{"id":15649,"date":"2017-03-02T14:59:29","date_gmt":"2017-03-02T17:59:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=15649"},"modified":"2017-03-02T15:00:11","modified_gmt":"2017-03-02T18:00:11","slug":"mulheres-do-mundo-inteiro-organizam-greve-geral-para-o-dia-8-de-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/mulheres-do-mundo-inteiro-organizam-greve-geral-para-o-dia-8-de-marco\/","title":{"rendered":"Mulheres do mundo inteiro organizam greve geral para o dia 8 de mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 8 de mar\u00e7o, data em que se comemora o Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, mulheres do mundo inteiro ir\u00e3o parar as suas atividades e sair \u00e0s ruas em defesa dos seus direitos aderindo a Greve Internacional de Mulheres. O chamado foi feito ap\u00f3s a grande marcha de mulheres no dia seguinte a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada no dia 20 de janeiro deste ano. Feministas hist\u00f3ricas como Angela Davis e Nancy Fraser publicaram uma carta conclamando as mulheres a lutarem contra o recrudescimento do conservadorismo no mundo todo e sobre a necessidade de ser fazer uma greve geral no dia 8 de mar\u00e7o em defesa da igualdade de g\u00eaneros.<\/p>\n<p>No mundo inteiro, as mulheres t\u00eam sido protagonistas de lutas importantes e necess\u00e1rias para a conquista de direitos, contra o machismo e os ataques do neoliberalismo. Em 2016, as mulheres polonesas protagonizaram uma greve geral pelo direito ao aborto; na Isl\u00e2ndia, o protesto foi pela igualdade salarial; na Argentina &#8211; e em outros pa\u00edses latino-americanos, como o Brasil -, as mulheres protestaram contra o feminic\u00eddio (quando se mata uma mulher por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino) e protagonizaram uma paralisa\u00e7\u00e3o por uma hora.<\/p>\n<p>No Brasil, al\u00e9m da luta contra todos os tipos de viol\u00eancia que incidem sobre as mulheres, elas lutam tamb\u00e9m em defesa dos seus direitos e contra os ataques em curso no Congresso Nacional, especialmente, as contrarreformas da Previd\u00eancia e Trabalhista. A contrarreforma da Previd\u00eancia, que tramita como Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 287\/16, pretende igualar o tempo de contribui\u00e7\u00e3o de homens e mulheres, ignorando o fato de que mulheres realizam dupla e at\u00e9 tripla jornada de trabalho. Eles e elas s\u00f3 poder\u00e3o se aposentar com, no m\u00ednimo, 65 anos de idade e 25 de contribui\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a contrarreforma Trabalhista, Projeto de Lei (PL) 6.787\/16, que prev\u00ea regras de contratos tempor\u00e1rios de trabalho e prioriza o negociado sobre o legislado em rela\u00e7\u00e3o a alguns direitos (inclusive os contidos na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho), ter\u00e1 graves consequ\u00eancias \u00e0s mulheres, uma vez que permite a jornada de trabalho por at\u00e9 220 horas mensais, abrindo a possibilidade de turnos de 12 horas por dia.<\/p>\n<p>\u201cA data 8 de mar\u00e7o \u00e9 uma data historicamente da mulher trabalhadora, e o movimento de greve internacional das mulheres est\u00e1 fazendo um debate necess\u00e1rio e importante sobre a condi\u00e7\u00e3o da mulher no s\u00e9culo XXI. Desde 2015 &#8211; com os ataques de Eduardo Cunha [ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara dos Deputados]-, n\u00f3s acompanhamos dentro do parlamento brasileiro v\u00e1rios projetos de lei que tem como objetivo o controle dos nossos corpos e a retirada dos nossos direitos. E diante de todos esses ataques, n\u00f3s come\u00e7amos a reagir. A greve \u00e9 uma resposta ao avan\u00e7o do conservadorismo e \u00e9 um momento importante para lutarmos por projetos que nos representem\u201d, disse Caroline de Ara\u00fajo Lima, 1\u00aa vice-presidente da Regional Nordeste III e da coordena\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho de Pol\u00edtica de Classe para as quest\u00f5es Etnicorraciais, de G\u00eanero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) do ANDES-SN.<\/p>\n<p>Origem da data<\/p>\n<p>Apesar da hist\u00f3ria difundida para a origem do Dia Internacional das Mulheres ser o das oper\u00e1rias de uma f\u00e1brica t\u00eaxtil de Nova Iorque (EUA), que haviam morrido queimadas ap\u00f3s o patr\u00e3o ter ateado fogo ao pr\u00e9dio devido a uma greve, no ano de 1857, essa vers\u00e3o \u00e9 bastante questionada. A data tem uma origem socialista, que remonta ao in\u00edcio do s\u00e9culo 20 e foi apagada ao longo dos anos, principalmente durante o per\u00edodo da Guerra Fria. O dia 8 de mar\u00e7o foi fixado a partir de uma greve iniciada em 23 de fevereiro (calend\u00e1rio russo) de 1917, na R\u00fassia. Uma manifesta\u00e7\u00e3o organizada por tecel\u00e3s e costureiras de S\u00e3o Petersburgo foi o estopim da primeira fase da Revolu\u00e7\u00e3o Russa.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia<\/p>\n<p>Segundo o Mapa da Viol\u00eancia de 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (Flacso), 13 mulheres s\u00e3o assassinadas por dia no Brasil. O pa\u00eds \u00e9 o 5\u00ba que mais mata mulheres no mundo, perdendo somente para El Salvador, Col\u00f4mbia, Guatemala e R\u00fassia.<\/p>\n<p>A coordenadora do GTPCEGDS do Sindicato Nacional afirma que os n\u00fameros da viol\u00eancia no pa\u00eds retratam a sociedade machista em que vivemos e que o machismo precisa ser combatido na raiz do problema, no desenvolvimento de cidad\u00e3os conscientes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 igualdade de g\u00eanero, com o debate nas institui\u00e7\u00f5es de ensino, em casa, no trabalho e em toda a sociedade. Por tudo isso, Caroline afirma ser necess\u00e1rio a participa\u00e7\u00e3o dos docentes, t\u00e9cnicos, estudantes, da classe trabalhadora e toda a sociedade brasileira na mobiliza\u00e7\u00e3o do dia 8 de mar\u00e7o, contra todos os tipos de viol\u00eancia que incidem sobre as mulheres, sobretudo as mais vulner\u00e1veis: negras, l\u00e9sbicas, perif\u00e9ricas e transexuais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existe um mundo sem mulheres, sejam elas cis [cisg\u00eanero: termo utilizado para se referir \u00e0s pessoas cujo g\u00eanero \u00e9 o mesmo que o designado em seu nascimento] ou trans. Essa luta \u00e9 por direitos e pela vida das mulheres. Por isso, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia a CSP-Conlutas e o ANDES-SN &#8211; assim como as demais centrais e entidades -, aderirem ao dia 8 de mar\u00e7o e das atividades que est\u00e3o previstas no dia, como mobiliza\u00e7\u00f5es e paralisa\u00e7\u00f5es\u201d, ressaltou a diretora do Sindicato Nacional.<\/p>\n<p>O ANDES-SN e a CSP-Conlutas orientam os docentes e toda a classe trabalhadora a participarem dos atos p\u00fablicos nos estados \u2013 em unidade com entidades, movimentos sociais e populares, estudantes e toda a sociedade -, no Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora e Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previd\u00eancia na perspectiva da constru\u00e7\u00e3o da greve geral. A participa\u00e7\u00e3o dos docentes no Dia Nacional de Luta em defesa da Mulher Trabalhadora foi aprovada no 36\u00b0 Congresso do ANDES-SN, que ocorreu em janeiro deste ano em Cuiab\u00e1 (MT). O F\u00f3rum das Entidades Nacionais dos Servidores P\u00fablicos Federais (Fonasefe) tamb\u00e9m indicou ades\u00e3o ao 8 de mar\u00e7o, assim como a data tamb\u00e9m foi aprovada pela coordena\u00e7\u00e3o da CSP-Conlutas.<\/p>\n<p>Fonte: ANDES-SN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 8 de mar\u00e7o, data em que se comemora o Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, mulheres do mundo inteiro ir\u00e3o parar as suas atividades e sair \u00e0s ruas em defesa dos seus direitos aderindo a Greve Internacional de Mulheres. 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