{"id":1223,"date":"2010-08-04T12:09:00","date_gmt":"2010-08-04T16:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/5-de-agosto-aniversario-da-cidade-de-nossa-senhora-das-neves\/"},"modified":"2010-08-04T12:09:00","modified_gmt":"2010-08-04T16:09:00","slug":"5-de-agosto-aniversario-da-cidade-de-nossa-senhora-das-neves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/5-de-agosto-aniversario-da-cidade-de-nossa-senhora-das-neves\/","title":{"rendered":"5 de agosto: Anivers\u00e1rio da cidade de Nossa Senhora das Neves"},"content":{"rendered":"<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">5 DE AGOSTO CIDADE N. S. DAS NEVES<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">(*) Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\"><span style=\"white-space: pre;\"> <\/span><\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Posso est\u00e1 enganado com a sequ\u00eancia dos fatos ocorridos sobre a cidade de N. S. das Neves. Entendo que os conquistadores Martim Leit\u00e3o, Jo\u00e3o Tavares e Frutuoso Barbosa encontraram-se no topo da colina, onde logo abaixo, no sop\u00e9, serpenteava, volumoso em \u00e1gua, um rio, conhecido entre os naturais por Para-aiba, nas indica\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica, da \u00e9poca, Parayba. Contemplaram, at\u00e9 onde os olhos alcan\u00e7avam, a vastid\u00e3o verde, selvagem e in\u00f3spita. Ent\u00e3o decidiram: \u00e9 aqui que ser\u00e3o edificados os pr\u00e9dios para estruturar a cidade. Ao lado deles estavam alguns padres da Companhia de Jesus. Consenso religioso entre si, batizaram o terreno com o nome de N. S. das Neves. Porque N. S. das Neves? Porque o dia 5 de agosto \u00e9 dedicado \u00e0 senhora das neves (1).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O segundo fato, antes de iniciar-se a constru\u00e7\u00e3o, acrescentou-se o nome de Felipeia ao nome da cidade, ficando Felipeia de N. S. das Neves.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O terceiro fato aconteceu algumas d\u00e9cadas depois. Em 1635, Felipeia de N. S. das Neves foi cognominada de Frederickstadt, por imposi\u00e7\u00e3o dos holandeses. A conquista da capitania da Parahyba realizou-se no ano anterior. Os batavos dominavam a cidade e algumas localidades circunvizinhas, principalmente os engenhos de fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Certamente, a cidade era um pandem\u00f4nio ling\u00fc\u00edstico, convivia-se com quatro l\u00ednguas: 1) Felipeia de N. S. das Neves (portugu\u00eas\/espanhol); 2) Frederickstadt (holand\u00eas); 3) Frederica (portugu\u00eas); 4) Parayba (tupi).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">As \u00e1guas seguem o leito do rio. A ideia segue uma linha que lhe d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o. O fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico Her\u00e1clito mencionava as \u00e1guas do rio, para posicionar-se na sua ideia de movimento. Assinando em baixo dessa proposta o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Hegel, acrescentou que a ideia era o fio condutor da dial\u00e9tica. A cidade da Parahyba \u00e9 a linha que sustenta a ideia de cidade. As \u00e1guas que percorrem o leito do rio t\u00eam sua fonte. A origem do nome Para-aiba vem do tronco ling\u00fc\u00edstico tupi, l\u00edngua que n\u00e3o conhecia metaf\u00edsica. No entanto, forneceu o nome para o rio que batizou a capitania da Parahyba. \u00a0Significa dizer que antes da cria\u00e7\u00e3o da capitania, o rio j\u00e1 era conhecido entre os potiguar, aquele acima citado.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Os nomes N. S. das Neves, Felipeia de N. S. das Neves e Frederickstadt, n\u00e3o vingaram porque foram, parece-me, impostos pelos dominadores: portugueses, espanh\u00f3is e batavos. No entanto, Parahyba era a capitania e as pessoas ligavam, umbilicalmente, Parahyba como territ\u00f3rio e Parahyba como sede, assim como os munic\u00edpios t\u00eam os seus nomes e as suas sedes os mesmos nomes. Confundia-se capitania e sede. Alguns documentos da primeira metade do s\u00e9culo XVII d\u00e3o conta disso. Elza Regis, professora aposentada da UFPB e outros pesquisadores foram at\u00e9 os arquivos armazenados em Portugal \u00e0 procura de documentos sobre a capitania. N\u00e3o encontraram quaisquer documentos encabe\u00e7ados com o nome Felipeia de N. S. das Neves, ou simplesmente Felipeia. \u00c9 o que consta do cat\u00e1logo publicado pela Editora Universit\u00e1ria da UFPB.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">O dia 5 de agosto n\u00e3o \u00e9 o dia de anivers\u00e1rio de nascimento da pessoa Jo\u00e3o Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Este \u00e9 24 de janeiro. Nem \u00e9 anivers\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa capital, assunto para outro artigo. Este \u00e9 4 de setembro. Portanto, o batizado da capital da Para\u00edba, hoje, outrora denominada N. S. das Neves, foi no dia 5 de agosto de 1585. Como batismo \u00e9 sacramento, seguindo a doutrina cat\u00f3lica, isto quer dizer, \u00e9 indel\u00e9vel, ou seja, uma vez batizada n\u00e3o h\u00e1 como retirar o car\u00e1ter do batismo. N\u00e3o h\u00e1 como mudar essa data natal\u00edcia.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">Portanto, quem aniversaria no dia 5 de agosto de 2010 \u00e9 a cidade de N. S. das Neves, em conex\u00e3o com a capitania da Parahyba. Dif\u00edcil \u00e9 separar, neste contexto, Parahyba capitania, de Parahyba sede, por imposi\u00e7\u00e3o dialeticamente hist\u00f3rica.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">____________________<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">(1) Joaquim Antonio Marques, vig\u00e1rio da Cidade da Parahyba, na primeira metade do s\u00e9culo XIX, no \u201cSerm\u00e3o N. S. das Neves\u201d, explica o porqu\u00ea o nome N. S. das Neves.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\" style=\"position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;\">(*) Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva: professor aposentado da UFPB.<\/div>\n<p>(*) Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva<\/p>\n<p><span style=\"white-space: pre;\"> <\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/joaopessoa_anivers\u00e1rio.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1222\" title=\"joaopessoa_anivers\u00e1rio\" src=\"http:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/joaopessoa_anivers\u00e1rio-300x211.png\" alt=\"joaopessoa_anivers\u00e1rio\" width=\"300\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/joaopessoa_anivers\u00e1rio-300x211.png 300w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/joaopessoa_anivers\u00e1rio-1024x723.png 1024w, https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/08\/joaopessoa_anivers\u00e1rio.png 1082w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Posso est\u00e1 enganado com a sequ\u00eancia dos fatos ocorridos sobre a cidade de N. S. das Neves. Entendo que os conquistadores Martim Leit\u00e3o, Jo\u00e3o Tavares e Frutuoso Barbosa encontraram-se no topo da colina, onde logo abaixo, no sop\u00e9, serpenteava, volumoso em \u00e1gua, um rio, conhecido entre os naturais por Para-aiba, nas indica\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica, da \u00e9poca, Parayba. Contemplaram, at\u00e9 onde os olhos alcan\u00e7avam, a vastid\u00e3o verde, selvagem e in\u00f3spita. Ent\u00e3o decidiram: \u00e9 aqui que ser\u00e3o edificados os pr\u00e9dios para estruturar a cidade. Ao lado deles estavam alguns padres da Companhia de Jesus. Consenso religioso entre si, batizaram o terreno com o nome de N. S. das Neves. Porque N. S. das Neves? Porque o dia 5 de agosto \u00e9 dedicado \u00e0 senhora das neves (1).<\/p>\n<p>O segundo fato, antes de iniciar-se a constru\u00e7\u00e3o, acrescentou-se o nome de Felipeia ao nome da cidade, ficando Felipeia de N. S. das Neves.<\/p>\n<p>O terceiro fato aconteceu algumas d\u00e9cadas depois. Em 1635, Felipeia de N. S. das Neves foi cognominada de Frederickstadt, por imposi\u00e7\u00e3o dos holandeses. A conquista da capitania da Parahyba realizou-se no ano anterior. Os batavos dominavam a cidade e algumas localidades circunvizinhas, principalmente os engenhos de fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Certamente, a cidade era um pandem\u00f4nio ling\u00fc\u00edstico, convivia-se com quatro l\u00ednguas: 1) Felipeia de N. S. das Neves (portugu\u00eas\/espanhol); 2) Frederickstadt (holand\u00eas); 3) Frederica (portugu\u00eas); 4) Parayba (tupi).<\/p>\n<p>As \u00e1guas seguem o leito do rio. A ideia segue uma linha que lhe d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o. O fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico Her\u00e1clito mencionava as \u00e1guas do rio, para posicionar-se na sua ideia de movimento. Assinando em baixo dessa proposta o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Hegel, acrescentou que a ideia era o fio condutor da dial\u00e9tica. A cidade da Parahyba \u00e9 a linha que sustenta a ideia de cidade. As \u00e1guas que percorrem o leito do rio t\u00eam sua fonte. A origem do nome Para-aiba vem do tronco ling\u00fc\u00edstico tupi, l\u00edngua que n\u00e3o conhecia metaf\u00edsica. No entanto, forneceu o nome para o rio que batizou a capitania da Parahyba. \u00a0Significa dizer que antes da cria\u00e7\u00e3o da capitania, o rio j\u00e1 era conhecido entre os potiguar, aquele acima citado.<\/p>\n<p>Os nomes N. S. das Neves, Felipeia de N. S. das Neves e Frederickstadt, n\u00e3o vingaram porque foram, parece-me, impostos pelos dominadores: portugueses, espanh\u00f3is e batavos. No entanto, Parahyba era a capitania e as pessoas ligavam, umbilicalmente, Parahyba como territ\u00f3rio e Parahyba como sede, assim como os munic\u00edpios t\u00eam os seus nomes e as suas sedes os mesmos nomes. Confundia-se capitania e sede. Alguns documentos da primeira metade do s\u00e9culo XVII d\u00e3o conta disso. Elza Regis, professora aposentada da UFPB e outros pesquisadores foram at\u00e9 os arquivos armazenados em Portugal \u00e0 procura de documentos sobre a capitania. N\u00e3o encontraram quaisquer documentos encabe\u00e7ados com o nome Felipeia de N. S. das Neves, ou simplesmente Felipeia. \u00c9 o que consta do cat\u00e1logo publicado pela Editora Universit\u00e1ria da UFPB.<\/p>\n<p>O dia 5 de agosto n\u00e3o \u00e9 o dia de anivers\u00e1rio de nascimento da pessoa Jo\u00e3o Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Este \u00e9 24 de janeiro. Nem \u00e9 anivers\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa capital, assunto para outro artigo. Este \u00e9 4 de setembro. Portanto, o batizado da capital da Para\u00edba, hoje, outrora denominada N. S. das Neves, foi no dia 5 de agosto de 1585. Como batismo \u00e9 sacramento, seguindo a doutrina cat\u00f3lica, isto quer dizer, \u00e9 indel\u00e9vel, ou seja, uma vez batizada n\u00e3o h\u00e1 como retirar o car\u00e1ter do batismo. N\u00e3o h\u00e1 como mudar essa data natal\u00edcia.<\/p>\n<p>Portanto, quem aniversaria no dia 5 de agosto de 2010 \u00e9 a cidade de N. S. das Neves, em conex\u00e3o com a capitania da Parahyba. Dif\u00edcil \u00e9 separar, neste contexto, Parahyba capitania, de Parahyba sede, por imposi\u00e7\u00e3o dialeticamente hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>____________________<\/p>\n<p>(1) Joaquim Antonio Marques, vig\u00e1rio da Cidade da Parahyba, na primeira metade do s\u00e9culo XIX, no \u201cSerm\u00e3o N. S. das Neves\u201d, explica o porqu\u00ea o nome N. S. das Neves.<\/p>\n<p>(*) Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva: professor aposentado da UFPB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 DE AGOSTO CIDADE N. S. DAS NEVES (*) Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Silva Posso est\u00e1 enganado com a sequ\u00eancia dos fatos ocorridos sobre a cidade de N. S. das Neves. Entendo que os conquistadores Martim Leit\u00e3o, Jo\u00e3o Tavares e Frutuoso Barbosa encontraram-se no topo da colina, onde logo abaixo, no sop\u00e9, serpenteava, volumoso em \u00e1gua, um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-1223","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-16","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1223"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1223\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}