{"id":21643,"date":"2019-10-26T11:57:43","date_gmt":"2019-10-26T14:57:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=21643"},"modified":"2019-10-28T11:59:30","modified_gmt":"2019-10-28T14:59:30","slug":"latino-americanos-vao-as-ruas-em-varios-paises-por-melhores-condicoes-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/latino-americanos-vao-as-ruas-em-varios-paises-por-melhores-condicoes-de-vida\/","title":{"rendered":"Latino-americanos v\u00e3o \u00e0s ruas em v\u00e1rios pa\u00edses por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida"},"content":{"rendered":"<div id=\"noticia-descricao\">\n<p>Em\u00a0v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos o povo est\u00e1 nas ruas demonstrando sua insatisfa\u00e7\u00e3o. Na Bol\u00edvia, Equador, Haiti, Chile e Uruguai, manifesta\u00e7\u00f5es tiveram como estopim motivos espec\u00edficos, mas refletem a insatisfa\u00e7\u00e3o de trabalhadores e da juventude com a situa\u00e7\u00e3o geral de seus pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Chile<\/strong><\/p>\n<p>Com um hist\u00f3rico de manifesta\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos em defesa da Educa\u00e7\u00e3o e pela reestatiza\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia Social, a popula\u00e7\u00e3o chilena voltou \u00e0s ruas do pa\u00eds no \u00faltimo dia 18 de outubro contra o reajuste na tarifa do metr\u00f4 de Santiago.<\/p>\n<p>O presidente Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era recuou do aumento no dia 19. E decretou estado de emerg\u00eancia pela primeira vez desde o fim da ditadura militar de Augusto Pinochet, em 1990. O ex\u00e9rcito na rua, o toque de recolher e a violenta repress\u00e3o n\u00e3o intimidaram a popula\u00e7\u00e3o. Os chilenos protestam contra os baixos sal\u00e1rios, as tarifas elevadas, por melhorias no sistema de sa\u00fade e previd\u00eancia e contra o alto custo de vida no pa\u00eds, que coloca hoje grande parcela da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Mais de 1500 manifestantes j\u00e1 foram detidos e o governo confirmou a morte de 15 pessoas, sendo um dos mortos uma crian\u00e7a de 4 anos que foi atropelada. O Instituto Nacional de Direitos Humanos no Chile (INDH) confirmou relatos de casos de tortura de manifestantes por agentes do Estado.<\/p>\n<p>Agress\u00e3o f\u00edsica, moral e sexual, al\u00e9m da demora em encaminhar os detidos \u00e0s delegacias, foram denunciados pelo INDH. A ONG tamb\u00e9m acredita que as 15 mortes confirmadas at\u00e9 o momento foram causadas pelas for\u00e7as armadas chilenas.<\/p>\n<p><strong>Bol\u00edvia<\/strong><\/p>\n<p>O pa\u00eds come\u00e7ou a ter protestos durante a apura\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Inicialmente, os resultados apontavam um segundo turno, e depois passaram a indicar mais uma reelei\u00e7\u00e3o de Evo Morales, a quarta em seguida. Os partid\u00e1rios do segundo colocado, Carlos Mesa, tomaram as ruas. Morales qualificou os atos como um golpe e decretou estado de emerg\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o que apoia Evo Morales tamb\u00e9m foi \u00e0s ruas em defesa do presidente. Nessa quinta-feira (24), com 98,42% dos votos apurados, Morales anunciou sua vit\u00f3ria em primeiro turno.<\/p>\n<p><strong>Haiti<\/strong><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do ano, os haitianos est\u00e3o protestando contra as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o que envolvem o presidente Jovenel Mo\u00efse. Al\u00e9m disso, a popula\u00e7\u00e3o vive uma situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, agravada em 2018, com elevada infla\u00e7\u00e3o somada \u00e0 crise de eletricidade relacionada \u00e0 escassez de gasolina.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma pausa nos protestos, os manifestantes retornaram \u00e0s ruas no m\u00eas passado e, desde ent\u00e3o, milhares pedem a ren\u00fancia de Moise. Pelo menos 17 pessoas j\u00e1 morreram e 189 ficaram feridas nos confrontos, segundo a Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos.<\/p>\n<p><strong>Equador<\/strong><\/p>\n<p>Nesse m\u00eas de outubro, o pa\u00eds enfrentou mais de 10 dias de protestos e estradas bloqueadas, depois que o presidente Len\u00edn Moreno anunciou o fim do subs\u00eddio aos combust\u00edveis, o qual existe h\u00e1 40 anos. Com isso, houve uma alta de at\u00e9 123% nos pre\u00e7os. A medida faz parte de um pacote de metas impostas pelo FMI.<\/p>\n<p>O governo reprimiu com viol\u00eancia as manifesta\u00e7\u00f5es, decretou &#8220;estado de exce\u00e7\u00e3o&#8221; e, depois, transferiu a sede do governo de Quito para a cidade de Guayaquil. A repress\u00e3o deixou 7 mortos, 1.340 feridos e 1.152 presos, de acordo com a Defensoria P\u00fablica do Equador.<\/p>\n<p>No dia 14, Moreno se reuniu com lideran\u00e7as ind\u00edgenas e anunciou que iria revogar a medida que cortava o subs\u00eddio.<\/p>\n<p><strong>Costa Rica<\/strong><\/p>\n<p>Na Costa Rica, um projeto de privatiza\u00e7\u00e3o e desmonte total das universidades p\u00fablicas est\u00e1 sendo colocado em pr\u00e1tica, o que motivou um levante dos estudantes que, com apoio de professores e reitorias, ocuparam os pr\u00e9dios das institui\u00e7\u00f5es. Atualmente, a universidade \u00e9 p\u00fablica, gerida pelo Estado, mas n\u00e3o \u00e9 gratuita. Os estudantes pagam o que \u00e9 denominado de taxa simb\u00f3lica de manuten\u00e7\u00e3o e lutam pelo retorno da gratuidade.<\/p>\n<p>O governo j\u00e1 sinalizou a inten\u00e7\u00e3o de cortar o Fundo Especial para Ensino Superior (FEES), utilizado para manuten\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es. O FEES tem aproximadamente 70 milh\u00f5es de c\u00f3lon costa-riquenhos (quase R$ 500 mil) e o minist\u00e9rio da Fazenda j\u00e1 determinou que o montante seja utilizado apenas com infraestrutura e vetou a destina\u00e7\u00e3o de recursos para ensino, pesquisa e extens\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo relato de docentes, o presidente tem feito reuni\u00f5es com propriet\u00e1rios dos maiores grupos de ensino privado do pa\u00eds e n\u00e3o esconde a vontade de entregar as universidades p\u00fablicas para a iniciativa privada.<\/p>\n<p><strong>Uruguai<\/strong><\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo domingo, al\u00e9m de eleger o presidente do Uruguai, a popula\u00e7\u00e3o ir\u00e1 se posicionar sobre uma proposta de reforma constitucional que visa endurecer a legisla\u00e7\u00e3o criminal do pa\u00eds. Contra o plebiscito, milhares de uruguaios tomaram as ruas nessa ter\u00e7a (22).<\/p>\n<p>A reforma prev\u00ea aumentar as penas de pris\u00e3o para crimes graves, incluindo a ado\u00e7\u00e3o da &#8220;pris\u00e3o perp\u00e9tua&#8221; para os grav\u00edssimos, a cria\u00e7\u00e3o de uma guarda policial com efetivos militares, a permiss\u00e3o para batidas noturnas com autoriza\u00e7\u00e3o judicial e o cumprimento efetivo das condena\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Insatisfa\u00e7\u00e3o ecoa no continente<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m desses, outros pa\u00edses foram palcos de manifesta\u00e7\u00f5es desde o in\u00edcio de 2019, como a Venezuela, o Peru, a Argentina e o Paraguai. No Brasil, a popula\u00e7\u00e3o foi \u00e0s ruas em defesa da Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica e contra os cortes promovidos pelo governo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s amea\u00e7ar o funcionamento das institui\u00e7\u00f5es federais de ensino, com a suspens\u00e3o do repasse de recursos, o governo recuou ap\u00f3s press\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es e greves estudantis, e garantiu a libera\u00e7\u00e3o de mais verbas. Por\u00e9m, diversas institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 anunciaram que n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para o pleno funcionamento at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da Telesur, BBC, El Pa\u00eds e La Izquierda Diario<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"share-buttons\"><em>Fonte: Andes-SN<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em\u00a0v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos o povo est\u00e1 nas ruas demonstrando sua insatisfa\u00e7\u00e3o. Na Bol\u00edvia, Equador, Haiti, Chile e Uruguai, manifesta\u00e7\u00f5es tiveram como estopim motivos espec\u00edficos, mas refletem a insatisfa\u00e7\u00e3o de trabalhadores e da juventude com a situa\u00e7\u00e3o geral de seus pa\u00edses. Chile Com um hist\u00f3rico de manifesta\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos em defesa da Educa\u00e7\u00e3o e pela&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-21643","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-15","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21643","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21643"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21643\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21644,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21643\/revisions\/21644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21643"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21643"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21643"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}