{"id":16689,"date":"2017-07-04T11:35:52","date_gmt":"2017-07-04T14:35:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=16689"},"modified":"2017-07-04T11:35:52","modified_gmt":"2017-07-04T14:35:52","slug":"30-de-junho-trabalhadores-param-mais-uma-vez-o-pais-em-defesa-de-seus-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/30-de-junho-trabalhadores-param-mais-uma-vez-o-pais-em-defesa-de-seus-direitos\/","title":{"rendered":"30 de junho: Trabalhadores param mais uma vez o pa\u00eds em defesa de seus direitos"},"content":{"rendered":"<p>Milhares de trabalhadoras e trabalhadores pararam novamente o Brasil na \u00faltima sexta-feira (30), em nova Greve Geral para barrar as contrarreformas da Previd\u00eancia e Trabalhista, pela revoga\u00e7\u00e3o da Lei das Terceiriza\u00e7\u00f5es e pelo Fora Temer. A paralisa\u00e7\u00e3o foi convocada em conjunto pelas Centrais Sindicais. E, apesar do pouco empenho de algumas centrais na constru\u00e7\u00e3o do movimento, todos os estados e o Distrito Federal registraram atos.<\/p>\n<p>O dia 30 come\u00e7ou com piquetes em frente \u00e0s garagens de \u00f4nibus, f\u00e1bricas, ind\u00fastrias, universidades, institutos federais e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e, tamb\u00e9m, com o trancamento de vias em diversas cidades. Os metrovi\u00e1rios paralisaram os servi\u00e7os em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e em Bras\u00edlia (DF). Os \u00f4nibus tamb\u00e9m n\u00e3o circularam em v\u00e1rias cidades, como Aracaju (SE), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Bel\u00e9m (PA), Salvador (BA), Recife (PE), Goi\u00e2nia (GO) e na capital federal. Ao longo da sexta-feira foram realizadas aulas p\u00fablicas, panfletagens, apresenta\u00e7\u00f5es culturais e manifesta\u00e7\u00f5es que levaram milhares de pessoas \u00e0s ruas contra as medidas em curso no Congresso Nacional e pela sa\u00edda de Michel Temer da presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Para Eblin Farage, presidente do ANDES-SN, as a\u00e7\u00f5es realizadas no dia 30 mostraram mais uma vez a indigna\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e trabalhadoras com as medidas que vem sendo impostas pelo governo e a grande ades\u00e3o dos docentes demonstrou a disposi\u00e7\u00e3o da categoria para a mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cApesar do recuo de algumas das centrais sindicais em construir de fato uma Greve Geral, tivemos importantes movimentos de paralisa\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o no dia 30. Em v\u00e1rias capitais e em v\u00e1rias cidades pelo pa\u00eds, conseguimos fazer desde travamentos de BRs a grandes atos. Para a nossa categoria, foi muito importante, porque todas as se\u00e7\u00f5es sindicais que realizaram assembleia votaram pela ades\u00e3o \u00e0 greve no dia 30. E, onde as se\u00e7\u00f5es sindicais do ANDES-SN est\u00e3o localizadas, os docentes participaram ativamente das manifesta\u00e7\u00f5es. Isso foi muito positivo, pois demonstra a disposi\u00e7\u00e3o da nossa categoria de realizar e intensificar a luta e, de fato, aderir \u00e0 greve\u201d, avalia Eblin.<\/p>\n<p>Para a presidente do ANDES-SN o desafio para o per\u00edodo pr\u00f3ximo \u00e9 continuar investindo na organiza\u00e7\u00e3o coletiva e pressionar ainda mais os parlamentares a se posicionarem contr\u00e1rios \u00e0s reformas em curso no Congresso Nacional. \u201cAgora, mais do que nunca, temos que pressionar tamb\u00e9m as centrais que j\u00e1 est\u00e3o negociando com o governo os nossos direitos, para que elas abandonem as negocia\u00e7\u00f5es e de fato se esforcem para construir grandes mobiliza\u00e7\u00f5es para derrubar essas contrarreformas\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia e criminaliza\u00e7\u00e3o dos atos e manifestantes, Eblin avalia que na sexta-feira (30), em v\u00e1rios locais a pol\u00edcia agiu de forma mais \u2018preparada\u2019 no sentido de impedir os atos e piquetes e cercear o livre direito \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-16692\" alt=\"protestos pelo pa\u00eds 3\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-3-300x205.jpg\" width=\"300\" height=\"205\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-3-300x205.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-3.jpg 437w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cA pol\u00edcia agiu com mais cerceamento, antecipando algumas atividades, e o que a viol\u00eancia demonstra \u00e9 que, nesse pa\u00eds, a gente n\u00e3o tem mais direito nem a manifesta\u00e7\u00e3o, porque a pol\u00edcia, segue, de fato, cumprindo o papel de bra\u00e7o armado desse estado a servi\u00e7o do Capital\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Atendendo ao chamado do ANDES-SN, os docentes aderiram \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o e participaram de atos em diversas cidades. Confira algumas das mobiliza\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Em Pelotas (RS), os docentes participaram de piquetes pela manh\u00e3 e no per\u00edodo da tarde integraram grande ato no centro da cidade. Houve aula p\u00fablica sobre as amea\u00e7as aos direitos sociais e apresenta\u00e7\u00f5es culturais com artistas da cidade.<\/p>\n<p>Em Santa Maria (RS), desde as primeiras horas da manh\u00e3 j\u00e1 eram realizados bloqueios nas empresas de \u00f4nibus e do arco de entrada da UFSM. Docentes e t\u00e9cnico-administrativos da UFSM, assim como banc\u00e1rios, municip\u00e1rios e professores do munic\u00edpio, entre outras categorias, aderiram \u00e0 greve. Junto com estudantes e integrantes de movimentos sociais, marcharam, no final da tarde, pelas ruas da cidade.<\/p>\n<p>Os docentes da UFSC tamb\u00e9m se uniram \u00e0s demais categorias de trabalhadores em manifesta\u00e7\u00f5es na capital Florian\u00f3polis, onde o protesto teve concentra\u00e7\u00e3o a partir das 8h na Pra\u00e7a de Lutas e marcha no per\u00edodo da tarde. Outras cidades catarinenses tamb\u00e9m registraram atos contra as reformas do governo Temer.<\/p>\n<p>Em Foz do Igua\u00e7u (PR), os docentes da Unila se uniram aos demais trabalhadores em manifesta\u00e7\u00e3o. O mesmo ocorreu em Paranagu\u00e1, Maring\u00e1, Guarapuava, Ponta Grossa, Cascavel, Candido Rondon e Curitiba, onde professores e professoras das universidades estaduais do Paran\u00e1, da UFPR e da UFTPR aderiram aos atos, que contaram com atividades culturais, panfletagens e aulas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, as centrais sindicais organizaram ato em frente \u00e0 Secretaria regional do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. Houve tamb\u00e9m manifesta\u00e7\u00e3o na avenida Paulista, que contaram com a participa\u00e7\u00e3o dos docentes da Unifesp e da Usp.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, os docentes da UFF de Campos dos Goytacazes paralisaram as atividades por 24 horas e participaram de ato unificado, na Pra\u00e7a S\u00e3o Salvador, no centro da cidade. Os protestos foram convocados por sindicatos, entre eles a Aduff-SSind, Aduenf, Sindipetro-NF, Sepe. Contou com a participa\u00e7\u00e3o de estudantes universit\u00e1rios e secundaristas, entre diversas categorias de trabalhadores que se posicionaram contra as reformas do governo federal.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16691\" alt=\"protestos pelo pa\u00eds 2\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-2-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-2-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-2.jpg 452w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em Niter\u00f3i, logo pela manh\u00e3, os docentes da UFF participaram de manifesta\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 Barca. Depois realizaram manifesta\u00e7\u00e3o pelas ruas centrais da cidade, junto t\u00e9cnico-administrativos, estudantes e demais categorias de trabalhadores.<\/p>\n<p>Na capital fluminense, os docentes da UERJ realizaram aula p\u00fablica em frente ao Pal\u00e1cio da Guanabara, sede do governo do estado.<\/p>\n<p>A tarde, os docentes da Uerj, UFF, UFRJ e Unirio integraram a manifesta\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria convocada pelas centrais sindicais, sindicato e movimentos sociais. Milhares ocuparam grande parte da Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. E, depois, seguiram em passeata at\u00e9 a Central do Brasil, onde a atividade foi encerrada, perto das 20h.<\/p>\n<p>Em Vit\u00f3ria (ES), a comunidade acad\u00eamica trancou a entrada da UFES logo pela manh\u00e3, com piquete e panfletagem. Depois, seguiram em marcha, junto com representantes de outras categorias, at\u00e9 a frente da Assembleia Legislativa do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Em Juiz de Fora (MG), milhares de trabalhadores, e estudantes estiveram novamente nas ruas para protestar contra a retirada de direitos, representada pelas reformas trabalhista, previdenci\u00e1ria e as terceiriza\u00e7\u00f5es. A concentra\u00e7\u00e3o na pra\u00e7a da Esta\u00e7\u00e3o deu in\u00edcio \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o que percorreu o centro da cidade com palavras de ordem e indigna\u00e7\u00e3o frente \u00e0s a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o apenas do executivo, mas tamb\u00e9m as movimenta\u00e7\u00f5es tendenciosas da justi\u00e7a brasileira, na busca por proteger o grupo que tomou o poder no pa\u00eds. O ato, que teve a organiza\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Sindical e Popular, contou com dezenas de entidades dos movimentos sociais, feministas, negros, sindicatos e associa\u00e7\u00f5es de categorias.<\/p>\n<p>Em Lavras, S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei, Ouro Preto, Uberaba e Uberl\u00e2ndia tamb\u00e9m foram realizados piquetes em frente \u00e0s universidades e depois manifesta\u00e7\u00f5es pelas ruas das cidades mineiras. A BR-265, que liga S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei a Lavras, foi uma das rodovias no estado que amanheceu interditada.<\/p>\n<p>Na Bahia, os docentes tamb\u00e9m participaram de piquetes, panfletagens e manifesta\u00e7\u00f5es em Vit\u00f3ria da Conquista, Itabuna, Feira de Santana e Salvador. Na capital, houve trancamento de vias e milhares de manifestantes ocuparam as ruas de Salvador para exigir o Fora Temer e a derrubada das contrarreformas e da lei das terceiriza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Macei\u00f3 (AL), as categorias cruzaram os bra\u00e7os e fecharam os postos de trabalho, logo no amanhecer do dia. Em seguida, os manifestantes se encontraram na pra\u00e7a dos Mart\u00edrios, centro da cidade, e dirigiram-se pelas ruas do com\u00e9rcio dialogando e fechando o setor lojista que ainda permanecia aberto. As principais vias da cidade tamb\u00e9m foram fechadas pelo movimento do campo. Al\u00e9m da capital, os docentes da Ufal tamb\u00e9m participaram de mobiliza\u00e7\u00f5es em Delmiro Gouveia, na Pra\u00e7a do Coreto, e em Arapiraca, na Pra\u00e7a Luiz Pereira Lima.<\/p>\n<p>Em Recife (PE), os docentes da Ufepe e da Uferpe aderiram aos atos. Na Para\u00edba n\u00e3o foi diferente. Desde \u00e0s 5h da manh\u00e3, junto com demais trabalhadores, os docentes estavam nas ruas do centro de Jo\u00e3o Pessoa para garantir a Greve Geral. Em Campina Grande, as a\u00e7\u00f5es come\u00e7aram ainda durante a madrugada, quando integrantes de v\u00e1rias entidades do Comit\u00ea Municipal Contra as Reformas da Previd\u00eancia e Trabalhista conseguiram impedir a circula\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus da empresa Transnacional, com o apoio dos seus trabalhadores, at\u00e9 por volta das 8h.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-16693\" alt=\"protestos pelo pa\u00eds 4\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-4-300x169.jpg\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-4-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/protestos-pelo-pa\u00eds-4.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em paralelo, as centrais sindicais, movimentos sociais e muitos sindicatos concentraram suas a\u00e7\u00f5es na Pra\u00e7a da Bandeira, onde ocorreu um ato de protesto contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e de den\u00fancia a v\u00e1rias entidades empresariais que conseguiram na justi\u00e7a do trabalho uma senten\u00e7a proibindo que as centrais realizassem qualquer tentativa de fechar o com\u00e9rcio, promover atos nas ruas centrais que n\u00e3o foram previamente informadas \u00e0s autoridades e impedir a circula\u00e7\u00e3o de \u00f4nibus.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pela manh\u00e3, professores do campus da UFCG, em Sum\u00e9, participaram junto com o MST da interdi\u00e7\u00e3o de rodovias, como parte das atividades dos movimentos sociais que atuam na regi\u00e3o do Cariri. No in\u00edcio da tarde, o Comit\u00ea Municipal Contra as Reformas da Previd\u00eancia e Trabalhista realizou um ato em frente a Alpargatas, no Distrito Industrial, durante a troca de turno, denunciando os ataques aos direitos dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Nem mesmo a chuva forte foi capaz de dispersar a manifesta\u00e7\u00e3o em Mossor\u00f3 (RN), onde docentes da Ufersa e da Uern participaram da II Descida do Alto contra as Reformas da Previd\u00eancia e Trabalhista e pelo Fora Temer. Os manifestantes sa\u00edram da Igreja do Alto S\u00e3o Manoel e marcharam rumo ao PAX. O protesto reuniu diversas centrais sindicais e setores do movimento popular e estudantil.<\/p>\n<p>Sob forte sol, mais de 5 mil pessoas ocuparam as ruas de Bel\u00e9m (PA) durante a greve geral dos trabalhadores no \u00faltimo dia 30 de junho. A manifesta\u00e7\u00e3o reuniu dezenas de categorias, entre elas os professores da UFPA, que paralisaram suas atividades durante 24 horas, para protestar contra as Reformas da Previd\u00eancia e Trabalhista e exigir a sa\u00edda imediata de Michel Temer da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Em Manaus (AM), os docentes da UFAM participaram da Greve Geral, cujas atividades tiveram in\u00edcio logo pela manh\u00e3, com ato na Pra\u00e7a da Saudade, no centro da capital. Em Macap\u00e1 (AP), professores da Unifap realizaram panfletagem na universidade e depois participaram de manifesta\u00e7\u00e3o pelas ruas da cidade.<\/p>\n<p>No Mato Grosso, a comunidade acad\u00eamica da UFMT tamb\u00e9m realizaram paralisa\u00e7\u00e3o, com distribui\u00e7\u00e3o de materiais e outras a\u00e7\u00f5es na luta em defesa dos direitos, com atividades durante o dia na universidade e participa\u00e7\u00e3o de ato conjunto \u00e0s 15h, na Pra\u00e7a Ipiranga, centro de Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Boa Vista (RR), os professores da UFRR participaram ativamente da Greve Geral. Durante todo o dia realizaram uma s\u00e9rie de atividade em conjunto com outras categorias e centrais sindicais, como trancamento das entradas dos campi da universidade, panfletagem, carreata e ato no centro c\u00edvico da capital.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 repress\u00e3o policial, a a\u00e7\u00e3o da PM n\u00e3o foi diferente do habitual. Durante a sexta-feira, foram registrados casos de viol\u00eancia contra manifestantes em alguns atos e militantes foram detidos em S\u00e3o Paulo, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, al\u00e9m da repress\u00e3o policial durante a manifesta\u00e7\u00e3o no centro da capital fluminense, que fez com que os organizadores alterassem o percurso da marcha, um sindicato foi invadido por policiais.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Na capital paulista, duas militantes da Central de Movimentos Populares (CMP), foram detidas pela pol\u00edcia militar. Elaine Gon\u00e7alves da Silva e Antonia Glaucia de Ara\u00fajo estavam comprando o caf\u00e9 da manh\u00e3 em uma padaria na Regi\u00e3o Central quando foram abordadas e detidas por policiais sem maiores justificativas, aponta o movimento. Mais cedo, as duas tinham participado do tranca\u00e7o que ocorreu no cruzamento da Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o com a Ipiranga. Elaine e Antonia foram encaminhadas para o 3\u00ba Distrito Policial para averigua\u00e7\u00e3o e depois foram liberadas.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, interior do estado, 21 trabalhadores \u2013 entre professores, representantes dos qu\u00edmicos, dos metal\u00fargicos, trabalhadores sem-teto e sem-terra \u2013, que participaram do ato contra as reformas foram detidos e levados para o 1\u00b0 DP da cidade. A deten\u00e7\u00e3o ocorreu ap\u00f3s lojistas alegarem que se sentiam constrangidos com o protesto, o que poderia ser enquadrado no artigo 197, crime de constrangimento. Todos foram liberados algumas horas depois e ap\u00f3s os lojistas n\u00e3o reconhecerem nenhum dos ativistas.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da noite, a Pol\u00edcia Militar reprimiu e deteve manifestantes que participavam de um ato de estudantes, que saiu da Pra\u00e7a da S\u00e9 e se dirigia \u00e0 Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo. Segundo relatos, seis pessoas foram levadas para o 78\u00ba Distrito Policial, no bairro dos Jardins.<\/p>\n<p><strong>Santa Catarina<\/strong><\/p>\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es feitas no estado de Santa Catarina foram palco de grande repress\u00e3o da Pol\u00edcia Militar, que usou balas de borracha e bombas de g\u00e1s, de acordo com relatos dos manifestantes. Dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram detidos pela PM, segundo eles, sem apresenta\u00e7\u00e3o de justificativas, durante o trancamento da BR 101, na altura do munic\u00edpio de Navegantes. Ap\u00f3s cerca de tr\u00eas horas, os advogados souberam que os dois militantes foram levados para uma delegacia no munic\u00edpio de Itaja\u00ed.<\/p>\n<p>No Rio, representantes do Sindicato dos Comerci\u00e1rios de Nova Igua\u00e7u denunciaram que a Pol\u00edcia Militar teria invadido, sem identifica\u00e7\u00e3o, a sede do local pela manh\u00e3, pouco antes do ato que aconteceu no munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Um dos dirigentes do Sindicato, Z\u00e9 Roberto, relatou, em conversa com o jornal Brasil de Fato, que a PM adentrou o local por volta das 9h e tentou lev\u00e1-lo detido, mas a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores presentes a impediu. \u201cFoi um artif\u00edcio para desmobilizar os trabalhadores que participam agora de um grande ato em nova Igua\u00e7u. Querem tentar impedir e barrar, a todo o momento, a nossa luta\u201d, disse o dirigente.<\/p>\n<p>No final da tarde, a PM impediu que a manifesta\u00e7\u00e3o marcada de forma unificada pelas centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais seguisse o percurso programado no centro do Rio de Janeiro. Ap\u00f3s duas horas, manifestantes conseguiram seguir, mas alterando a rota inicial.<\/p>\n<p><strong>Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<p>Em Porto Alegre, a PM s\u00f3 garantiu a sa\u00edda do metr\u00f4 ap\u00f3s muitas bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo. Sete garagens de \u00f4nibus do transporte p\u00fablico foram bloqueadas no in\u00edcio da manh\u00e3. Na garagem da Carris, a \u00fanica empresa p\u00fablica de transporte da prefeitura, a entrada s\u00f3 foi desbloqueada ap\u00f3s muita repress\u00e3o da tropa de choque da Brigada Militar, que atirou bombas contra os manifestantes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a dispers\u00e3o, os participantes do ato seguiram em caminhada pela avenida Bento Gon\u00e7alves, uma importante via da capital ga\u00facha, onde foram encurralados pela tropa de choque, revistados, e tr\u00eas pessoas foram detidos, um deles o dirigente da CSP-Conlutas, Altemir Cozer, e dois dirigentes da CTB. Eles foram levados ao Pal\u00e1cio da Pol\u00edcia e, posteriormente, ao Instituto Penal Pio Buck, na zona leste da capital, e depois liberados.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es e imagens das se\u00e7\u00f5es sindicais. \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milhares de trabalhadoras e trabalhadores pararam novamente o Brasil na \u00faltima sexta-feira (30), em nova Greve Geral para barrar as contrarreformas da Previd\u00eancia e Trabalhista, pela revoga\u00e7\u00e3o da Lei das Terceiriza\u00e7\u00f5es e pelo Fora Temer. A paralisa\u00e7\u00e3o foi convocada em conjunto pelas Centrais Sindicais. 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