{"id":19848,"date":"2019-01-29T11:31:10","date_gmt":"2019-01-29T14:31:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=19848"},"modified":"2019-02-01T14:49:39","modified_gmt":"2019-02-01T17:49:39","slug":"38o-congresso-do-andes-sn-aprova-centralidade-da-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/38o-congresso-do-andes-sn-aprova-centralidade-da-luta\/","title":{"rendered":"38\u00ba Congresso do ANDES-SN aprova centralidade da luta"},"content":{"rendered":"<div id=\"noticia-descricao\">\n<p>\u201cAtuar buscando maior mobiliza\u00e7\u00e3o da base, pela constru\u00e7\u00e3o de uma ampla unidade para combater a contrarreforma da previd\u00eancia, as privatiza\u00e7\u00f5es e revogar a EC 95. Defender a livre express\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o, enfrentando as medidas antidemocr\u00e1ticas de extrema direita: defender os direitos fundamentais dos (as) trabalhadores e trabalhadoras; os servi\u00e7os e os (as) servidores (as) p\u00fablicos (as), bem como o financiamento p\u00fablico para Educa\u00e7\u00e3o, Pesquisa e Sa\u00fade P\u00fablicas. Para tanto, empenhar-se na constru\u00e7\u00e3o de uma Frente Nacional Unit\u00e1ria, como espa\u00e7o de aglutina\u00e7\u00e3o para essa luta, contribuindo assim para avan\u00e7ar na organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora\u201d.<\/p>\n<p>Este texto ser\u00e1 o norteador da centralidade da luta e das a\u00e7\u00f5es do Sindicato Nacional durante o ano de 2019. Ele foi aprovado sem nenhum voto contr\u00e1rio e com algumas absten\u00e7\u00f5es pelos docentes presentes no 38\u00ba Congresso do ANDES-SN na noite de segunda-feira (28).<\/p>\n<p>Para Antonio Gon\u00e7alves, presidente do ANDES-SN, a plen\u00e1ria do Tema I foi positiva. \u201cFoi uma grande vit\u00f3ria do ANDES-SN. A base do sindicato se sensibilizou a construir um texto consolidado\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>A plen\u00e1ria do Tema I debateu Movimento Docente, Conjuntura e Centralidade da Luta. Foram apresentadas oito propostas de textos como resolu\u00e7\u00e3o. Para Antonio, as falas, ao longo dos debates, indicavam a necessidade de unidade. \u201cIsso nos permitiu dialogar com os propositores e avan\u00e7ar para um texto que, mesmo sem contemplar todas as demandas da base, foi aprovado sem nenhum voto contr\u00e1rio e com apenas algumas absten\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Antonio argumenta que essa aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 uma sinaliza\u00e7\u00e3o positiva para o congresso que\u00a0vai at\u00e9 s\u00e1bado, dia 2. \u201cEspero que essa percep\u00e7\u00e3o da necessidade da unidade diante da conjuntura siga se expressando no congresso\u201d, disse o docente.<\/p>\n<p>O 38\u00ba Congresso do Sindicato Nacional ocorre na Universidade Federal do Par\u00e1, em Bel\u00e9m, capital do estado. O evento come\u00e7ou na\u00a0segunda-feira e vai at\u00e9\u00a0s\u00e1bado\u00a0(2\/2). O tema central do 38\u00ba Congresso \u00e9 \u201cPor Democracia, Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia, Tecnologia e Servi\u00e7os P\u00fablicos: em defesa do trabalho e da carreira docente, pela revoga\u00e7\u00e3o da EC\/95\u201d.<\/p>\n<p>Coordenaram os debates Mariana Trotta, Emerson Duarte, Roberto Kanitz e Cristine Hirsch. Foi aberto um tempo de 7 minutos para cada uma das contribui\u00e7\u00f5es sobre o Tema 1 \u2013 Movimento Docente, Conjuntura e Centralidade da Luta &#8211; apresentadas no Caderno de Textos e em seu anexo.<\/p>\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Antonio Gon\u00e7alves, presidente do ANDES-SN, defendeu o texto apresentado pela diretoria do Sindicato Nacional. Para o docente, a elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro \u00e0 presid\u00eancia da rep\u00fablica demonstra a incapacidade de dialogar com parte da classe trabalhadora. Segundo Antonio, o desafio de\u00a0hoje\u00a0\u00e9 unidade entre diversas for\u00e7as pol\u00edticas para enfrentar a extrema-direita, combater a criminaliza\u00e7\u00e3o dos lutadores e lutar pela autonomia nas universidades e pela liberdade de c\u00e1tedra.<\/p>\n<p>O docente citou que estamos em uma crise estrutural do capitalismo, que piora a qualidade de vida dos trabalhadores.\u00a0 Um ponto agudo dessa crise, segundo Antonio, \u00e9 o crime ambiental em Brumadinho (MG), inserido no processo de reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva do capital. Ele ressaltou a import\u00e2ncia da capacidade de dialogar e de construir uma frente para al\u00e9m da CSP-Conlutas.<\/p>\n<p>Em seguida, falou Andr\u00e9 Mayer, docente da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Ele dissertou sobre a aliena\u00e7\u00e3o na sociedade brasileira e criticou a ideia de que seria poss\u00edvel conquistar melhorias de vida dentro do capitalismo.<\/p>\n<p>Para Andr\u00e9, o Sindicato Nacional tem que manter a luta especifica e imediata, mas pensar nos processos de sociabilidade do capital enquanto processos que n\u00e3o permitem a exist\u00eancia enquanto classe ou categoria. O docente refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de se pensar em outra sociabilidade, para al\u00e9m do capitalismo.<\/p>\n<p>Kate Lane, docente da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Giovanni Frizzo, docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), foram os pr\u00f3ximos a falar. Kate questionou como a extrema-direita apareceu como alternativa para a classe trabalhadora. Para ela, os governos de concilia\u00e7\u00e3o de classe n\u00e3o deram conta de responder as demandas dos trabalhadores, como seguran\u00e7a p\u00fablica e desemprego.<\/p>\n<p>A docente ressaltou que h\u00e1 um \u00f3dio instaurado no pa\u00eds e que \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 resistir como continuar existindo. Kate afirmou que o fascismo sempre esteve presente nas favelas e que agora est\u00e1 institucionalizado. Ela defendeu o III Encontro Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (ENE) como polo aglutinador da resist\u00eancia aos ataques \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Por fim, defendeu a unidade da classe n\u00e3o s\u00f3 como um discurso ret\u00f3rico. Giovanni Frizzo completou a interven\u00e7\u00e3o afirmando que \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o cometer dois equ\u00edvocos: o isolacionismo e as pol\u00edticas de unidade abstrata.<\/p>\n<p>Rodrigo Pereira, docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e Ana Carolina Feldenheimer, docente da Universidade do Estado do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(Uerj), falaram em seguida. Rodrigo afirmou que h\u00e1 uma rearticula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as conservadoras na sociedade brasileira, baseadas em uma tr\u00edade militar, neopentecostal e de setores conservadores da pol\u00edtica. Ele ressaltou que \u00e9 fundamental que entidades de classe estejam articuladas para defender direitos e para avan\u00e7ar em um conjunto de pautas.<\/p>\n<p>Disse que a unidade n\u00e3o pode ser um conceito vazio, que a unidade deve seguir princ\u00edpios. Afirmou necess\u00e1rio avan\u00e7ar no debate sobre a desfilia\u00e7\u00e3o do ANDES-SN \u00e0 CSP-Conlutas por consider\u00e1-la insuficiente para construir a unidade necess\u00e1ria. Tamb\u00e9m recha\u00e7ou uma poss\u00edvel filia\u00e7\u00e3o \u00e0 Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT).\u00a0 Ana Carolina ressaltou que g\u00eanero, etnia e orienta\u00e7\u00e3o sexual s\u00e3o temas centrais para o pr\u00f3ximo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Michele Schutz, docente da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), defendeu brevemente a contribui\u00e7\u00e3o de sua se\u00e7\u00e3o sindical para complementar o texto da diretoria. Afirmou ser necess\u00e1rio lutar pela revoga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional (EC) 95, do Teto de Gastos, e lutar contra a precariza\u00e7\u00e3o e terceiriza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo a falar foi Lu\u00eds Mauro Magalh\u00e3es, da Universidade Federal Rural do Rio\u00a0de Janeiro\u00a0(UFRRJ). Para ele h\u00e1 um fortalecimento da extrema-direita no pa\u00eds, enquanto a dire\u00e7\u00e3o da esquerda est\u00e1 fragmentada e distanciada da classe trabalhadora. Segundo Lu\u00eds, a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe deve se iniciar na base, como uma volta \u00e0 disputa ideol\u00f3gica de classe na base. O docente concluiu afirmando que \u00e9 necess\u00e1rio buscar e participar de frentes unit\u00e1rias com novas formas, a partir de plen\u00e1rias locais e horizontais, que prezem pela unidade na base e n\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agatha Justen, da UFF, tamb\u00e9m foi ao microfone. Ela afirmou que, diante da conjuntura grave, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es contundentes e urgentes. A docente considerou que houve avan\u00e7os na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, na unidade na luta e no di\u00e1logo. No entanto, afirmou que falta um plano de luta que articule a classe e sirva de vi\u00e9s comum. Tamb\u00e9m criticou a persist\u00eancia da prioriza\u00e7\u00e3o da t\u00e1tica de atos que logo se esvaziam. Afirmou que \u00e9 um problema estrat\u00e9gico a omiss\u00e3o deliberada do socialismo como \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel aos problemas vividos. Por fim, defendeu a constru\u00e7\u00e3o de duas frentes de a\u00e7\u00e3o: uma ampla e democr\u00e1tica e outra classista e socialista.<\/p>\n<p>Olinto Silveira, da Universidade Federal do Sergipe (UFS), interviu em seguida. Ele defendeu que a centralidade da luta \u00e9 o combate ao pagamento de juros e amortiza\u00e7\u00f5es da d\u00edvida p\u00fablica. Lembrou que a d\u00edvida p\u00fablica consome quase metade do or\u00e7amento p\u00fablico e que \u00e9 um mecanismo fraudulento para canalizar riquezas para o setor financeiro do capital. Encerrou lembrando que tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio combater a Reforma da Previd\u00eancia, outra forma de desvio de recursos para o setor financeiro.<\/p>\n<p>A pen\u00faltima defesa de contribui\u00e7\u00e3o foi conjunta, entre David Teixeira, da Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), e Domingos S\u00e1vio da Cunha, da Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat). David afirmou que o central para enfrentar o governo de extrema-direita \u00e9 o combate \u00e0 Reforma da Previd\u00eancia. Essa luta \u00e9 ponto de unidade, segundo o docente. Ressaltou a necessidade de antecipar a constru\u00e7\u00e3o da Greve geral. Tamb\u00e9m lembrou a import\u00e2ncia de defender os direitos democr\u00e1ticos. Domingos S\u00e1vio da Cunha afirmou que o governo Bolsonaro \u00e9 uma ag\u00eancia do imperialismo. Disse que os trabalhadores est\u00e3o de p\u00e9 e que, al\u00e9m de lutar contra a Reforma da Previd\u00eancia, \u00e9 fundamental defender a liberdade do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e combater o projeto Escola Sem Partido.<\/p>\n<p>A \u00faltima defesa foi feita por Alyne Sousa, do Instituto Federal do Piau\u00ed (IFPI), e por Raphael Furtado, da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes). Aline afirmou que os governos ditos de esquerda n\u00e3o deram resposta aos problemas da classe e fizeram acordos com a elite e o capital. Disse que Bolsonaro foi eleito com uma pauta econ\u00f4mica ultraliberal e com receitu\u00e1rio ideol\u00f3gico atrasado, e que a agenda colocada pelo presidente precisa de respostas duras. Raphael disse que Bolsonaro n\u00e3o vai resolver a crise da burguesia e que seu governo j\u00e1 come\u00e7a desgastado. Afirmou que a unidade da luta se dar\u00e1 na luta contra a Reforma da Previd\u00eancia. Disse que a classe trabalhadora n\u00e3o est\u00e1 derrotada e que as plen\u00e1rias de\u00a020 de fevereiro\u00a0das centrais sindicais s\u00e3o fundamentais para construir a resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a defesa das contribui\u00e7\u00f5es, teve in\u00edcio o debate entre os delegados e observadores presentes. Depois da vota\u00e7\u00e3o da proposta consolidada, os delegados tamb\u00e9m aprovaram uma mo\u00e7\u00e3o de rep\u00fadio ao crime ambiental ocorrido em Brumadinho (MG) e em solidariedade \u00e0s fam\u00edlias das v\u00edtimas.<\/p>\n<p><em>Fonte: Andes-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAtuar buscando maior mobiliza\u00e7\u00e3o da base, pela constru\u00e7\u00e3o de uma ampla unidade para combater a contrarreforma da previd\u00eancia, as privatiza\u00e7\u00f5es e revogar a EC 95. 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