{"id":1255,"date":"2010-08-25T08:04:09","date_gmt":"2010-08-25T12:04:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/educacao-um-terrivel-circulo-vicioso\/"},"modified":"2010-08-25T08:04:09","modified_gmt":"2010-08-25T12:04:09","slug":"educacao-um-terrivel-circulo-vicioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/educacao-um-terrivel-circulo-vicioso\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o, um terr\u00edvel c\u00edrculo vicioso"},"content":{"rendered":"<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Opini\u00e3o: Educa\u00e7\u00e3o, um terr\u00edvel c\u00edrculo vicioso<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Otaviano Helene, Jos\u00e9 Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves*<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O problema da forma\u00e7\u00e3o de pessoas no Pa\u00eds \u00e9 muito grave. Na creche e na pr\u00e9-escola, atingimos um n\u00edvel de atendimento correspondente apenas \u00e0 metade do previsto no Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), cujos dez anos de vig\u00eancia se encerram em breve. No ensino fundamental, estamos atrasados mais de 20 anos em rela\u00e7\u00e3o ao que nos propusemos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, que o definiu como obrigat\u00f3rio: atualmente, uma em cada tr\u00eas crian\u00e7as deixa o sistema educacional sem complet\u00e1-lo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Ao final do ensino m\u00e9dio, a evas\u00e3o j\u00e1 ter\u00e1 atingido cerca da metade das pessoas, situa\u00e7\u00e3o muito pior do que nossa realidade econ\u00f4mica e demogr\u00e1fica exige e permite. Quanto ao ensino superior, n\u00e3o apenas n\u00e3o cumprimos o deliberado no PNE, como continuamos com taxas de atendimento pr\u00f3ximas \u00e0 metade da observada em muitos dos nossos vizinhos geogr\u00e1ficos ou geopol\u00edticos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Essa car\u00eancia educacional se manifesta tamb\u00e9m, como n\u00e3o poderia deixar de ser, na forma\u00e7\u00e3o de profissionais de n\u00edvel superior. Vamos ver qual a nossa situa\u00e7\u00e3o no caso de duas profiss\u00f5es para as quais h\u00e1 dados internacionais dispon\u00edveis. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, temos 17 m\u00e9dicos para cada 10 mil habitantes, n\u00famero abaixo da m\u00e9dia dos pa\u00edses sul-americanos (19) e perto da metade do que t\u00eam Uruguai (39), Argentina (32) e M\u00e9xico (29). No caso da engenharia, profiss\u00e3o indicadora das possibilidades de crescimento futuro de um pa\u00eds, temos uma propor\u00e7\u00e3o de estudantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o total pr\u00f3xima da metade da de \u00cdndia, China, Argentina ou Chile. Al\u00e9m dos indicadores quantitativos estarem aqu\u00e9m do necess\u00e1rio, temos car\u00eancias qualitativas graves e m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos cursos e dos profissionais.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Vamos ao caso de professores, cujos d\u00e9ficits s\u00e3o enormes: em algumas \u00e1reas de conhecimento a quantidade de novos licenciados formados a cada ano \u00e9 insuficiente sequer para repor o quadro se este estivesse completo e se a efici\u00eancia no aproveitamento dos formados fosse de 100%, o que n\u00e3o ocorre em nenhuma profiss\u00e3o em nenhum lugar do mundo. Por que isso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Como nas outras profiss\u00f5es, essa car\u00eancia \u00e9 causada pela pequena quantidade de formados no ensino m\u00e9dio e a pouca presen\u00e7a do setor p\u00fablico na oferta de cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Mas, no caso de professores, h\u00e1 outra causa mais marcante: a m\u00e1 perspectiva profissional, em especial quanto \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Os n\u00fameros falam por si. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2008, enquanto a renda mensal m\u00e9dia na ocupa\u00e7\u00e3o principal dos trabalhadores com n\u00edvel superior completo era de aproximadamente R$ 3 mil, a renda m\u00e9dia dos professores que t\u00eam forma\u00e7\u00e3o superior e atuam nas redes estaduais ou municipais de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (nas quais est\u00e1 a grande maioria dos estudantes e professores) variava na faixa de R$ 1 mil a R$ 1.600, dependendo do v\u00ednculo administrativo (municipal ou estadual) e do n\u00edvel em que ensinam. Esses valores est\u00e3o mais pr\u00f3ximos da renda dos trabalhadores com ensino m\u00e9dio, cerca de R$ 1 mil mensais. Tal diferen\u00e7a salarial entre professores com forma\u00e7\u00e3o superior e os demais trabalhadores tamb\u00e9m com mesmo n\u00edvel educacional existe, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, em todos os munic\u00edpios e Estados, inclusive no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">N\u00e3o \u00e9, portanto, surpreendente que cerca da ter\u00e7a parte dos professores do ensino b\u00e1sico n\u00e3o tenha o n\u00edvel superior, ou que as taxas de evas\u00e3o nos cursos de licenciatura sejam alt\u00edssimas, ou que perto da metade dos cerca de 2 milh\u00f5es de potenciais professores com n\u00edvel superior existentes no Pa\u00eds n\u00e3o se dedique ao ensino. N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m surpreendente o mau desempenho dos estudantes das redes p\u00fablicas, com muitas &#8220;aulas vagas&#8221; e atendidos por professores sobrecarregados, nem o fato de que muitos dos que concluem o ensino m\u00e9dio estejam insuficientemente preparados e motivados para continuar seus estudos e prover o Pa\u00eds com os profissionais de que tanto precisa. Surpreendente seria observarmos o contr\u00e1rio disso.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Como j\u00e1 apontado \u00e0 exaust\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como corrigir nossos problemas educacionais sem um significativo aumento dos recursos p\u00fablicos. Precisamos melhorar o desempenho dos estudantes e reduzir a evas\u00e3o escolar, necessitamos de mais (e bons) profissionais em muitas \u00e1reas do conhecimento, os ambientes escolares precisam melhorar. Precisamos de mais professores e n\u00e3o podemos depender apenas de abnegados ou militantes, que sacrificam a vida pessoal em nome da educa\u00e7\u00e3o escolar dos outros, n\u00e3o porque isso n\u00e3o seja bonito e louv\u00e1vel, mas porque n\u00e3o h\u00e1 abnegados em quantidade suficiente. Al\u00e9m disso, a qualidade de uma pol\u00edtica p\u00fablica, qualquer que seja, depende de pessoas bem preparadas e de recursos materiais, n\u00e3o de abnegados ou militantes.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Professores bem preparados e motivados &#8211; embora n\u00e3o suficientes -, essa \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para se construir um sistema educacional s\u00f3lido e eficiente. Como corol\u00e1rio, a aus\u00eancia disso \u00e9 suficiente para tornar invi\u00e1vel o sistema educacional. Como \u00e9 esta \u00faltima a situa\u00e7\u00e3o que vivemos, vemos fechar-se um c\u00edrculo vicioso terr\u00edvel: a falta de professores e a sobrecarga de trabalho s\u00e3o respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o infantil fraca e insuficiente, pela alta evas\u00e3o e baixa qualidade no ensino b\u00e1sico, pelo pequeno n\u00famero de jovens que concluem o ensino m\u00e9dio e, finalmente, pouca procura pelos cursos superiores fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o de um Pa\u00eds soberano e que garanta a toda a popula\u00e7\u00e3o condi\u00e7\u00f5es dignas de vida.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">* Respectivamente, professor no Instituto de F\u00edsica da USP, ex-presidente do INEP e da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da USP; professor de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da USP de Ribeir\u00e3o Preto, ex-diretor de Tratamento e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Educacionais do INEP; doutorando em Administra\u00e7\u00e3o pela FEA-USP e gestor governamental de Finan\u00e7as e Controle de Goi\u00e1s.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Fonte: Estado de S. Paulo<\/div>\n<p><em>Otaviano Helene, Jos\u00e9 Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves*<\/em><\/p>\n<p>O problema da forma\u00e7\u00e3o de pessoas no Pa\u00eds \u00e9 muito grave. Na creche e na pr\u00e9-escola, atingimos um n\u00edvel de atendimento correspondente apenas \u00e0 metade do previsto no Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), cujos dez anos de vig\u00eancia se encerram em breve. No ensino fundamental, estamos atrasados mais de 20 anos em rela\u00e7\u00e3o ao que nos propusemos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, que o definiu como obrigat\u00f3rio: atualmente, uma em cada tr\u00eas crian\u00e7as deixa o sistema educacional sem complet\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Ao final do ensino m\u00e9dio, a evas\u00e3o j\u00e1 ter\u00e1 atingido cerca da metade das pessoas, situa\u00e7\u00e3o muito pior do que nossa realidade econ\u00f4mica e demogr\u00e1fica exige e permite. Quanto ao ensino superior, n\u00e3o apenas n\u00e3o cumprimos o deliberado no PNE, como continuamos com taxas de atendimento pr\u00f3ximas \u00e0 metade da observada em muitos dos nossos vizinhos geogr\u00e1ficos ou geopol\u00edticos.<\/p>\n<p>Essa car\u00eancia educacional se manifesta tamb\u00e9m, como n\u00e3o poderia deixar de ser, na forma\u00e7\u00e3o de profissionais de n\u00edvel superior. Vamos ver qual a nossa situa\u00e7\u00e3o no caso de duas profiss\u00f5es para as quais h\u00e1 dados internacionais dispon\u00edveis. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, temos 17 m\u00e9dicos para cada 10 mil habitantes, n\u00famero abaixo da m\u00e9dia dos pa\u00edses sul-americanos (19) e perto da metade do que t\u00eam Uruguai (39), Argentina (32) e M\u00e9xico (29). No caso da engenharia, profiss\u00e3o indicadora das possibilidades de crescimento futuro de um pa\u00eds, temos uma propor\u00e7\u00e3o de estudantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o total pr\u00f3xima da metade da de \u00cdndia, China, Argentina ou Chile. Al\u00e9m dos indicadores quantitativos estarem aqu\u00e9m do necess\u00e1rio, temos car\u00eancias qualitativas graves e m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos cursos e dos profissionais.<\/p>\n<p>Vamos ao caso de professores, cujos d\u00e9ficits s\u00e3o enormes: em algumas \u00e1reas de conhecimento a quantidade de novos licenciados formados a cada ano \u00e9 insuficiente sequer para repor o quadro se este estivesse completo e se a efici\u00eancia no aproveitamento dos formados fosse de 100%, o que n\u00e3o ocorre em nenhuma profiss\u00e3o em nenhum lugar do mundo. Por que isso?<\/p>\n<p>Como nas outras profiss\u00f5es, essa car\u00eancia \u00e9 causada pela pequena quantidade de formados no ensino m\u00e9dio e a pouca presen\u00e7a do setor p\u00fablico na oferta de cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Mas, no caso de professores, h\u00e1 outra causa mais marcante: a m\u00e1 perspectiva profissional, em especial quanto \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros falam por si. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2008, enquanto a renda mensal m\u00e9dia na ocupa\u00e7\u00e3o principal dos trabalhadores com n\u00edvel superior completo era de aproximadamente R$ 3 mil, a renda m\u00e9dia dos professores que t\u00eam forma\u00e7\u00e3o superior e atuam nas redes estaduais ou municipais de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (nas quais est\u00e1 a grande maioria dos estudantes e professores) variava na faixa de R$ 1 mil a R$ 1.600, dependendo do v\u00ednculo administrativo (municipal ou estadual) e do n\u00edvel em que ensinam. Esses valores est\u00e3o mais pr\u00f3ximos da renda dos trabalhadores com ensino m\u00e9dio, cerca de R$ 1 mil mensais. Tal diferen\u00e7a salarial entre professores com forma\u00e7\u00e3o superior e os demais trabalhadores tamb\u00e9m com mesmo n\u00edvel educacional existe, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, em todos os munic\u00edpios e Estados, inclusive no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9, portanto, surpreendente que cerca da ter\u00e7a parte dos professores do ensino b\u00e1sico n\u00e3o tenha o n\u00edvel superior, ou que as taxas de evas\u00e3o nos cursos de licenciatura sejam alt\u00edssimas, ou que perto da metade dos cerca de 2 milh\u00f5es de potenciais professores com n\u00edvel superior existentes no Pa\u00eds n\u00e3o se dedique ao ensino. N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m surpreendente o mau desempenho dos estudantes das redes p\u00fablicas, com muitas &#8220;aulas vagas&#8221; e atendidos por professores sobrecarregados, nem o fato de que muitos dos que concluem o ensino m\u00e9dio estejam insuficientemente preparados e motivados para continuar seus estudos e prover o Pa\u00eds com os profissionais de que tanto precisa. Surpreendente seria observarmos o contr\u00e1rio disso.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 apontado \u00e0 exaust\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como corrigir nossos problemas educacionais sem um significativo aumento dos recursos p\u00fablicos. Precisamos melhorar o desempenho dos estudantes e reduzir a evas\u00e3o escolar, necessitamos de mais (e bons) profissionais em muitas \u00e1reas do conhecimento, os ambientes escolares precisam melhorar. Precisamos de mais professores e n\u00e3o podemos depender apenas de abnegados ou militantes, que sacrificam a vida pessoal em nome da educa\u00e7\u00e3o escolar dos outros, n\u00e3o porque isso n\u00e3o seja bonito e louv\u00e1vel, mas porque n\u00e3o h\u00e1 abnegados em quantidade suficiente. Al\u00e9m disso, a qualidade de uma pol\u00edtica p\u00fablica, qualquer que seja, depende de pessoas bem preparadas e de recursos materiais, n\u00e3o de abnegados ou militantes.<\/p>\n<p>Professores bem preparados e motivados &#8211; embora n\u00e3o suficientes -, essa \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para se construir um sistema educacional s\u00f3lido e eficiente. Como corol\u00e1rio, a aus\u00eancia disso \u00e9 suficiente para tornar invi\u00e1vel o sistema educacional. Como \u00e9 esta \u00faltima a situa\u00e7\u00e3o que vivemos, vemos fechar-se um c\u00edrculo vicioso terr\u00edvel: a falta de professores e a sobrecarga de trabalho s\u00e3o respons\u00e1veis pela educa\u00e7\u00e3o infantil fraca e insuficiente, pela alta evas\u00e3o e baixa qualidade no ensino b\u00e1sico, pelo pequeno n\u00famero de jovens que concluem o ensino m\u00e9dio e, finalmente, pouca procura pelos cursos superiores fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o de um Pa\u00eds soberano e que garanta a toda a popula\u00e7\u00e3o condi\u00e7\u00f5es dignas de vida.<\/p>\n<p><em>* Respectivamente, professor no Instituto de F\u00edsica da USP, ex-presidente do INEP e da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da USP; professor de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da USP de Ribeir\u00e3o Preto, ex-diretor de Tratamento e Dissemina\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Educacionais do INEP; doutorando em Administra\u00e7\u00e3o pela FEA-USP e gestor governamental de Finan\u00e7as e Controle de Goi\u00e1s. <\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: Estado de S. 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