{"id":1250,"date":"2010-08-12T19:29:41","date_gmt":"2010-08-12T23:29:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/o-legado-que-mantem-florestan-fernandes-vivo-%e2%80%93-por-miriam-limoeiro-cardoso\/"},"modified":"2010-08-12T19:29:41","modified_gmt":"2010-08-12T23:29:41","slug":"o-legado-que-mantem-florestan-fernandes-vivo-%e2%80%93-por-miriam-limoeiro-cardoso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/o-legado-que-mantem-florestan-fernandes-vivo-%e2%80%93-por-miriam-limoeiro-cardoso\/","title":{"rendered":"O legado que mant\u00e9m Florestan Fernandes vivo \u2013 Por Miriam Limoeiro Cardoso"},"content":{"rendered":"<p>Por Miriam Limoeiro Cardoso*<\/p>\n<p>H\u00e1 quinze anos, a morte tirou Florestan do nosso conv\u00edvio. J\u00e1 faz tanto tempo, e Florestan continua fazendo tanta falta, com sua lucidez, sua coragem, sua intelig\u00eancia e sua integridade, buscando sempre encontrar a raiz dos grandes problemas postos no seu tempo, tentando problematiz\u00e1-los de maneira mais consistente tanto te\u00f3rica quanto politicamente, apontando assim novos caminhos para enfrent\u00e1-los, tendo sempre como norte as possibilidades da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade nova, socialista. Florestan fala de \u201cutopias igualit\u00e1rias e libert\u00e1rias, de fraternidade e felicidade entre os seres humanos\u201d.<\/p>\n<p>Guardamos dele sua lembran\u00e7a e seu exemplo. Acima de tudo, por\u00e9m, podemos mant\u00ea-lo presente (a n\u00f3s e, principalmente, \u00e0s nossas lutas) por meio do legado que nos deixou com os seus escritos. A\u00ed suas id\u00e9ias, suas formula\u00e7\u00f5es e seus embates \u2013 te\u00f3ricos e pol\u00edticos \u2013 continuam vivos, atuais, presentes, motivadores. A\u00ed podemos continuar a falar de Florestan no tempo presente, e assim recolher seu ensinamento para enriquecer o pensamento e para clarificar o encaminhamento das lutas que o presente requer.<\/p>\n<p>Florestan Fernandes construiu uma obra que o transcende como pessoa e que cont\u00e9m contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas de grande relev\u00e2ncia para as Ci\u00eancias Sociais. Sua obra n\u00e3o faz dele apenas um grande soci\u00f3logo no Brasil, mas o inscreve entre os grandes soci\u00f3logos das Ci\u00eancias Sociais em n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p>Transformou em profundidade o padr\u00e3o do trabalho cient\u00edfico da Sociologia no Brasil, configurando o que para ele constitu\u00eda a Sociologia cr\u00edtica. De acordo com Florestan, a produ\u00e7\u00e3o desta Sociologia resulta da conjuga\u00e7\u00e3o de dois esfor\u00e7os simult\u00e2neos. Por um lado, requer trabalho rigoroso e met\u00f3dico de pesquisa balizada por padr\u00f5es propriamente cient\u00edficos. Por outro lado, ciente de que a neutralidade cient\u00edfica \u00e9 um mito, requer que o pr\u00f3prio trabalho cient\u00edfico assuma compromisso \u00e9tico e pol\u00edtico com a transforma\u00e7\u00e3o social em favor dos oprimidos e humilhados. Assim, para Florestan Fernandes, a Sociologia cr\u00edtica \u00e9 ci\u00eancia que, no movimento mesmo de fazer-se como ci\u00eancia, \u00e9 engajada.<\/p>\n<p>A obra de Florestan Fernandes \u00e9 vasta e complexa. H\u00e1, por\u00e9m, uma linha de investiga\u00e7\u00e3o, que atravessa toda a sua produ\u00e7\u00e3o madura, que confere conte\u00fado hist\u00f3rico, sociol\u00f3gico e pol\u00edtico \u00e0 \u00f3tica dos dominados e \u00e0 perspectiva de transforma\u00e7\u00e3o social, das quais Florestan jamais se afastou. \u00c9 a investiga\u00e7\u00e3o que o leva \u00e0 formula\u00e7\u00e3o do seu conceito de capitalismo dependente como uma forma espec\u00edfica do desenvolvimento capitalista. Este conceito e sua teoriza\u00e7\u00e3o constituem uma contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e metodol\u00f3gica important\u00edssima de Florestan Fernandes para a teoria do desenvolvimento capitalista. E abriga conseq\u00fc\u00eancias pol\u00edticas da maior relev\u00e2ncia. Lev\u00e1-las em considera\u00e7\u00e3o pode afetar significativamente o posicionamento quanto a pol\u00edticas voltadas para a transforma\u00e7\u00e3o social mais efetiva e mais profunda. Trata-se, portanto, de quest\u00f5es que permanecem importantes no cen\u00e1rio pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O grande problema posto era o chamado \u201cdesenvolvimento\u201d. Era apresentado como um problema econ\u00f4mico a demandar equacionamento pol\u00edtico. Tal como estava posto, esse problema continha tamb\u00e9m um quadro supostamente te\u00f3rico, a oferecer sentido \u00e0s pol\u00edticas supostamente necess\u00e1rias para \u201cresolver\u201d o problema que desse modo era proposto: as chamadas \u201cteorias\u201d da moderniza\u00e7\u00e3o ou do desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, essas \u201cteorias\u201d eram bastante discutidas e criticadas no \u00e2mbito acad\u00eamico, mas Florestan foi dos primeiros a question\u00e1-las mais a fundo, em pesquisa que o levou a teorizar o capitalismo dependente. Ao tempo em que Florestan finalizava a sua concep\u00e7\u00e3o do capitalismo dependente como um conceito, e logo depois que ele tornou p\u00fablica a sua formula\u00e7\u00e3o, a chamada \u201cescola da depend\u00eancia\u201d ensaiava seus primeiros passos, mas estancava a meio caminho entre as \u201cteorias\u201d do desenvolvimento\/ moderniza\u00e7\u00e3o e a teoriza\u00e7\u00e3o de Florestan sobre o capitalismo dependente. Na verdade, os dependentistas se aproximavam de uma parte das descobertas\/constru\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas de Florestan, mas as despiam de alguns de seus atributos essenciais, exatamente aqueles que colocavam em quest\u00e3o o desenvolvimento desigual e combinado da expans\u00e3o do capitalismo naquele momento.<\/p>\n<p>Para teorizar o capitalismo dependente, Florestan se op\u00f5e \u00e0s no\u00e7\u00f5es de desenvolvimento e de subdesenvolvimento oriundas das concep\u00e7\u00f5es evolucionistas e deterministas das chamadas \u201cteorias\u201d da moderniza\u00e7\u00e3o. Nega essas duas no\u00e7\u00f5es e, para analisar, compreender e ser capaz de explicar a condi\u00e7\u00e3o da nossa sociedade (e das sociedades que Florestan identificava na sua teoriza\u00e7\u00e3o como sendo do mesmo tipo que a nossa), recorre \u00e0s formula\u00e7\u00f5es sobre o imperialismo.<\/p>\n<p>Ao entender o desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo da perspectiva dos povos e das regi\u00f5es que a expans\u00e3o capitalista mundial incorpora, Florestan consegue dar conta de que esse processo mesmo de incorpora\u00e7\u00e3o implica necessariamente submeter esses povos e essas regi\u00f5es, sob formas historicamente diferenciadas, aos des\u00edgnios e aos interesses maiores do capital que deste modo se realiza e se amplia.<\/p>\n<p>A compreens\u00e3o do capitalismo dependente como especificidade da expans\u00e3o do capitalismo em sua fase monopolista permite entender que o \u201cdesenvolvimento\u201d que essa expans\u00e3o prop\u00f5e para as regi\u00f5es para as quais se dirige \u00e9 desenvolvimento desse capitalismo monopolista e que significa incorporar essas regi\u00f5es submetendo-as. Esta concep\u00e7\u00e3o do capitalismo dependente em Florestan Fernandes cont\u00e9m ainda dois desdobramentos muito importantes. Primeiro, que os setores dominantes locais das regi\u00f5es tornadas capitalistas dependentes t\u00eam participa\u00e7\u00e3o ativa e decisiva para a concretiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica que visa aquele \u201cdesenvolvimento\u201d. Para Florestan, eles s\u00e3o parceiros, menores e subordinados, mas parceiros, do grande capital em expans\u00e3o pelo mundo. S\u00e3o intermedi\u00e1rios, mas enquanto intermedi\u00e1rios s\u00e3o imprescind\u00edveis, e contam com um retorno para si dos ganhos desse modo obtidos pelo capital em expans\u00e3o. Esta l\u00f3gica implica uma super-explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da massa da popula\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es capitalistas dependentes.<\/p>\n<p>Segundo, que a democracia poss\u00edvel sob o capitalismo dependente \u00e9 sempre uma democracia restrita, a tal ponto que \u00e9 mais correto design\u00e1-la como uma autocracia, na qual a grande maioria do povo fica exclu\u00edda dos direitos, direitos que supostamente uma democracia deveria estender a todos os cidad\u00e3os. Desse modo, a super-explora\u00e7\u00e3o implica tamb\u00e9m como conseq\u00fc\u00eancia uma super-domina\u00e7\u00e3o do conjunto dos setores subalternizados da popula\u00e7\u00e3o nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Algumas vezes se tenta separar o Florestan Fernandes cientista e o Florestan Fernandes pol\u00edtico. \u00c9 preciso considerar, por\u00e9m, que a descoberta da verdade da domina\u00e7\u00e3o, da submiss\u00e3o, da subalterniza\u00e7\u00e3o ou da explora\u00e7\u00e3o, \u00e9, como tal, profundamente questionadora da realidade social estruturada sobre esses processos de domina\u00e7\u00e3o, de submiss\u00e3o, de subalterniza\u00e7\u00e3o ou de explora\u00e7\u00e3o. De tal modo que a exposi\u00e7\u00e3o desses processos \u00e9 em si mesma profundamente pol\u00edtica, e tanto mais eficaz na cr\u00edtica que cont\u00e9m quanto mais clara e sistematicamente fundamentada.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o an\u00e1lises estruturais, nas quais, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel encontrar a profundidade das ra\u00edzes das tend\u00eancias e dos comportamentos pol\u00edticos das classes dominantes das regi\u00f5es capitalistas dependentes. Florestan, no entanto, est\u00e1 sempre atento tamb\u00e9m \u00e0s conjunturas e sabe perfeitamente que para ser concreta uma an\u00e1lise precisa conjugar os determinantes estruturais com os condicionantes conjunturais. Era desse modo que ele procurava trabalhar.<\/p>\n<p>Esse tipo de pesquisa cient\u00edfica, abrangente e cr\u00edtica, bem como o magist\u00e9rio que o acompanhava de perto, onde mais poderiam ser realizados a n\u00e3o ser na universidade p\u00fablica? Em 25 de abril de 1969, com base no Ato Institucional n\u00ba 5, a ditadura imposta no Brasil pelo golpe civil-militar de 1964 excluiu Florestan Fernandes do servi\u00e7o p\u00fablico em todo o territ\u00f3rio nacional. Cortava assim irremediavelmente a continuidade de pesquisa cient\u00edfica importante, conduzida por ele e por seus assistentes e colaboradores mais pr\u00f3ximos, pesquisa que era resultado de trabalho longamente acumulado em institui\u00e7\u00e3o acad\u00eamica superior que, enquanto institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica de ensino superior, se supunha resguardada em sua autonomia pedag\u00f3gica, did\u00e1tica e de pesquisa. Mas tal suposi\u00e7\u00e3o o arb\u00edtrio da ditadura revelou ser equivocada.<\/p>\n<p>Com essa exclus\u00e3o, Florestan perdeu o locus pr\u00f3prio para exercer o seu of\u00edcio como cientista. Precisou redimensionar suas atividades. Continuou suas pesquisas, mas desde ent\u00e3o sem a interlocu\u00e7\u00e3o permanente e sistem\u00e1tica de seus colegas e colaboradores e de seus estudantes, e sem apoio institucional, portanto de forma mais dispersa e descontinuada. Mesmo assim, retomou o seu trabalho individualmente, seguiu pesquisando e publicando os resultados de seus estudos, produzindo an\u00e1lises sempre l\u00facidas, perspicazes e iluminadoras.<\/p>\n<p>Um dos tra\u00e7os marcantes da vida e da trajet\u00f3ria de Florestan foi sempre a defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita, laica, de qualidade, para todos. Na primeira Campanha em Defesa da Escola P\u00fablica, Florestan foi muito atuante e combativo e sua lideran\u00e7a foi reconhecida como fator importante da amplia\u00e7\u00e3o e da consist\u00eancia da Campanha. Mas n\u00e3o apenas em momentos de grande mobiliza\u00e7\u00e3o como aquele, Florestan Fernandes esteve sempre presente com seu apoio claro, p\u00fablico e firme a todas as reivindica\u00e7\u00f5es e lutas dos movimentos dos professores, dos educadores e dos estudantes, de todos os n\u00edveis, em defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e gratuita, da eleva\u00e7\u00e3o da sua qualidade e da sua democratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como Deputado Federal Constituinte, Florestan foi o interlocutor privilegiado que o Forum Nacional em Defesa do Ensino P\u00fablico e Gratuito na Constituinte teve na Subcomiss\u00e3o e na Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o do Congresso Constituinte. Sua atua\u00e7\u00e3o para a melhor acolhida \u00e0s propostas do F\u00f3rum foi important\u00edssima. Mas Florestan dialogava diretamente com o Forum e com os movimentos que o constitu\u00edam e chegava mesmo a ajudar, com sua an\u00e1lise sempre atenta e perspicaz, a nossa gest\u00e3o das dificuldades criadas pelos inevit\u00e1veis atritos iniciais e conflitos eventuais entre os encaminhamentos de tantos movimentos de setores diferenciados no interior do Forum. Sem o Deputado Federal Constituinte Florestan Fernandes as lutas pela defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica na Constituinte certamente teriam sido ainda muito mais dif\u00edceis do que foram.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o foi sempre um tema muito caro a Florestan, tema sobre o qual ele elaborou uma extensa e fecunda produ\u00e7\u00e3o. Se h\u00e1 um fundo comum a essa produ\u00e7\u00e3o, ele se forma em torno da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica gratuita de alta qualidade e altamente democratizada. Afinal, a escola p\u00fablica e as bibliotecas p\u00fablicas foram fundamentais para a vida de Florestan, aquele jovem de origem lumpen que se viu obrigado pelas necessidades de sobreviv\u00eancia a trabalhar desde os seis anos de idade e que vislumbrou na educa\u00e7\u00e3o a perspectiva de, por meio de seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o, determina\u00e7\u00e3o e disciplina, poder transformar a sua condi\u00e7\u00e3o social para, como ele dizia, \u201ctornar-se gente\u201d e ser reconhecido \u201ccomo gente\u201d. Leitor voraz, com sua intelig\u00eancia e sua aplica\u00e7\u00e3o permanente \u00e0 busca de saber, Florestan perseguiu, com determina\u00e7\u00e3o obstinada os seus objetivos atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e a partir do campo da educa\u00e7\u00e3o tornou-se Florestan Fernandes, reconhecido nacional e internacionalmente como grande cientista, como grande professor e como destacado intelectual defensor das grandes causas dos dominados e subalternizados, dos oprimidos e humilhados.<\/p>\n<p>* Mirim Limoeiro Cardoso \u00e9 professora aposentada do Departamento de Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2013 UFRJ.<\/p>\n<p>Fonte: ANDES-SN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Miriam Limoeiro Cardoso* H\u00e1 quinze anos, a morte tirou Florestan do nosso conv\u00edvio. 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