{"id":17842,"date":"2017-12-19T12:24:20","date_gmt":"2017-12-19T15:24:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=17842"},"modified":"2017-12-19T12:24:20","modified_gmt":"2017-12-19T15:24:20","slug":"contrarreforma-trabalhista-universidades-privadas-demitem-docentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/contrarreforma-trabalhista-universidades-privadas-demitem-docentes\/","title":{"rendered":"Contrarreforma Trabalhista: universidades privadas demitem docentes"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo\">\n<p>Pouco depois da entrada em vig\u00eancia da Contrarreforma Trabalhista (Lei 13467\/17) j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver as consequ\u00eancia da retirada de direitos trabalhistas no interior das universidades privadas brasileiras. Apenas no m\u00eas de dezembro, institui\u00e7\u00f5es como a Est\u00e1cio de S\u00e1, a Metodista e a Uniritter j\u00e1 anunciaram a demiss\u00e3o de parte de seu quadro docente e provavelmente a recontrata\u00e7\u00e3o dos professores com menos direitos trabalhistas.<\/p>\n<p>Somente\u00a0a Est\u00e1cio de S\u00e1 demitiu 1200 docentes de todo o pa\u00eds no in\u00edcio do m\u00eas. Houve grande recha\u00e7o \u00e0 medida e protestos estudantis. Os sindicatos de docentes de universidades privadas das distintas cidades onde houve demiss\u00f5es foram \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho, buscando revert\u00ea-las.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de decis\u00f5es locais favor\u00e1veis aos trabalhadores, a ju\u00edza Tallita Massucci Toledo Foresti, da 21\u00aa vara do trabalho do Rio de Janeiro, determinou na sexta (15) que as demiss\u00f5es que j\u00e1 ocorreram e as que seriam feitas nos pr\u00f3ximos dias sejam suspensas por 30 dias. Em caso de descumprimento, a institui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 multada em R$400 por dia por trabalhador.<\/p>\n<p>Entendida como uma demiss\u00e3o em massa realizada de forma arbitr\u00e1ria, a ju\u00edza argumenta que o per\u00edodo de suspens\u00e3o permite ao Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) apurar se houve ou n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o nas demiss\u00f5es. De acordo com o MPT, h\u00e1 ind\u00edcios de que os professores desligados sejam os mais velhos, com maiores sal\u00e1rios e mais tempo de casa, que seriam substitu\u00eddos por docentes mais jovens, por sal\u00e1rios menores.<\/p>\n<p><strong>Outras institui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A Universidade Metodista, que j\u00e1 atrasa o pagamento de sal\u00e1rios e de 13\u00ba desde 2015, demitiu 50 professores. Os docentes afirmam que as demiss\u00f5es s\u00e3o uma retalia\u00e7\u00e3o a uma a\u00e7\u00e3o judicial coletiva, justamente para cobrar o pagamento dos sal\u00e1rios em dia. Estudantes tamb\u00e9m realizaram manifesta\u00e7\u00f5es contra as demiss\u00f5es. A Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero demitiu 19 docentes.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, a Uniritter demitiu mais de 100 docentes, os com maior remunera\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o. Houve protestos estudantis no campus de Canoas, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre.<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Jacob Paiva, 1\u00ba secret\u00e1rio do ANDES-SN, critica as demiss\u00f5es. \u201cSempre denunciamos que os docentes do setor privado sofrem com piores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, com menores sal\u00e1rios, com a falta de libera\u00e7\u00e3o para p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, com a falta de democracia e com a dificuldade de sindicaliza\u00e7\u00e3o. Infelizmente, com a contrarreforma Trabalhista, essas empresas da educa\u00e7\u00e3o privada v\u00e3o buscar diminuir os seus \u201ccustos\u201d, demitindo professores com maior forma\u00e7\u00e3o e mais tempo na carreira, para contratar docentes mais precarizados. E isso impacta diretamente na qualidade do ensino\u201d, afirma.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es de SinproABC, Carta Capital, EBC, R\u00e1dio Ga\u00facha e Folha de S. Paulo.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco depois da entrada em vig\u00eancia da Contrarreforma Trabalhista (Lei 13467\/17) j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel ver as consequ\u00eancia da retirada de direitos trabalhistas no interior das universidades privadas brasileiras. 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