{"id":17096,"date":"2017-09-18T11:48:24","date_gmt":"2017-09-18T14:48:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=17096"},"modified":"2017-09-18T11:48:24","modified_gmt":"2017-09-18T14:48:24","slug":"trabalhadores-pagarao-parte-do-rombo-de-r-277-bilhoes-do-fundo-de-pensao-petros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/trabalhadores-pagarao-parte-do-rombo-de-r-277-bilhoes-do-fundo-de-pensao-petros\/","title":{"rendered":"Trabalhadores pagar\u00e3o parte do rombo de R$ 27,7 bilh\u00f5es do fundo de pens\u00e3o Petros"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo\">\n<p><em>R$ 14 bilh\u00f5es \u00e9 o total a ser pago pelos ativos e aposentados<\/em><\/p>\n<p>A Petrobras e os participantes do maior plano de pens\u00e3o da estatal ter\u00e3o que pagar R$ 27,7 bilh\u00f5es para cobrir os d\u00e9ficits acumulados entre os anos de 2013 a 2015. O Petros \u00e9 um fundo de previd\u00eancia complementar fundado pela Petrobras em 1970 e que conta com 77 mil participantes, entre ativos e aposentados.<\/p>\n<p>A maior parte do montante recair\u00e1 nas costas dos trabalhadores, que ter\u00e3o que pegar pelos pr\u00f3ximos 18 anos um total de R$ 14 bilh\u00f5es. De acordo com o Plano de Equacionamento do D\u00e9ficit (PED) do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), aprovado na ter\u00e7a-feira (12) pelo Conselho Deliberativo do Petros, a Petrobras pagar\u00e1 R$ 12,8 bilh\u00f5es da quantia, e a BR Distribuidora R$ 900 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para os empregados da ativa, a al\u00edquota adicional ser\u00e1 de 3,20% na faixa at\u00e9 R$ 2.756,66; 6,63% na faixa at\u00e9 R$ 5.531,31; e 24,34% nos valores acima. Para inativos, as al\u00edquotas s\u00e3o 4,53%, 9,39% e 34,44%. Assim um empregado que ganha R$ 10 mil, por exemplo, pagar\u00e1 R$ 1.350 (ou 13,5%) por m\u00eas. J\u00e1 o aposentado com o mesmo vencimento pagar\u00e1 R$ 1.924 (ou 19,2%). Atualmente, os participantes j\u00e1 pagam como contribui\u00e7\u00e3o regular al\u00edquota que varia de 3% a 14,5%.<\/p>\n<p>A proposta ainda ser\u00e1 analisada pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s e, em seguida, encaminhada para a Secretaria de Coordena\u00e7\u00e3o e Governan\u00e7a das Empresas Estatais (Sest). Se aprovada, deve ser implementada no prazo de 60 dias.<\/p>\n<p><strong>D\u00e9ficit<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2013 e 2015, o Petros teve um d\u00e9ficit acumulado de R$ 25,6 bilh\u00f5es. Segundo a funda\u00e7\u00e3o, 40% das perdas foram provocadas por fatores estruturais, como ajustes feitos no perfil dos assistidos e reajustes promovidos pela estatal nos sal\u00e1rios do pessoal da ativa. Os outros 60% foram causados pela baixa rentabilidade dos investimentos.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo levantamento da Superintend\u00eancia Nacional de Previd\u00eancia Complementar (Previc), ligada ao Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social, os fundos de pens\u00e3o fecharam 2016 com rombo de R$ 70,6 bilh\u00f5es. O d\u00e9ficit em 2015 era de R$60,9 bilh\u00f5es. O d\u00e9ficit acontece, segundo a Previc, quando os ativos de um fundo de pens\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o suficientes para pagar os benef\u00edcios previstos at\u00e9 o \u00faltimo participante vivo do plano. Fundos de servidores p\u00fablicos ou de trabalhadores de estatais est\u00e3o entre os com maior d\u00e9ficit.<\/p>\n<p><strong>Crimes e infra\u00e7\u00f5es administrativas<\/strong><\/p>\n<p>A gest\u00e3o do Petros foi acusada por participantes de ceder a press\u00f5es por investimentos com interesse pol\u00edtico, assim como outros fundos de pens\u00e3o, investindo o dinheiro dos contribuintes na Sete Brasil &#8211; empresa brasileira de investimentos criada em 2011, com o dinheiro dos fundos de pens\u00e3o e bancos de investimentos brasileiros, para a constru\u00e7\u00e3o de 28 sondas para perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os no pr\u00e9-sal. Al\u00e9m disso, h\u00e1 hoje 11 investiga\u00e7\u00f5es internas sobre investimentos com suspeitas de desvio de conduta ou m\u00e1-f\u00e9 em sua aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os fundos de pens\u00e3o s\u00e3o suspeitos de crimes e infra\u00e7\u00f5es administrativas, como apontado no relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) dos Fundos de Pens\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.andes.org.br\/andes\/print-ultimas-noticias.andes?id=8101\" target=\"_blank\">divulgado em abril do ano passado<\/a>. O resultado da investiga\u00e7\u00e3o apontou ind\u00edcios de fraude e m\u00e1 gest\u00e3o de fundos de previd\u00eancia complementar de funcion\u00e1rios de estatais e servidores p\u00fablicos, entre 2003 e 2015, que causaram preju\u00edzos aos seus participantes em mais de R$ 6,6 bi, em quatro fundos de pens\u00e3o: Postalis (Correios), Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa).<\/p>\n<p><strong>ANDES-SN<\/strong><\/p>\n<p>O ANDES-SN tem publicizado nos \u00faltimos anos a insustentabilidade dos fundos de pens\u00e3o privados de servidores p\u00fablicos ou de trabalhadores estatais. O Sindicato Nacional organiza, desde a institui\u00e7\u00e3o do Funpresp &#8211; fundo de pens\u00e3o para Servidores P\u00fablicos Federais (SPF) -,\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.andes.org.br\/imprensa\/manual\/site\/banner\/cartilha\/cartilha.pdf\" target=\"_blank\">uma campanha pela n\u00e3o ades\u00e3o<\/a>, alertando os docentes federais sobre os riscos desse modelo de aposentadoria, como os problemas do Petros.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es de ag\u00eancias de not\u00edcias e imagem de EBC<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>R$ 14 bilh\u00f5es \u00e9 o total a ser pago pelos ativos e aposentados A Petrobras e os participantes do maior plano de pens\u00e3o da estatal ter\u00e3o que pagar R$ 27,7 bilh\u00f5es para cobrir os d\u00e9ficits acumulados entre os anos de 2013 a 2015. O Petros \u00e9 um fundo de previd\u00eancia complementar fundado pela Petrobras em&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-17096","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","category-15","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17096"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17096\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17097,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17096\/revisions\/17097"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}