{"id":21645,"date":"2019-10-26T11:59:56","date_gmt":"2019-10-26T14:59:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=21645"},"modified":"2019-10-28T12:01:26","modified_gmt":"2019-10-28T15:01:26","slug":"apos-56-dias-vazamento-de-oleo-ja-atinge-mais-de-230-praias-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/apos-56-dias-vazamento-de-oleo-ja-atinge-mais-de-230-praias-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s 56 dias, vazamento de \u00f3leo j\u00e1 atinge mais de 230 praias no Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Oleo-nas-praias-do-nordeste.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-21646\" alt=\"Oleo nas praias do nordeste\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Oleo-nas-praias-do-nordeste-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Oleo-nas-praias-do-nordeste-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Oleo-nas-praias-do-nordeste.jpg 739w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde o primeiro avistamento de manchas de \u00f3leo em praias do Nordeste, no dia 30 de agosto, a contamina\u00e7\u00e3o se espalhou por nove estados, 88 munic\u00edpios e j\u00e1 atinge 233 praias, conforme a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), publicada em 22 de outubro. Mais de mil toneladas de \u00f3leo de res\u00edduos j\u00e1 foram recolhidas at\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira. Boa parte da limpeza tem sido feita pelas popula\u00e7\u00f5es locais de forma volunt\u00e1ria, muitas vezes sem os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual necess\u00e1rios para evitar contamina\u00e7\u00f5es, como luvas, botas e m\u00e1scaras.<\/p>\n<p>Considerado o maior epis\u00f3dio de vazamento de \u00f3leo no Brasil em termos de extens\u00e3o, o desastre ambiental afetou uma ampla fauna que vai de tartarugas a peixes, manguezais e at\u00e9 corais &#8211; considerado o mais diversificado habitat marinho do mundo.\u00a0 O Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) realizou uma pesquisa com 50 animais marinhos e detectou metais pesados em todos eles. No organismo humano, essas subst\u00e2ncias podem causar n\u00e1useas, problemas respirat\u00f3rios e arritmia card\u00edaca, entre outras consequ\u00eancias nocivas. Com receio, popula\u00e7\u00e3o local tem deixado de comer peixe e pescadores amargam preju\u00edzos.<\/p>\n<p><strong>Omiss\u00e3o<\/strong><br \/>\nO ministro do Meio Ambiente (MMA) do governo de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, fez um pronunciamento em cadeia nacional, na quarta-feira (23), afirmando que o vazamento de \u00f3leo no litoral do Nordeste vem da Venezuela. Ele afirmou n\u00e3o possuir detalhes sobre a investiga\u00e7\u00e3o. Especialistas brasileiros e venezuelanos desmentem governo que, assim como no caso das queimadas da Amaz\u00f4nia, apontou o dedo para amea\u00e7as externas.<\/p>\n<p>O MMA divulgou em seu site que, desde o in\u00edcio de setembro, acionou o plano para conter as manchas de \u00f3leo. Entretanto, o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso ao of\u00edcio circular assinado por Salles e enviado \u00e0 Casa Civil da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O documento \u00e9 datado em 11 de outubro, 41 dias ap\u00f3s a detec\u00e7\u00e3o do desastre ambiental e trata apenas de designar a Marinha do Brasil como &#8220;coordenadora operacional&#8221; das a\u00e7\u00f5es, para prosseguimento no combate \u00e0s manchas de \u00f3leo. Por lei, o respons\u00e1vel por acionar o plano \u00e9 o ministro do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do total descaso do governo em reagir prontamente ao desastre, em abril deste ano, Bolsonaro extinguiu dois importantes comit\u00eas que integravam o Plano Nacional de Conting\u00eancia para Incidentes de Polui\u00e7\u00e3o por \u00d3leo em \u00c1gua (PNC), institu\u00eddo em 2013, no governo Dilma Rousseff.<\/p>\n<p><strong>Via judicial<\/strong><br \/>\nDecis\u00f5es judiciais t\u00eam obrigado o governo federal a implantar medidas de conten\u00e7\u00e3o e reparo relativas ao vazamento de \u00f3leo cru de petr\u00f3leo nos estados de Pernambuco e Alagoas. Na \u00faltima quinta-feira (17), o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal entrou com a\u00e7\u00e3o contra o governo federal por omiss\u00e3o diante do desastre ambiental no litoral. Segundo a Procuradoria, a Uni\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 adotando as medidas adequadas para responder \u00e0 emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Para Madalena Borges, do Grupo de Trabalho de Pol\u00edtica Agr\u00e1ria, Urbana e Ambiental (GTPAUA) do ANDES-SN, o governo federal foi omisso e incompetente com o vazamento de \u00f3leo na regi\u00e3o Nordeste, assim como nas queimadas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cA incompet\u00eancia tem raz\u00e3o de ser. O governo federal acabou com comit\u00eas do\u00a0PNC e fragilizou \u00f3rg\u00e3os ambientais por\u00a0conveni\u00eancia pol\u00edtica. Os efeitos do \u00f3leo v\u00e3o se estender por anos a fio. H\u00e1 comunidades que vivem exclusivamente do mar, como comunidades ind\u00edgenas que vivem da coleta de ostras e caranguejos e que v\u00e3o perder todo o seu lastro de sustento e n\u00e3o ser\u00e1 o seguro-defeso que resolver\u00e1 esse problema\u201d, apontou a docente.<\/p>\n<p><em>Fonte: Andes-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Desde o primeiro avistamento de manchas de \u00f3leo em praias do Nordeste, no dia 30 de agosto, a contamina\u00e7\u00e3o se espalhou por nove estados, 88 munic\u00edpios e j\u00e1 atinge 233 praias, conforme a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), publicada em 22 de outubro. 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