{"id":101,"date":"2009-09-02T18:30:25","date_gmt":"2009-09-02T22:30:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.insightsnaweb.com.br\/~adufpb\/?p=101"},"modified":"2009-09-08T09:59:30","modified_gmt":"2009-09-08T13:59:30","slug":"john-winston-lennon-os-beatles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.adufpb.org.br\/site\/john-winston-lennon-os-beatles\/","title":{"rendered":"John Winston Lennon, Os Beatles"},"content":{"rendered":"<p>Por Rolando Lazarte &#8211; Prof. aposentado do Departamento de Ci\u00eancias Sociais<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-260\" title=\"John-Lennon\" src=\"http:\/\/www.insightsnaweb.com.br\/~adufpb\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/John-Lennon.jpg\" alt=\"John-Lennon\" width=\"153\" height=\"200\" \/>Pouca coisa poderia ser dita que n\u00e3o batesse no estere\u00f3tipo. Algo gostaria, no entanto, de tentar dizer, a partir do visto em entrevista de Raimundo Fagner na televis\u00e3o, dias atr\u00e1s. Lembrava o compositor e cantor cearense, em moda nos tempos em que cheguei ao Brasil, como os Beatles influenciaram a sua vida. Contou que seu pai e seus irm\u00e3os disputavam o banheiro para cantarem em casa, e que ele mesmo aprendera sozinho a tocar viol\u00e3o, gra\u00e7as ao instrumento ganhado de padres salesianos que elaboravam tais tipos de objetos, na sua inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Escutando Fagner falar, vendo seu rosto e as suas express\u00f5es, lembrava de algo que ele dissera: I wanna hold your hand foi a can\u00e7\u00e3o que mais o impactou naquela \u00e9poca, na sua inf\u00e2ncia. Algo nele mudo para sempre ao ouvir essa m\u00fasica. Comigo, fora Twist and Shout. Lembro que quando ouvi pela primeira vez essa can\u00e7\u00e3o, estava no col\u00e9gio interno. Um colega nosso, Ringo Tealdi, tocava bateria e algumas dessas can\u00e7\u00f5es eram ouvidas entre n\u00f3s. Eu soube que eu era poss\u00edvel, que eu podia ser. Anos depois, j\u00e1 de volta em Mendoza, na minha cidade natal, os Beatles continuavam a tocar e a subir nas paradas de sucesso. Cada novo disco deles era como que um embalo para a vida.<\/p>\n<p>Eram tempos dif\u00edceis. Anos de fatos que n\u00e3o devo lembrar. Fatos que marcaram a minha vida ao ponto de hoje, mais de 30 anos depois, n\u00e3o poder mais ouvir algumas palavras, sequer alus\u00f5es a determinadas coisas. Mas n\u00e3o \u00e9 para lembrar o que hoje n\u00e3o posso nem devo lembrar, e sim para lembrar o que me permitiu estar agora, nesta manh\u00e3 de 31 de agosto de 2009, estar escrevendo estas coisas, e lembrando daqueles quatro cantores e m\u00fasicos que tornaram poss\u00edvel a vida de gente como eu, espalhada aos milhares pelo mundo afora. Estados Unidos se prepara para instalar bases militares na Col\u00f4mbia, repetindo fatos e situa\u00e7\u00f5es que levaram a sentimentos que nunca mais devem se repetir na vida de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que se reflita e em tempo se detenha essa iniciativa. N\u00e3o \u00e9 tempo disso, das coisas que os que passamos por aqueles anos, n\u00e3o podemos sequer evocar. \u00c9 tempo de recordar o que deteve a escalada da viol\u00eancia naqueles e nestes tempos, e que os Beatles, de um modo ou de outro, est\u00e3o sempre a recordar: Nothing you can do that can\u00b4t be done. N\u00e3o h\u00e1 nada que possas fazer que n\u00e3o possa ser feito. Tudo que precisas \u00e9 amor. All you need is love. Love, love, love. Qu\u00e9 pode superar o poder do amor. Nem cren\u00e7as, nem institui\u00e7\u00f5es ou ideologias, nada pode ser maior ou mais forte do que o amor. E ele toca o cora\u00e7\u00e3o de todas as pessoas. Nesta madrugada em eu estas linhas s\u00e3o escritas, quero recordar algo que tamb\u00e9m os Beatles e John Lennon nos lembram. O poder da paz, e a\u00ed a figura de Mahatma Gandhi \u00e9 evocada, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>Paz e amor, bandeiras daqueles tempos e destes tempos, de todo tempo. Obrigado, John, obrigado, Paul, George, e sobre tudo Ringo. Obrigado por nos lembrarem, agora e sempre, de que h\u00e1 uma \u00fanica revolu\u00e7\u00e3o inadi\u00e1vel, uma que n\u00e3o envolve agress\u00f5es a ningu\u00e9m nem a n\u00f3s mesmos, e que est\u00e1 \u00fanicamente nas nossas m\u00e3os, a revolu\u00e7\u00e3o interior. Gandhi disse alguma vez, ter assumido a imensa tarefa de tentar mudar a \u00fanica pessoa que ele poderia mudar, a s\u00ed mesmo. Os Beatles nos lembram da luz interior, a mudan\u00e7a de mente e cora\u00e7\u00e3o, imprscind\u00edvel para ver o outro e a outra pessoa como um semelhante. N\u00e3o um igual que n\u00e3o somos produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, mas um semelhante, algu\u00e9m em que, como em mim e nas folhas e nas estrelas, no brilho do sol e no mist\u00e9rio da vida, est\u00e1 manifesta a vontade desse ser a quem chamamos de Deus, a Divina M\u00e3e, Pacha Mama, Inti, ou como possamos cham\u00e1-lo ou cham\u00e1-la.<\/p>\n<p>Que mais do que de novas cren\u00e7as, precisamos de novas experi\u00eancias, como Gandhi fazia e os Beatles tamb\u00e9m fizeram e continuam a fazer, com a sua constante presen\u00e7a no mundo de hoje. Paz, amor. N\u00e3o sei como possam a ti, leitor ou leitora, soar estas palavras. N\u00e3o estou querendo convencer ningu\u00e9m de nada. Apenas partilhar coisas que sinto que devo escrever nesta madrugada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rolando Lazarte &#8211; Prof. aposentado do Departamento de Ci\u00eancias Sociais Pouca coisa poderia ser dita que n\u00e3o batesse no estere\u00f3tipo. 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