{"id":32438,"date":"2024-10-10T09:51:44","date_gmt":"2024-10-10T12:51:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=32438"},"modified":"2024-10-18T18:42:16","modified_gmt":"2024-10-18T21:42:16","slug":"dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-combate-a-violencia-de-genero-no-pais-requer-acao-urgente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-combate-a-violencia-de-genero-no-pais-requer-acao-urgente\/","title":{"rendered":"Dia Nacional de Luta Contra a Viol\u00eancia \u00e0 Mulher: Combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero no pa\u00eds requer a\u00e7\u00e3o urgente"},"content":{"rendered":"<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher.jpeg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"1075\" data-large_image_height=\"1073\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-32439\" src=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-300x300.jpeg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-1024x1022.jpeg 1024w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-150x150.jpeg 150w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-768x767.jpeg 768w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher-250x250.jpeg 250w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/2024.10.10-dia-nacional-de-luta-contra-a-violencia-a-mulher.jpeg 1075w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nesta quinta-feira, 10 de outubro, a ADUFPB se une ao Dia Nacional de Luta Contra a Viol\u00eancia \u00e0 Mulher, uma data fundamental para refletir e agir diante dos n\u00fameros alarmantes da viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil. Segundo dados da Secretaria de Estado da Seguran\u00e7a e Defesa Social, de janeiro a julho deste ano, a Para\u00edba registrou 13 casos de feminic\u00eddios.<\/p>\n<p>No ano passado, em m\u00e9dia, duas mulheres foram mortas por m\u00eas na Para\u00edba em raz\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. O n\u00famero de feminic\u00eddios registrados de janeiro a dezembro de 2023 aumentou 30% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2022, chegando a 34 casos, contra 26 no ano anterior.<\/p>\n<p>De acordo com dados do Monitor de Feminic\u00eddios no Brasil, elaborado pelo Laborat\u00f3rio de Estudos de Feminic\u00eddios da Universidade Estadual de Londrina, a Para\u00edba possui a segunda pior taxa de feminic\u00eddio entre os estados da regi\u00e3o Nordeste, com 0,88 caso (assassinatos consumados ou tentados) por 100 mil habitantes no primeiro semestre deste ano. O estado fica atr\u00e1s de Pernambuco, que registrou uma taxa de 1,01 caso.<\/p>\n<p>O crescimento dos assassinatos de mulheres em todo o pa\u00eds \u00e9 alarmante. De acordo com o Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica de 2024, elaborado pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP), 1.467 mulheres foram mortas no ano passado por raz\u00f5es de g\u00eanero, o maior registro desde a publica\u00e7\u00e3o da lei que tipifica o crime, em 2015. O aumento foi de 0,8% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram verificados aumentos nas taxas de registros de agress\u00f5es em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica (9,8%), amea\u00e7as (16,5%), persegui\u00e7\u00e3o\/stalking (34,5%), viol\u00eancia psicol\u00f3gica (33,8%) e estupro (6,5%). As modalidades de viol\u00eancia atingiram mais de 1,2 milh\u00e3o de mulheres no ano passado, aponta o levantamento.<\/p>\n<p><strong>Outras formas de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos feminic\u00eddios, a viol\u00eancia contra a mulher em geral tamb\u00e9m apresentou crescimento na Para\u00edba. De janeiro a julho deste ano, foram feitas, no estado, 1.102 den\u00fancias ao Ligue 180 (Central de Atendimento \u00e0 Mulher), o que representa um aumento de 30,72% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>Entre as den\u00fancias realizadas, 630 foram apresentadas pela pr\u00f3pria v\u00edtima, enquanto em 471 o denunciante foi uma terceira pessoa. A casa da v\u00edtima ainda \u00e9 o cen\u00e1rio onde mais situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia s\u00e3o registradas. Na Para\u00edba, 505 den\u00fancias tiveram este contexto.<\/p>\n<p>No estado, o maior n\u00famero de den\u00fancias est\u00e1 relacionado \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres entre 35 e 39 anos (241, no total). S\u00e3o as mulheres negras as v\u00edtimas mais frequentes nas den\u00fancias (545 s\u00e3o pretas ou pardas) e s\u00e3o os seus esposos e companheiros (ou ex-companheiros) aqueles que mais cometem atos violentos (390). Em todo o pa\u00eds, foram feitas 84,3 mil den\u00fancias, volume que equivale a um aumento de 33,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo em 2023.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio, que afeta sobretudo mulheres negras, aponta para a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes e de uma a\u00e7\u00e3o coletiva de enfrentamento a essa crise. O Movimento Mulheres em Resist\u00eancia, criado pela ADUFPB em 2020, tem sido uma importante for\u00e7a mobilizadora, promovendo debates, campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s v\u00edtimas ao longo dos anos. Desde a sua cria\u00e7\u00e3o, o movimento MER vem realizando rodas de conversa, semin\u00e1rios e campanhas que buscam dar visibilidade \u00e0s lutas das mulheres, al\u00e9m de apoiar legisla\u00e7\u00f5es que protejam suas vidas e dignidade.<\/p>\n<p>Recentemente, o Andes \u2013 Sindicato Nacional refor\u00e7ou a urg\u00eancia dessas discuss\u00f5es ao lan\u00e7ar uma campanha nacional para alertar sobre o aumento dos casos de feminic\u00eddio e outras viol\u00eancias de g\u00eanero. A campanha inclui a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e o engajamento da categoria docente em um amplo debate sobre o papel das universidades na constru\u00e7\u00e3o de uma cultura de paz e respeito \u00e0s mulheres. Com um tom firme e combativo, o Andes denuncia a omiss\u00e3o estatal e cobra a efetiva implementa\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminic\u00eddio.<\/p>\n<p>Este Dia Nacional de Luta Contra a Viol\u00eancia \u00e0 Mulher serve como um lembrete: \u00e9 urgente fortalecer as redes de apoio e prote\u00e7\u00e3o, garantir que as den\u00fancias sejam acolhidas e transformadas em a\u00e7\u00f5es concretas, e, sobretudo, ampliar a consci\u00eancia coletiva sobre o impacto devastador da viol\u00eancia de g\u00eanero. A Para\u00edba, assim como o Brasil, precisa de mais do que discursos. Precisa de justi\u00e7a e de compromisso com a vida de suas mulheres.<\/p>\n<p>Denunciar \u00e9 um primeiro passo, e as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia na Para\u00edba podem recorrer ao Centro de Refer\u00eancia da Mulher, \u00e0s Delegacias Especializadas de Atendimento \u00e0s Mulheres &#8211; DEAMS e outros servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o e den\u00fancia, como por meio dos n\u00fameros 197 (Pol\u00edcia Civil), 180 (Central de Atendimento \u00e0 Mulher) e 190 (Pol\u00edcia Militar). O aplicativo SOS Mulher PB tamb\u00e9m oferece suporte emergencial.<\/p>\n<p><em>Fonte: ASCOM ADUFPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta quinta-feira, 10 de outubro, a ADUFPB se une ao Dia Nacional de Luta Contra a Viol\u00eancia \u00e0 Mulher, uma data fundamental para refletir e agir diante dos n\u00fameros alarmantes da viol\u00eancia de g\u00eanero no Brasil. 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