{"id":17143,"date":"2017-09-26T10:35:44","date_gmt":"2017-09-26T13:35:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=17143"},"modified":"2017-09-26T10:35:44","modified_gmt":"2017-09-26T13:35:44","slug":"levantamento-da-fipe-revela-que-negociacoes-travam-em-razao-da-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/levantamento-da-fipe-revela-que-negociacoes-travam-em-razao-da-reforma-trabalhista\/","title":{"rendered":"Levantamento da Fipe revela que negocia\u00e7\u00f5es travam em raz\u00e3o da Reforma Trabalhista"},"content":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) divulgou na \u00faltima semana o\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.andes.org.br\/imprensa\/noticias\/imp-ult-1146117091.pdf\" target=\"_blank\">Boletim Salari\u00f4metro<\/a>\u00a0desse m\u00eas que demonstra que a quantidade de negocia\u00e7\u00f5es com data-base em agosto despencaram em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Segundo o instituto, at\u00e9 agora foram fechados 71 acordos, 56% a menos que os 167 conclu\u00eddos em 2016.<\/p>\n<p>A Fipe destaca que a Reforma Trabalhista e a baixa infla\u00e7\u00e3o s\u00e3o os motivos para a redu\u00e7\u00e3o dos acordos. Ainda de acordo com a funda\u00e7\u00e3o, a propor\u00e7\u00e3o de ajustes acima da infla\u00e7\u00e3o &#8211; medida pelo INPC (2,1% em 12 meses encerrados em agosto) nos principais acordos de negocia\u00e7\u00e3o coletiva &#8211; \u00e9 de 73,2% em agosto. Na m\u00e9dia do ano, os reajustes registraram ganho m\u00e9dio de 5,5%, mais de tr\u00eas pontos percentuais acima da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O coordenador do Salari\u00f4metro, H\u00e9lio Zylberstajn, avalia que a queda pode ser explicada pela inclus\u00e3o nas negocia\u00e7\u00f5es, pelos sindicatos, de cl\u00e1usulas que buscam neutralizar as novas normas permitidas pelo desmonte da Legisla\u00e7\u00e3o Trabalhista, o que ele chama de \u201cant\u00eddoto \u00e0 reforma\u201d ou \u201cpauta antirreforma\u201d. \u201cOs sindicatos est\u00e3o muito receosos e as empresas, tateando, ainda n\u00e3o escolheram a estrat\u00e9gia de negocia\u00e7\u00e3o diante de uma nova realidade da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Esse quadro interrompe as decis\u00f5es\u201d, disse Zylberstajn,\u00a0\u00a0em entrevista ao jornal Valor Econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Confira aqui o\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.andes.org.br\/imprensa\/noticias\/imp-ult-1146117091.pdf\" target=\"_blank\">boletim<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Campanhas salariais em guerra<\/strong><\/p>\n<p>O boletim e a percep\u00e7\u00e3o do pesquisador da Fipe refletem uma avalia\u00e7\u00e3o que dirigentes sindicais j\u00e1 vinham ressaltando. Em categorias de empresas estatais, por exemplo, como Correios e Petrobras, as empresas chegaram a propor a prorroga\u00e7\u00e3o dos acordos coletivos fechados no ano passado at\u00e9 que a Reforma Trabalhista entre em vigor, o que acontecer\u00e1 no dia 11 de novembro.<\/p>\n<p>O diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Vale do Para\u00edba (Sintect VP), Marc\u00edlio Medeiros, relata que a campanha salarial na estatal \u00e9 exatamente essa. \u201cDesde julho tentamos discutir com a dire\u00e7\u00e3o dos Correios, que s\u00f3 enrolara para abrir negocia\u00e7\u00e3o. Agora, em setembro, quando come\u00e7aram as reuni\u00f5es, apresentaram uma contraproposta de pauta que \u00e9 s\u00f3 ataques\u201d, conta.<\/p>\n<p>A categoria deu in\u00edcio a uma greve nacional por tempo indeterminado na quinta-feira (20). \u201cO presidente dos Correios quer acabar com nosso o Acordo Coletivo, com os direitos que s\u00e3o conquistas e est\u00e3o um pouco acima do m\u00ednimo estabelecido na legisla\u00e7\u00e3o e a proposta \u00e9 reduzir tudo. A grande batalha \u00e9 pela manuten\u00e7\u00e3o dos direitos. Mas os trabalhadores est\u00e3o unidos e dispostos a uma forte mobiliza\u00e7\u00e3o\u201d, disse Medeiros.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Antonio de Barros, tem opini\u00e3o semelhante. Os metal\u00fargicos, inclusive, est\u00e3o em uma unidade de a\u00e7\u00e3o nacional, atrav\u00e9s da campanha Brasil Metal\u00fargico, que definiu um calend\u00e1rio unificado de luta na campanha salarial deste ano para impedir qualquer retirada de direitos. \u201cNo setor de autope\u00e7as, por exemplo, a patronal mostrou resist\u00eancia em renovar as cl\u00e1usulas da Conven\u00e7\u00e3o Coletiva e vieram com propostas para retirar direitos\u201d, relata.<\/p>\n<p>No dia 14 de setembro, os metal\u00fargicos realizaram um Dia Nacional de Lutas, Protestos e Greves.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.andes.org.br\/andes\/print-ultimas-noticias.andes?id=9041\" target=\"_blank\">A data tamb\u00e9m foi marcada pela mobiliza\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos em defesa dos servi\u00e7os p\u00fablicos e contra a Reforma da Previd\u00eancia<\/a>.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da CSP-Conlutas<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) divulgou na \u00faltima semana o\u00a0Boletim Salari\u00f4metro\u00a0desse m\u00eas que demonstra que a quantidade de negocia\u00e7\u00f5es com data-base em agosto despencaram em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. 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