{"id":19851,"date":"2019-01-31T11:44:41","date_gmt":"2019-01-31T14:44:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=19851"},"modified":"2019-01-31T11:44:41","modified_gmt":"2019-01-31T14:44:41","slug":"grupos-mistos-do-congresso-do-andes-homenageiam-lutadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/grupos-mistos-do-congresso-do-andes-homenageiam-lutadores\/","title":{"rendered":"Grupos mistos do Congresso do Andes homenageiam lutadores"},"content":{"rendered":"<div>\n<div id=\"noticia-descricao\">\n<p>O 38\u00ba Congresso do ANDES-SN tem uma novidade. Os grupos mistos, que ocorrem na\u00a0ter\u00e7a (29) e\u00a0quarta\u00a0(30), est\u00e3o homenageando lutadores sociais assassinados em 2018. As express\u00f5es de respeito, junto a pequenas biografias, est\u00e3o expostas nas portas de cada um dos treze grupos.<\/p>\n<p>Na\u00a0ter\u00e7a tiveram lugar os grupos mistos do Tema 2 \u2013 Plano Geral de Lutas. Os grupos visam aprofundar as discuss\u00f5es sobre os Textos de Resolu\u00e7\u00e3o (TRs) permitindo um di\u00e1logo com a base da categoria, e preparando os debates das plen\u00e1rias que vir\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideia de homenagear lutadores surgiu na comiss\u00e3o organizadora do 38\u00ba Congresso. Eblin Farage, secret\u00e1ria-geral do ANDES-SN e membro da comiss\u00e3o, explica que a inten\u00e7\u00e3o foi dar visibilidade \u00e0s pessoas assassinadas nesse \u00faltimo per\u00edodo. \u201cNa nossa avalia\u00e7\u00e3o, s\u00e3o assassinatos gerados por formas de \u00f3dio e por essa onda da extrema direita. Pensamos que era uma maneira de politizar o espa\u00e7o e homenagear e lembrar esses militantes\u201d, comenta.<\/p>\n<p>A escolha foi feita a partir de um levantamento entre os militantes assassinados em 2018. \u201cBuscamos n\u00e3o s\u00f3 os casos conhecidos, como o de Marielle e de Mestre Moa. Mas tamb\u00e9m de lideran\u00e7as ind\u00edgenas e sem-terra, cujos assassinatos n\u00e3o tiveram tanta visibilidade, mas que s\u00e3o crimes tamb\u00e9m produzidos pela extrema direita\u201d, afirma Eblin Farage.<\/p>\n<p>Confira os lutadores homenageados:<\/p>\n<p><strong>Raphaela Souza\u00a0<\/strong>\u2013 era estudante de servi\u00e7o social e cabeleireira. Atuava no Conselho Estadual dos Direitos da Popula\u00e7\u00e3o de L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CELGBT) e era representante do Grupo Social Coletivo Finas de Travestis e Transexuais. Ela foi assassinada com tr\u00eas tiros na cabe\u00e7a, em novembro de 2018, em Vit\u00f3ria da Conquista, sudoeste da Bahia.<\/p>\n<p><strong>Moa do Katend\u00ea\u00a0<\/strong>&#8211; considerado um dos maiores mestres de capoeira de Angola da Bahia, come\u00e7ou a praticar capoeira aos oito anos de idade, no terreiro de sua tia, o Il\u00ea Ax\u00e9 Omin Bain. Premiado e reconhecido internacionalmente, defendia um processo de \u201creafricaniza\u00e7\u00e3o\u201d da juventude baiana e do carnaval. Foi assassinado com doze facadas pelas costas ap\u00f3s o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es de 2018. Segundo testemunhas e a investiga\u00e7\u00e3o policial, o ataque foi motivado por discuss\u00f5es pol\u00edticas, ap\u00f3s Moa declarar\u00a0ter\u00a0votado em Fernando Haddad.<\/p>\n<p><strong>Marquinhos Tigresa\u00a0<\/strong>&#8211; um dos principais l\u00edderes do movimento LGBT baiano, Marcos Cruz Santana, 40 anos, o Marquinhos Tigresa, foi morto esquartejado na madrugada do dia\u00a018 de agosto\u00a0de 2018, no munic\u00edpio de Itoror\u00f3, no sudoeste do estado. Al\u00e9m da genit\u00e1lia dilacerada, Marcos tinha v\u00e1rios sinais de golpes de faca no pesco\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Cacique Jorginho Guajajara\u00a0<\/strong>&#8211; era defensor ambiental ind\u00edgena na Amaz\u00f4nia maranhense, assassinado em uma das regi\u00f5es mais amea\u00e7adas da floresta amaz\u00f4nica brasileira, no m\u00eas\u00a0de agosto\u00a0de 2018.<\/p>\n<p><strong>Matheusa Passarelli\u00a0<\/strong>&#8211; estudante de artes de Uerj e militante LGBTI, assassinada em abril de 2018. A estudante foi morta &#8211; e provavelmente queimada &#8211; ap\u00f3s ir a festa em uma favela carioca, em mais um crime de LGBTfobia no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Marielle Franco\u00a0<\/strong>\u2013 era vereadora pelo PSOL na cidade do Rio\u00a0de Janeiro. A soci\u00f3loga, ativista dos movimentos feminista e negro, foi executada no centro da capital fluminense. Marielle, a\u00a0quarta\u00a0vereadora mais votada na cidade, atuava na comunidade da Mar\u00e9, onde morava, e, na semana anterior a sua morte, denunciou a viol\u00eancia e os abusos policiais no bairro de Acari. Anderson Gomes, seu motorista, tamb\u00e9m foi assassinado na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Paulo S\u00e9rgio Almeida Nascimento\u00a0<\/strong>&#8211; l\u00edder comunit\u00e1rio no Par\u00e1, assassinado em mar\u00e7o de 2018. Nascimento era um dos l\u00edderes da Associa\u00e7\u00e3o dos Caboclos, Ind\u00edgenas e Quilombolas da Amaz\u00f4nia (Cainquiama). Segundo a Pol\u00edcia Civil, ele foi alvejado por disparos do lado de fora de casa, na cidade de Barcarena. Nascimento era atuante nas den\u00fancias contra a refinaria Hydro Alunorte, respons\u00e1vel pelo vazamento de dejetos t\u00f3xicos nas \u00e1guas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>George de Andrade Lima Rodrigues\u00a0<\/strong>&#8211; l\u00edder comunit\u00e1rio em Recife, assassinado em fevereiro de 2018. Rodrigues foi encontrado com marcas de tiros e um arame enrolado no pesco\u00e7o, ap\u00f3s tr\u00eas dias de buscas. O corpo dele foi achado em um matagal \u00e0s margens de uma estrada de terra. Ele havia sido sequestrado por quatro homens que se diziam policiais.<\/p>\n<p><strong>Carlos Ant\u00f4nio dos Santos, o \u201cCarl\u00e3o\u201d\u00a0<\/strong>&#8211; l\u00edder comunit\u00e1rio no Mato Grosso, assassinado em fevereiro de 2018. Carl\u00e3o era um dos l\u00edderes do Assentamento PDS Rio Jatob\u00e1, em Paranatinga, e foi morto a tiros, por homens em uma motocicleta, em frente \u00e0 prefeitura da cidade. Ele estava dentro de um autom\u00f3vel com a filha e a esposa, que chegou a ser atingida de rasp\u00e3o. Carl\u00e3o j\u00e1 havia feito v\u00e1rias den\u00fancias \u00e0 pol\u00edcia de que estava sendo amea\u00e7ado.<\/p>\n<p><strong>Leandro Altenir Ribeiro Riba\u00a0<\/strong>&#8211; l\u00edder comunit\u00e1rio de Porto Alegre (RS), assassinado em janeiro de 2018. Ribas era l\u00edder comunit\u00e1rio na Vila S\u00e3o Lu\u00eds, ocupa\u00e7\u00e3o da zona norte da capital ga\u00facha. Ele havia deixado de dormir em casa desde alguns dias antes por conta da guerra entre traficantes da regi\u00e3o. No dia em que foi assassinado, voltou \u00e0 vila para pegar roupas, mas acabou morto. A pol\u00edcia suspeita que Ribas tenha sido executado pelos criminosos ao se apresentar como l\u00edder da comunidade e questionar as a\u00e7\u00f5es do grupo.<\/p>\n<p><strong>M\u00e1rcio Oliveira Matos\u00a0<\/strong>&#8211; lideran\u00e7a do MST na Bahia, assassinado em janeiro de 2018. Matos era um dos integrantes mais novos da dire\u00e7\u00e3o do movimento e morava no Assentamento Boa Sorte. Aos 33 anos, foi morto em casa, com tr\u00eas tiros, na frente de seu filho.<\/p>\n<p><strong>Valdemir Resplandes<\/strong>\u00a0&#8211; l\u00edder do MST no Par\u00e1, assassinado em janeiro de 2018. Conhecido como &#8216;Muleta&#8217;, Resplandes foi executado na cidade de Anapu, no Par\u00e1. Ele conduzia uma moto e foi parado por dois homens. Um deles atirou pelas costas; j\u00e1 no ch\u00e3o, o ativista foi alvejado na cabe\u00e7a. A mission\u00e1ria norte-americana Dorothy Stang foi assassinada na mesma cidade, em 2005.<\/p>\n<p><strong>Marcondes Nambla\u00a0<\/strong>&#8211; l\u00edder ind\u00edgena da etnia Xokleng, assassinado em janeiro de 2018. Professor e l\u00edder comunit\u00e1rio, o ind\u00edgena Xokleng, Marcondes Nambla, 36, era formado no curso Licenciatura Intercultural Ind\u00edgena do Sul da Mata Atl\u00e2ntica, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Lecionava na Terra Ind\u00edgena Lakl\u00e3n\u00f5, em Jos\u00e9 Boiteux, no Vale do Itaja\u00ed a 161 km de Penha. Foi brutalmente espancado a pauladas no munic\u00edpio de Penha, litoral de Santa Catarina. Depois de dois dias internado, Nambl\u00e1 n\u00e3o resistiu aos ferimentos e morreu.<\/p>\n<p><em>Fonte: Andes-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"ancora-noticias\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 38\u00ba Congresso do ANDES-SN tem uma novidade. Os grupos mistos, que ocorrem na\u00a0ter\u00e7a (29) e\u00a0quarta\u00a0(30), est\u00e3o homenageando lutadores sociais assassinados em 2018. As express\u00f5es de respeito, junto a pequenas biografias, est\u00e3o expostas nas portas de cada um dos treze grupos. 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