{"id":14480,"date":"2016-08-02T16:04:10","date_gmt":"2016-08-02T19:04:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=14480"},"modified":"2016-08-02T17:15:31","modified_gmt":"2016-08-02T20:15:31","slug":"diretoria-do-andes-sn-divulga-nota-em-defesa-das-universidades-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/diretoria-do-andes-sn-divulga-nota-em-defesa-das-universidades-publicas\/","title":{"rendered":"Diretoria do ANDES-SN divulga nota em defesa das universidades p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p><em>Documento critica editorial do Jornal \u201cO Globo\u201d que prop\u00f5e a privatiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas<\/em><\/p>\n<p>A diretoria do ANDES-SN divulgou na \u00faltima sexta-feira (29),\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/portal.andes.org.br\/imprensa\/noticias\/imp-ult-568480084.pdf\" target=\"_blank\">uma nota<\/a><\/strong>\u00a0em que denuncia os ataques aos direitos dos trabalhadores e \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e sociais, como \u201calternativa\u201d para supera\u00e7\u00e3o da crise do Capital. A diretoria do Sindicato Nacional critica ainda o editorial do jornal \u201cO Globo\u201d, publicado no dia 24 de julho deste ano, que defendeu a mercantiliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, como aponta o editorial do jornal \u201cO Globo\u201d, do dia 24 de julho de 2016. \u201cMentiras e manipula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o estrat\u00e9gias novas desse tipo de m\u00eddia. O que assistimos, mais uma vez, \u00e9 a defesa de um projeto de educa\u00e7\u00e3o privatista, expressa na proposta de cobran\u00e7a dos cursos nas universidades p\u00fablicas, sobre a alega\u00e7\u00e3o de \u2018justi\u00e7a social\u2019.\u201d, diz a nota. Confira abaixo a \u00edntegra da nota.<\/p>\n<p><strong>Em defesa das universidades p\u00fablicas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>contra a mercantiliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e do conhecimento<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em momentos de crise do sistema capitalista, as \u201calternativas\u201d para sua supera\u00e7\u00e3o invariavelmente recaem sobre os trabalhadores e trabalhadoras. Dessa forma, em diferentes partes do mundo, um avassalador ataque aos direitos conquistados pelos trabalhadores\/as est\u00e1 em curso, com resist\u00eancias de diferentes naturezas. No Brasil n\u00e3o \u00e9 diferente. Ao primeiro sinal de agravamento da crise, a \u201calternativa\u201d \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de direitos e o ataque \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e sociais, em especial nas \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e previd\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se estranhar, que nesse contexto, a grande m\u00eddia, vinculada aos interesses do capital, defenda a mercantiliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, como aponta o editorial do jornal \u201cO Globo\u201d, do dia 24 de julho de 2016. Mentiras e manipula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o estrat\u00e9gias novas desse tipo de m\u00eddia. O que assistimos, mais uma vez, \u00e9 a defesa de um projeto de educa\u00e7\u00e3o privatista, expressa na proposta de cobran\u00e7a dos cursos nas universidades p\u00fablicas, sobre a alega\u00e7\u00e3o de \u201cjusti\u00e7a social\u201d,<\/p>\n<p>Esses ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o hesitam em defender a restaura\u00e7\u00e3o do que h\u00e1 de mais velho e anacr\u00f4nico, obviamente, travestido de novidade e modernidade para o s\u00e9culo XXI. Aproveitam-se da situa\u00e7\u00e3o de crise pol\u00edtica e financeira para levantar novamente a proposta do ensino superior pago como norma universal. O que n\u00e3o explicam \u00e9 que o desequil\u00edbrio das finan\u00e7as p\u00fablicas \u00e9 gerado pelo pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica assim como por uma injusta estrutura tribut\u00e1ria, e n\u00e3o pelo tamanho dos servi\u00e7os p\u00fablicos, como nos querem fazer acreditar.<\/p>\n<p>O redimensionamento dos servi\u00e7os prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, com qualidade, em especial sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o \u00e9 que deve ser pautado. A Audit\u00f3ria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, instrumento fundamental para desvelar as manobras fraudulentas que perduram h\u00e1 d\u00e9cadas, tem denunciado no Brasil e em outros pa\u00edses os malef\u00edcios dessas \u201cd\u00edvidas\u201d. No Equador, a assessoria da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida possibilitou abater uma parte consider\u00e1vel da d\u00edvida (70%) e com isso da carga financeira sobre o Estado. Infelizmente, aqui os poderosos interesses financeiros t\u00eam inviabilizado a auditoria da d\u00edvida p\u00fablica, que foi vetada pela presidente afastada.<\/p>\n<p>A garantia de que os gastos p\u00fablicos sejam repartidos equitativamente entre as diferentes classes, e fra\u00e7\u00f5es de classe da sociedade, pressup\u00f5e transforma\u00e7\u00e3o radical da estrutura tribut\u00e1ria brasileira, hoje baseada em contribui\u00e7\u00f5es e impostos indiretos e n\u00e3o-distributivos \u2013 que oneram os mais pobres. Precisamos de uma reforma tribut\u00e1ria mais justa, baseada em impostos progressivos e distributivos, que incidam significativamente sobre a renda da parcela abastada da popula\u00e7\u00e3o, sobre o lucro de empresas e rentistas, bem como sobre a transfer\u00eancia de propriedades e capitais, de forma a contemplar as obriga\u00e7\u00f5es do Estado com pol\u00edticas p\u00fablicas que diminuam a imensa desigualdade social presente no Brasil.<\/p>\n<p>O financiamento das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior P\u00fablicas (as atividade de ensino, de pesquisa e de extens\u00e3o) \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o do Estado, e n\u00e3o deve ser sustentado pelo pagamento de mensalidades dos estudantes. A cobran\u00e7a de mensalidade nas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior privadas cobre apenas uma \u00ednfima parte dos seus custos. Boa parte de seu sustento prov\u00e9m de subs\u00eddio direto ou indireto por parte do Estado. No Brasil, a m\u00eddia a servi\u00e7o do grande capital e os \u201ctubar\u00f5es\u201d da educa\u00e7\u00e3o sabem disso. O que querem os setores conservadores da sociedade, entre eles o jornal \u201cO Globo\u201d, \u00e9 acabar com a Universidade \u00a0P\u00fablica para que assim lucrem mais por meio da apropria\u00e7\u00e3o privada dos fundos p\u00fablicos, vendendo mais cursos, \u00e0 custa do sacrif\u00edcio da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que precisa e anseia por uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita, laica e de qualidade.<\/p>\n<p>Cada vez mais o bem-estar social da humanidade depende do grau de desenvolvimento cultural e dos avan\u00e7os da ci\u00eancia e da tecnologia. \u00a0As Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior P\u00fablicas do Brasil cumprem um inestim\u00e1vel papel na forma\u00e7\u00e3o cultural, cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica da sociedade, por isso, elas s\u00e3o e devem continuar sendo um bem p\u00fablico.<\/p>\n<p>Enquanto professores\/as, nossa tarefa \u00e9 lutar e reafirmar, a cada dia, que a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 uma conquista social, a ser democratizada com qualidade para cumprir o seu papel de forma\u00e7\u00e3o cultural, cientifica e \u00e9tica, comprometida com a supera\u00e7\u00e3o das persistentes desigualdades sociais que marcam o nosso Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 29 de julho de 2016.<\/p>\n<p>Diretoria do ANDES-SN<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento critica editorial do Jornal \u201cO Globo\u201d que prop\u00f5e a privatiza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas A diretoria do ANDES-SN divulgou na \u00faltima sexta-feira (29),\u00a0uma nota\u00a0em que denuncia os ataques aos direitos dos trabalhadores e \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e sociais, como \u201calternativa\u201d para supera\u00e7\u00e3o da crise do Capital. 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