A
luta pelo ensino
público
no Brasil inclui,
sobretudo, a
luta dos heróicos
professores
universitários
em defesa da
Universidade
Pública
Brasileira de
qualidade.
Os neoliberais,
nacionais e
internacionais
implementadores
do capitalismo
expansionista
de lucro máximo,
com base no
consenso de
Washington em
1989, vêm
sorrateiramente
saqueando o
Brasil e os
demais países
da América
Latina. Portanto,
internacionalizando
a miséria,
com o assessoramento
do Fundo Monetário
Internacional
(FMI ). O processo
expropriatório
agora é
agudo e vem
levando aceleradamente
o Brasil ao
endividamento,
portanto, ao
empobrecimento
cada vez mais
do seu povo.
Só podemos
entender a destruição
do ensino público
de 1º e
2º graus,
bem como o sucateamento
da Universidade
Pública
Brasileira,
se considerarmos
a Tese dos neoliberais
fascistas, cuja
proposta é
a privatização
da educação
no país.
Visam, portanto,
desobrigar o
estado oligárquico
dessa árdua
missão.
Os professores
sabem que isto
não é
um fato isolado,
mas, faz parte
da estratégia
do imperialismo
contemporâneo
encabeçada,
no Brasil, pela
equipe da ditadura
econômica
do atual governo.
Não
podemos esquecer
que lutar contra
o capitalismo
predatório
é lutar
em defesa da
educação
e da universidade
pública.
A luta dos professores
está
no bojo da luta
contra o investidas
neocolonialistas.
Existe uma
cumplicidade
hereditária
que vem das
origens da colonização
brasileira.
A educação
neste país.
nunca foi prioridade.
Portanto, nunca
existiu, por
parte dos governantes,
uma política
no sentido de
oferecer uma
educação
de qualidade.
Na década
de 1920, ocorreu
pela primeira
vez no Brasil
um movimento
educacional
liderado por
facções
progressistas,
cuja proposta
oferecia ao
trabalhador
uma educação
politizante.
Movimento que
encontrou muita
resistência
por parte da
burguesia, de
liberais e católicos
conservadores.
Registros da
história
da educação
brasileira mostram
que o plano
nacional de
educação
da constituição
de 1934 foi
um documento
de bases fascistas
clericais. Com
letras garrafais
o Sr. Ministro
da Educação
Gustavo Capanema
disse: "Ensinemos
o brasileiro
a ser humilde
e miserável
para sentir
a eternidade"1.
Documento que
ficou conhecido
pela singularidade
e clareza de
intenções.
Mais adiante,
o ministro Capanema
anuncia três
princípios
que, segundo
ele, são
os objetivos
do supracitado
plano nacional
de educação.
Na verdade,
esses princípios
atentavam contra
a soberania
nacional na
medida em que,
propunham a
submissão
do Brasil aos
apetites do
ditador Benito
Mussolini.
Os lances aqui
apresentados
demonstram que
a educação
no Brasil nunca
foi levada a
sério,
foi sempre objeto
de manobras
políticas
nas mãos
de apátridas
inescrupulosos.
Disse o pesquisador
Libâneo:
" Não
está
nos planos dos
governos a elevação
da qualidade
da escola, porque
não interessa
à classe
dominante a
formação
cultural verdadeira
que libertaria
os indivíduos
e possibilitaria
a tomada de
consciência
dos mecanismos
de dominação
capitalista"2.
Para melhor
entendermos
a política
de intervenção
do imperialismo
no Brasil, analisemos
o que se segue:
O informativo,
" Informandes
" ( editorial
) de fevereiro
de 2001, pag.2,
mostra parte
de uma matéria
sobre o ensino
superior no
Brasil, que
diz: "
O FMI recomenda
que o governo
institua mensalidades
nas universidades
públicas
". E mais,
determina que
" os professores
devem ser contratados
em regime de
trabalho privado
está
presente nas
recomendações
do banco mundial
". Notícias
que foram divulgadas
nos principais
jornais do país.
Sabemos que
os abutres neoliberais
vivem da miséria
das nações
periféricas
e para isto
tentam impedir
o desenvolvimento
desses países,
anulando o espaço
que teriam na
geração
de ciência
e tecnologia.
Portanto, impondo-lhes
uma política
de submissão,
não só
no Brasil, mas
também
nos demais países
dependentes.
Dessa forma,
reduzem as Nações
a meros mercados
consumidores,
obedientes e
passivos, garantindo
seus interesses
de exploração.
Assim atacam
a universidade
brasileira através
dos seus representantes
locais porque
sabem que a
universidade
é o fórum
crítico
onde se gera
o saber científico,
a tecnologia
e a cultura.
Os professores
brasileiros
têm uma
historia de
lutas e de lideranças
na defesa da
educação
e da cultura,
em vários
momentos, entre
os quais destacamos:
"O Manifesto
dos Pioneiros
da Educação
Nova" em
1932; "O
Manifesto dos
Educadores",
em 1959; "O
movimento de
cultura popular,
em 1964, em
Pernambuco";
"O manifesto
dos participantes
da IV conferência
brasileira de
educação"
em 1984 e posteriormente
a "Carta
de Goiânia"
em 1986 etc.
Todos esses
movimentos expressam
a luta dos professores
em momentos
decisivos da
história
da educação
no Brasil. Paralelamente,
o ANDES, sindicato
e associação
dos docentes
do ensino superior,
fundado em 1978,
vem atuando
através
das sucessivas
diretorias em
defesa da educação
e da universidade
pública
em todo país.
Agora, com
o agravamento
da crise, devemos
pensar em uma
estratégia
contra a política
educacional
neoliberal.
Portanto, trabalhando
pela internacionalização
da luta, sem
contudo perder
de vista as
características
e particularidades
nacionais. Mobilizar
todos os trabalhadores
da educação
e de outros
segmentos da
sociedade civil,
mostrando insistentemente
que se trata
de defender
a educação
e a universidade
pública
em escala continental.
Para isto, se
faz necessário
a reconstrução
do internacionalismo
dos trabalhadores
da educação.
Assim, propomos
a convocação
de um "congresso
continental
de educação",
no qual possamos
deliberar em
cima do conteúdo
já abordado
e de outras
propostas.
É fundamental
que façamos
a crítica
das políticas
neoliberais
da educação
na ótica
do Banco Mundial
e dos governos
que, frente
às imposições
do imperialismo
capitularam
servilmente
e agora rasgam
suas constituições,
aviltando seus
países.
O primeiro
Fórum
Social Mundial
(FSM) ocorrido
de 25 a 30 de
janeiro de 2001,
em Porto Alegre,
fez renascer
as esperanças
de, juntos,
fazermos esbarrar
os avanços
do neoliberalismo.
Pelas ruas de
Porto Alegre
o povo marchou
com faixas e
cartazes que
diziam: "A
luta dos trabalhadores
não tem
pátria";
"A classe
operária
é Internacional",
e outras palavras
de ordem que
demonstravam
a indignação
popular contra
o quadro sombrio
que se apresenta
a nível
continental.
O comitê
organizador
do evento propôs
a realização
de Fóruns
Sociais Mundiais,
anualmente,
em diferentes
países.
Manifestação
como esta, mostra
que para combater
o modelo perverso
de expropriação
globalizada
é necessário,
portanto, uma
estratégia
também
global. Juntos
façamos
a defesa da
educação
e da vida contra
o neoliberalismo
espúrio.
Notas:
Ghiraldelli
Jr. , Paulo
História
da Educação
- 1994 pag.
49
Libâneo,
José
Carlos
Democratização
da Escola Pública
- 1985 pag.
80