{"id":3147,"date":"2012-05-24T00:08:32","date_gmt":"2012-05-24T04:08:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=3147"},"modified":"2014-02-19T16:14:04","modified_gmt":"2014-02-19T20:14:04","slug":"na-ufpb-adufpb-e-comando-local-de-greve-clg-cacam-professores-que-trabalham","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/na-ufpb-adufpb-e-comando-local-de-greve-clg-cacam-professores-que-trabalham\/","title":{"rendered":"Na UFPB, ADUFPB E Comando Local de Greve (CLG) \u201cca\u00e7am\u201d professores que trabalham"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em style=\"text-align: left;\">Climerio Avelino de Figueredo<\/em><span style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ontem, sexta-feira, 18\/05\/2012, n\u00f3s, professores sindicalizados da ADUFPB, recebemos um e-mail desta entidade sindical, com diversos informes sobre a greve, deflagrada no dia 17\/05\/12.<\/p>\n<p>Entre os informes, destaco este:<\/p>\n<p>\u201cFicou acertado tamb\u00e9m na reuni\u00e3o desta quinta-feira que toda a atividade docente nos campi da UFPB ser\u00e1 afetada pelo movimento. Em casos especiais, algumas atividades que estejam programadas para o per\u00edodo de greve ser\u00e3o analisadas pelo Comando.\u201d<\/p>\n<p>E este:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GREVE: orienta\u00e7\u00f5es sobre manuten\u00e7\u00e3o de atividades<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n<p>A ADUFPB solicita \u00e0s pessoas que querem denunciar a manuten\u00e7\u00e3o de atividades docentes durante a greve (aulas, provas, trabalhos etc.) e aos professores que possuem atividades cuja continuidade consideram necess\u00e1ria que comuniquem o fato ao sindicato por meio de of\u00edcio ao Comando de Greve com as seguintes informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<div>\n<ul>\n<li><strong>Procedimento para den\u00fancia de manuten\u00e7\u00e3o de atividade durante o per\u00edodo de greve<\/strong><\/li>\n<li>Disciplina<\/li>\n<li>Professor<\/li>\n<li>Qual o tipo de atividade (aula, prova, trabalho etc.)<\/li>\n<li>Dias e hor\u00e1rios da atividade<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><strong>Procedimento para solicita\u00e7\u00e3o de atividade durante o per\u00edodo de greve<\/strong><\/li>\n<li>Nome do professor<\/li>\n<li>Caracteriza\u00e7\u00e3o do tipo de atividade (assist\u00eancia, extens\u00e3o etc.)<\/li>\n<li>Descri\u00e7\u00e3o da atividade<\/li>\n<li>Exposi\u00e7\u00e3o de motivos para manuten\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Local da atividade<\/li>\n<li>Dias e hor\u00e1rios da atividade<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>O of\u00edcio deve ser entregue na recep\u00e7\u00e3o da sede do Sindicato, localizada no Centro de Viv\u00eancia do Campus I.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, o comando local de greve (CLG) decidiu que todas as atividades docentes dos campi da UFPB devem ser paralisadas, exceto algumas que ele considerar necess\u00e1rias e para que isto ocorra o professor respons\u00e1vel dever\u00e1 solicitar ao comando a sua an\u00e1lise e aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E, atrav\u00e9s do formul\u00e1rio acima, de responsabilidade da ADUFPB, as pessoas s\u00e3o estimuladas a \u201cdenunciar\u201d atividades docentes como aulas, provas, trabalhos etc. que estejam sendo realizadas.<\/p>\n<p>O que isto significa?<\/p>\n<p>Todos n\u00f3s, do meio universit\u00e1rio, sabemos o que significa denunciar. \u00c9 levar ao conhecimento da autoridade competente e\/ou ao p\u00fablico, em geral, um ato ou uma conduta transgressora at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida ou pouco conhecida.<\/p>\n<p>Fui ao Houaiss e busquei o significado mais preciso da palavra den\u00fancia. Aqui, o transcrevo.<\/p>\n<p>Den\u00fancia: ato verbal ou escrito pelo qual algu\u00e9m leva ao conhecimento \u00e0 autoridade competente um fato contr\u00e1rio \u00e0 lei, \u00e0 ordem p\u00fablica ou a algum regulamento e suscet\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ades\u00e3o \u00e0 greve \u00e9 um ato volunt\u00e1rio. A sua decreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o obriga moralmente, muito menos legalmente, que todos a sigam. Os que o fazem t\u00eam seus motivos. Os que n\u00e3o aderem a ela, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Poderia enumerar uma s\u00e9rie de motivos que justificariam a n\u00e3o ades\u00e3o (em diferentes n\u00edveis) a esta greve. N\u00e3o os elencarei porque me deterei a outro aspecto da quest\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o discutirei se a maioria dos professores queria a greve ou n\u00e3o, nem a forma como a vontade da maioria deve ser aferida. Muito menos a delicada quest\u00e3o de, na assembleia, poder votar apenas os professores filiados a ADUFPB e o que nela \u00e9 decidido ser imposto a todos.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a maioria dos docentes aderiu \u00e0 greve, no que tange \u00e0s atividades de aulas, nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o, muitos deles por n\u00e3o terem outra sa\u00edda diante do fato de os alunos haverem desaparecido das salas de aula. No entanto, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa e \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, isto n\u00e3o ocorre. Historicamente, o movimento grevista \u00e9 muito condescendente com estas e outras atividades que, se paralisadas, muito prejudicaria os professores. Sobre o porqu\u00ea disto, n\u00e3o discutirei, aqui.<\/p>\n<p>Os professores que continuam realizando atividades docentes (aula, provas, trabalhos), \u00e9 plaus\u00edvel supor, s\u00e3o professores comprometidos com suas atividades.\u00a0 Do contr\u00e1rio, n\u00e3o as estariam realizando, durante a greve.<\/p>\n<p>A pergunta que se coloca \u00e9 a seguinte: Por que estes professores devem ser denunciados?<\/p>\n<p>As lideran\u00e7as de uma categoria n\u00e3o deveriam valorizar aqueles que executam suas obriga\u00e7\u00f5es com responsabilidade, pois, assim, estariam fortalecendo a categoria na luta pelos seus direitos? No meu entendimento, o l\u00f3gico seria a ADUPB e as lideran\u00e7as docentes incentivarem a den\u00fancia dos professores que n\u00e3o trabalham.<\/p>\n<p>\u00c9 por todos sabido, e pelos alunos em especial, que a maioria dos professores n\u00e3o tem compromisso com a universidade e, por extens\u00e3o, com o interesse p\u00fablico. Este descompromisso se apresenta de diferentes formas. De antem\u00e3o, aviso que isto que direi a seguir n\u00e3o se aplica a todos.<\/p>\n<p>A maioria dos professores aparece na UFPB apenas para dar as aulas e muitas vezes utilizam apenas parte do tempo destinado a elas. Nem todos se preocupam com a qualidade da aula. Muitas vezes o material did\u00e1tico utilizado n\u00e3o \u00e9 atualizado, por muito tempo. Outros colocam monitores e orientandos para dar aula em seu lugar ou distribuem os assuntos em semin\u00e1rios para os alunos darem a aula. O n\u00famero de aulas por semana \u00e9 muito pequeno, para a maior parte dos professores. H\u00e1 at\u00e9 aqueles que n\u00e3o gostam de ministr\u00e1-las. A corre\u00e7\u00e3o das provas e a publica\u00e7\u00e3o dos resultados demoram muito, atrapalhando a vida acad\u00eamica dos alunos. O hor\u00e1rio das aulas \u00e9 definido pelo professor, de acordo com sua conveni\u00eancia, acarretando preju\u00edzos ao aluno que fica com aulas descont\u00ednuas. A pesquisa e a extens\u00e3o s\u00e3o tocadas mais pelos alunos, muitas vezes sem orienta\u00e7\u00e3o do professor. Muitos professores que t\u00eam dedica\u00e7\u00e3o exclusiva (pela qual ganham uma gratifica\u00e7\u00e3o) exercem atividades privadas, o que \u00e9 ilegal. Provas, trabalhos, semin\u00e1rios etc. s\u00e3o definidos e aplicados em desacordo com o tempo e o interesse dos alunos. Professores sempre exigem boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, mas nem sempre se preocupam em bem utilizar e conservar espa\u00e7os, equipamentos e materiais que as proporcionam. Nem os compartilha com os demais (\u201cEsta sala \u00e9 minha! Este computador \u00e9 meu!\u201d).<\/p>\n<p>E a lista continua!<\/p>\n<p>Por que para esses n\u00e3o se faz um formul\u00e1rio para den\u00fancia?<\/p>\n<p>No meu dia a dia com os alunos, escuto hist\u00f3rias e hist\u00f3rias absurdas que demonstram o descompromisso da maioria dos professores. S\u00e3o muitas! Fico imaginando: quantas existem, em toda a UFPB? Postas no papel e se as folhas fossem empilhadas, que altura atingiria?<\/p>\n<p>Citarei duas, para n\u00e3o alongar o texto, mas poderia citar muito mais.<\/p>\n<p>Um aluno que participou de um projeto de extens\u00e3o, por mim coordenado, me falou que ele se matriculou em uma disciplina e, no in\u00edcio do semestre letivo, por tr\u00eas vezes seguidas, ele e os demais alunos da turma foram \u00e0 sala de aula e o professor n\u00e3o apareceu. Ele desistiu da disciplina, mas perdeu o prazo de trancamento.<\/p>\n<p>Ao final do per\u00edodo letivo, para sua surpresa, ao tirar o hist\u00f3rico escolar, ele estava aprovado com nota 7,0 (sete). A ele fiz algumas perguntas para entender o que poderia ter ocorrido e ele me disse que seus colegas haviam lhe dito que, durante todo o semestre letivo, o professor apareceu apenas duas vezes. Em ambas, para recolher o trabalho passado para os alunos (professor descompromissado com a universidade adora passar trabalho. No entanto, nem todo professor que passa trabalho o \u00e9).<\/p>\n<p>Mas, se o aluno n\u00e3o fez o trabalho, como ele recebeu nota sete? Acredito (n\u00e3o tenho certeza) que o professor que n\u00e3o apareceu para dar aulas, tamb\u00e9m n\u00e3o corrigiu os trabalhos (corrigir trabalho dar muito trabalho!) e deu nota aleat\u00f3ria a todos os alunos que no sistema apareciam como matriculados, tal qual se dar milhos para os pombos, em uma pra\u00e7a.\u00a0 Assim: sete para este; oito para aquele; oito e meio para aquele outro. Nenhuma nota baixa para n\u00e3o haver reclama\u00e7\u00e3o, nem nota alta para n\u00e3o haver ci\u00fames e brigas.<\/p>\n<p>Agora, o outro caso.<\/p>\n<p>O per\u00edodo letivo 2010.2 foi programado para se encerrar no dia 11 de dezembro de 2010 e os exames finais estavam programados para serem realizados entre 13 e 18 de dezembro. Desta forma, com folga, os alunos poderiam retornar as suas cidades de origem, algumas delas em outros estados da federa\u00e7\u00e3o. Os que moravam em Jo\u00e3o Pessoa, poderiam iniciar o gozo das f\u00e9rias escolares coincidindo com o per\u00edodo natalino. No entanto, uma turma do curso de Medicina, para a qual lecionei uma disciplina, n\u00e3o teve este direito. Tudo porque os professores de uma disciplina, mesmo ap\u00f3s o dia 18\/12\/201, n\u00e3o haviam publicado as notas parciais e ningu\u00e9m sabia quem precisaria ou n\u00e3o fazer a prova final, que deveria ter ocorrido at\u00e9 o dia 18\/12.<\/p>\n<p>Os alunos ficaram em vig\u00edlia, a todo instante abrindo o e-mail da turma na esperan\u00e7a de ver as notas publicadas, j\u00e1 que os professores da referida disciplina n\u00e3o atendiam os telefonemas dados pelos alunos. Desta forma, alguns alunos tiveram que remarcar a passagem, comprada com anteced\u00eancia, e alguns passaram o natal longe de suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Estas hist\u00f3rias parecem e s\u00e3o absurdas, mas h\u00e1 algo mais absurdo ainda a elas relacionado que \u00e9 o fato de isto ser costumeiro.<\/p>\n<p>Pararam os absurdos? N\u00e3o! O mais absurdo \u00e9 o fato de esses professores que produzem essas p\u00e9rolas nunca serem sequer repreendidos, pois n\u00e3o h\u00e1, na UFPB, uma sistem\u00e1tica de avalia\u00e7\u00e3o que detecte estes problemas e os resolvam.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a realidade da UFPB. \u00a0Por culpa de todos n\u00f3s (de uns mais do que de outros, pelo fato de terem cargos de dire\u00e7\u00e3o), na UFPB, cada um faz o que quer e quando quer e n\u00e3o o que \u00e9 do interesse p\u00fablico, na hora que \u00e9 recomend\u00e1vel.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m achar que estou exagerando, convido-o a aferir, comigo, estes absurdos.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 ca\u00e7ada!<\/p>\n<p>A ADUPB e o CLG est\u00e1 \u201cca\u00e7ando\u201d os professores que n\u00e3o aderiram \u00e0 greve, isto \u00e9, est\u00e3o trabalhando.<\/p>\n<p>Greve n\u00e3o \u00e9 f\u00e9ria, certo?<\/p>\n<p>Greve \u00e9 um estado de mobiliza\u00e7\u00e3o! Do contr\u00e1rio, a categoria n\u00e3o teria for\u00e7a para conseguir a pauta de reivindica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, n\u00e3o seria de se esperar que a UFPB estivesse cheia de professores em atividades de mobiliza\u00e7\u00e3o: reuni\u00f5es, semin\u00e1rios, discuss\u00f5es, passeatas, panfletagem etc.? Ou isto ocorrendo em outros pontos da cidade?<\/p>\n<p>O que se passa \u00e9 que a universidade est\u00e1 vazia de professores. A prop\u00f3sito disto, junto com este texto, anexo uma foto de uma mobiliza\u00e7\u00e3o que ocorreu ap\u00f3s a assembleia que decretou a greve no dia 15\/ 05\/12, em frente a UFPB, a cerca de 300 metros do audit\u00f3rio onde a assembleia se realizou.<\/p>\n<p>Na foto (enviada e titulada pela ADUPB), consigo contar apenas 35 pessoas, admitindo que onde h\u00e1 um pesco\u00e7o, uma cabe\u00e7a ou duas pernas o resto do corpo est\u00e1 junto. Deste total, a maioria \u00e9 de alunos (al\u00e9m de serem usados para dar aulas, fazer extens\u00e3o e pesquisa no lugar dos professores, os alunos ainda se prestam para aumentar o n\u00famero de pessoas, nas esvaziadas atividade de mobiliza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Sugiro \u00e0 ADUFP ao CLG que, a inv\u00e9s de mandarem um formul\u00e1rio para as pessoas denunciarem professores que est\u00e3o trabalhando, na UFPB, mandem um formul\u00e1rio que se preste para a denuncia de professores que n\u00e3o est\u00e3o mobilizados\u00a0 e n\u00e3o est\u00e3o na UFPB e sim em suas casas, em seus neg\u00f3cios, nas praias, nos shoppings etc.<\/p>\n<p>Se a temporada \u00e9 de \u201cca\u00e7a\u201d, ent\u00e3o, cacemos o \u201canimal\u201d apropriado. E este n\u00e3o \u00e9 o professor que trabalha de forma adequada, por n\u00e3o ser um \u201canimal\u201d muito abundante na UFPB e por ser um \u201canimal\u201d muito \u00fatil \u00e0 sustentabilidade do meio universit\u00e1rio. O \u201canimal\u201d apropriado \u00e9 o professor que n\u00e3o trabalha como deveria. Este, sim, \u00e9 abundante em nossa universidade e, al\u00e9m disto, \u00e9 um predador (de recursos p\u00fablicos e da credibilidade da universidade) e um fugitivo (pois aderiu \u00e0 greve e fugiu da UFPB).<\/p>\n<p>A bem da verdade, \u00e9 preciso dizer que os professores que militam no movimento docente (Diretoria da ADUFPB, comando de greve e coisas afins) s\u00e3o pessoas comprometidas com a universidade e que n\u00e3o concordam com os malfeitos dos professores. Mas, a meu ju\u00edzo, cometem um grande equ\u00edvoco quando centram a luta apenas na melhoria salarial dos professores, sem dar \u00eanfase \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do trabalho docente e \u00e0 gest\u00e3o da universidade.<\/p>\n<p>Comentem equ\u00edvoco, tamb\u00e9m, quando atribuem ao governo e ao \u201cneoliberalismo\u201d todas as mazelas das universidades. L\u00f3gico que o governo \u00e9 respons\u00e1vel por muitos dos problemas que nelas ocorrem. Mas, muitos deles s\u00e3o provocados por n\u00f3s e por n\u00f3s devem ser solucionados.<\/p>\n<p>Se considerarmos apenas a minoria que trabalha, o vencimento do docente \u00e9 baixo. Mas, e a maioria que n\u00e3o trabalha? Ela merece aumento de vencimento? Se todos os professores cumprissem sua jornada de trabalho e o fizesse com dedica\u00e7\u00e3o e com qualidade, com o n\u00famero de professores que temos, far\u00edamos o dobro do que fazemos.<\/p>\n<p>Discordo da vis\u00e3o manique\u00edsta, dicot\u00f4mica e corporativista do movimento docente que est\u00e1 \u00e0 frente do ANDES e da ADUFPB, pois, na pr\u00e1tica, penaliza o professor que trabalha e \u00e9 conivente com o professor que n\u00e3o trabalha por se opor \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do trabalho docente. Por isto eu e outros colegas votamos contra a greve.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o p\u00fablico, custeado com os tributos pagos por toda a popula\u00e7\u00e3o, deve estar a servi\u00e7o do interesse de todos e n\u00e3o dos interesses corporativistas dos servidores.<\/p>\n<p>N\u00f3s, pela forma\u00e7\u00e3o e pelo conhecimento que temos, devemos ter mais respeito para com a sociedade que nos paga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Climerio Avelino de Figueredo<\/em><\/p>\n<p><em>Professor do Departamento de Fisiologia e Patologia\/CCS\/UFPB<\/em><\/p>\n<p><a href=\"mailto:climerioaf@bol.com.br\">climerioaf@bol.com.br<\/a><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Climerio Avelino de Figueredo\u00a0 &nbsp; Ontem, sexta-feira, 18\/05\/2012, n\u00f3s, professores sindicalizados da ADUFPB, recebemos um e-mail desta entidade sindical, com diversos informes sobre a greve, deflagrada no dia 17\/05\/12. 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