{"id":36725,"date":"2026-07-13T23:07:50","date_gmt":"2026-07-14T02:07:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=36725"},"modified":"2026-07-14T09:44:56","modified_gmt":"2026-07-14T12:44:56","slug":"agravamento-da-crise-orcamentaria-nas-universidades-e-novos-cortes-para-2026-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/agravamento-da-crise-orcamentaria-nas-universidades-e-novos-cortes-para-2026-2\/","title":{"rendered":"Agravamento da crise or\u00e7ament\u00e1ria nas universidades e novos cortes para 2026"},"content":{"rendered":"<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-scaled.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"2560\" data-large_image_height=\"1634\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-36734\" src=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-300x191.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-1024x654.jpg 1024w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-768x490.jpg 768w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-1536x980.jpg 1536w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-2048x1307.jpg 2048w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/40962614max-250x160.jpg 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A diretoria da ADUFPB vem a p\u00fablico denunciar o aprofundamento da situa\u00e7\u00e3o de precariza\u00e7\u00e3o vivida pelas universidades brasileiras, agravada agora por novos cortes no or\u00e7amento previsto para o ano de 2026. Os dois novos bloqueios atingem frontalmente as institui\u00e7\u00f5es e escancaram uma crise que se arrasta h\u00e1 uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos 10 anos, o or\u00e7amento discricion\u00e1rio das universidades sofreu redu\u00e7\u00e3o superior a 50%, enquanto as verbas de investimento (obras e compra de equipamentos) despencaram mais de 85%.<\/p>\n<p>Simultaneamente, houve amplia\u00e7\u00e3o da rede de institui\u00e7\u00f5es e crescimento do n\u00famero de matr\u00edculas. Essa combina\u00e7\u00e3o de menos dinheiro e uma comunidade maior levou \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e vis\u00edvel que se enfrenta hoje.<\/p>\n<p>A asfixia financeira j\u00e1 se traduz, por exemplo, na redu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os terceirizados, inclusive na \u00e1rea de seguran\u00e7a. Al\u00e9m disso, faltam recursos para que professores e alunos participem de congressos de pesquisa no Brasil: n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para passagens, inscri\u00e7\u00f5es em eventos ou di\u00e1rias.<\/p>\n<p>O efeito concreto dessa pol\u00edtica \u00e9 a queda das universidades brasileiras nos <em>rankings<\/em> mundiais de pesquisa, noticiada recentemente. N\u00e3o se trata de acaso, mas de consequ\u00eancia direta da falta de investimento.<\/p>\n<p>Neste momento, mais um ataque se configura com os cortes no or\u00e7amento de 2026. A impress\u00e3o inevit\u00e1vel \u00e9 que, justamente quando a universidade universalizou o acesso aos filhos e filhas da classe trabalhadora, a camada que mais precisa, os cortes se intensificam.<\/p>\n<p>O ataque \u00e0s universidades \u00e9 marca do governo anterior e \u00e9 inadmiss\u00edvel que o atual governo siga na mesma linha. \u00c9 urgente que Executivo e Congresso retirem a educa\u00e7\u00e3o e a sa\u00fade dos cortes, \u00e1reas primordiais para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Enquanto as universidades definham, o Congresso Nacional destinou, no ano passado, cerca de R$ 900 bilh\u00f5es em subs\u00eddios a empresas privadas na Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (LOA). Os congressistas contam hoje com R$ 61 bilh\u00f5es em emendas para distribui\u00e7\u00e3o com fins eleitoreiros.<\/p>\n<p>O mesmo Congresso inseriu no or\u00e7amento as d\u00edvidas de estados como Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (os maiores devedores), e agora o Senado ensaia uma isen\u00e7\u00e3o de 120 bilh\u00f5es de reais para empres\u00e1rios do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A falta de investimento estrangula as universidades a ponto de, se nada mudar, restar\u00e1 apenas o professor e o quadro, sem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de funcionamento. Algumas institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 sinalizam que, sem altera\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio, paralisar\u00e3o suas atividades em setembro.<\/p>\n<p>Diante disso, repudiamos com veem\u00eancia os cortes na educa\u00e7\u00e3o e convocamos a comunidade acad\u00eamica e a sociedade para uma grande manifesta\u00e7\u00e3o em den\u00fancia a esses cortes or\u00e7ament\u00e1rios, que amea\u00e7am parar as universidades e comprometem o futuro do pa\u00eds.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ascom da ADUFPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diretoria da ADUFPB vem a p\u00fablico denunciar o aprofundamento da situa\u00e7\u00e3o de precariza\u00e7\u00e3o vivida pelas universidades brasileiras, agravada agora por novos cortes no or\u00e7amento previsto para o ano de 2026. Os dois novos bloqueios atingem frontalmente as institui\u00e7\u00f5es e escancaram uma crise que se arrasta h\u00e1 uma d\u00e9cada. 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