{"id":16627,"date":"2017-06-26T10:55:23","date_gmt":"2017-06-26T13:55:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=16627"},"modified":"2017-06-26T10:55:23","modified_gmt":"2017-06-26T13:55:23","slug":"cortes-orcamentarios-nas-universidades-geram-demissoes-de-terceirizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/cortes-orcamentarios-nas-universidades-geram-demissoes-de-terceirizados\/","title":{"rendered":"Cortes or\u00e7ament\u00e1rios nas universidades geram demiss\u00f5es de terceirizados"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo\">\n<p>Os sucessivos cortes e contingenciamentos do or\u00e7amento das universidades p\u00fablicas, federais e estaduais, que v\u00eam ocorrendo nos \u00faltimos anos, t\u00eam afetado bruscamente as atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o. No entanto, quem mais tem sofrido com a situa\u00e7\u00e3o financeira das universidades \u00e9 justamente o elo mais fraco da comunidade acad\u00eamica: os trabalhadores terceirizados. Diante da falta de recursos, os reitores t\u00eam optado por romper contratos com empresas terceirizadas de seguran\u00e7a, portaria e limpeza, o que faz com que centenas de trabalhadores precarizados percam seus empregos.<\/p>\n<p>Na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), a reitoria anunciou em junho a demiss\u00e3o de 21 cont\u00ednuos, 6 recepcionistas, 86 trabalhadores do contrato de serralheria, marcenaria, carpintaria, pintura, estofamento e lustra\u00e7\u00e3o, 62 porteiros e cerca de 21% de servidores da limpeza, seguran\u00e7a e vigil\u00e2ncia desarmada. A comunidade acad\u00eamica realizou uma manifesta\u00e7\u00e3o contra as demiss\u00f5es no dia 7 de junho.<\/p>\n<p>Na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), trabalhadores de limpeza e de portaria est\u00e3o sendo demitidos desde o m\u00eas de abril. Os trabalhadores terceirizados reclamam que recebem o aviso pr\u00e9vio \u201cde uma hora para a outra\u201d e tamb\u00e9m que a empresa terceirizada \u2013 Sulport \u2013 tem tentado demitir seus trabalhadores em regime de 12h para recontrat\u00e1-los em regime de 6h. Estudantes da Ufpel organizaram um abaixo-assinado contra as demiss\u00f5es. A Ufpel afirma gastar 58% do or\u00e7amento de custeio anual com o pagamento de terceirizados e, diante da crise, decidiu reduzir 25% do valor dos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no interior do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) demitiu 66 vigilantes em abril e, em maio, 120 trabalhadores de limpeza e portaria. A reitoria da institui\u00e7\u00e3o reclama que o governo federal s\u00f3 liberou 60% do or\u00e7amento de custeio previsto para a UFSM.<\/p>\n<p>Nas universidades estaduais a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Na Bahia, trabalhadores terceirizados de limpeza e manuten\u00e7\u00e3o predial da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) realizaram paralisa\u00e7\u00f5es no m\u00eas de abril em protesto contra a falta de pagamento de sal\u00e1rios e de benef\u00edcios. A reitoria da institui\u00e7\u00e3o afirmou que havia repassado os valores \u00e0s empresas terceirizadas, e que eram essas que n\u00e3o pagavam os trabalhadores. Ap\u00f3s muita press\u00e3o dos trabalhadores, os sal\u00e1rios foram pagos.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), onde nem os docentes e t\u00e9cnico-administrativos t\u00eam recebido em dia seus sal\u00e1rios, a situa\u00e7\u00e3o dos terceirizados tamb\u00e9m \u00e9 bastante dif\u00edcil. Em 2016, mais de mil trabalhadores foram demitidos, e o quadro n\u00e3o foi reposto. Na Uerj, a comunidade acad\u00eamica chega a fazer \u201cvaquinhas\u201d para comprar materiais de limpeza e ajudar na manuten\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Luis Eduardo Acosta, 1\u00ba vice-presidente e um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Pol\u00edtica de Forma\u00e7\u00e3o Sindical (GTPFS) do ANDES-SN, critica a pol\u00edtica de terceiriza\u00e7\u00e3o, e afirma que os trabalhadores terceirizados, justamente pela precariedade das suas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, acabam sendo alvo mais f\u00e1cil das pol\u00edticas de ajuste fiscal e de cortes or\u00e7ament\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cOs trabalhadores terceirizados t\u00eam sal\u00e1rios menores e trabalham em condi\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias do que se fossem contratados, atrav\u00e9s de concurso, pelas universidades. As empresas que os contratam, muitas vezes, v\u00e3o \u00e0 fal\u00eancia e deixam d\u00edvidas com os trabalhadores. A crise econ\u00f4mica demonstra que em um momento de restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, a tend\u00eancia \u00e9 que as universidades tentem diminuir ou acabar com os custos desse trabalho terceirizado\u201d, critica o docente.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es de Di\u00e1rio Popular, Di\u00e1rio de Santa Maria, Uefs, Asduerj-SSind, Adunb-SSind.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"rodape\">\n<form id=\"frmAvaliacao\" action=\"http:\/\/www.andes.org.br\/andes\/print-ultimas-noticias\/print-ultimas-noticias.jsf\" method=\"post\" name=\"frmAvaliacao\" target=\"\"><\/form>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sucessivos cortes e contingenciamentos do or\u00e7amento das universidades p\u00fablicas, federais e estaduais, que v\u00eam ocorrendo nos \u00faltimos anos, t\u00eam afetado bruscamente as atividades de ensino, pesquisa e extens\u00e3o. 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