e3o organizada pelo Movimento dos Sem Terra (MST). O protesto est\u00e1 marcado para as 14h no Parque Solon de Lucena.<\/p>\n<p>J\u00e1 no dia 1\u00ba de novembro, ser\u00e1 realizado um semin\u00e1rios na UFPB para tratar dos temas que envolvem a campanha. Pela manh\u00e3, o debate ser\u00e1 sobre valoriza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o (\u201cProblemas e Pespectivas\u201d). \u00c0 tarde, as discuss\u00f5es v\u00e3o abordar a quest\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho existentes nas realidades de ensino da Para\u00edba na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e no Ensino Superior.<\/p>\n<p><strong>Caf\u00e9 da manh\u00e3 na ADUFPB<\/strong><\/p>\n<p>Para homenagear a categoria e promover a confraterniza\u00e7\u00e3o entre os docentes, a ADUFPB ir\u00e1 oferecer um caf\u00e9 da manh\u00e3 nesta ter\u00e7a-feira na sede da entidade, localizada no Centro de Viv\u00eancia do campus I. A atividade \u00e9 aberta a todos os professores est\u00e1 prevista para come\u00e7ar \u00e0s 8h30.<\/p>\n<p><strong>Galeria de fotos<\/strong><\/p>\n<p>[nggallery id=37]<\/p>\n<p><em>Fonte: Ascom ADUFPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o pede socorro!\u201d Esse \u00e9 um dos slogans da campanha lan\u00e7ada nesta segunda-feira (14\/10), v\u00e9spera do Dia do Professor, para alertar a sociedade para situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria da educa\u00e7\u00e3o no Estado e em todo o pa\u00eds. A iniciativa \u00e9 de sindicatos e associa\u00e7\u00f5es que representam os trabalhadores do setor na Para\u00edba. 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