{"id":13012,"date":"2016-01-04T09:18:07","date_gmt":"2016-01-04T13:18:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/?p=13012"},"modified":"2016-01-04T09:18:07","modified_gmt":"2016-01-04T13:18:07","slug":"relatorio-do-dieese-aponta-crescimento-historico-de-greves-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/relatorio-do-dieese-aponta-crescimento-historico-de-greves-no-pais\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio do Dieese aponta crescimento hist\u00f3rico de greves no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div id=\"conteudo\">\n<p><em>2013 teve o maior n\u00famero de greves, com aumento de 134% em rela\u00e7\u00e3o a 2012<\/em><em>. Naquele ano, no m\u00eas de abril, mais de 20 mil trabalhadores ocuparam a Esplanada dos Minist\u00e9rios contra a retirada de direitos, em uma das v\u00e1rias manifesta\u00e7\u00f5es que marcaram o per\u00edodo<\/em><\/p>\n<p>O Departamento de Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) divulgou na \u00faltima semana (16) um balan\u00e7o das greves de 2013, com base nos dados do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG). De acordo com o levantamento, de 2012 para 2013 houve um aumento de 134% das greves no pa\u00eds, com 2050\u00a0paralisa\u00e7\u00f5es no total. Em 2012, foram 877 greves.<\/p>\n<p>O ano de 2013, que foi o maior n\u00famero de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica \u2013 registrada desde 1978, tem como um dos destaques as mobiliza\u00e7\u00f5es nas empresas estatais, com crescimento expressivo de 372%. Neste setor, foram 29 greves em 2012 enquanto no ano seguinte foram 137.<\/p>\n<p>A pesquisa apresentou dados da esfera p\u00fablica e privada, al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es conjuntas entre estes dois setores. No setor privado, foram 464 greves ocorridas em 2012 e 1106 no ano de 2013. As campanhas conjuntas tiveram um aumento de 266,7%. O funcionalismo p\u00fablico realizou 381 greves em 2012 e 796 em 2013, um aumento de 109%.<\/p>\n<p>Vale destacar o n\u00famero de horas paradas, que \u00e9 o maior desde o ano de 1990. Foram 111.342 horas paradas em 2013, considerando um importante avan\u00e7o nas estatais, que tiveram aumento de 184% de horas paradas de 2012 para 2013.<\/p>\n<p>\u201cEm 2012 j\u00e1 tinham come\u00e7ado a aumentar o n\u00famero das greves. Foi o ano em que os servidores federais, por exemplo, tiveram uma greve muito forte, inclusive com a participa\u00e7\u00e3o os docentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino. Mas em 2013 j\u00e1 come\u00e7amos a sentir os efeitos da crise. Esse foi o ano em ocorreu as manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas da Jornada de Junho, que s\u00e3o express\u00e3o do in\u00edcio do esgotamento do modelo econ\u00f4mico, que s\u00f3 aumentou com a crise\u201d, avaliou Paulo Rizzo, presidente do ANDES-SN.<\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nDe acordo com o estudo, em 2012, ocorreram 646 greves deflagradas por tempo indeterminado, enquanto em 2013 os trabalhadores se colocaram mais combativos e fizeram o n\u00famero subir para 1322. As greves de advert\u00eancia aumentaram de 24% para 35% nestes dois anos e as de um dia foram mais frequentes no setor de servi\u00e7os.Al\u00e9m do aumento das greves por categoria, paralisa\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito empresa\/unidade cresceram de 503, em 2012, para 1289 em 2013.<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong><strong>Motiva\u00e7\u00f5es das greves e resultados<\/strong><br \/>\nA pesquisa avaliou as reivindica\u00e7\u00f5es dos movimentos, categorizando como greves propositivas \u2013 por novas conquistas ou amplia\u00e7\u00e3o das conquistas \u2013 e defensivas \u2013 em defesa de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trabalho, sa\u00fade, seguran\u00e7a ou como den\u00fancia de descumprimento de acordos. Uma caracter\u00edstica importante na avalia\u00e7\u00e3o deste per\u00edodo \u00e9 que as mobiliza\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter propositivo teve queda de 64% para 57%, enquanto as defensivas tiveram um aumento de 67% para 75%. No setor de servi\u00e7os privados, em 2013, o pagamento de sal\u00e1rio atrasados abrangeu 37% das reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Em 2013, 80% das paralisa\u00e7\u00f5es avaliadas (47% do total delas) tiveram algum \u00eaxito no atendimento de suas reivindica\u00e7\u00f5es. Na ind\u00fastria privada, a maioria dos movimentos (56%) foi deflagrada por metal\u00fargicos, seguido por trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o (23%), qu\u00edmicos (7%) e do setor de alimenta\u00e7\u00e3o (6%).<\/p>\n<p>Esse resultado revela a grave e crescente precariza\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e nos direitos mais b\u00e1sicos durante o per\u00edodo analisado. O Dieese descreve a avalia\u00e7\u00e3o como um \u201cdesbordamento\u201d com a a\u00e7\u00e3o mais comum de categorias que habitualmente se mobilizam influenciando tamb\u00e9m segmentos menos organizados.\u00a0<a href=\"http:\/\/portal.andes.org.br\/imprensa\/noticias\/imp-ult-973892801.pdf\" target=\"_blank\"><strong>Confira aqui o levantamento.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Para o presidente do ANDES-SN, o aumento de greves defensivas reflete a amplia\u00e7\u00e3o dos ataques dos governos e patr\u00f5es. \u201cJ\u00e1 estavam evidentes e come\u00e7avam a serem sentidos os efeitos da crise financeira e da pol\u00edtica de retirada de direitos dos trabalhadores\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Paulo Rizzo ressaltou ainda a necessidade de intensificar a mobiliza\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia para 2016. \u201cAo que tudo indica, o pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 um per\u00edodo de muitas amea\u00e7as aos direitos dos trabalhadores, em fun\u00e7\u00e3o da agenda pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds, que, mesmo numa situa\u00e7\u00e3o de crise pol\u00edtica, aponta para um per\u00edodo de lutas e resist\u00eancias\u201d, completou.<\/p>\n<p><em>* Com informa\u00e7\u00f5es da CSP Conlutas<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0ANDES-SN<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2013 teve o maior n\u00famero de greves, com aumento de 134% em rela\u00e7\u00e3o a 2012. 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