{"id":2020,"date":"2011-09-08T09:20:01","date_gmt":"2011-09-08T13:20:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/o-%e2%80%9cevento%e2%80%9d-do-11-de-setembro\/"},"modified":"2011-09-08T09:20:01","modified_gmt":"2011-09-08T13:20:01","slug":"o-%e2%80%9cevento%e2%80%9d-do-11-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/o-%e2%80%9cevento%e2%80%9d-do-11-de-setembro\/","title":{"rendered":"O \u201cEvento\u201d do 11 de Setembro"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Jaldes Reis de Meneses<\/em><\/p>\n<p>Comemora-se no mundo inteiro os acontecimentos do 11 setembro \u2013 o indiscut\u00edvel feito hist\u00f3rico em que membros do grupo fundamentalista \u00e1rabe Al-Qaeda, na posse de avi\u00f5es civis de carreira, explodiram em ataque suicida as duas Torres do Word Trade Center (s\u00edmbolo do capital financeiro) e do Pent\u00e1gono (poder militar), antes lembrando que fracassou o ataque ao s\u00edmbolo maior do poder pol\u00edtico, o avi\u00e3o destinado \u00e0 Casa Branca, n\u00e3o cumpriu o destino e espatifou-se numa fazenda, gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o her\u00f3ica, de efeitos bastante reais, da pr\u00f3pria tripula\u00e7\u00e3o do v\u00f4o 93 da United Airlines.<\/p>\n<p>Jamais o territ\u00f3rio americano no s\u00e9culo XX, rec\u00e9m findo, tinha sido objeto de um ataque de guerra. De pronto, para surpresa de muitos, revelou-se que poderio norte-americano estava n\u00e3o estava de imediato a postos para o contra-ataque. A imediata rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o houve, mas sim uma n\u00edtida desorienta\u00e7\u00e3o de comando, cujo emblema n\u00edtido chegou-nos atrav\u00e9s da imagem do presidente George W. Bush, flagrado com ar atrapalhando em visita a uma creche na Fl\u00f3rida, dos que, nas horas dif\u00edceis, n\u00e3o sabem bem o que fazer. O chefe de Estado desapareceu por uma tarde inteira, deixando um vazio de poder.<\/p>\n<p>Durante algumas horas a na\u00e7\u00e3o mais poderosa do mundo parecia ter desorganizado o Estado, embora, nas sombras, o servi\u00e7o secreto (que falhara clamorosamente em prever o ataque) estivesse agindo, monitorando os passos do presidente, ensaiando a conta-ofensiva, que chegou feito um tratamento de choque, visando provocar uma catarse no esp\u00edrito patri\u00f3tico do povo americano. De repente, arquivando o individualismo solit\u00e1rio da sociedade neoliberal de consumo, as pessoas foram interpeladas a se verem como irm\u00e3os, como membros de uma \u00fanica comunidade her\u00f3ica (religiosa e puritana). Os divertimentos mundanos da Broadway ficaram \u00e0 mosca.<\/p>\n<p>A onda de catarse fora a oportunidade que faltava aos assessores neoconservadores que cercavam o presidente Bush filho de lan\u00e7ar as teses da guerra preventiva ao terror e (re)editar, no v\u00e1cuo do fim da concorr\u00eancia sovi\u00e9tica pelo poder mundial, o projeto de Imp\u00e9rio americano. Deve-se observar que as bases do projeto de Imp\u00e9rio j\u00e1 estavam inscritas na campanha da primeira Guerra do Golfo (1991), comandada por Bush pai, mas foram suspensas pelo projeto multiculturalista liberal de Bill Clinton. Por obra das artes da Al-Qaeda, um presidente de mandato contestado e sem projeto estrat\u00e9gico coerentemente definido (at\u00e9 aquele momento, o discurso de Bush filho voltava-se para dentro dos EUA, com \u00eanfase num conceito ins\u00edpido \u2013 surpr eendentemente neo-rousseauniano para um conservador \u2013, de \u201ccompaix\u00e3o\u201d), enfim, adquiriu um programa de a\u00e7\u00e3o, uma interpela\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica ao povo americano, reunindo, numa s\u00f3 c\u00e1psula, intelectuais neoconservadores e fundamentalistas crist\u00e3os. Chegara \u00e0 hora de empreender \u00e0 \u201cnova cruzada\u201d do Bem contra o Mal, no qual as teorias do \u201cchoque de civiliza\u00e7\u00f5es\u201d (Samuel Huntington) entre o ocidente e o Isl\u00e3 caiam como excelente pretexto.<\/p>\n<p>Impressionante, passados 10 anos, como todas essas id\u00e9ias do \u201cchoque de civiliza\u00e7\u00f5es\u201d e do \u201cImp\u00e9rio\u201d ficaram datadas. Resistem como assombra\u00e7\u00f5es, mas s\u00e3o id\u00e9ias derrotadas, e neste sentido a primeira d\u00e9cada do mil\u00eanio ficar\u00e1 marcada como de fracasso das id\u00e9ias do neoconservadorismo e do \u201cchoque de civiliza\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Agora giro um pouco o foco do artigo da direita \u00e0 esquerda. Tivemos algumas opini\u00f5es de gozo e revanche com o acontecimento (gozar pela revanche \u00e9 sempre uma forma de m\u00e1 consci\u00eancia, al\u00e9m de impot\u00eancia). Os gozos invocaram o sortil\u00e9gio das coincid\u00eancias, ou, como desejam os crentes, das premoni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Logo no calor do fato, lembrou-se que no mesmo dia de 1973, no Chile, o presidente Salvador Allende, apeado por um golpe de Estado com explicita colabora\u00e7\u00e3o da CIA, p\u00f4s fim \u00e0 pr\u00f3pria vida no Pal\u00e1cio La Moneda. Antigos esquerdistas latino-americanos se sentiram como que \u201cvingados\u201d com a coincid\u00eancia, em mostra obscena de retorno de um recalque, uma ferida n\u00e3o cicatrizada. O ataque a Manhattan, difusamente, j\u00e1 tinha seu imagin\u00e1rio: desarquivou-se um poema de Carlos Drummond de Andrade, \u201cElegia 1938\u201d, no qual, em verso que voltou a ser famoso, o poeta afirma ao mesmo tempo vontade e impot\u00eancia \u2013 \u201cn\u00e3o podes, sozinho, dinamitar as ilha de Manhattan\u201d. Depois, \u00faltimo sortil\u00e9gio, 11 de setembro \u00e9 a data de anivers\u00e1 rio de nascimento do fil\u00f3sofo alem\u00e3o Theodor Adorno, o desencantado te\u00f3rico da \u201cdial\u00e9tica negativa\u201d do tempo hist\u00f3rico, o homem que descr\u00eas da possibilidade da poesia ap\u00f3s o holocausto em Auschwitz. Pode haver algum fio da meada nas coincid\u00eancias disparataras?<\/p>\n<p>Retrospectivamente, parece-me que sim, mas aduzindo que esses sortil\u00e9gios s\u00f3 passaram a ter sentido com o \u201cgrande Evento\u201d (\u00c9v\u00e9nement) produzido pela Al-Qaeda. Ao tecer um sentido retrospectivo em fatos e atos aparentemente disparatados, \u00e9 poss\u00edvel transpor o terreno das supersti\u00e7\u00f5es a adentrar o terreno da hist\u00f3ria. Os fatos nunca falam em si e por si, v\u00e3o pedir esclarecimento atrav\u00e9s do arsenal de id\u00e9ias dispon\u00edveis. Afinal, tecer considera\u00e7\u00f5es de sentido retrospectivo sobre o tempo n\u00e3o era o trabalho dial\u00e9tico da coruja de Minerva de Hegel? \u2013 aquela que sa\u00eda da toca para inspecionar na madrugada o trabalho dos homens enquanto eles estavam dormindo.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, antes de tudo, o ataque de 11 de setembro produziu mudan\u00e7as na sensibilidade hist\u00f3rica. No per\u00edodo compreendido entre a queda do Muro de Berlim (1989) e o ataque \u00e0s Torres G\u00eameas (2001), a sensibilidade hist\u00f3rica dominante compunha-se principalmente de duas teses bloqueadoras da imagina\u00e7\u00e3o social: no establishment pol\u00edtico, vigorava a teoria do \u201cfim da hist\u00f3ria\u201d (Francis Fukuyama) \u2013 a cren\u00e7a de que a democracia liberal seria o \u00faltimo dos regimes pol\u00edticos \u2013, ao passo que, alternativamente, no que sobrou das esquerdas vi\u00favas da d\u00e9b\u00e2cle da URSS, a audi\u00eancia se voltava preferencialmente para as teorias p\u00f3s-modernas de celebra\u00e7\u00e3o, que pres supunham que as \u201cgrandes narrativas\u201d, especialmente o marxismo, perderam ader\u00eancia \u00e0 realidade, tratando-se, doravante, de atuar nos limitados interst\u00edcios do cotidiano, de olho na particularidade espec\u00edfica de cada movimento social, eximindo-se de afrontar diretamente o poder de Estado.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 alternativas, era o bord\u00e3o incessantemente repetido.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, tanto a teoria do fim da hist\u00f3ria como a do fim das metanarrativas compunham duas faces da mesma moeda. Embora distintas ideologicamente, as duas teses gen\u00e9ricas liquidavam a possibilidade do grande Evento (com letras mai\u00fasculas). Adeus revolu\u00e7\u00e3o francesa, adeus Revolu\u00e7\u00e3o russa. A cr\u00edtica mais sint\u00e9tica da desimport\u00e2ncia do Evento na hist\u00f3ria pode ser resumida na bela frase do historiador franc\u00eas Fernand Braudel, para quem &#8220;Os acontecimentos s\u00e3o como vagalumes na noite brasileira: eles brilham, mas n\u00e3o iluminam o caminho\u201d. Pois bem, junto com o ataque \u00e0s Torres G\u00eameas, o grande \u201cEvento\u201d fez implodir essas duas concep\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria, verdadeiros sensos comuns do fim de s\u00e9culo XX. Toda essa bruma ideol\u00f3gica de cegueira para a import\u00e2ncia hist\u00f3rica do Evento espatifou-se.<\/p>\n<p>Na verdade, o debate historiogr\u00e1fico sobre o Evento \u00e9 relativamente antigo, remonta ao s\u00e9culo XIX, a prop\u00f3sito do balan\u00e7o do processo da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. Coube talvez ao aristocrata liberal franc\u00eas Alexis de Tocqueville ter elaborado o argumento mais engenhoso sobre a desimport\u00e2ncia do Evento. Deste ent\u00e3o o argumento fez fortuna e passou a ser repetido: segundo Tocqueville as mudan\u00e7as produzidas pelas revolu\u00e7\u00f5es burguesas do s\u00e9culo XIX j\u00e1 vinham sendo feitas homeopaticamente e de maneira indolor pelas monarquias absolutas.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do argumento leva ao seguinte corol\u00e1rio: n\u00e3o seria a irrup\u00e7\u00e3o do Evento um sacrif\u00edcio ocioso? Anos mais tarde, Georg Luk\u00e1cs (1969) polemiza admiravelmente o argumento de Tocqueville: \u201cQue significado tem o modo pelo qual os homens julgam o seu pr\u00f3prio passado (&#8230;)? A cultura burguesa (&#8230;) demonstrou atrav\u00e9s de Tocqueville (&#8230;) que a luta contra o feudalismo teve certa continuidade, a partir de Lu\u00eds XVI, na dire\u00e7\u00e3o da centraliza\u00e7\u00e3o (&#8230;). Isso \u00e9 parcialmente verdadeiro. Mas h\u00e1 um epis\u00f3dio determinante e decisivo, ou seja, aquele que diz respeito \u00e0 fratura revolucion\u00e1ria, \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da Bastilha. Hoje, decorridos bem mais de um s\u00e9culo e meio, o povo de Paris, a cada ano, comemora a festa de 14 de julho, ficando n\u00e3o com a continuidade de Tocqueville, mas com a descontinuidade da destrui\u00e7\u00e3o da Bastilha.\u201d<\/p>\n<p>A teoria social j\u00e1 vinha recuperando a no\u00e7\u00e3o de Evento desde antes do ataque \u00e0s Torres G\u00eameas. No escaninho p\u00f3s-estruturalista, por exemplo, na chamada fase da surpreendente virada para a import\u00e2ncia do sujeito, Michel Foucault, j\u00e1 pensava a revolu\u00e7\u00e3o iraniana (1979) como a irrup\u00e7\u00e3o de um novo sujeito hist\u00f3rico. Para decep\u00e7\u00e3o de muitos, o novo sujeito hist\u00f3rico iraniano transformou-se em um regime tir\u00e2nico, lan\u00e7ando luz sobre a insufici\u00eancia do conceito de Foucault, insuficiente para pensar o \u201cdia seguinte\u201d do carnaval revolucion\u00e1rio. Essas s\u00e3o as cr\u00edticas, corretas, do fil\u00f3sofo Slavoj Zizek (2008) \u00e0s incurs\u00f5es de Foucault no Evento da Revolu\u00e7\u00e3o Iraniana (1979). No entanto, a no\u00e7\u00e3o de Evento de Zizek, em bora fa\u00e7a arg\u00fci\u00e7\u00e3o ao problema do \u201cdia seguinte\u201d, n\u00e3o oferece solu\u00e7\u00e3o adequada. Por um relance, Zizek vislumbra o fio da meada da solu\u00e7\u00e3o, quando, lembrando o tom dos \u00faltimos textos pol\u00edticos de Luk\u00e1cs (2008), fala da continuidade da revolu\u00e7\u00e3o como a possibilidade de instaura\u00e7\u00e3o de uma \u201cdemocracia cotidiana\u201d. Contudo, paradoxalmente, o \u201cdia seguinte\u201d (a constru\u00e7\u00e3o da \u201cdemocracia cotidiana\u201d), em Zizek, \u00e9 de continuidade, em novos moldes, em vez da extin\u00e7\u00e3o, do regime de terror.<\/p>\n<p>\u00c9 ausente em Zizek (como tamb\u00e9m falta a Alain Badiou e Giles Deleuze, autores em cuja interlocu\u00e7\u00e3o ele elabora sua no\u00e7\u00e3o de Evento) algo remotamente parecido com o conceito de \u201crevolu\u00e7\u00e3o intelectual e moral\u201d, elaborado por Antonio Gramsci (1999). Resumidamente, o pensador italiano dividia os processos hist\u00f3ricos em dois per\u00edodos, o per\u00edodo da luta (sangrento, de confronto aberto entre os contendores) e o per\u00edodo \u00e9tico-pol\u00edtico (de elabora\u00e7\u00e3o das superestruturas jur\u00eddicas e culturais do novo Estado). No per\u00edodo \u00e9tico-pol\u00edtico n\u00e3o cabe a presen\u00e7a, nem minimamente, do terror, sob pena de malogro da \u201crevolu\u00e7\u00e3o intelectual e moral\u201d. A luta, certamente, continua na segunda fase, por\u00e9m subordinada ao desenvolvi mento \u00e9tico. O per\u00edodo da \u201crevolu\u00e7\u00e3o intelectual e moral\u201d \u00e9 justamente o enigma n\u00e3o resolvido de todas as revolu\u00e7\u00f5es. No entanto, por que ter medo de olhar olho no olho a trag\u00e9dia e decifrar a esfinge?<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><br \/>\nLUK\u00c1CS, G. Entrevista. Rio de Janeiro, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1969.<br \/>\n__________. Socialismo e democratiza\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro, UFRJ, 2008.<br \/>\nZIZEK. S. Robespierre \u2013 virtude e terror. Rio de Janeiro, Zahar, 2006.<br \/>\nGRAMSCI, A. Cadernos do c\u00e1rcere. Rio de Janeiro, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira (v. I), 1999.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jaldes Reis de Meneses Comemora-se no mundo inteiro os acontecimentos do 11 setembro \u2013 o indiscut\u00edvel feito hist\u00f3rico em que membros do grupo fundamentalista \u00e1rabe Al-Qaeda, na posse de avi\u00f5es civis de carreira, explodiram em ataque suicida as duas Torres do Word Trade Center (s\u00edmbolo do capital financeiro) e do Pent\u00e1gono (poder militar), antes&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-2020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-16","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2020\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}