{"id":16808,"date":"2017-07-25T11:42:17","date_gmt":"2017-07-25T14:42:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=16808"},"modified":"2017-07-25T11:42:17","modified_gmt":"2017-07-25T14:42:17","slug":"25-de-julho-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/25-de-julho-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha\/","title":{"rendered":"25 de julho: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dia-da-mulher-negra.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16809\" alt=\"dia da mulher negra\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dia-da-mulher-negra-300x300.jpg\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dia-da-mulher-negra-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dia-da-mulher-negra-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/dia-da-mulher-negra-1024x1024.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O dia 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, o dia tamb\u00e9m \u00e9 em homenagem \u00e0 Tereza de Benguela, l\u00edder quilombola que se tornou rainha, resistindo bravamente \u00e0 escravid\u00e3o por duas d\u00e9cadas. Esse ano, a data traz \u00e0 tona a luta da mulher contra o feminic\u00eddio, as reformas que destroem os direitos do povo brasileiro, principalmente, das mulheres negras e por repara\u00e7\u00f5es \u00e0 comunidade negra.<\/p>\n<p>\u201cEssa data \u00e9 importante porque chama a reflex\u00e3o para a situa\u00e7\u00e3o de setores mais explorados e oprimidos da sociedade, que \u00e9 a mulher negra Latino-Americana e Caribenha, e para os indicadores sociais, econ\u00f4micos, pol\u00edticos, que denunciam essa condi\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade brasileira\u201d, disse Cl\u00e1udia Durans, 2\u00b0 vice-presidente do ANDES-SN e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho de Pol\u00edtica de Classe para Quest\u00f5es Etnicorraciais, G\u00eanero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) do Sindicato Nacional.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do GTPCEGDS, a data possibilita tamb\u00e9m resgatar a hist\u00f3ria da mulher negra no Brasil. \u201c\u00c9 um hist\u00f3rico de luta e resist\u00eancia, como no per\u00edodo colonial, em que mulheres enfrentaram o escravismo, dirigindo insurrei\u00e7\u00f5es, fazendo parte da dire\u00e7\u00e3o dos quilombos, como \u00e9 o caso da Tereza de Benguela. E esse resgate \u00e9 importante, pois a mulher negra chefia fam\u00edlias e garante o sustento familiar\u201d, afirmou a docente.<\/p>\n<p>Tereza de Benguela liderou o Quilombo de Quariter\u00ea ap\u00f3s a morte de seu companheiro, Jos\u00e9 Piolho. Conforme documentos da \u00e9poca, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 ind\u00edgenas. O quilombo, localizado no Vale do Guapor\u00e9 (MT), resistiu da d\u00e9cada de 1730 at\u00e9 o final do s\u00e9culo XVIII. Tereza foi morta ap\u00f3s ser capturada por soldados em 1770.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia\u00a0<\/strong><br \/>\nO Brasil \u00e9 o 5\u00ba pa\u00eds que mais mata mulheres no mundo, perdendo somente para El Salvador, Col\u00f4mbia, Guatemala e R\u00fassia, com a triste marca de 13 mulheres v\u00edtimas de homic\u00eddio por dia, de acordo com dados de 2015 do Mapa da Viol\u00eancia elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (Flacso) de 2015. De acordo com o Mapa da Viol\u00eancia de 2015, entre 2003 e 2013, aumentou em 54,2% o n\u00famero de assassinatos de mulheres negras, enquanto, no mesmo per\u00edodo, houve diminui\u00e7\u00e3o de 9,8% para as mulheres brancas.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Durans explica que o \u00edndice de viol\u00eancia contra a mulher negra aumentou e que a situa\u00e7\u00e3o da mulher negra tende a se agravar com a contrarreforma da Previd\u00eancia, em curso, e as j\u00e1 aprovadas leis\u00a0<a href=\"http:\/\/www.andes.org.br\/andes\/print-ultimas-noticias.andes?id=8919\" target=\"_blank\">Trabalhista<\/a>\u00a0e das\u00a0<a href=\"http:\/\/www.andes.org.br\/andes\/print-ultimas-noticias.andes?id=8712\" target=\"_blank\">Terceiriza\u00e7\u00f5es<\/a>. \u201cAs contrarreformas implementadas pelo Capital, atrav\u00e9s do governo Temer, atacam ainda mais os setores vulnerabilizados da sociedade, no que diz respeito \u00e0 aposentadoria das trabalhadoras rurais e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de trabalho, que ficar\u00e3o ainda mais fragilizadas com a terceiriza\u00e7\u00e3o ampla e irrestrita\u201d, ressaltou Claudia, pontuando que as contrarreformas est\u00e3o na contram\u00e3o da conquista de direitos das empregadas dom\u00e9sticas, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong><br \/>\nA data 25 de julho teve origem durante o 1\u00ba Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana, em 1992. Ao longo dos anos, a data vem se consolidando no calend\u00e1rio de luta do movimento negro e tem resgatado a luta e a resist\u00eancia das mulheres negras, bem como cumprido o papel de denunciar as consequ\u00eancias da dupla opress\u00e3o que sofrem, com o racismo e o machismo. Ainda no m\u00eas de julho, \u00e9 comemorado, no dia 31, o Dia da Mulher Africana.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es da CSP-Conlutas<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, o dia tamb\u00e9m \u00e9 em homenagem \u00e0 Tereza de Benguela, l\u00edder quilombola que se tornou rainha, resistindo bravamente \u00e0 escravid\u00e3o por duas d\u00e9cadas. 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