{"id":18065,"date":"2018-03-09T17:43:22","date_gmt":"2018-03-09T20:43:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=18065"},"modified":"2018-03-09T17:43:22","modified_gmt":"2018-03-09T20:43:22","slug":"8-de-marco-comemorar-mas-sobretudo-lutar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/8-de-marco-comemorar-mas-sobretudo-lutar\/","title":{"rendered":"8 de Mar\u00e7o: comemorar, mas, sobretudo, lutar!"},"content":{"rendered":"<p>No <b>Dia Internacional da Mulher<\/b> h\u00e1 todo o tipo de manifesta\u00e7\u00e3o em alus\u00e3o \u00e0 sua import\u00e2ncia e seu papel. Comemora\u00e7\u00f5es, homenagens, lembran\u00e7as e reflex\u00f5es. Nossa entidade assume esta homenagem: promove a inclus\u00e3o das mulheres em todos os n\u00edveis de sua atua\u00e7\u00e3o e assume a luta contra os preconceitos, a exclus\u00e3o, as opress\u00f5es e as desigualdades. Vislumbramos esse caminho no cotidiano da ADUFPB, consolidando a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas decis\u00f5es de nosso sindicato.<\/p>\n<p>A escolha pela vida das mulheres, tema da nossa Semana, d\u00e1-se em uma conjuntura de plena instabilidade social, pol\u00edtica, econ\u00f4mica e cultural de nosso pa\u00eds. O direito de viver, que parece algo perfeitamente natural ou at\u00e9 mesmo conquistado, garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o, sofre, todos os dias, ataques na medida em que uma mulher tem sua vida amea\u00e7ada e n\u00e3o raras vezes, ceifada.<\/p>\n<p><b>A Para\u00edba tem cerca de 12 mil processos relativos \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher (dados da ju\u00edza Renata Paiva e divulgados para a imprensa). Isso se constitui, sem d\u00favida, em um n\u00famero alarmante. Mas \u00e9 ainda pequeno diante da realidade das subnotifica\u00e7\u00f5es e dos casos abafados e omitidos do nosso dia a dia.<\/b><\/p>\n<p>Basta reparar que a maior concentra\u00e7\u00e3o de notifica\u00e7\u00f5es est\u00e1 em Campina Grande e Jo\u00e3o Pessoa, onde justamente h\u00e1 uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de se oficializar e denunciar a viol\u00eancia. Outras localidades que t\u00eam registrado muitos casos s\u00e3o Monteiro, Cajazeiras, Sousa, Guarabira, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita.<\/p>\n<p><b>Em \u00e2mbito nacional a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Foram registrados 4.473 homic\u00eddios dolosos em 2017, um aumento de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. Isso significa que uma mulher \u00e9 assassinada a cada duas horas no Brasil. Ou seja, 12 mulheres s\u00e3o assassinadas todos os dias, em m\u00e9dia, no Brasil.<\/b><\/p>\n<p>Esse levantamento foi feito considerando os dados oficiais dos estados relativos a 2017. Desses, 946 s\u00e3o <b>feminic\u00eddios<\/b>, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de \u00f3dio motivados pela condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. <b>Mulheres morrendo apenas por serem mulheres.<\/b><\/p>\n<p>A lei 13.104, de 9 de mar\u00e7o de 2015, par\u00e1grafo 1\u00ba artigo 2, considera que \u201ch\u00e1 raz\u00f5es de condi\u00e7\u00e3o de sexo feminino quando o crime envolve viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar ou menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o com a condi\u00e7\u00e3o de mulher\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a pol\u00edcia, os feminic\u00eddios costumam ter um indicativo de quem \u00e9 o agressor, <b>j\u00e1 que os assassinos geralmente s\u00e3o conhecidos das v\u00edtimas, como ex-maridos.<\/b> Isso facilita a investiga\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o parece inibir novos crimes, apontando para uma atmosfera de impunidade e inseguran\u00e7a na fam\u00edlia e no lar.<\/p>\n<p>Ainda segundo a pol\u00edcia, os crimes de feminic\u00eddio, no geral, ocorrem em um ambiente dom\u00e9stico, muitas vezes praticado dentro da pr\u00f3pria casa da mulher.<\/p>\n<p>Mas como essas mulheres, v\u00edtimas de seus parceiros ou familiares, n\u00e3o percebem e escapam de seus algozes? A resposta \u00e9 simples e contrasta com a realidade complicada a que muitas mulheres s\u00e3o submetidas em nossa sociedade: a mulher agredida n\u00e3o denuncia seu agressor por estar ligada intimamente a ele, ou por ter uma depend\u00eancia econ\u00f4mica e afetiva quanto aos filhos, ou mesmo por achar que pode mudar sua situa\u00e7\u00e3o sozinha, fazer o parceiro mudar.<\/p>\n<p><b>H\u00e1 todo um ciclo de viol\u00eancia contra a mulher que \u00e9 diferente da viol\u00eancia comum, da viol\u00eancia em um roubo, em outro tipo de delito que n\u00e3o envolve uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de afeto. <\/b><\/p>\n<p>A diretoria da ADUFPB, aproveita esse momento para chamar aten\u00e7\u00e3o de toda a comunidade acad\u00eamica, afirmando peremptoriamente que n\u00e3o se pode descansar nem aceitar essa situa\u00e7\u00e3o. <b>Apesar de termos em nossa hist\u00f3ria grande participa\u00e7\u00e3o feminina, reconhecemos que ainda h\u00e1 muito o que fazer no ambiente acad\u00eamico, sindical e social para garantir espa\u00e7o equ\u00e2nime para as mulheres.<\/b><\/p>\n<p>Que esta semana de atividades e reflex\u00e3o possa ser um ponto a mais nessa batalha cotidiana. <b>Que fortale\u00e7a as frentes de luta e resist\u00eancia para diminuir a viol\u00eancia em todas as esferas sociais.<\/b> Assim homenageamos as professoras da UFPB, as funcion\u00e1rias do sindicato e, em especial, todas as diretoras e presidentes que passaram pela ADUFPB nesses 40 anos de luta e defesa dos direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Diretoria da ADUFPB<\/strong><br \/>\n<strong>Jo\u00e3o Pessoa, 8 de Mar\u00e7o de 2018<\/p>\n<p><\/strong><em>FONTE: ASCOM<strong><br \/>\n<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Internacional da Mulher h\u00e1 todo o tipo de manifesta\u00e7\u00e3o em alus\u00e3o \u00e0 sua import\u00e2ncia e seu papel. 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