{"id":3302,"date":"2012-06-05T00:00:25","date_gmt":"2012-06-05T04:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=3302"},"modified":"2012-06-05T00:00:25","modified_gmt":"2012-06-05T04:00:25","slug":"sindicalistas-dizem-a-mendonca-que-esperam-uma-resposta-concreta-do-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/sindicalistas-dizem-a-mendonca-que-esperam-uma-resposta-concreta-do-governo\/","title":{"rendered":"Sindicalistas dizem a Mendon\u00e7a que esperam uma resposta concreta do governo"},"content":{"rendered":"<p>Representantes de 32 entidades sindicais representativas dos servidores p\u00fablicos federais foram recebidos na manh\u00e3 desta sexta-feira (1\u00ba) pelo secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho, S\u00e9rgio Mendon\u00e7a, para tratar da pauta reivindicat\u00f3ria dos servidores, protocolizada em fevereiro deste ano. Como era esperado, o representante do governo n\u00e3o tinha uma resposta, apesar de as entidades terem proposto, na \u00faltima reuni\u00e3o, uma composi\u00e7\u00e3o que admitiria um percentual menor como revis\u00e3o remunerat\u00f3ria geral em rela\u00e7\u00e3o ao que tinha sido apresentado anteriormente. Ao final, foi reafirmada a necessidade de negocia\u00e7\u00e3o e acordado que n\u00e3o seria agendada a data de uma nova reuni\u00e3o, pois se espera que o governo chame um novo encontro quanto tiver uma proposta objetiva para apresentar.<\/p>\n<p>O ANDES-SN foi representado pelo 1\u00ba vice-presidente da entidade, Luiz Henrique Schuch, e Astrid Avila, integrante do Comando Nacional de Greve. Na reuni\u00e3o, Mendon\u00e7a afirmou que continuam abertas as negocia\u00e7\u00f5es com todas as categorias. Disse, ainda, que o conflito quase sempre atrapalha, \u201cmas eventualmente pode at\u00e9 fazer avan\u00e7ar\u201d. A reuni\u00e3o desta sexta-feira estava marcada para quinta-feira (31), mas foi adiada pelo governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00cdndice<\/strong><\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio da reuni\u00e3o, o representante da CSP-Conlutas, Paulo Barela, argumentou que os servidores aceitam uma nova composi\u00e7\u00e3o do \u00edndice de reposi\u00e7\u00e3o, que antes correspondia \u00e0 infla\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos dois anos, mais a diferen\u00e7a do PIB (Produto Interno Bruto). Agora, prop\u00f5em que seja apenas a infla\u00e7\u00e3o, deixando a varia\u00e7\u00e3o do PIB para as negocia\u00e7\u00f5es sobre as distor\u00e7\u00f5es salariais.<\/p>\n<p>Barela disse, ainda, que a insatisfa\u00e7\u00e3o na categoria \u00e9 crescente e que j\u00e1 est\u00e1 agendada um grande ato p\u00fablico para a pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira (5), que os docentes organizados no ANDES-SN j\u00e1 desencadearam uma forte greve e h\u00e1 um indicativo de paralisa\u00e7\u00e3o geral do funcionalismo por tempo indeterminado a partir do dia 11.<\/p>\n<p>Mendon\u00e7a come\u00e7ou sua fala dizendo que n\u00e3o tinha grandes respostas, mas que o governo estava realizando estudos e discutindo internamente a proposta dos servidores quanto ao \u00edndice. Ele disse ainda ter consci\u00eancia de que o dia 31 de maio era emblem\u00e1tico, j\u00e1 que o governo tinha imposto esse prazo para dar uma resposta. \u201c\u00c9 um prazo simb\u00f3lico\u201d, reconheceu, segundo o relatos de dirigentes sindicais que acompanharam a reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>O representante do governo tamb\u00e9m admitiu que muitas conversas com as categorias ocorrem desde o ano passado, \u201cmas os impactos s\u00e3o grandes e n\u00e3o temos ainda como trabalhar as quest\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MP 568\/12<\/strong><\/p>\n<p>Mendon\u00e7a afirmou que, no entendimento do governo, a MP 568 era positiva, j\u00e1 que deu cumprimento a acordos firmados ano passado. Mas, n\u00e3o \u00e9 esse o entendimento dos servidores. \u201cTemos sofrido press\u00f5es e n\u00e3o podemos ficar insens\u00edveis. Estamos buscando alternativas de solu\u00e7\u00e3o, em especial com os problemas relacionados aos m\u00e9dicos, ao pessoal do DNOCS e o que envolve os adicionais de insalubridade e de periculosidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho afirmou que est\u00e1 trabalhando para que sejam apresentadas novidades em rela\u00e7\u00e3o aos benef\u00edcios. \u201cNesse ponto temos mais autonomia, pois as poss\u00edveis propostas n\u00e3o implicam em mudan\u00e7as no anexo V do or\u00e7amento, que trata dos gastos com pessoal, e podem ser tratados como reprograma\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria posteriormente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PL dos cargos<\/strong><\/p>\n<p>Mendon\u00e7a citou a aprova\u00e7\u00e3o, pelo Senado Federal, do PLC 36\/2012, que autoriza o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o a criar mais de 77 mil cargos e fun\u00e7\u00f5es a serem preenchidos at\u00e9 2014, dando a entender que o PL implicaria aumento de gastos. A rela\u00e7\u00e3o foi prontamente recha\u00e7ada pelos representantes das entidades sindicais presentes.<\/p>\n<p>\u201cO governo n\u00e3o pode colocar em concorr\u00eancia a pol\u00edtica salarial, que tem obriga\u00e7\u00e3o de cumprir, com a cria\u00e7\u00e3o de novos cargos\u201d, retrucou o representante da CUT, Pedro Armengol. Barela tamb\u00e9m reiterou que a cria\u00e7\u00e3o dos cargos n\u00e3o poderia concorrer com o reajuste para os servidores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Crise internacional<\/strong><\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho afirmou que ao contr\u00e1rio do que o governo vinha dizendo anteriormente, o entendimento agora \u00e9 que a atual crise internacional ser\u00e1 maior do que a de 2008 e vai interferir nos pa\u00edses emergentes. \u201cDe alguma forma vai atingir o Brasil, mas estamos nos prevenindo e tomando as atitudes necess\u00e1rias para que o efeito seja m\u00ednimo. S\u00f3 que isso complica as nossas possibilidades. N\u00e3o \u00e9 uma boa not\u00edcia para n\u00f3s, negociadores do governo. A palavra agora \u00e9 cautela\u201d, argumentou.<\/p>\n<p>Armengol argumentou que o governo n\u00e3o poderia criar fact\u00f3ides relacionados \u00e0 crise internacional para justificar a insensibilidade no tratamento das quest\u00f5es salariais dos servidores. &#8220;\u00c9 constrangedor, mas \u00e9 preciso admitir que at\u00e9 mesmo governo tucano de FHC gastava com pagamento de pessoal, proporcionalmente ao PIB, mais do que as administra\u00e7\u00f5es petistas de Lula e Dilma\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Greve nas federais<\/strong><\/p>\n<p>O representante do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, afirmou que tinha um registro a fazer e uma solicita\u00e7\u00e3o. Quanto ao registro, ele informou que a greve nas institui\u00e7\u00f5es federais cresce a cada dia, inclusive com a ades\u00e3o de universidades que n\u00e3o fazem parte da base org\u00e2nica do Sindicato Nacional.<\/p>\n<p>Schuch disse, ainda, que a quest\u00e3o dos prazos, colocada pelo governo para n\u00e3o adiantar as negocia\u00e7\u00f5es, \u00e9 pol\u00edtica, \u201cj\u00e1 que o governo nesta semana incluiu no PLC 36\/12 um alongamento de d\u00edvidas fiscais consider\u00e1veis para os tubar\u00f5es das mantenedoras de ensino\u201d, argumentou. \u201cN\u00e3o aceitamos uma posi\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica de que o prazo \u00e9 julho\u201d.<\/p>\n<p>O representante do ANDES-SN tamb\u00e9m criticou a invers\u00e3o metodol\u00f3gica de discutir a re-estrutura\u00e7\u00e3o das carreiras ap\u00f3s a equipe econ\u00f4mica definir o que ser\u00e1 poss\u00edvel destinar para pessoal. \u201cNo nosso entendimento, primeiro deveria haver um acordo sobre carreira, sua organiza\u00e7\u00e3o e seus conceitos, depois se analisaria o quadro remunerat\u00f3ria para, ao final, ser analisado o impacto or\u00e7ament\u00e1rio. O governo faz o contr\u00e1rio: define o or\u00e7amento e tudo o mais deve se adaptar ao que foi decidido pela Fazenda\u201d, argumentou. \u201cAl\u00e9m de ser uma deturpa\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica, essa posi\u00e7\u00e3o fere a autonomia universit\u00e1ria\u201d, completou.<\/p>\n<p>Por fim, Schuch solicitou que se abram as negocia\u00e7\u00f5es com os docentes. \u201cQueremos uma agenda e que o governo nos apresente uma proposta. A nossa j\u00e1 \u00e9 conhecida, mas precisamos saber o que voc\u00eas t\u00eam para nos apresentar\u201d, disse. Ele lembrou que caso a situa\u00e7\u00e3o continue como est\u00e1, o Pal\u00e1cio do Planalto estar\u00e1 proporcionando uma das maiores mobiliza\u00e7\u00f5es de servidores que esse pa\u00eds assistiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Negocia\u00e7\u00e3o efetiva<\/p>\n<p>Representantes de v\u00e1rias entidades presentes defenderam que s\u00f3 fosse marcada uma data para nova reuni\u00e3o quando o governo tivesse uma proposta concreta para apresentar. \u201cS\u00f3 neste ano foram oito reuni\u00f5es, contando com a de hoje, e a pauta n\u00e3o avan\u00e7ou em nada\u201d, constatou Barela.<\/p>\n<p>Na sua fala final, Mendon\u00e7a disse que estava levando para dentro do governo todas as pondera\u00e7\u00f5es trazidas pelos servidores e que tudo estava sendo discutido.<\/p>\n<p>Ele deu a entender que o governo, ao contr\u00e1rio do que fez ano passado, receber\u00e1 as categorias em greve. \u201cA sociedade brasileira decidiu, em 1988, que os servidores t\u00eam direito \u00e0 greve e temos de lidar com isso\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Sobre o fato de as entidades sindicais defenderem que nova reuni\u00e3o s\u00f3 deva ser marcada ap\u00f3s o governo ter uma posi\u00e7\u00e3o acerca da pauta de reivindica\u00e7\u00f5es, ele concordou, \u201cmas mantendo aberta a possibilidade de reavalia\u00e7\u00e3o de ambas as partes\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte: ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes de 32 entidades sindicais representativas dos servidores p\u00fablicos federais foram recebidos na manh\u00e3 desta sexta-feira (1\u00ba) pelo secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho, S\u00e9rgio Mendon\u00e7a, para tratar da pauta reivindicat\u00f3ria dos servidores, protocolizada em fevereiro deste ano. 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