{"id":25721,"date":"2021-09-21T23:43:54","date_gmt":"2021-09-22T02:43:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=25721"},"modified":"2021-10-01T11:45:06","modified_gmt":"2021-10-01T14:45:06","slug":"em-tempo-alexandre-nader-analisa-a-ascensao-da-morte-ao-poder-com-o-governo-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/em-tempo-alexandre-nader-analisa-a-ascensao-da-morte-ao-poder-com-o-governo-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Em Tempo: Alexandre N\u00e1der analisa a ascens\u00e3o da morte ao poder com o governo Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo.jpeg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"905\" data-large_image_height=\"1280\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-25723\" src=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo-212x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo-212x300.jpeg 212w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo-724x1024.jpeg 724w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo-768x1086.jpeg 768w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo-250x354.jpeg 250w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/capa-em-tempo.jpeg 905w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/a>J\u00e1 est\u00e1 circulando a nona edi\u00e7\u00e3o do jornal Em Tempo, uma publica\u00e7\u00e3o da ADUFPB que tem o objetivo de contribuir para o debate e as a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia e mobiliza\u00e7\u00e3o nas universidades e no pa\u00eds. Esta edi\u00e7\u00e3o traz artigo do professor Alexandre N\u00e1der, do Departamento de Habilita\u00e7\u00f5es Pedag\u00f3gicas da UFPB, intitulado &#8220;Brasil: o medonho minueto que se dan\u00e7a para 2022&#8221;.<\/p>\n<p>No texto, ele associa o governo Bolsonaro \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de uma &#8220;Tanatocracia&#8221;, em refer\u00eancia ao deus mitol\u00f3gico T\u00e2nato, a personifica\u00e7\u00e3o da morte. Para N\u00e1der, &#8220;entramos, aqui no Brasil, num intervalo-s\u00edntese desse processo de ascens\u00e3o da morte ao poder, com os acontecimentos do dia 7 de setembro e aquilo que deles se desdobrou, e que ir\u00e1, a meu ver, at\u00e9 as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2022&#8221;.<\/p>\n<p>Para ler o texto completo, basta acessar o site da ADUFPB (www.adufpb.org.br) ou solicitar o jornal em formato PDF pelo Whatsapp da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o (99645-7000). A edi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 enviada por e-mail para todos(as) os(as) docentes cadastrados(as) na nossa lista de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Leia abaixo o texto na \u00edntegra ou <a href=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/EM-TEMPO-09-21-SETEMBRO-2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">clique aqui<\/a> para fazer o download em formato PDF.<\/p>\n<h3>Brasil: o medonho minueto que se dan\u00e7a para 2022<\/h3>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><strong>Alexandre N\u00e1der<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><em><strong>Professor do Departamento de Habilita\u00e7\u00f5es Pedag\u00f3gicas do Centro de Educa\u00e7\u00e3o \u2013 UFPB<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Nem tenho muita certeza de que este texto se encaixa no perfil editorial do \u201cEm Tempo\u201d. A caracter\u00edstica central de uma <strong>an\u00e1lise<\/strong>, dos textos anteriormente aqui publicados, n\u00e3o \u00e9, certamente, um dos seus atributos. No entanto, em defesa de sua inser\u00e7\u00e3o neste ve\u00edculo, penso que ele (se) trata de uma leitura da atual conjuntura brasileira. Uma leitura que, como se ver\u00e1, por seu conte\u00fado, revela e explicita uma percep\u00e7\u00e3o dessa referida conjuntura que transita por um outro territ\u00f3rio que n\u00e3o s\u00f3 o da raz\u00e3o \u2013 da\u00ed porque n\u00e3o ouso classific\u00e1-lo como anal\u00edtico. S\u00f3 n\u00e3o posso deixar de fazer um alerta. Mesmo falando de sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es, o que ainda n\u00e3o aconteceu n\u00e3o \u00e9 hist\u00f3ria, \u00e9 possibilidade. O que escrevo \u00e9 o que vejo como possibilidade, no momento, mais prov\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Desde h\u00e1 algum tempo, um dos aspectos que t\u00eam, para mim, sobressa\u00eddo da pol\u00edtica que se pratica em nosso pa\u00eds \u00e9 a sua feiura. A despeito de esfor\u00e7os, poucos deles bem sucedidos, de um lustre para os dias de hoje, mais ou menos, aquilo que ocorre na pol\u00edtica brasileira tem sido marcado, predominantemente, pela mesquinharia, pela esperteza mi\u00fada, por um jogo sujo que p\u00f5e em conluio baixezas e interesses movidos por avidezes quase ilimitadas. N\u00e3o \u00e9 que essas coisas n\u00e3o tivessem tido seu lugar na pol\u00edtica brasileira anteriormente. Mas \u2013 ser\u00e1 isso uma ilus\u00e3o minha? \u2013 havia menos exacerba\u00e7\u00e3o e uma razo\u00e1vel dose de pudor em sua exibi\u00e7\u00e3o. Em outros tempos, isso permanecia mais \u00e0 sombra, menos evidenciado, e, quando se tornava mais aparente ou intenso do que o considerado adequado, um n\u00famero significativo de vozes levantava-se em protesto.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">N\u00e3o sou um ing\u00eanuo a ponto de achar que uma abordagem internalista desses aspectos seja capaz de torn\u00e1-los completamente compreens\u00edveis. Mas valendo-me de leituras feitas, entre outras, das reflex\u00f5es dos autores que me antecederam neste \u201cEm Tempo\u201d, como forma de atestar que percebo os v\u00ednculos que eles t\u00eam com outras dimens\u00f5es da exist\u00eancia humana, vou me permitir continuar perseguindo o veio que adotei inicialmente.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Essa feiura que aqui denuncio tem como pressuposto \u2013 e, tamb\u00e9m, como finalidade (ah, a danada da circularidade na rela\u00e7\u00e3o entre causa e efeito!) \u2013 a implementa\u00e7\u00e3o de algo que estou nomeando de <strong>Tanatocracia<\/strong>, ou a morte no poder, nas variadas acep\u00e7\u00f5es e dimens\u00f5es que isso possa assumir. Vejam s\u00f3, vou fugir um pouco da(o) permiss\u00e3o\/compromisso assumida(o) logo acima: penso ser esta uma das poss\u00edveis formas de expressar as caracter\u00edsticas mais emblem\u00e1ticas do est\u00e1gio atual do capitalismo-mundo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">E acredito que entramos, aqui no Brasil, num intervalo-s\u00edntese desse processo de ascens\u00e3o da morte ao poder, com os acontecimentos do dia 7 de setembro e aquilo que deles se desdobrou, e que ir\u00e1, a meu ver, at\u00e9 as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2022. A nitidez dada por Bolsonaro ao seu esfor\u00e7o de implementa\u00e7\u00e3o do projeto tanatocr\u00e1tico (?), \u00e0 sua moda \u2013 ele quis tomar o freio nos dentes e falhou, n\u00e3o conseguiu&#8230; em resumo, pelo menos, no imediato, perdeu \u2013 , \u00e0 revelia de seus mentores, foi exagerada, considerada over pelos maiores interessados na concretiza\u00e7\u00e3o desse projeto. \u00c9 preciso envernizar \u2013 ou, usando uma palavra bastante da moda, \u201cgourmetizar\u201d \u2013 o projeto, tornando-o mais palat\u00e1vel para aqueles que, afinal de contas, t\u00eam algum poder decis\u00f3rio em suas m\u00e3os: os que votam.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">N\u00e3o \u00e9 outro o prop\u00f3sito da chamada \u201cbusca pela terceira via\u201d, da constru\u00e7\u00e3o da falsa equival\u00eancia (os dois lados da mesma moeda&#8230;) entre Lula e Bolsonaro. Ali\u00e1s, caracterizar Lula e, tamb\u00e9m, o PT, em termos do vi\u00e9s aqui privilegiado, seria importante, mas n\u00e3o irei faz\u00ea-lo: falta de tempo\/espa\u00e7o e medo de perder o foco. Sigamos adiante, ent\u00e3o. E, para o \u00eaxito global da empreitada, \u00e9 preciso, ainda, uma contradan\u00e7a que atenda ao \u201cmito\u201d, como estrat\u00e9gia de minimiza\u00e7\u00e3o de riscos, j\u00e1 que ele ainda disp\u00f5e de um conjunto consider\u00e1vel de seguidores fi\u00e9is. Afinal de contas, ele foi posto no lugar em que est\u00e1, sobretudo, por aqueles que hoje tentam a tal terceira via, condensados, simbolicamente, em sua express\u00e3o pol\u00edtica, na figura de e no papel desempenhado por Michel Temer. Isso significa, provavelmente, assegurar um injust\u00edssimo indulto \u00e0 famiglia Bolsonaro, cappo inclu\u00eddo, para todos os crimes cometidos. Impeachment, ent\u00e3o, nem falar \u2013 pelo menos, por agora. E, assim, por tudo isso, a feia contradan\u00e7a torna-se um medonho minueto. Horroroso. Macabro.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\">Esse \u00e9 o quadro \u2013 desolador, para o meu cora\u00e7\u00e3o \u2013 em que nos encontramos hoje. Esse mesmo cora\u00e7\u00e3o mant\u00e9m uma esperan\u00e7a \u2013 t\u00eanue, mas ativa, na busca de ampliar-se \u2013 de que meus olhos possam ser presenteados, num futuro bem pr\u00f3ximo, com vis\u00f5es menos horrendas, mais alvissareiras. Ou, pelo menos, brindados com media\u00e7\u00f5es para elas&#8230; Tor\u00e7amos e fa\u00e7amos por isso!<\/p>\n<p><em>Fonte: Ascom ADUFPB<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 est\u00e1 circulando a nona edi\u00e7\u00e3o do jornal Em Tempo, uma publica\u00e7\u00e3o da ADUFPB que tem o objetivo de contribuir para o debate e as a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia e mobiliza\u00e7\u00e3o nas universidades e no pa\u00eds. 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