{"id":15435,"date":"2017-02-01T11:04:50","date_gmt":"2017-02-01T14:04:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=15435"},"modified":"2017-02-01T11:04:50","modified_gmt":"2017-02-01T14:04:50","slug":"funpresp-quer-oferecer-credito-consignado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/funpresp-quer-oferecer-credito-consignado\/","title":{"rendered":"Funpresp quer oferecer cr\u00e9dito consignado"},"content":{"rendered":"<p><em>Fundo tamb\u00e9m comemora a retirada de direitos da Previd\u00eancia, prevendo aumento de ades\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>O Funpresp, fundo de\u00a0previd\u00eancia complementar\u00a0criado para os servidores p\u00fablicos federais, anunciou que come\u00e7ar\u00e1 a realizar opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito consignado a partir de julho. Segundo o diretor-presidente do fundo de pens\u00e3o, Ricardo Pena, a medida visa atrair maior ades\u00e3o ao Funpresp, visto que os servidores estariam preocupados com os impactos da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 287\/16, que institui a contrarreforma da Previd\u00eancia. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pelo jornal Valor Econ\u00f4mico de segunda-feira (30), e replicada no pr\u00f3prio site do fundo de pens\u00e3o.<\/p>\n<p>Na mat\u00e9ria,\u00a0Pena afirmou que servidores p\u00fablicos com no m\u00ednimo 12 meses de contribui\u00e7\u00e3o poder\u00e3o tomar empr\u00e9stimos de at\u00e9 R$ 40 mil, a depender do tamanho das reservas que t\u00eam. A taxa de juros deve ser de IPCA mais 6% ao ano, mais taxa de administra\u00e7\u00e3o. O custo estimado por m\u00eas seria de 1,2% &#8211; ficando abaixo das taxas de mercado, segundo o executivo.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do diretor-presidente do fundo de pens\u00e3o, o cr\u00e9dito consignado pode \u201creduzir a resist\u00eancia\u201d dos servidores ao Funpresp.\u00a0Ele\u00a0tamb\u00e9m espera que os \u201cefeitos positivos\u201d (sic) da contrarreforma da Previd\u00eancia aumentem a ades\u00e3o, j\u00e1 que a retirada de direitos do sistema de Previd\u00eancia pode\u00a0fazer com\u00a0que um maior n\u00famero de servidores busque os fundos de pens\u00e3o sob a ilus\u00e3o de conseguir melhores aposentadorias.<\/p>\n<p>Adriana Dalagassa, 1\u00aa vice-presidente da Regional Sul e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos da Aposentadoria (GTSSA) do ANDES-SN, critica a medida. \u201cA oferta de cr\u00e9dito consignado \u00e9 uma manobra para aumentar a ades\u00e3o ao Funpresp. Em meio \u00e0 contrarreforma da Previd\u00eancia, isso pode aumentar ainda mais, j\u00e1 que os fundos de pens\u00e3o prometem, ainda que n\u00e3o possam cumprir, uma aposentadoria melhor\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A diretora do ANDES-SN ainda critica o diretor-presidente do Funpresp por ter citado os \u201cefeitos positivos\u201d da PEC 287 para os fundos de pens\u00e3o. \u201cPara o trabalhador, n\u00e3o h\u00e1 nenhum efeito positivo na retirada de direitos. \u00c9 uma declara\u00e7\u00e3o sem fundamento. Temos que lutar pela defesa do Sistema de Seguridade Social\u201d, completa Adriana.<\/p>\n<p><strong>Trabalhadores pagam por rombos nos fundos de pens\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A Superintend\u00eancia Nacional de Previd\u00eancia Complementar (Previc), ligada ao Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social, publicou em janeiro de 2016 um relat\u00f3rio que aponta o aumento do rombo dos fundos de pens\u00e3o no pa\u00eds. O d\u00e9ficit, que era de R$ 28,7 bilh\u00f5es em 2014, passou a R$ 60,9 bilh\u00f5es em 2015 \u2013 novo recorde hist\u00f3rico em perdas.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit acontece, segundo a Previc, quando os ativos de um fundo de pens\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o suficientes para pagar os benef\u00edcios previstos at\u00e9 o \u00faltimo participante vivo do plano. Fundos de servidores p\u00fablicos ou de trabalhadores de estatais est\u00e3o entre os com maior d\u00e9ficit. De acordo com a Previc, dez fundos de pens\u00e3o acumulam 80% do d\u00e9ficit registrado, sendo nove patrocinados por estatais, das quais oito s\u00e3o federais.<\/p>\n<p>Em junho de 2016, o Conselho Deliberativo do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) decidiu que os trabalhadores da Petrobras pagariam parte do rombo de R$ 16 bilh\u00f5es que teve o fundo de pens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Diga n\u00e3o ao Funpresp<\/strong><\/p>\n<p>O ANDES-SN \u00e9 contr\u00e1rio aos fundos de pens\u00e3o privados e organiza, desde a institui\u00e7\u00e3o do Funpresp &#8211; fundo de pens\u00e3o para Servidores P\u00fablicos Federais (SPF), campanha pela n\u00e3o ades\u00e3o, alertando os docentes federais sobre os riscos desse modelo de aposentadoria, como os problemas do Petros (Fundo de Previd\u00eancia dos trabalhadores da Petrobr\u00e1s). Com rela\u00e7\u00e3o ao Funpresp, o Sindicato Nacional tem buscado meios jur\u00eddicos para impedir a ades\u00e3o autom\u00e1tica dos docentes federais ao fundo de pens\u00e3o dos SPF, inclusive ingressando como amicus curiae em A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es contra o Funpresp e para barrar a contrarreforma da Previd\u00eancia foram discutidas durante o 36\u00ba Congresso do ANDES-SN, realizado entre 23 e 29 de janeiro, em Cuiab\u00e1 (MT). Al\u00e9m de medidas para o enfrentamento \u00e0 Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 287\/2016, os participantes do congresso aprovaram intensificar a den\u00fancia do Funpresp, e dos riscos que esse fundo apresenta \u00e0 aposentadoria dos servidores, bem como da privatiza\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia dos servidores nos estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundo tamb\u00e9m comemora a retirada de direitos da Previd\u00eancia, prevendo aumento de ades\u00e3o O Funpresp, fundo de\u00a0previd\u00eancia complementar\u00a0criado para os servidores p\u00fablicos federais, anunciou que come\u00e7ar\u00e1 a realizar opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito consignado a partir de julho. 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