{"id":13053,"date":"2016-01-13T10:32:12","date_gmt":"2016-01-13T14:32:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=13053"},"modified":"2016-01-13T10:32:12","modified_gmt":"2016-01-13T14:32:12","slug":"policias-reprimem-manifestacoes-contra-aumento-da-passagem-de-onibus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/policias-reprimem-manifestacoes-contra-aumento-da-passagem-de-onibus\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcias reprimem manifesta\u00e7\u00f5es contra aumento da passagem de \u00f4nibus"},"content":{"rendered":"<p>Diversas prefeituras anunciaram, no final de 2015 e no in\u00edcio de 2016, aumentos nos pre\u00e7os das passagens de transporte p\u00fablico. Em algumas capitais e grandes cidades movimentos sociais se organizam para lutar contra o aumento e exigir a implanta\u00e7\u00e3o da tarifa zero. A resposta do poder p\u00fablico \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es que ocorreram na sexta-feira (8), no entanto, foi a habitual: repress\u00e3o policial. Os atos foram chamados pelo Movimento do Passe Livre (MPL) e contaram com o apoio e participa\u00e7\u00e3o de diversas entidades do movimento sindical e popular, entre elas a CSP Conlutas e o ANDES-SN e suas se\u00e7\u00f5es sindicais.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p>Na capital paulista, os manifestantes se concentraram \u00e0s 18h30 em frente ao Theatro Municipal, na regi\u00e3o central da cidade, de onde partiram em passeata pelo Vale do Anhangaba\u00fa e pela Avenida 23 de Maio rumo \u00e0 Pra\u00e7a da S\u00e9. O aumento foi de 8,57% nas tarifas do transporte p\u00fablico em S\u00e3o Paulo. O pre\u00e7o da passagem de \u00f4nibus, metr\u00f4 e trem passou de R$ 3,50 para R$ 3,80 no s\u00e1bado (9). A tarifa de integra\u00e7\u00e3o entre \u00f4nibus e trilhos [metr\u00f4 e trens] passou de R$ 5,45 para R$ 5,92.<\/p>\n<p>O protesto foi dispersado por volta das 19h30, por conta da forte repress\u00e3o policial. A Pol\u00edcia Militar entrou em confronto com manifestantes no in\u00edcio da Avenida 23 de Maio. O local transformou-se em um campo de batalha. A pol\u00edcia jogou bombas de g\u00e1s e disparou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 multid\u00e3o. A maior parte dos participantes do ato deixou o local pelas ruas pr\u00f3ximas ao Terminal Bandeira, no centro da cidade. Nova manifesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 marcada para o final da tarde desta ter\u00e7a-feira (12).<\/p>\n<p><strong>Rio de Janeiro<\/strong><\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o contra aumento da passagem reuniu cerca de quatro mil pessoas no centro do Rio de Janeiro, no final de tarde de sexta-feira (8). Saindo da Cinel\u00e2ndia, passando na Assembleia Legislativa (Alerj) e seguindo at\u00e9 a Central do Brasil, os manifestantes prometeram continuar com a mobiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 a derrubada do valor da tarifa, que passou de R$3,40 para R$3,80 no dia 4 de janeiro. O ato, organizado por diversas entidades do movimento sindical e popular, entre as quais o ANDES-SN, suas se\u00e7\u00f5es sindicais, e a CSP Conlutas, terminou com repress\u00e3o da pol\u00edcia aos manifestantes.<\/p>\n<p>Recebendo apoio dos transeuntes, os manifestantes pediram tarifa zero e estatiza\u00e7\u00e3o de todos os transportes e responsabilizaram o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pez\u00e3o pelas p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es dos transportes p\u00fablicos, principalmente dos \u00f4nibus, que est\u00e3o tendo linhas reduzidas ou extintas apesar do aumento da passagem. O valor das tarifas de trens e barcas deve aumentar no in\u00edcio do m\u00eas que vem para R$3,70 e R$5,60, respectivamente. A tarifa do metr\u00f4 tamb\u00e9m ser\u00e1 reajustada em abril, mas valor ainda n\u00e3o foi definido.<\/p>\n<p>\u201cO aumento da passagem atrapalha muit\u00edssimo a vida do trabalhador. A qualidade do transporte p\u00fablico n\u00e3o melhora e fica cada vez mais caro e dif\u00edcil para o trabalhador pagar por esse servi\u00e7o, que deveria ser p\u00fablico, mas \u00e9 gerido pelas empresas privadas, e isso levou a uma indigna\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. Um trabalhador leva em m\u00e9dia 4 horas dentro do \u00f4nibus para se deslocar da sua casa-trabalho-casa\u201d, disse\u00a0Luis Eduardo\u00a0Acosta, 1\u00ba vice-presidente da Regional do Rio de Janeiro do ANDES-SN.\u00a0Ele explicou que na quarta-feira (13) ser\u00e1 realizada uma nova reuni\u00e3o dos trabalhadores em luta para avaliar a passeata da \u00faltima sexta-feira (8) e pensar em novas mobiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tratar da quest\u00e3o do aumento da tarifa, segundo Acosta, h\u00e1 outras lutas que est\u00e3o sendo incorporadas ao movimento como a situa\u00e7\u00e3o\u00a0vivida pelos servidores p\u00fablicos do estado do Rio e os casos de demiss\u00f5es dos trabalhadores do setor privado.\u00a0\u201cH\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o particular no que diz respeito aos servidores p\u00fablicos estaduais, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) est\u00e1 em estado de greve h\u00e1 um m\u00eas. Com sal\u00e1rios de professores, t\u00e9cnicos e funcion\u00e1rios atrasados, e o parcelamento do 13\u00b0 sal\u00e1rio. Al\u00e9m disso, h\u00e1 casos de demiss\u00e3o de trabalhadores na Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN), em Volta Redonda. Na sa\u00fade a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 prec\u00e1ria com v\u00e1rios servi\u00e7os fechados por falta de recursos, enquanto h\u00e1 um direcionamento de recursos para as Olimp\u00edadas e a escassez de recursos para o funcionamento de servi\u00e7os b\u00e1sicos para a popula\u00e7\u00e3o do estado\u201d.<\/p>\n<p>A rodovi\u00e1ria demitida Maura L\u00facia Gon\u00e7alves, integrante da oposi\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria da CSP Conlutas, denunciou que trabalhadores rodovi\u00e1rios est\u00e3o sendo demitidos em grande n\u00famero, principalmente as cobradoras e cobradores, obrigando motoristas a realizarem dupla fun\u00e7\u00e3o. \u201cO aumento da passagem \u00e9 um absurdo porque s\u00f3 de subs\u00eddio de bilhete \u00fanico o Pez\u00e3o foi pra televis\u00e3o dia 20 de novembro dizer que repassa R$ 600 milh\u00f5es anuais pros cons\u00f3rcios; agora com o aumento da passagem, \u00f3bvio que vai aumentar. N\u00f3s, trabalhadores, j\u00e1 estamos com 25 mil rodovi\u00e1rios demitidos, no qual a maioria por justa causa sem receber nada, como eu. A maioria das cobradoras s\u00e3o mulheres, m\u00e3es, sustentam casa, moram de aluguel, e os empres\u00e1rios n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed, chama l\u00e1, n\u00e3o t\u00e1 precisando mais dos seus servi\u00e7os e pronto. Os motoristas est\u00e3o sendo obrigados a fazer a dupla fun\u00e7\u00e3o e ainda a dobrar hor\u00e1rio, e se n\u00e3o aceitar leva falta\u201d, disse a cobradora, que alega ter sido demitida por motivos pol\u00edticos, afirmando que a luta contra o aumento da passagem n\u00e3o pode estar dissociada da luta por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os rodovi\u00e1rios.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es e imagens de Aduff-SSind e EBC.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversas prefeituras anunciaram, no final de 2015 e no in\u00edcio de 2016, aumentos nos pre\u00e7os das passagens de transporte p\u00fablico. Em algumas capitais e grandes cidades movimentos sociais se organizam para lutar contra o aumento e exigir a implanta\u00e7\u00e3o da tarifa zero. 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