{"id":1586,"date":"2011-04-28T13:44:40","date_gmt":"2011-04-28T17:44:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/adufpb-promove-debate-sobre-questoes-de-genero\/"},"modified":"2011-05-06T10:56:06","modified_gmt":"2011-05-06T14:56:06","slug":"adufpb-promove-debate-sobre-questoes-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/adufpb-promove-debate-sobre-questoes-de-genero\/","title":{"rendered":"ADUFPB promove debate sobre quest\u00f5es de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">ADUFPB promove debate sobre quest\u00f5es de g\u00eanero<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">A ADUFPB realizou nesta quinta-feira (28) um debate com o tema \u201cO Papel da Mulher no Trabalho e na Sociedade\u201d, reunindo professores, funcion\u00e1rios e alunos da UFPB. O evento foi aberto pela diretora de Pol\u00edtica Social do Sindicato, Mariza Pinheiro, que apresentou estat\u00edsticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE) sobre a participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">De acordo com ela, apesar das mulheres estarem na classifica\u00e7\u00e3o de maioria da popula\u00e7\u00e3o, no que se refere ao mercado de trabalho, elas ainda s\u00e3o a minoria da popula\u00e7\u00e3o ocupada. E a participa\u00e7\u00e3o delas \u00e9 maior nos espa\u00e7os que inclu\u00edam a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (63,2 %) e nos Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (94,5), neste \u00faltimo, elas eram quase maioria absoluta.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">J\u00e1 a professora Maria de Lourdes Soares, coordenadora da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Servi\u00e7o Social (CCHLA), falou um pouco sobre a forma\u00e7\u00e3o do preconceito de g\u00eanero dentro da realidade regional. Ela lembrou a import\u00e2ncia do papel da literatura na constru\u00e7\u00e3o da imagem no Nordeste em todo o Pa\u00eds, que come\u00e7ou na d\u00e9cada de 30. Daquele per\u00edodo vem a associa\u00e7\u00e3o ao canga\u00e7o, \u00e0 pobreza extrema e ao machismo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">\u201cE a literatura refor\u00e7ava muito o homem como provedor e a mulher como esposa, filha e m\u00e3e\u201d, afirma. Nesse contexto, surgiu a figura da escritora cearense Raquel de Queiroz. Em um per\u00edodo no qual as mulheres que escreviam precisavam se esconder por tr\u00e1s de pseud\u00f4nimos, Raquel falava sobre figuras femininas fortes, que optavam por n\u00e3o casar.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Viol\u00eancia e g\u00eanero<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Quem tamb\u00e9m comp\u00f4s a mesa do evento foi a professora Ana Paula Rom\u00e3o de Souza Ferreira, do Departamento de Habilita\u00e7\u00f5es Pedag\u00f3gicas (Centro de Educa\u00e7\u00e3o). Ela revelou que, segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Centro 8 de Mar\u00e7o, a Para\u00edba \u00e9, proporcionalmente, o Estado brasileiro com os piores \u00edndices de viol\u00eancia dom\u00e9stica. \u201cSuperamos inclusive S\u00e3o Paulo\u201d, acrescenta.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Ana Paulo Rom\u00e3o tamb\u00e9m fez um pequeno hist\u00f3rico da luta feministra no Pa\u00eds. Segundo ela, o movimento pode ser dividido em tr\u00eas fases. A primeira, na d\u00e9cada de 30, \u00e9 chamado de \u201cMovimento Sufragista\u201d, porque nasceu e estava concentrado na luta pelo direito ao voto. J\u00e1 na d\u00e9cada de 60, a luta foi pelo direito ao corpo, \u00e0 sexualidade e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">A terceira fase do movimento feminista vem da d\u00e9cada de 80 at\u00e9 os dias atuais. Trata-se de uma fase de consolida\u00e7\u00e3o dos direitos, de conquista no mercado de trabalho, em que o principal foco \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o escolar e na educa\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">No encerramento do evento, a professora Mariza Pinheiro refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de eventos que discutam a quest\u00e3o de g\u00eanero dentro do ambiente universit\u00e1rio. \u201cE continuamos em luta, n\u00e3o para nos contrapor ao parceiro, mas em busca da igualdade de oportunidades\u201d, declarou.<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02137-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1582\" title=\"DSC02137 - menor\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02137-menor.jpg\" alt=\"DSC02137 - menor\" width=\"358\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02137-menor.jpg 448w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02137-menor-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/a>A ADUFPB realizou nesta quinta-feira (28) um debate com o tema \u201cO Papel da Mulher no Trabalho e na Sociedade\u201d, reunindo professores, funcion\u00e1rios e alunos da UFPB. O evento foi aberto pela diretora de Pol\u00edtica Social do Sindicato, Mariza Pinheiro, que apresentou estat\u00edsticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE) sobre a participa\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>De acordo com ela, apesar das mulheres estarem na classifica\u00e7\u00e3o de maioria da popula\u00e7\u00e3o, no que se refere ao mercado de trabalho, elas ainda s\u00e3o a minoria da popula\u00e7\u00e3o ocupada. E a participa\u00e7\u00e3o delas \u00e9 maior nos espa\u00e7os que inclu\u00edam a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (63,2 %) e nos Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (94,5), neste \u00faltimo, elas eram quase maioria absoluta.<\/p>\n<p>J\u00e1 a professora Maria de Lourdes Soares, coordenadora da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Servi\u00e7o Social (CCHLA), falou um pouco sobre a forma\u00e7\u00e3o do preconceito de g\u00eanero dentro da realidade regional. Ela lembrou a import\u00e2ncia do papel da literatura na constru\u00e7\u00e3o da imagem no Nordeste em todo o Pa\u00eds, que come\u00e7ou na d\u00e9cada de 30. Daquele per\u00edodo vem a associa\u00e7\u00e3o ao canga\u00e7o, \u00e0 pobreza extrema e ao machismo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02129-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1583\" title=\"DSC02129 - menor\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02129-menor-300x224.jpg\" alt=\"DSC02129 - menor\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02129-menor-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02129-menor.jpg 448w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cE a literatura refor\u00e7ava muito o homem como provedor e a mulher como esposa, filha e m\u00e3e\u201d, afirma. Nesse contexto, surgiu a figura da escritora cearense Raquel de Queiroz. Em um per\u00edodo no qual as mulheres que escreviam precisavam se esconder por tr\u00e1s de pseud\u00f4nimos, Raquel falava sobre figuras femininas fortes, que optavam por n\u00e3o casar.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia e g\u00eanero<\/strong><\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m comp\u00f4s a mesa do evento foi a professora Ana Paula Rom\u00e3o de Souza Ferreira, do Departamento de Habilita\u00e7\u00f5es Pedag\u00f3gicas (Centro de Educa\u00e7\u00e3o). Ela revelou que, segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Centro 8 de Mar\u00e7o, a Para\u00edba \u00e9, proporcionalmente, o Estado brasileiro com os piores \u00edndices de viol\u00eancia dom\u00e9stica. \u201cSuperamos inclusive S\u00e3o Paulo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Ana Paulo Rom\u00e3o tamb\u00e9m fez um pequeno hist\u00f3rico da luta feministra no Pa\u00eds. Segundo ela, o movimento pode ser dividido em tr\u00eas fases. A primeira, na d\u00e9cada de 30, \u00e9 chamado de \u201cMovimento Sufragista\u201d, porque nasceu e estava concentrado na luta pelo direito ao voto. J\u00e1 na d\u00e9cada de 60, a luta foi pelo direito ao corpo, \u00e0 sexualidade e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A terceira fase do movimento feminista vem da d\u00e9cada de 80 at\u00e9 os dias atuais. Trata-se de uma fase de consolida\u00e7\u00e3o dos direitos, de conquista no mercado de trabalho, em que o principal foco \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o escolar e na educa\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais.<\/p>\n<p>No encerramento do evento, a professora Mariza Pinheiro refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de eventos que discutam a quest\u00e3o de g\u00eanero dentro do ambiente universit\u00e1rio. \u201cE continuamos em luta, n\u00e3o para nos contrapor ao parceiro, mas em busca da igualdade de oportunidades\u201d, declarou.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02120-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1585\" title=\"DSC02120 - menor\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02120-menor-300x224.jpg\" alt=\"DSC02120 - menor\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02120-menor-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02120-menor.jpg 448w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Exposi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das palestras, o evento contou com uma exposi\u00e7\u00e3o de fotografias do professor Carlos Cartaxo, do Departamento de Artes C\u00eanicas, com o tema \u201cA multiculturalidade atrav\u00e9s das cores na express\u00e3o feminina do Marrocos\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m fez parte da programa\u00e7\u00e3o uma feira livre do grupo \u201cArtes\u00e3s Unidas Fazendo Arte (Grupo AUFA) \u00a0e convidadas, um projeto de mulheres empreendedoras que atuam com economia solid\u00e1ria. Os dois eventos paralelos foram realizados no Centro de Viv\u00eancia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02124-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1584\" title=\"DSC02124 - menor\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02124-menor.jpg\" alt=\"DSC02124 - menor\" width=\"336\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02124-menor.jpg 336w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02124-menor-224x300.jpg 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02142-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1581\" title=\"DSC02142 - menor\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02142-menor.jpg\" alt=\"DSC02142 - menor\" width=\"448\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02142-menor.jpg 448w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02142-menor-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02148-menor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1580\" title=\"DSC02148 - menor\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02148-menor.jpg\" alt=\"DSC02148 - menor\" width=\"448\" height=\"336\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02148-menor.jpg 448w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/DSC02148-menor-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em>Fonte: Ascom ADUFPB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ADUFPB promove debate sobre quest\u00f5es de g\u00eanero A ADUFPB realizou nesta quinta-feira (28) um debate com o tema \u201cO Papel da Mulher no Trabalho e na Sociedade\u201d, reunindo professores, funcion\u00e1rios e alunos da UFPB. 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