{"id":3164,"date":"2012-05-25T07:22:20","date_gmt":"2012-05-25T11:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=3164"},"modified":"2012-05-25T07:22:20","modified_gmt":"2012-05-25T11:22:20","slug":"falta-de-professores-e-de-estrutura-marcou-o-inicio-do-ano-nas-federais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/falta-de-professores-e-de-estrutura-marcou-o-inicio-do-ano-nas-federais\/","title":{"rendered":"Falta de professores e de estrutura marcou o in\u00edcio do ano nas Federais"},"content":{"rendered":"<p><em>*mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o de abril\/2012 do InformANDES impresso. As informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s paralisa\u00e7\u00f5es se referem ao per\u00edodo de publica\u00e7\u00e3o original do texto.<\/em><\/p>\n<p>No pa\u00eds que pretende assumir a lideran\u00e7a econ\u00f4mica entre os emergentes e que se vangloria de ser (por enquanto) a sexta economia mundial, aulas nas universidades federais t\u00eam sido suspensas por falta de professor e de infraestrutura. Levantamento feito pelo ANDES-SN mostra que o problema est\u00e1 presente em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds e atinge, principalmente, os cursos que foram criados nos \u00faltimos anos pelo Programa de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais (Reuni).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3166\" title=\"falta de professores e estrutura\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura.jpg 448w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No campus de Maca\u00e9 (UFRJ), criado pelo Reuni, os alunos de Medicina est\u00e3o em greve desde o dia 2 de abril devido \u00e0s m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es do curso, que sofre com a falta de professores e de laborat\u00f3rios e por n\u00e3o disponibilizar uma rede de hospitais onde os alunos possam ter aulas pr\u00e1ticas (foto 1). A paralisa\u00e7\u00e3o permanecia at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os estudantes reivindicam a transfer\u00eancia para o curso de Medicina do Fund\u00e3o (campus da UFRJ na capital fluminense). Em entrevista ao jornal da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da UFRJ (Adufrj \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sindical), o diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Roberto Medronho, adiantou que caso os problemas na Medicina em Maca\u00e9 n\u00e3o sejam resolvidos devem ser suspensas as vagas no pr\u00f3ximo Enem\/Sisu. O curso come\u00e7ou a funcionar em 2009 e tem atualmente 159 alunos.<\/p>\n<p>Em nota p\u00fablica enviada para a comunidade acad\u00eamica, os estudantes denunciaram, entre outros problemas, a falta de professores e de hospitais em Maca\u00e9 que tenham m\u00e9dicos diaristas, o que impede a pr\u00e1tica de resid\u00eancia m\u00e9dica. Tamb\u00e9m reclamam que um professor chega a atender 15 alunos nas aulas em ambiente hospitalar, um n\u00famero tr\u00eas vezes maior que o recomendado. O laborat\u00f3rio usado nas aulas de anatomia \u00e9 precarizado \u201csem cad\u00e1veres formolizados e contando com poucas pe\u00e7as plastinadas.\u201d<\/p>\n<p>Outra reclama\u00e7\u00e3o \u00e9 que disciplinas essenciais n\u00e3o foram ministradas. Para a professora titular do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica da Faculdade de Medicina da UFRJ e respons\u00e1vel pelo processo de sele\u00e7\u00e3o de preceptores em Maca\u00e9 para o curso de Medicina local, Vera Halfoun, os baixos sal\u00e1rios oferecidos aos professores t\u00eam impedido que os m\u00e9dicos queiram ensinar e, assim, consolidar o curso.<\/p>\n<p>De acordo com a nota dos estudantes, um concurso para professor de Radiologia ficou aberto por seis meses sem que aparecesse um candidato. Os sal\u00e1rios oferecidos, realmente, n\u00e3o s\u00e3o atrativos: caso um m\u00e9dico sem mestrado queira trabalhar como professor, ele vai receber R$ 1.536,46 por 20 horas semanais de trabalho. Valor seis vezes menor que o piso da categoria defendido pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos M\u00e9dicos (Fenam), que \u00e9 de R$ 9.813,00 para a mesma carga hor\u00e1ria.<\/p>\n<p>A dificuldade em fixar professores tem sobrecarregado os abnegados que continuam dando aulas na faculdade. \u201cDei aulas de bioqu\u00edmica todos os dias, das 8h ao meio-dia, por absoluta falta de professores\u201d, disse ao jornal da Adufrj \u2013 SSind. o professor Mois\u00e9s Xavier. Sem condi\u00e7\u00f5es de trabalhar, o coordenador e a vice-coordenadora do curso, professores Paulo Xavier e Ana L\u00facia Abreu pediram exonera\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o no come\u00e7o de abril.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sem campo para est\u00e1gio<\/strong><\/p>\n<p>A falta de estrutura n\u00e3o \u00e9 uma realidade, apenas, da Faculdade de Medicina de Maca\u00e9. No campus de Cuit\u00e9, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) na Para\u00edba, os estudantes de Enfermagem tamb\u00e9m resolveram entrar em greve no in\u00edcio de mar\u00e7o em protesto contra a p\u00e9ssima estrutura do curso, tamb\u00e9m criado no Reuni. Eles reclamam da insufici\u00eancia de professores, da falta de docentes para acompanhar os est\u00e1gios e da indisponibilidade de locais para estagiarem.<\/p>\n<p>\u201cO curso foi criado sem que o munic\u00edpio e a regi\u00e3o dispusessem de hospitais onde os estudantes pudessem fazer a parte pr\u00e1tica. N\u00e3o h\u00e1 na redondeza, por exemplo, nenhuma unidade de terapia intensiva ou centro cir\u00fargico onde os alunos possam fazer est\u00e1gio nessas \u00e1reas\u201d, critica Antonio Lisboa, diretor-secret\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (Adufcg \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sindical).<\/p>\n<p>Para Lisboa, \u00e9 como se os enfermeiros formados no campus de Cuit\u00e9 n\u00e3o precisem ser capacitados na sua totalidade, mas apenas para atender aos casos mais simples. \u00c9 a velha divis\u00e3o, presente na universidade brasileira, de faculdades de primeira, segunda e terceira classe.<\/p>\n<p>Os alunos voltaram para a sala de aula no dia 18 de mar\u00e7o, mas continua a falta de campo para est\u00e1gio. \u201cV\u00e1rios professores foram contratados recentemente como tempor\u00e1rios, diminuindo esse problema, mas o Hospital de Cuit\u00e9 continua a n\u00e3o comportar est\u00e1gios mais avan\u00e7ados na \u00e1rea de enfermagem\u201d, constata a estudante Elida Regina Dantas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3165\" title=\"falta de professores e estrutura 2\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-2.jpg 449w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A assessoria de imprensa da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) confirma a falta de campo de est\u00e1gio n\u00e3o s\u00f3 em Cuit\u00e9, mas em outros locais do sert\u00e3o paraibano, como em Cajazeiras, onde funciona um curso de Medicina criado h\u00e1 pouco mais de tr\u00eas anos. A universidade tem feito conv\u00eanios com hospitais p\u00fablicos para tentar assegurar os est\u00e1gios dos estudantes.<\/p>\n<p>A UFCG tamb\u00e9m confirmou outra den\u00fancia feita por Lisboa de que a fossa s\u00e9ptica do pr\u00e9dio de Odontologia de Patos, tamb\u00e9m criado recentemente pelo Reuni, apresentou problemas, o que estava impedindo a pr\u00e1tica ambulatorial. A situa\u00e7\u00e3o, no entanto, j\u00e1 foi resolvida, assegurou a assessoria.<\/p>\n<p>Assim como na maioria, para n\u00e3o dizer em todas as universidades federais, a UFCG sofre com a falta de professores. Segundo Lisboa, em alguns cursos foi preciso juntar duas turmas em uma, para garantir que os alunos n\u00e3o ficassem sem aula nesse semestre. \u201cO professor teve de assumir uma sala de aula com o dobro de alunos aconselhado e, ainda, em n\u00edveis diferentes de aprendizagem\u201d, denunciou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Faltam bibliotecas<\/strong><\/p>\n<p>Na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o diretor do Instituto de Ci\u00eancias Humanas (ICHL), Nelson Noronha, em entrevista ao jornal da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da UFAM (Adua \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sindical) no final do ano passado, argumentou que o Reuni criou v\u00e1rios cursos sem a contra-partida na contrata\u00e7\u00e3o de professores e na estrutura. De 2008 at\u00e9 2011, o n\u00famero de cursos no ICHL subiu de 16 para 22, um aumento de 37%, mas o percentual n\u00e3o foi acompanhado na contrata\u00e7\u00e3o de professores e na constru\u00e7\u00e3o de salas de aula e laborat\u00f3rios. A situa\u00e7\u00e3o seria amenizada este ano, com a inaugura\u00e7\u00e3o de mais um pr\u00e9dio para o ICHL, o que n\u00e3o ocorreu (foto 2 &#8211; situa\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio na data prevista para entrega &#8211; junho\/2011).<\/p>\n<p>Se a situa\u00e7\u00e3o no campus central da UFAM \u00e9 dif\u00edcil, nos campi avan\u00e7ados de Coari, Benjamin Constant, Parintins, Humait\u00e1 e Itacoatiara ela \u00e9 ainda mais prec\u00e1ria. \u201cCom a expans\u00e3o, foram criados cursos sem que fosse dada a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de funcionamento\u201d, denuncia o 2\u00ba vice-presidente da Regional Norte I do ANDES-SN, Francisco Jacob Paiva.<\/p>\n<p>Em Benjamin Constant, estava previsto a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas pr\u00e9dios, mas s\u00f3 um foi entregue e mesmo este apresenta rachaduras na parede. Os campi tamb\u00e9m n\u00e3o tem bibliotecas.<\/p>\n<p>Jacob Paiva argumenta que um dos grandes problemas na Amaz\u00f4nia \u00e9 a falta de professores, j\u00e1 que s\u00e3o poucos os que se disp\u00f5em a trabalhar no interior da regi\u00e3o Norte. \u201cO acesso \u00e9 muito dif\u00edcil, geralmente de barco ou avi\u00e3o, e o custo de vida \u00e9 muito alto, o que acaba desestimulando a doc\u00eancia nesses lugares\u201d, afirmou. Quem fica para dar aulas, acaba sobrecarregado. De acordo com o professor da UFAM, Josenildo Santos de Souza, em Benjamim Constant s\u00e3o 63 professores para mais de 1 mil alunos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3169\" title=\"falta de professores e estrutura 3\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-3-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-3.jpg 448w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Outra cr\u00edtica feita pelo diretor do ANDES-SN \u00e9 quanto a dissociabilidade entre os cursos oferecidos e a realidade econ\u00f4mica da regi\u00e3o. \u201cInfelizmente, estamos formando nutricionistas, qu\u00edmicos, engenheiros de produ\u00e7\u00e3o, farmac\u00eauticos e outros profissionais nos campi do interior do estado, mas l\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mercado de trabalho, o que acaba obrigando as pessoas a se deslocarem e provocando migra\u00e7\u00e3o\u201d, argumentou Jacob. Ele defende que deveriam ser oferecidos cursos mais apropriados \u00e0 realidade econ\u00f4mica de cada local.<\/p>\n<p>Para Lisboa, da Adufcg &#8211; SSind, os problemas de dissocia\u00e7\u00e3o entre o mercado de trabalho local e os cursos criados t\u00eam sua origem no fato de o Reuni n\u00e3o ter sido discutido \u201cnem pela comunidade acad\u00eamica, muito menos pela popula\u00e7\u00e3o onde esses cursos foram instalados\u201d, avalia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Docentes comprometidos<\/strong><\/p>\n<p>No Paran\u00e1, os principais problemas est\u00e3o no campus de Palotina, localizado a cerca de 600 km de Curitiba e ampliado recentemente pelo Reuni. A previs\u00e3o era de que com o campus abrigaria cinco novos cursos, passando de 300 alunos em 2008 para 2.300 at\u00e9 o final de 2015.<\/p>\n<p>No final do ano passado, a Associa\u00e7\u00e3o dos Professores da Universidade Federal do Paran\u00e1 (Apufpr &#8211; Se\u00e7\u00e3o Sindical) editou um jornal relatando a situa\u00e7\u00e3o do campus. Foi constatado que estudantes, docentes e t\u00e9cnicos estavam sofrendo diversos problemas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de estrutura f\u00edsica, material e de pessoal, devido aos recursos que ainda n\u00e3o chegaram. Entre os problemas estavam a carga hor\u00e1ria elevada, laborat\u00f3rios em banheiros e cancelamento de disciplina por falta de equipamentos b\u00e1sicos, entre outros (foto 3).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-3168\" title=\"falta de professores e estrutura 4\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-4-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-4.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No in\u00edcio de mar\u00e7o, diretores da Apufpr &#8211; SSind voltaram a Palotina e verificaram que tudo continuava como antes. \u201cConversei com professores em seus pr\u00f3prios locais de trabalho e constatei que s\u00e3o docentes totalmente comprometidos com a UFPR, mas que v\u00eam enfrentando s\u00e9rios problemas de estrutura f\u00edsica, como calor intenso, laborat\u00f3rios improvisados e at\u00e9 paredes com rachaduras que colocam em risco servidores e estudantes\u201d, contou o vice-presidente da Apufpr &#8211; SSind, Rodrigo Horochovski.<\/p>\n<p>Na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Serop\u00e9dica, professores e estudantes do Departamento de Geoci\u00eancia tamb\u00e9m reclamam da falta de estrutura. Em reuni\u00e3o no in\u00edcio de mar\u00e7o, foi decretado o estado de mobiliza\u00e7\u00e3o permanente em decorr\u00eancia das p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es do local. A comunidade acad\u00eamica quer reparos nos tr\u00eas pr\u00e9dios e mais a constru\u00e7\u00e3o de outro anexo para abrigar 35 docentes e 300 alunos, que n\u00e3o contam com banheiro decente e com \u00e1gua encanada. O curso de Geografia est\u00e1 sem laborat\u00f3rios e sem salas de aula apropriadas.<\/p>\n<p>De acordo com a coordenadora do curso, professora Regina Cohen Barros, tudo o que eles receberam ultimamente foi um computador, um laptop e uma impressora. Professores tamb\u00e9m relataram nessa reuni\u00e3o, noticiada no jornal da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da UFR-RJ (Adur-RJ \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sindical), que muitas vezes t\u00eam de terminar trabalhos em casa porque a internet da universidade cai constantemente. (foto 4)<\/p>\n<p>No caso do Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Sociais da UFR-RJ, o semestre come\u00e7ou sem que as obras do pr\u00e9dio de aulas te\u00f3ricas estivessem conclu\u00eddas. Por press\u00e3o dos professores, foram colocados os ventiladores, mas ainda faltam reparos.<\/p>\n<p>Para o chefe de Departamento de Geoci\u00eancias e vice-diretor do Instituto de Agronomia, professor S\u00e9rgio Brandolise Citroni, a UFR-RJ aderiu ao Reuni sem ter condi\u00e7\u00f5es de levar adiante a empreita. \u201cO resultado foi a cria\u00e7\u00e3o de novos cursos sem a infraestrutura de aulas e v\u00e1rias obras intermin\u00e1veis, com crit\u00e9rios mal definidos e equivocados\u201d, avaliou. Uma an\u00e1lise que se aplica n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 UFR-RJ, mas a todas \u00e0s obras do Reuni.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3167\" title=\"falta de professores e estrutura 5\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-5-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-5-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/falta-de-professores-e-estrutura-5.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No Rio Grande do Sul, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 diferente. A Universidade Federal do Pampa (Unipampa), institui\u00e7\u00e3o multicampi criada em 2006 pelo governo Lula e que est\u00e1 presente em 10 munic\u00edpios ga\u00fachos, os estudantes do campus de Bag\u00e9, que \u00e9 o maior, n\u00e3o t\u00eam resid\u00eancia estudantil, nem restaurante universit\u00e1rio, p\u00fablico ou particular. Alunos e professores que ficam no campus s\u00e3o obrigados a comer em tendas armadas pelos ambulantes que vendem comida no local. (foto 5)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, \u00e9 grande a rotatividade de professores que desistem de dar aulas na regi\u00e3o. De acordo com pesquisa feita pela Se\u00e7\u00e3o Sindical do ANDES-SN na Unipampa (Sesunipampa), o \u00edndice de evas\u00e3o de professores em Bag\u00e9 \u00e9 de 23,4% e em Ca\u00e7apava do Sul \u00e9 de 23,3%. No primeiro ano de instala\u00e7\u00e3o da Unipampa, em 2006, todos os professores que foram nomeados para Ca\u00e7apava pediram exonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No campus do munic\u00edpio de Frederico Westphalen, que faz parte do Centro de Educa\u00e7\u00e3o Superior Norte (Cesnors) da Universidade Federal de Santa Maria, o Reuni imp\u00f4s a expans\u00e3o, mas sem a necess\u00e1ria contrapartida na contrata\u00e7\u00e3o de professores. O chefe do Departamento de Ci\u00eancias Agron\u00f4micas e Ambientais desse campus, Clovis Orlando da Ros, disse que seria necess\u00e1rio ampliar o quadro de professores em um ter\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cA previs\u00e3o inicial era de que seriam contratados 24 professores, mas hoje s\u00f3 trabalham 17\u201d, denunciou, em entrevista ao jornalista Fritz Nunes, da Se\u00e7\u00e3o Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm). Tamb\u00e9m faltam laborat\u00f3rios para aulas pr\u00e1ticas e salas de aula.<\/p>\n<p>O curso de Nutri\u00e7\u00e3o do campus de Palmeira das Miss\u00f5es, que faz parte do Cesnors da UFSM tamb\u00e9m sofre com poucos professores. A coordenadora do curso, professora Loiva Beatriz Dallepiane, diz que a previs\u00e3o inicial era de que 18 docentes seriam lotados no curso, mas hoje trabalham apenas sete professores para atender 135 alunos. De acordo com relatos feitos por dirigentes sindicais na \u00faltima reuni\u00e3o do setor das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Ifes), tamb\u00e9m est\u00e3o faltando professores nas universidades federais de Lavras e do Amap\u00e1.<\/p>\n<p>A falta de docentes e de condi\u00e7\u00f5es de trabalho nas universidades federais \u00e9 denunciada, inclusive, pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior (Andifes). Em reuni\u00e3o com a diretoria do ANDES-SN, em mar\u00e7o deste ano, o presidente da entidade, reitor da Universidade Federal de Ouro Preto, Jo\u00e3o Luiz Martins, disse que muitas universidades tiveram de cancelar a entrada de estudantes por falta de professores. \u201cO problema ainda est\u00e1 localizado em alguns lugares, mas j\u00e1 \u00e9 um reflexo da situa\u00e7\u00e3o geral\u201d, reclamou o reitor.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o sem qualidade trazida pelo Reuni vem sendo denunciada pelo ANDES-SN desde a edi\u00e7\u00e3o do decreto presidencial 6.096\/07, que criou o programa. O Sindicato Nacional defende o aumento do n\u00famero de vagas, mas desde que acompanhado da melhoria da infraestrutura (salas de aula, laborat\u00f3rios e bibliotecas) e da contrata\u00e7\u00e3o de professores, respeitando-se a autonomia universit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Com colabora\u00e7\u00e3o e fotos da Adur-rj, Adufrj, Sedufsm, Adua e Apufpr.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o de abril\/2012 do InformANDES impresso. As informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s paralisa\u00e7\u00f5es se referem ao per\u00edodo de publica\u00e7\u00e3o original do texto. No pa\u00eds que pretende assumir a lideran\u00e7a econ\u00f4mica entre os emergentes e que se vangloria de ser (por enquanto) a sexta economia mundial, aulas nas universidades federais t\u00eam sido suspensas por falta&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[132],"class_list":["post-3164","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-greve","category-15","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3164"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3164\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3170,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3164\/revisions\/3170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}