{"id":18476,"date":"2018-06-21T11:02:36","date_gmt":"2018-06-21T14:02:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=18476"},"modified":"2018-06-21T11:02:36","modified_gmt":"2018-06-21T14:02:36","slug":"emenda-constitucional-95-aumenta-precarizacao-de-campi-afastados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/emenda-constitucional-95-aumenta-precarizacao-de-campi-afastados\/","title":{"rendered":"Emenda Constitucional 95 aumenta precariza\u00e7\u00e3o de campi afastados"},"content":{"rendered":"<p><em>Dirigentes das IES relatam dificuldades para manter campi fora das sedes<\/em><\/p>\n<p>Dirigentes de campi de Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES) relataram em audi\u00eancia p\u00fablica, realizada na \u00faltima ter\u00e7a-feira (19), enfrentar dificuldades na gest\u00e3o dos campi das IES fora da sede. A audi\u00eancia foi promovida Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o (CE) da C\u00e2mara dos Deputados para debater a situa\u00e7\u00e3o das unidades afastadas. A situa\u00e7\u00e3o, segundo eles, foi agravada por conta da crise econ\u00f4mica e com a Emenda Constitucional (EC) 95\/16, que congela os investimentos p\u00fablicos por 20 anos.<\/p>\n<p>Entre os principais problemas apontados pelos dirigentes est\u00e3o: a falta de infraestrutura, de recursos humanos e de or\u00e7amento. Uma enquete com 78 diretores mostrou que 75% dos campi n\u00e3o t\u00eam estrutura apropriada para o ensino e que em 83% deles faltam condi\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas.<\/p>\n<p>Os dirigentes afirmaram que os problemas foram apontados pela primeira vez em 2011. Na ocasi\u00e3o, eles entregaram um documento ao governo federal com 13 reivindica\u00e7\u00f5es. Sete anos depois, a pauta j\u00e1 conta com 18 pontos. Entre eles: or\u00e7amento, gest\u00e3o, recursos humanos, assist\u00eancia estudantil, etc. Atualmente h\u00e1 332 campi universit\u00e1rios: destes, 268 unidades est\u00e3o fora das sedes. No caso dos institutos federais, s\u00e3o 41 institui\u00e7\u00f5es e 650 campi espalhados pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o diretor do campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em Governador Valadares (MG), Peterson Andrade, h\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o generalizada de instabilidade. &#8220;Hoje a gente ouviu alguns colegas falando: &#8216;Ah, n\u00e3o comprei casa na cidade porque o campus pode fechar&#8217;. Essa inseguran\u00e7a tem dificultado a fixa\u00e7\u00e3o dos servidores&#8221;, revelou.<\/p>\n<p>Os problemas tamb\u00e9m passam pela quest\u00e3o salarial. O campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) em Coari, a 400 km de Manaus, abriu 22 vagas para professores no curso de Medicina, mas nenhuma foi preenchida porque ningu\u00e9m se disp\u00f4s a ganhar R$ 2.600 por 20 horas semanais de trabalho. Em resposta aos dirigentes, Paulo Barone, secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Superior do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (Sesu\/MEC), afirmou ser necess\u00e1rio um remanejamento dos campi fora da sede.<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Jacob Paiva, 1\u00ba secret\u00e1rio do ANDES-SN, acompanhou o debate e falou aos presentes na audi\u00eancia que desde o in\u00edcio da expans\u00e3o das universidades via Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais (Reuni), a categoria docente percebeu que o processo foi feito sem muito planejamento e a falta de investimento nesses campi intensificou a precariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA \u00fanica forma de reverter a precariza\u00e7\u00e3o nesses espa\u00e7os \u00e9 com a revoga\u00e7\u00e3o da EC 95. O ANDES-SN est\u00e1 disposto a lutar em f\u00f3runs e espa\u00e7os que comunguem com as nossas propostas deliberadas em congressos\u201d, afirmou. Na ocasi\u00e3o, o docente cobrou uma reuni\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para discutir as pautas relacionadas \u00e0s quest\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, carreira e or\u00e7amento para os campi fora da sede. O MEC tem ignorado as solicita\u00e7\u00f5es de reuni\u00e3o por parte da diretoria do ANDES-SN.<\/p>\n<p>Jacob Paiva ressalta a import\u00e2ncia das se\u00e7\u00f5es sindicais do ANDES-SN se debru\u00e7arem sobre os dados da precariza\u00e7\u00e3o dos campi de suas institui\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que as nossas se\u00e7\u00f5es sindicais fa\u00e7am um levantamento dessa precariza\u00e7\u00e3o, do corte nos or\u00e7amentos e como isso impacta no ensino, na pesquisa, na extens\u00e3o, nas bolsas e na assist\u00eancia estudantil, para que possamos levantar cada vez mais elementos da realidade e confrontar os dados com os discursos oficiais do governo e dos parlamentares\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cSomente expondo a realidade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e da aus\u00eancia de concursos p\u00fablicos \u00e9 que teremos mais propriedade para contestar as vers\u00f5es do MEC e governo. \u00c9 muito importante que as se\u00e7\u00f5es fa\u00e7am esse trabalho de pesquisa, al\u00e9m de pensar em lutas articuladas com Fasubra, Sinasefe e movimento estudantil, para enfrentar \u00e0 altura esse processo de desmonte. H\u00e1 uma grande tend\u00eancia de fechamento desses campi fora das sedes, al\u00e9m de pen\u00faria de recursos e de impactos para trabalhadores terceirizados\u201d, completa o docente.<br \/>\n<em><br \/>\n*Com informa\u00e7\u00f5es e imagem de Ag\u00eancia C\u00e2mara Not\u00edcias<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigentes das IES relatam dificuldades para manter campi fora das sedes Dirigentes de campi de Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES) relataram em audi\u00eancia p\u00fablica, realizada na \u00faltima ter\u00e7a-feira (19), enfrentar dificuldades na gest\u00e3o dos campi das IES fora da sede. 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