{"id":2017,"date":"2011-09-02T14:04:00","date_gmt":"2011-09-02T18:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/por-que-os-professores-universitarios-%e2%80%9csofrem%e2%80%9d-tanto\/"},"modified":"2011-09-02T14:05:36","modified_gmt":"2011-09-02T18:05:36","slug":"por-que-os-professores-universitarios-%e2%80%9csofrem%e2%80%9d-tanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/por-que-os-professores-universitarios-%e2%80%9csofrem%e2%80%9d-tanto\/","title":{"rendered":"Por que os Professores Universit\u00e1rios \u201csofrem\u201d tanto?"},"content":{"rendered":"<p>O informativo N\u00ba 01, julho\/2011, do Sindicato ANDES Nacional, traz estampada em sua capa a seguinte manchete: \u201cProdutivismo acad\u00eamico provoca adoecimento docente\u201d. A mat\u00e9ria central que remete \u00e0 manchete citada, intitulada \u201cReestrutura\u00e7\u00e3o produtiva chega \u00e0s universidades e provoca adoecimento docente\u201d, em linhas gerais, afirma que nos \u00faltimos 20 ou 25 anos, o professor universit\u00e1rio passou a ser cobrado para que desenvolva uma s\u00e9rie de atividades, com imposi\u00e7\u00e3o de metas e com prazos r\u00edgidos, o que, na linguagem de setores do movimento docente, caracterizaria o produtivismo acad\u00eamico, algo que estaria na l\u00f3gica do setor privado e do neoliberalismo.   <\/p>\n<p>Como conseq\u00fc\u00eancia desta cobran\u00e7a por produ\u00e7\u00e3o e por prazos, estaria havendo a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho docente e isto estaria levando ao adoecimento dos professores. Para provar esta afirma\u00e7\u00e3o, a mat\u00e9ria se reporta a pesquisas que mostram este adoecimento, comprovando o quanto o professor universit\u00e1rio estaria sofrendo.  Uma das pesquisas, coordenada pela professora Cristina Borsoi, da UFES, traz informa\u00e7\u00f5es interessantes. De acordo com ela, 81,3 % dos docentes entrevistados procuraram atendimento m\u00e9dico nos \u00faltimos dois anos. A seguir, o texto mostra os percentuais de professores acometidos por diversos problemas de sa\u00fade, entre os quais est\u00e3o aqueles ligados \u00e0 atividade sexual que atingem 41, 1% dos professores homens e os psicoemocionais que atingem 36% dos docentes. <\/p>\n<p>Um pouco atr\u00e1s, a mesma mat\u00e9ria destaca a opini\u00e3o do professor Ant\u00f4nio Bosi, da Universidade Federal do Oeste do Paran\u00e1 sobre a quest\u00e3o, resumida na frase: \u201cAntes, n\u00f3s \u00e9ramos pagos para pensar. Agora, somos pagos para produzir\u201d. <\/p>\n<p>A leitura apressada da mat\u00e9ria e o desconhecimento do dia a dia do trabalho docente nas universidades federais brasileiras nos induzem a pensar que os docentes est\u00e3o sendo submetidos a uma extenuante carga de trabalho, a uma grande press\u00e3o psicol\u00f3gica e a prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em suma, um grande sofrimento!<\/p>\n<p>Na realidade, estas suposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o se sustentam diante de uma an\u00e1lise mais cuidadosa, isenta da miopia ideol\u00f3gica, do emba\u00e7amento corporativista e da prioriza\u00e7\u00e3o dos interesses particulares sobre os interesses coletivos.<\/p>\n<p>Vejamos, ent\u00e3o. Com rela\u00e7\u00e3o aos espa\u00e7os f\u00edsicos e aos equipamentos utilizados no trabalho docente, o que vemos \u00e9 uma melhoria substancial. As antigas salas grandes, com duras cadeiras de madeira, sem refrigera\u00e7\u00e3o ou com ventiladores barulhentos, paulatinamente est\u00e3o sendo substitu\u00eddas por salas menores, com refrigera\u00e7\u00e3o, com cadeiras acolchoadas.   <\/p>\n<p>O quadro-negro, o giz, o retroprojetor, o projetor de slides, as transpar\u00eancias feitas \u00e0 m\u00e3o, os textos datilografados, as provas rodadas em mime\u00f3grafos com tinta \u201csujenta\u201d est\u00e3o diminuindo, desaparecendo (ou desapareceram). Atualmente, cada vez mais, usamos o data show, o notebook, os slides em power point, o texto digitado em computador, as provas impressas em impressoras a jato de tinta.<\/p>\n<p>No estudo dos conte\u00fados das disciplinas, na prepara\u00e7\u00e3o das aulas, na produ\u00e7\u00e3o de textos did\u00e1ticos e de artigos cient\u00edficos, etc., hoje, tudo \u00e9 mais f\u00e1cil. Ao clique no mouse, nos deparamos com uma infinidade de artigos cient\u00edficos e materiais afins. N\u00e3o precisamos nos dirigir \u00e0s bibliotecas f\u00edsicas (reais), nem comprar uma infinidade de livros.     <\/p>\n<p>Poder\u00edamos fazer, uma a uma, a compara\u00e7\u00e3o do antigo com o moderno, mas ficaremos em um s\u00f3 exemplo, visto que isto basta. Antigamente, o professor produzia um texto o escrevendo \u00e0 m\u00e3o ou o datilografando numa m\u00e1quina de datilografia. Neste caso, se ele errasse uma frase teria que digitar toda a p\u00e1gina na qual a frase estava inserida. Se ele fosse escrever um texto novo e quisesse aproveitar trechos de textos antigos, teria que digitar todo o trecho a ser aproveitado. <\/p>\n<p>Hoje, todos sabem como fazemos. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o aos espa\u00e7os f\u00edsicos e aos equipamentos utilizados no trabalho docente, o que ocorre \u00e9 uma \u201cdesprecariza\u00e7\u00e3o\u201d ao inv\u00e9s de uma precariza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Vamos agora ao tal produtivismo acad\u00eamico. Come\u00e7ando com a opini\u00e3o do professor Ant\u00f4nio Bosi: \u201cAntes, n\u00f3s \u00e9ramos pagos para pensar. Agora, somos pagos para produzir\u201d. (A frase em vermelho n\u00e3o foi digitada. Foi apenas copiada e colada. Poupei tempo e esfor\u00e7o).<\/p>\n<p>O trabalho docente (bem feito) envolve muita reflex\u00e3o, muito \u201cpensar\u201d. Mas n\u00e3o refletimos sobre o vazio. Portanto, para o professor pensar ele precisa: ler, observar, vivenciar experi\u00eancias. Sobre esta base, n\u00f3s refletimos, pensamos. E refletimos e pensamos para qu\u00ea? Para produzir. Para o professor, esta produ\u00e7\u00e3o assume m\u00faltiplas formas: aulas, textos did\u00e1ticos, artigos cient\u00edficos, inven\u00e7\u00f5es, inova\u00e7\u00f5es, projetos, relat\u00f3rios, palestras, confer\u00eancias, atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, achar que \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o se exigir que o professor produza \u00e9 algo que n\u00e3o se concebe que venha de um professor universit\u00e1rio. O professor sempre foi pago para pensar e produzir. O que ocorre \u00e9 que pouco se pensa e pouco se produz para justificar o montante de recursos que a sociedade investe nas universidades. Antes, pouco caso se fazia se o professor pouco produzia. Agora, isto come\u00e7a a mudar.  <\/p>\n<p>\u00c9 ruim que se exija um m\u00ednimo de produ\u00e7\u00e3o do docente e que isto seja feito com qualidade e dentro de prazos delimitados? N\u00e3o, pelo contr\u00e1rio. O setor p\u00fablico, por ser financiado com os tributos pagos por todos e por estes recursos serem insuficientes para atender a todas as demandas da popula\u00e7\u00e3o, muito mais do que o setor privado, deve ter como princ\u00edpio norteador do seu funcionamento a exig\u00eancia de um retorno em termos de produ\u00e7\u00e3o com qualidade e na quantidade e no prazo adequados.<\/p>\n<p>Quantidade e qualidade no que se produz e em um prazo adequado a esta produ\u00e7\u00e3o, de forma impl\u00edcita ou expl\u00edcita, \u00e9 uma exig\u00eancia que perpassa todas as atividades humanas e n\u00e3o \u00e9 algo inerente apenas ao setor privado. <\/p>\n<p>A t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, dir\u00edamos que muitos professores universit\u00e1rios t\u00eam empregado(a) dom\u00e9stico(a) e dele(a) se exige, diariamente, a realiza\u00e7\u00e3o de um conjunto de atividades (quantidade) feitas de forma adequada (qualidade) em um tempo razo\u00e1vel (prazo definido). Quem de n\u00f3s ficaria satisfeito com um(a) empregado(a) dom\u00e9stico(a) que fizesse apenas o almo\u00e7o e que ele fosse servido \u00e0s 16h00, mesmo que tivesse a melhor qualidade? Este exemplo poderia ser alterado para mostrar que n\u00e3o apenas a qualidade \u00e9 importante. Quantidade e prazos tamb\u00e9m o s\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00f3s, professores universit\u00e1rios, valorizamos muitos os prazos, a quantidade e a qualidade quando isto nos favorece. \u00c9 por isto que estamos em mobiliza\u00e7\u00e3o. Queremos melhores sal\u00e1rios (quantidade), um plano de carreira (qualidade) e uma data base para o reajuste e que ele seja anual (prazos definidos). Tamb\u00e9m queremos que nosso sal\u00e1rio esteja dispon\u00edvel em nossa conta na data certa. Sem prazos definidos para a realiza\u00e7\u00e3o dos deveres e das obriga\u00e7\u00f5es, a vida social seria um caos.  <\/p>\n<p>Agora, coloco outra quest\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o que se exige do professor \u00e9 algo extenuante? Precariza o trabalho docente? Imp\u00f5e sofrimento? <\/p>\n<p>A atual carreira docente \u00e9 composta por diversas classes e dentro de cada classe h\u00e1 diversos n\u00edveis. H\u00e1 duas maneiras de obtermos ascens\u00e3o nos n\u00edveis e nas classes. Por desempenho ou por qualifica\u00e7\u00e3o (titula\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Na ascens\u00e3o por desempenho, que pode ocorrer a cada dois anos, exige-se que atinjamos 140 pontos em cada semestre. Antes, a ascens\u00e3o era autom\u00e1tica. A cada dois anos, independente do que t\u00ednhamos feito ou n\u00e3o feito, nossa ascens\u00e3o estava garantida. Utilizando a afirma\u00e7\u00e3o do professor Bosi, bastava pensar. N\u00e3o precisava produzir. Mas se n\u00e3o pens\u00e1ssemos, n\u00e3o haveria problema, tamb\u00e9m ascender\u00edamos. <\/p>\n<p>A ascens\u00e3o por qualifica\u00e7\u00e3o ocorre independente de tempo quando conclu\u00edmos mestrado ou doutorado. Pela qualifica\u00e7\u00e3o (titula\u00e7\u00e3o), al\u00e9m da ascens\u00e3o recebemos uma gratifica\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a se qualificar (fazer mestrado ou doutorado). Mas como conseq\u00fc\u00eancia por n\u00e3o os fazer n\u00e3o se recebe a gratifica\u00e7\u00e3o por estas titula\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 l\u00f3gico. Mas se quisermos faz\u00ea-los, podemos ser liberados de nossas atividades docentes e receber uma bolsa de estudo. E continuamos recebendo a nossa remunera\u00e7\u00e3o com se estiv\u00e9ssemos trabalhando, o que \u00e9 l\u00f3gico e justo.<\/p>\n<p>E a pontua\u00e7\u00e3o (140 pontos) que devemos obter para a ascens\u00e3o por desempenho \u00e9 dif\u00edcil de consegui-la? Constitui uma precariza\u00e7\u00e3o do trabalho docente? Ela nos deixa ansiosos e pressionados?<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o 27\/2011 do Conselho Superior de Ensino Pesquisa e Extens\u00e3o (CONSEPE) traz a rela\u00e7\u00e3o das atividades docentes e suas respectivas pontua\u00e7\u00f5es. A sua an\u00e1lise nos mostra que n\u00e3o precisa trabalhar muito para atingir os 140 pontos. Por exemplo, se o professor ministrar 10 aulas semanais j\u00e1 tem garantidos 100 pontos. Os 40 pontos restantes podem ser conseguidos facilmente com as outras atividades. Desconhe\u00e7o um professor que n\u00e3o tenha obtido esta pontua\u00e7\u00e3o m\u00ednima. At\u00e9 aquele professor que voc\u00ea quase n\u00e3o v\u00ea na universidade n\u00e3o tem dificuldade para alcan\u00e7\u00e1-la. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de atingir 140 pontos, o professor precisa dar um m\u00ednimo de oito aulas por semana (1,6 aula por dia) e tamb\u00e9m realizar atividades de extens\u00e3o ou pesquisa, devidamente pontuadas. Como se v\u00ea, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa herc\u00falea. Portanto, dizer que o professor est\u00e1 assoberbado com tarefas que constituem o produtivismo acad\u00eamico \u00e9 distorcer os fatos.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 um pequeno percentual de professores que trabalham muito, que levam as universidades nas costas, enquanto a maioria leva vida mansa. Eles fazem coisas que n\u00e3o deveriam devido ao fato de a maioria dos professores n\u00e3o desempenharem a contento as suas obriga\u00e7\u00f5es. Estes professores laboriosos podem estar adoecendo devido \u00e0 sobrecarga de trabalho repassada por seus colegas \u201cpregui\u00e7osos\u201d. Ent\u00e3o, a causa do adoecimento n\u00e3o \u00e9 o produtivismo acad\u00eamico e sim o \u201cpreguicismo\u201d acad\u00eamico.<\/p>\n<p>Se o trabalho docente n\u00e3o \u00e9 prec\u00e1rio, nem extenuante, como se explica o resultado da pesquisa da professora Cristina Borsoi? <\/p>\n<p>O adoecimento \u00e9 causado por m\u00faltiplos fatores: biol\u00f3gicos, sociais, econ\u00f4micos, culturais, laborais, psicol\u00f3gicos, etc. Entre os fatores biol\u00f3gicos, destacam-se a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, a idade, o sexo, etc. Levando em considera\u00e7\u00e3o a idade m\u00e9dia da categoria docente e o fato de os professores terem mais acesso ao atendimento m\u00e9dico por disporem, na sua maioria, de planos de sa\u00fade, n\u00e3o h\u00e1 nada de anormal que 81, 3 % deles tenha procurado o m\u00e9dico, nos \u00faltimos dois anos. Certamente, resultado parecido seria encontrado em outras categorias profissionais.<\/p>\n<p>O trabalho docente, como qualquer tipo de trabalho, impacta positivamente ou negativamente a sa\u00fade do indiv\u00edduo que o desenvolve. No entanto, desconsiderar outros fatores de adoecimento relacionados ao docente \u00e9 uma manipula\u00e7\u00e3o grosseira de dados (fraude intelectual) ou o desconhecimento de regras b\u00e1sicas do m\u00e9todo cient\u00edfico (despreparo acad\u00eamico). Uma e outra s\u00e3o coisas grav\u00edssimas, no meio acad\u00eamico.<br \/>\nO trabalho docente pode, eventualmente, adoecer o professor, mas o seu adoecimento pode ser provocado por uma s\u00e9rie de outros fatores, como: problemas familiares, estilo de vida inadequado, tabagismo, alcoolismo, estresse do tr\u00e2nsito, medo da viol\u00eancia, predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, expectativas n\u00e3o satisfeitas, etc. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio isolar estas vari\u00e1veis de confundimento. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das facilidades acima expostas, o professor universit\u00e1rio tem direito a f\u00e9rias de 45 dias (um privil\u00e9gio inaceit\u00e1vel, considerando que o trabalhador comum tem f\u00e9rias de 30 dias), organiza seu hor\u00e1rio de trabalho segundo sua conveni\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 precisa assinar ponto, n\u00e3o \u00e9 cobrado pelo chefe e no recesso escolar (f\u00e9rias dos alunos) quase que n\u00e3o trabalha. Quem duvidar disto que busque professor na universidade neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se tem professor adoecendo por excesso de trabalho, salvo aqueles acima mencionados, certamente este trabalho n\u00e3o \u00e9 realizado dentro das universidades, mas fora delas. Se formos \u00e0s clinicas de m\u00e9dicos, dentistas e outros profissionais de sa\u00fade; aos escrit\u00f3rios de advocacia; \u00e0s construtoras, aos jornais, emissoras de r\u00e1dios e televis\u00e3o; \u00e0s empresas de consultorias, l\u00e1 encontraremos muitos professores universit\u00e1rios trabalhando freneticamente, muitos deles contratados nas universidades pelo regime de dedica\u00e7\u00e3o exclusiva. O fato de ser professor universit\u00e1rio facilita o trabalho na iniciativa privada<br \/>\nAssim, t\u00eam mesmo \u00e9 que ir ao m\u00e9dico!<\/p>\n<p>Em resumo, penso o seguinte:<\/p>\n<p>Devemos ser bem remunerados;<\/p>\n<p>Devemos produzir muito mais do que produzimos, com qualidade e com prazos adequadamente cumpridos;<\/p>\n<p>Devemos ser avaliados sistematicamente, principalmente na atividade de ensino para que nossos alunos digam que tipo de aula n\u00f3s estamos ministrando;<\/p>\n<p>E, por fim, suprema heresia, acho que parte de nossa remunera\u00e7\u00e3o deve ser atrelada ao nosso desempenho.<\/p>\n<p>E se me permitem um momento de indigna\u00e7\u00e3o, diria que discursar e dizer palavras de ordem \u00e9 muito f\u00e1cil. Dif\u00edcil e necess\u00e1rio \u00e9 ter uma pr\u00e1tica docente tendo em vista o interesse coletivo. Tomar atitudes radicais que s\u00f3 prejudicam os mais necessitados e n\u00e3o nos prejudicam n\u00e3o \u00e9 uma atitude corajosa.<\/p>\n<p>Clim\u00e9rio Avelino de Figueredo<br \/>\nProfessor de Homeopatia, Fitoterapia e Acupuntura<br \/>\nDepartamento de Fisiologia e Patologia\/CCS\/UFPB<br \/>\nclimerioaf@bol.com.br     <\/p>\n<p>Obs.: <em>Desconsiderem eventuais erros no texto. N\u00e3o tive tempo de revis\u00e1-lo.<br \/>\nQuem achar que esta discuss\u00e3o \u00e9 importante repasse o texto adiante. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O informativo N\u00ba 01, julho\/2011, do Sindicato ANDES Nacional, traz estampada em sua capa a seguinte manchete: \u201cProdutivismo acad\u00eamico provoca adoecimento docente\u201d. 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