{"id":20342,"date":"2019-05-02T17:23:31","date_gmt":"2019-05-02T20:23:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=20342"},"modified":"2019-05-02T17:23:31","modified_gmt":"2019-05-02T20:23:31","slug":"trabalhadores-do-brasil-e-do-mundo-saem-as-ruas-nesse-1o-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/trabalhadores-do-brasil-e-do-mundo-saem-as-ruas-nesse-1o-de-maio\/","title":{"rendered":"Trabalhadores do Brasil e do mundo saem \u00e0s ruas nesse 1\u00ba de Maio"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.andes.org.br\/diretorios\/images\/ato%20primeiro%20de%20maio%20sp.jpg\" width=\"768\" height=\"576\" \/>No Vale do Anhangaba\u00fa em S\u00e3o Paulo (SP), pela primeira vez, todas as centrais sindicais realizaram um ato unificado. Tamb\u00e9m estiveram presentes movimentos sociais, movimentos estudantis e partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o, que teve como foco o combate \u00e0 reforma da Previd\u00eancia, tamb\u00e9m convocou para 14 de junho uma Greve Geral. Segundo os organizadores, o ato na capital paulista reuniu 200 mil pessoas. Al\u00e9m de falas e interven\u00e7\u00f5es cr\u00edticas \u00e0 reforma da Previd\u00eancia e ao governo de Bolsonaro, houve tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de shows.<\/p>\n<p>Atos unificados se repetiram nas demais capitais e grandes cidades do pa\u00eds. No Distrito Federal, a manifesta\u00e7\u00e3o foi de manh\u00e3, na Pra\u00e7a do Rel\u00f3gio em Taguatinga. Em Fortaleza (CE), os organizadores estimam que 20 mil pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas. A passeata foi encerrada ao lado do Centro Cultural Belchior, onde aconteceu uma apresenta\u00e7\u00e3o cultural. Em Natal (RN), foram mais de 2 mil manifestantes.<\/p>\n<p>Em Contagem (MG), na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, a manifesta\u00e7\u00e3o teve um car\u00e1ter especial. Os presentes lembraram as v\u00edtimas do crime de Brumadinho na barragem da Vale. Jocely Andreoli, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirmou que o Dia do Trabalhador serve como lembran\u00e7a de que os trabalhadores morrem com a l\u00f3gica das privatiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Bel\u00e9m (PA), a manifesta\u00e7\u00e3o ocorreu no Mercado de S\u00e3o Br\u00e1s. Os presentes criticaram os ataques do governo Bolsonaro aos cursos de ci\u00eancias humanas e sociais, e manifestaram seu rep\u00fadio \u00e0 Reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Em Salvador (BA), o ato se deu em meio \u00e0 greve dos docentes das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Os docentes pressionaram o ex-governador Jacques Wagner, hoje senador (PT-BA), a reabrir as reuni\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o. O atual governador, Rui Costa (PT), \u00e9 sucessor de Wagner. Por falta de condi\u00e7\u00f5es de tratar sobre o assunto naquele local, o pol\u00edtico informou que um assessor agendar\u00e1 a reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro (RJ), o ato unificado foi realizado na Pra\u00e7a Mau\u00e1. Em Porto Alegre (RS), cerca de 5 mil pessoas caminharam da Orla do Gua\u00edba at\u00e9 a C\u00e2mara de Vereadores. Em Aracaju (SE), foram 10 mil manifestantes. O ato caminhou da Pra\u00e7a da Juventude at\u00e9 a Orla de Atalaia.<\/p>\n<p><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.andes.org.br\/diretorios\/images\/primeiro%20de%20maio%20turquia.jpg\" width=\"682\" height=\"470\" \/>1\u00ba de Maio pelo mundo<\/b><\/p>\n<p>O Dia do Trabalhador come\u00e7ou mais cedo na Argentina. Na ter\u00e7a (30\/4), os argentinos realizaram uma Greve Geral contra o governo de Mauricio Macri. Em Buenos Aires, capital do pa\u00eds, a manifesta\u00e7\u00e3o reuniu 200 mil pessoas. O \u00edndice de pobreza na Argentina j\u00e1 chega a 32%, e Macri tamb\u00e9m tenta aprovar uma Reforma da Previd\u00eancia no Congresso.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, as manifesta\u00e7\u00f5es do 1\u00ba de Maio tiveram grande presen\u00e7a de Coletes Amarelos. Houve grande repress\u00e3o policial ao ato de Paris, capital do pa\u00eds. A repress\u00e3o policial se repetiu tamb\u00e9m em outros atos na Europa, como em Istambul (Turquia) e Turim (It\u00e1lia). Em Moscou e S\u00e3o Petersburgo, as duas maiores cidades da R\u00fassia, houve dezenas de pris\u00f5es de manifestantes.<\/p>\n<p>Na \u00c1sia, tiveram lugar gigantescas manifesta\u00e7\u00f5es. Em Jacarta, capital da Indon\u00e9sia, centenas de milhares de manifestantes gritaram por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em Manila, capital das Filipinas, o alvo do protesto foi o presidente Rodrigo Duterte. O chefe do poder executivo filipino \u00e9 um conhecido inimigo dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Em Argel, capital da Arg\u00e9lia, a manifesta\u00e7\u00e3o se deu em meio \u00e0 luta pela queda do governo militar de Abdelaziz Bouteflika. O presidente renunciou, mas os argelinos seguem protestando por um governo civil. A revolta se expandiu tamb\u00e9m para a Tun\u00edsia, onde centenas de milhares de pessoas tamb\u00e9m protestaram contra o governo local.<\/p>\n<p><b>Origem do Dia do Trabalhador<\/b><\/p>\n<p>A data foi estabelecida em 1889 no Congresso da Internacional Socialista, ocorrido em Paris, que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa. Ao escolher 1\u00ba de maio como Dia do Trabalhador, os participantes desse encontro prestaram uma homenagem aos oper\u00e1rios dos Estados Unidos. Tr\u00eas anos antes, os americanos organizaram uma campanha por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, fazendo mais de 1,5 mil greves em todo o pa\u00eds. Uma das principais reivindica\u00e7\u00f5es era a garantia da jornada de oito horas di\u00e1rias.<\/p>\n<p><em>Do ANDES-SN<br \/>\nCom informa\u00e7\u00f5es e imagens de CSP-Conlutas, Aduff-SSind, Adufpa-SSind, Adufs-SSind, Aduneb-SSind, Sinduece-SSind e Sul 21.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Vale do Anhangaba\u00fa em S\u00e3o Paulo (SP), pela primeira vez, todas as centrais sindicais realizaram um ato unificado. Tamb\u00e9m estiveram presentes movimentos sociais, movimentos estudantis e partidos pol\u00edticos. A manifesta\u00e7\u00e3o, que teve como foco o combate \u00e0 reforma da Previd\u00eancia, tamb\u00e9m convocou para 14 de junho uma Greve Geral. 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