{"id":2731,"date":"2012-03-27T07:46:17","date_gmt":"2012-03-27T11:46:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=2731"},"modified":"2012-03-27T07:46:17","modified_gmt":"2012-03-27T11:46:17","slug":"canada-e-o-pais-que-melhor-paga-professores-universitarios-brasil-e-o-18o","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/canada-e-o-pais-que-melhor-paga-professores-universitarios-brasil-e-o-18o\/","title":{"rendered":"Canad\u00e1 \u00e9 o pa\u00eds que melhor paga professores universit\u00e1rios; Brasil \u00e9 o 18\u00ba"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo sobre os sal\u00e1rios pagos a professores universit\u00e1rios de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de 28 pa\u00edses, incluindo na\u00e7\u00f5es desenvolvidas e outras como Brasil, M\u00e9xico, Nig\u00e9ria e Eti\u00f3pia, mostra que o Canad\u00e1 \u00e9 o que melhor paga seus docentes, seguido da It\u00e1lia e \u00c1frica do Sul, com sal\u00e1rios m\u00e9dios de US$ 7.196, US$ 6.955 e US$ 6.531, respectivamente. O Brasil aparece na d\u00e9cima-oitava posi\u00e7\u00e3o do ranking de remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, pagando US$ 3.179.<\/p>\n<p>O estudo \u2013 realizado pelo Center for International Higher Education (CIHE) do Boston College e pelo Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise Institucional da Alta Escola de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa, de Moscou \u2013 usou como crit\u00e9rio o chamado \u00edndice de paridade de poder de compra, a fim de permitir que as compara\u00e7\u00f5es entre sal\u00e1rios j\u00e1 refletissem o custo de vida de cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 por conta desse crit\u00e9rio, explica nota divulgada pelo CIHE, que \u00c1frica do Sul e \u00cdndia (quarto pa\u00eds no ranking, com sal\u00e1rio m\u00e9dio de US$ 6.070) aparecem em posi\u00e7\u00f5es t\u00e3o elevadas, acima, por exemplo, de Estados Unidos e Reino Unido (em quinto e s\u00e9timo lugares, respectivamente).<\/p>\n<p>O Brasil, por sua vez, tem como vizinhos de ranking o Jap\u00e3o (imediatamente acima, com m\u00e9dia de US$ 3.473) e a Col\u00f4mbia (imediatamente abaixo, US$ 2.702). A faixa de US$ 4.000 a US$ 2.000 inclui ainda Argentina, Fran\u00e7a, Turquia e Rep\u00fablica Checa.<\/p>\n<p>Dos demais Brics, a China aparece na vig\u00e9sima-sexta posi\u00e7\u00e3o, com remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de US$ 720, e a R\u00fassia na vig\u00e9sima-s\u00e9tima, US$ 617. O pa\u00eds em \u00faltimo lugar \u00e9 a Arm\u00eania: US$ 538.<\/p>\n<p><strong>Carreira<\/strong><br \/>\nO levantamento analisou ainda os sal\u00e1rios pagos, em cada pa\u00eds, nos v\u00e1rios est\u00e1gios da carreira acad\u00eamica. O pa\u00eds com maior disparidade \u00e9 a China, onde um professor no topo da carreira ganha, em m\u00e9dia, mais de quatro vezes o sal\u00e1rio de um iniciante.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com a 5\u00aa maior desigualdade, onde um docente em fim de carreira ganha, em m\u00e9dia, 2,4 vezes mais que um iniciante. A menor desigualdade \u00e9 da Noruega, onde o professor mais graduado ganha 30% mais que o iniciante. Na m\u00e9dia de todos os pa\u00edses analisados, o sal\u00e1rio do topo da carreira \u00e9 pouco mais que o dobro do de um iniciante.<\/p>\n<p>Os resultados completos do estudo ser\u00e3o publicados no livro Paying the Professoriate: A Global Comparison of Compensation and Contracts, que ser\u00e1 lan\u00e7ado pela editora Routledge, mas os dados levantados e artigos a respeito do trabalho j\u00e1 come\u00e7am a aparecer na internet.<\/p>\n<p>Incentivos<br \/>\nUm dos coeditores do livro, Philip Altbach, que tamb\u00e9m \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo blog The World View, do CIHE, disse, em nota publicada no site do instituto, que um resultado \u00e9 consistente em rela\u00e7\u00e3o a todos os pa\u00edses estudados: em nenhum deles a remunera\u00e7\u00e3o dos professores reflete o discurso de que o ensino superior \u00e9 pe\u00e7a fundamental da economia do conhecimento.<\/p>\n<p>Em nenhum pa\u00eds a remunera\u00e7\u00e3o dos professores reflete o discurso de que o ensino superior \u00e9 pe\u00e7a fundamental da economia do conhecimento, diz Altbach. \u201cPode-se medir a sa\u00fade do sistema de ensino superior vendo se ele \u00e9 capaz de recrutar os melhores e os mais brilhantes membros da sociedade\u201d, disse Altbach, em coment\u00e1rios para o site Times Higher Education, concluindo, em seguida, que isso n\u00e3o ocorre na maioria das na\u00e7\u00f5es estudadas.<\/p>\n<p>Mesmo em pa\u00edses onde os professores s\u00e3o bem pagos, as oportunidades fora da academia s\u00e3o mais atraentes. E pa\u00edses pobres que pagam bem seus acad\u00eamicos t\u00eam dificuldade em competir com os sal\u00e1rios oferecidos aos melhores professores e pesquisadores pelas institui\u00e7\u00f5es estrangeiras.<\/p>\n<p>Fonte: Andes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo sobre os sal\u00e1rios pagos a professores universit\u00e1rios de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de 28 pa\u00edses, incluindo na\u00e7\u00f5es desenvolvidas e outras como Brasil, M\u00e9xico, Nig\u00e9ria e Eti\u00f3pia, mostra que o Canad\u00e1 \u00e9 o que melhor paga seus docentes, seguido da It\u00e1lia e \u00c1frica do Sul, com sal\u00e1rios m\u00e9dios de US$ 7.196, US$ 6.955 e US$ 6.531,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-2731","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-15","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2731"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2733,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2731\/revisions\/2733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}