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	<title>ADUFPB &#187; Artigos</title>
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	<description>Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba</description>
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		<title>Em memória do meu dileto Amigo Abdoral &#8211; Por Prof. Sales</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 22:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada um de nós é um ser ímpar, por atendimento à natural força da nossa individualidade como elos na imensurável e inextricável teia da vida. Partindo desse pressuposto, ousarei realçar um item daquilo em que, me parece, assenta-se a imparidade do meu dileto amigo Abdoral. Para tanto, tomarei a matemática como fio condutor.
Essa era uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Cada um de nós é um ser ímpar, por atendimento à natural força da nossa individualidade como elos na imensurável e inextricável teia da vida. Partindo desse pressuposto, ousarei realçar um item daquilo em que, me parece, assenta-se a imparidade do meu dileto amigo Abdoral. Para tanto, tomarei a matemática como fio condutor.</p>
<p align="justify">Essa era uma de suas mais caras paixões, mas mesmo a infinitude dela foi insuficiente para preencher o vastíssimo repertório passional dele. Com isto, quero dizer que a matemática em si não o saciava. Repito: era apaixonado pelas coisas da matemática, mas era igualmente apaixonado pela matemática das coisas belas. Coisas, aqui, são um rótulo para, por exemplo, a matemática do vôo e do trinado de um pássaro; a matemática presente nas artes, na música, na poesia, na literatura, nas várias engenharias, na mecânica dos automóveis, no movimento dos corpos celestes, na nanotecnologia, e, muito especialmente, nos ofícios de esmerados artífices como seu Chico Oliveira.</p>
<p align="justify">Neste momento, em que simbolicamente nos despedimos do Mago Abdoral, vem-me à lembrança trecho de uma belíssima composição de João do Vale e Luiz Vieira, ícones do nosso cancioneiro popular. Trata-se de <strong>“Na Asa do Vento”,</strong> que juntos, por muitas vezes, ouvimos, cantamos ou cantarolamos:</p>
<p align="justify">
<p align="justify">“Deu meia-noite, a lua faz um claro</p>
<p align="justify">Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste</p>
<p align="justify">A aranha tece puxando o fio da teia</p>
<p align="justify">A ciência da abeia, da aranha e a minha</p>
<p align="justify">Muita gente desconhece</p>
<p align="justify">Muita gente desconhece, olará, viu?</p>
<p align="justify">Muita gente desconhece</p>
<p align="justify">Muita gente desconhece, olará, tá?</p>
<p align="justify">Muita gente desconhece&#8221;</p>
<p align="justify">
<p align="justify">João Pessoa, 01 de fevereiro de 2012.</p>
<p align="justify"><strong>Caboco Sales</strong></p>
<p align="justify">A missa de sétimo dia será na próxima segunda-feira (06.02.2012), às 17h, na Igreja Santa Júlia</p>
<p>(bairro da Torre, em João Pessoa).</p>
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		<item>
		<title>A MÁSCARA DO MAL 2 &#8211; “O RETORNO”</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[QUADRO 1:
&#8230; E, sendo assim,
bem assim,
seria-sendo-será
Antonio Gomes a perguntar,
molecote, pequenino,
lá pras bandas d’Taperoá,
a seu pai José Gomes&#8230;
Amazonina&#8230; Pablo&#8230; Bruna&#8230;,
que pergunta a Shakespeare,
que pergunta a Castro
(dos Alves e belos alvos),
que pergunta a Whitman
(sempre Walt),
que pergunta a Manuel
(de irradiantes bandeiras),
que pergunta a Sérgio
(de Castro, o Pinto do Zôo&#8230;),
que pergunta a Wellington
(pô, que Pê-reira),
que pergunta a Célia
(do poema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>QUADRO 1:<br />
&#8230; E, sendo assim,<br />
bem assim,<br />
seria-sendo-será<br />
Antonio Gomes a perguntar,<br />
molecote, pequenino,<br />
lá pras bandas d’Taperoá,<br />
a seu pai José Gomes&#8230;<br />
Amazonina&#8230; Pablo&#8230; Bruna&#8230;,<br />
que pergunta a Shakespeare,<br />
que pergunta a Castro<br />
(dos Alves e belos alvos),<br />
que pergunta a Whitman<br />
(sempre Walt),<br />
que pergunta a Manuel<br />
(de irradiantes bandeiras),<br />
que pergunta a Sérgio<br />
(de Castro, o Pinto do Zôo&#8230;),<br />
que pergunta a Wellington<br />
(pô, que Pê-reira),<br />
que pergunta a Célia<br />
(do poema da ladeira do<br />
Cordão Encarnado),<br />
que pergunta a tantos e tantas<br />
Poetas e Personas<br />
gratos e gratas mil:</p>
<p>- E COMO DES-CANSAM<br />
AS PESSOAS MÁS?!</p>
<p>QUADRO 2:<br />
E todos disseram,<br />
num coro uníssono,<br />
nuncacrepuscular(emendado),<br />
mas-de-todas-as-manhãs-<br />
orvalhadas-da-vida,<br />
a ecoar-ecoar-ecoar,<br />
no infinito,<br />
as-sim:</p>
<p>- PERGUNTEM AO OPERÁRIO<br />
POETA BRECHT,<br />
LÁ DAS “OROPAS”,<br />
DE TODA A TERRA<br />
E DE TODOS OS MUNDOS NÃO VIS!<br />
PERGUNTEM, PRA VER NO QUE DÁ!!!</p>
<p>QUADRO 3:<br />
E Brecht, “então”, nos respondeu,<br />
e escreveu-não-leu-o-pau-comeu,<br />
e pra de(z)lírio(s),<br />
centenas e centenas de lírios,<br />
de platéias boas, buenas,<br />
universais,<br />
direto do sítio onde<br />
aquele “bicho”<br />
nasceu ( &#8211; Ah, nasceu!),<br />
cosmo-lógico,<br />
intersupraestrelar,<br />
de frutos e frutas mil,<br />
que ele<br />
tão bem, também, na v-ida,<br />
PA-RIU:</p>
<p>- “EM MINHA PAREDE HÁ UMA                                                    ESCULTURA/<br />
DE MADEIRA JAPONESA<br />
MÁSCARA DE UM DEMÔNIO MAU,/<br />
COBERTA DE ESMALTE DOURADO.<br />
COMPREENSIVO OBSERVO<br />
AS VEIAS DILATADAS DA FRONTE,/<br />
INDICANDO<br />
COMO É CANSATIVO SER MAU”.</p>
<p>Antonio Gomes</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CARTA DE MANAUS</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 13:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O 31º CONGRESSO do ANDES-SN, convocado pela Diretoria e sediado pela ADUA-S.  Sind., contando com a participação de 327 delegados, 44 observadores de 67 Seções Sindicais e  4 convidados, realizou-se em Manaus/AM, no período de 15 a 20 de janeiro de 2012, centro da Amazônia, terra das águas doces, patrimônio da nossa biodiversidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O 31º CONGRESSO do ANDES-SN, convocado pela Diretoria e sediado pela ADUA-S.  Sind., contando com a participação de 327 delegados, 44 observadores de 67 Seções Sindicais e  4 convidados, realizou-se em Manaus/AM, no período de 15 a 20 de janeiro de 2012, centro da Amazônia, terra das águas doces, patrimônio da nossa biodiversidade, onde povos indígenas vêm protagonizando historicamente lutas contra as corporações que se apropriam dos recursos naturais – lutas de que se orgulha o povo e que nos inspiram uma nova perspectiva civilizatória para a humanidade: o bom viver.</p>
<p>Tendo como tema “Caprichar na Educação, Garantir Direitos dos Trabalhadores para ter Futuro”, o 31º CONGRESSO analisou a conjuntura mundial e nacional, assim como  a profunda crise econômica mundial, que tem severas repercussões para os trabalhadores, aos quais têm sido imputados, unicamente, os ônus decorrentes da ação predatória do capital; discutiu ainda aspectos referentes à estrutura organizativa e financeira do Sindicato, aprofundou as suas políticas sociais e estabeleceu o seu plano de lutas para 2012, que terá como eixo central para as suas  ações a “defesa da educação pública em todos os níveis, gratuita, laica, universal e com padrão unitário de qualidade e de condições de trabalho, carreira docente, salários dignos, fortalecendo o ANDES-SN como legítimo representante sindical dos docentes das IES, a partir da intensificação da organização de base e da unidade das lutas com o conjunto do movimento social autônomo e classista”</p>
<p>Com esse escopo, o 31º CONGRESSO aprovou:</p>
<ul>
<li>A luta pela ampliação de recursos para ciência e tecnologia, assim como pela democratização da sua distribuição.</li>
<li>A luta pelo direito ao uso do espaço urbano e contra os mecanismos de limpeza étnicosocial, agravada pelos megaeventos e grandes empreendimentos.</li>
<li>Ampliar o debate sobre a concepção de produção agrícola familiar, camponesa e a agroecologia como subsídio para um projeto estratégico para o país e o enfrentamento dos interesses do capital manifesto nas questões dos agrotóxicos, transgênicos, matriz energética e na proposta do código florestal.</li>
<li>Posição contrária à divisão da educação contida no PLS Nº 518/2009, que pretende transformar o MEC em Ministério da Educação de Base, transferindo a educação superior para o Ministério da Ciência e Tecnologia. A pretendida divisão fraciona a educação brasileira e impede a construção de um Sistema Nacional de Educação necessário à consolidação de um sistema público, universal em todos os níveis, gratuito e de qualidade socialmente referenciada.</li>
<li>Na perspectiva de uma educação realmente democrática, posicionar-se contra o Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, que favorece a utilização de recursos públicos para instituições privadas, inclusive na expansão de vagas.</li>
<li>Fortalecidos pelo resultado do plebiscito realizado recentemente com mais de 400.000 participantes, manter-se na luta pela aplicação de 10% do PIB na  Educação Pública Já!,  meta histórica construída pelo Plano Nacional de Educação  – Proposta  da Sociedade Brasileira, fundamental para o estabelecimento de condições para o avanço da educação pública e gratuita.</li>
<li>O aprofundamento de estudos para  aquilatar os fatores que têm interferido no trabalho docente e que agravam as condições de saúde de professores e professoras das IES, quadro alarmante que vem se delineando pela intensificação da exploração da força de trabalho e imposição de linhas de ação pautadas no capitalismo e suas práticas mercantis impostas à produção do conhecimento</li>
<li>Posição veementemente contrária à privatização da saúde, em especial pelas consequências advindas da gestão dos hospitais públicos por meio de Organizações Sociais, OSCIP,  fundações estatais de direito privado e congêneres. O SUS foi reafirmado como sendo a organização necessária para a universalização da Saúde e da Assistência para toda a população.</li>
<li>Na mesma perspectiva, a necessidade de manter e ampliar a luta em defesa dos direitos previdenciários dos servidores públicos, contra as consequências  nefastas da previdência complementar, a ser implantada com a criação dos fundos de pensão.</li>
<li>Tendo como tema a luta política e a transversalidade das questões de gênero e etnia, realizar o III Seminário de Mulheres do ANDES-SN  e  aprofundar as discussões em torno das campanhas específicas para a saúde da mulher, bem como a discussão sobre os conselhos municipais da mulher.</li>
<li>Lutar contra o projeto das Instituições Comunitárias de Educação Superior,  que objetiva transformá-las em entidades aptas a usufruírem de recursos públicos.</li>
<li>Considerando a importância e o significado da CSP-Conlutas para os trabalhadores e a sua organização como polo aglutinador da classe, na perspectiva da unidade para o enfrentamento do capital, ampliar a contribuição à Central para 5% e propor, no 1º Congresso  da CSP-Conlutas, a alteração do seu nome para Central Sindical e Popular.</li>
<li>Em relação ao Setor dos docentes das IEES, na linha do seu fortalecimento,  encaminhar a luta pelo cumprimento das leis que preveem vinculação de recursos para a educação nos Estados da Paraíba e do Rio de Janeiro; integrar as pautas específicas das Seções Sindicais e buscar o tratamento isonômico para  a  carreira dos  docentes em estágio probatório; promover um dia nacional, no primeiro semestre de 2012, em defesa do funcionamento e da autonomia das universidades estaduais e municipais; realizar o 9º Encontro Nacional das IEES/IMES, tendo como tema: autonomia, democracia, financiamento e carreira.</li>
<li>No que diz respeito ao  Setor  dos docentes das IPES, considerando a sua importância  na perspectiva geral da universidade brasileira, aprofundar o debate sobre a estrutura do ANDES-SN e a questão da representação sindical; construir uma proposta  de diretrizes e princípios  de referência nacional que sirva de base para a elaboração de pautas das Seções Sindicais do Setor.</li>
<li>Quanto  aos docentes do  Setor  das IFES, intensificar a ação na CNESF; propor a implementação da Campanha dos SPF a partir dos eixos e calendário construídos na CNESF, de forma articulada com outras entidades que se disponham a participar do Fórum de Entidades dos SPF, definindo como semana nacional de luta o período de 12 a 16 de março de 2012.</li>
<li>Ampliar a luta para reestruturar a carreira docente e a luta pela Carreira Única do professor federal como meio de extinguir a discriminação entre professores do Ensino Superior e professores da EBTT.</li>
</ul>
<p>O 31º CONGRESSO  atestou o crescimento do  Sindicato  com a homologação de diversas  Seções Sindicais – sangue novo que alimenta a nossa organização sindical, resultado do intenso trabalho de base e de  concordância com os princípios de liberdade, autonomia e democracia sindical. Outro elemento importante nesse contexto foi a inscrição das chapas concorrentes à eleição para a diretoria do ANDES-SN, biênio 2012/2014, dando mostra do vigor de nossa  Entidade. De igual forma, o  Congresso indicou procedimentos que favorecem a ágil tomada de providências em defesa do ANDES-SN como representante legítimo dos professores das IES.</p>
<p>Sob a égide das políticas deliberadas e do plano de lutas aprovado, o  ANDES-SN  fortalece o movimento, articulado com os trabalhadores, em defesa da Educação Pública e Gratuita e de Qualidade socialmente referenciada, cimentando sua  profunda  relação com cada professor de sua base, pautado firmemente  nos princípios de autonomia e democracia que têm garantido a existência e permanência do Sindicato entre as forças políticas da transformação e construção de uma sociedade igualitária, humana e criadora da paz e da justiça.</p>
<p>Manaus, 20 de janeiro de 2012</p>
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		<title>A mobilização social e a liberdade cidadã</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:32:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em setembro de 2011, uma notícia sobre a Universidade e os Movimentos Sociais foi publicada pelo site da ADUFPB-JP. No mesmo, alguma referências sobre o Movimento das Comunidades Populares, o MCP, que vem desenvolvendo atividades de empoderamento dos setores populares em bairros periféricos e no campo brasileiro. Em momentos em que a cena política e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em setembro de 2011, uma notícia sobre a Universidade e os Movimentos Sociais foi publicada pelo site da ADUFPB-JP. No mesmo, alguma referências sobre o Movimento das Comunidades Populares, o MCP, que vem desenvolvendo atividades de empoderamento dos setores populares em bairros periféricos e no campo brasileiro. Em momentos em que a cena política e a mídia focalizam insistentemente os setores dominantes, vale a pena dar uma olhada para o que acontece em áreas da sociedade em que se tenta com persistência construir caminhos de autonomia. O artigo no site da ADUFPB-JP  http://www.adufpb.org.br/universidade-e-movimentos-sociais-um-paso-a-mais/ pode ser hoje complementado, com uma notícia que o MCP divulga a través do seu Jornal Voz das Comunidades Populares, no encarte de dezembro de 2011 a março de 2012  http://www.consciencia.net/movimento-das-comunidades-populares-conta-a-sua-historia/ O fato de estarmos chamando a atenção para esta mobilização na base da sociedade, obedece ao propósito de estimular sementes de utopia, ânimos de mudança, a partir da soma de aparentemente pequenas inciativas, que na verdade, a longo prazo, vão construindo espaços de liberdade cidadã.</p>
<p>Rolando Lazarte</p>
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		<title>Considerações extemporâneas</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 20:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao final da noite de terça-feira, ainda acordado e sonolento, os sentidos dos meus olhos e ouvidos um tanto em estado alfa, desatento ao chato desenvolvimento da trama da série global “Brado retumbante”, meu corpo parecia querer finalmente dormir.  No entanto, a cena de uma sentença peremptória pronunciada pelo interlocutor do presidente brasileiro de ficção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao final da noite de terça-feira, ainda acordado e sonolento, os sentidos dos meus olhos e ouvidos um tanto em estado alfa, desatento ao chato desenvolvimento da trama da série global “Brado retumbante”, meu corpo parecia querer finalmente dormir.  No entanto, a cena de uma sentença peremptória pronunciada pelo interlocutor do presidente brasileiro de ficção, Paulo Ventura – às voltas com o dilema de aceitar a opção transexual de um filho –, me pôs os neurônios a funcionar a pleno vapor – “Paulo, você ainda é um homem do século XX”.</p>
<p>Coisa curiosa. Havia lido a mesma frase no sábado, em um artigo de meu caro amigo de adolescência, o jornalista Silvio Osias, no jornal “Correio da Paraíba”, a propósito do hábito de cultivo pelos jovens de hoje de música a granel, através dos arquivos de MP3, e o conseqüente desaparecimento em música pop do conceito de “álbum” – a experiência de audição de uma série de canções cujo conteúdo forma uma totalidade temática –, de que “Sargent Pepper’s” (1967) dos Beatles sem dúvida é um marco, sei que concordamos tanto eu como Silvio, com saudades dos tempos de 1976 em que escutávamos música quase todas as noites no alpendre de sua casa, na Avenida Conceição em Jaguaribe.</p>
<p>Deixem-me completar o raciocínio com um terceiro exemplo, mais remoto. Em trecho de seu belo depoimento pouco antes de morrer em 1970, no pequeno livro “Pensamento vivido”, o entrevistador pergunta a Georg Lukács um veredicto sobre as vanguardas artísticas, ao que ele responde, um tanto na defensiva, algo assim – “eu sou um homem do século XIX”.</p>
<p>Três contextos diferentes, a mesma sentença. Poderia multiplicar outros exemplos. O acaso não acontece à toa. Isto pode significar que existe disseminado aleatoriamente aí pelo mundo certo espírito do tempo de ultrapassagem da cultura do século XX, no que tinha de ruim (o preconceito) e de bom (a concentração na fruição artística). O problema é quando o “espírito de tempo” impõe-se na condição de imperativo categórico, norma de conduta discriminatória da pseudo “atualização” de uns e “desatualização” de outros. Dividir o mundo entre “atualizados” e “desatualizados” é o terreno da ilusão e da ideologia: o chamamento a comportar-se em manada, através de um padrão único, precisamente por onde se esvai o pensamento crítico.</p>
<p>Na verdade, antes de sermos de século XX ou XXI, melhor sermos extemporâneos. Obviamente, minha referência neste caso é Nietzsche, que se dizia alegremente um extemporâneo, um homem “fora ou além do tempo”. Estou de acordo do Drummond em seu belo verso, “ficou chato ser moderno, agora serei eterno”. Com este verso, o poeta mineiro estava ultrapassando uma fase de sua poesia, nos primeiros livros integrados aos cânones do movimento modernista (o verso livre, o poema piada, etc.) e alçando uma dimensão nova, propondo-se a dialogar com toda a tradição poética universal. Não estou fazendo crítica literária, mais que isso, estou pontuando que, ao se propor fazer “poesia eterna”, Drummond estava praticando duas ações: aumentando o grau de exigência estét ica de sua poética, já que a medição de qualidade, doravante, passava a ser toda a tradição poética, em vez do gueto modernista, e principalmente, existencialmente, alçando a liberdade.</p>
<p>Em síntese, Drummond, ao dialogar com a tradição universal em poesia escapava de querer parecer um eterno “jovem modernista” – detesto os macaquinhos que querem parecer eternos jovens de acordo com os cânones da moda, pais sem senso do ridículo que se comportam como os filhos –, como também, como pode a primeira vista parecer, não assumia a posição de uma sabedoria especial conservadora, feito Nelson Rodrigues, ao aconselhar os jovens a “envelhecer”.</p>
<p>Para mim, o giro libertário de Drummond consiste em alternar os parâmetros da questão: tanto o “eterno jovem” como o “velho conservador” são reações bobas ao fenômeno do tempo, a recusa em reconhecer como Santo Agostinho, que o tempo é o mais misterioso dos conceitos. Ser extemporâneo nada mais é que colocar-se à altura do mistério do tempo. Como diz Paulinho da Viola: gostar de Cartola ou Noel Rosa não é saudosismo, mas trazê-los ao tempo de hoje. Vou mais longe: gostar de Adele ou Amy Winehouse (duas cantoras talentosíssimas), não significa querer se curvar aos saborosos gostos juvenis das duas (prefiro os gostos de Adele), mas simplesmente reconhecê-las, por assim dizer, imersas no mistério do tempo.</p>
<p>Gosto de sair às ruas de qualquer cidade grande – flaneur benjaminiano – e admirar como hoje as pessoas trajam de maneira diferente e reinventam a ditadura padrão da calça jeans e das camisas de grife: alguns de gravata e paletó, outros de piercing e tatuagem, uns poucos juntando tudo, um caleidoscópio imenso de formas, cores, combinações, estilos de vida e comportamento. Todos são do mesmo tempo por que não precisamos ser iguais para cultivar o valor da igualdade: somos os extemporâneos do século XXI. Que a lição das ruas chegue ao pensamento.<br />
Jaldes Reis de Meneses</p>
<p>blog: http://jaldes-campodeensaio.blogspot.com/</p>
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		<title>Pesar por Vera Amaral</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 15:14:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Companheiros
A Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional manifesta o pesar de todo o Movimento Docente pelo falecimento da grande companheira Vera Amaral, ex-Diretora deste sindicato, sindicalizada via ADUFPB Seção Sindical.
A notícia recebida logo após o encerramento do 31º Congresso do ANDES-NS, realizado em Manaus-AM, foi motivo de várias manifestações que recordou o quanto esta sindicalista foi exemplo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Companheiros</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional manifesta o pesar de todo o Movimento Docente pelo falecimento da grande companheira Vera Amaral, ex-Diretora deste sindicato, sindicalizada via ADUFPB Seção Sindical.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A notícia recebida logo após o encerramento do 31º Congresso do ANDES-NS, realizado em Manaus-AM, foi motivo de várias manifestações que recordou o quanto esta sindicalista foi exemplo de dedicação e compromisso com as causas sociais e o quanto foi querida por todos os que puderam partilhar de sua convivência fraterna e da segurança de suas convicções.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sem mais para o momento, enviamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Prof. Luiz Henrique Schuch</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">1º Vice-Presidente</div>
<p>Companheiros</p>
<p>A Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional manifesta o pesar de todo o Movimento Docente pelo falecimento da grande companheira Vera Amaral, ex-Diretora deste sindicato, sindicalizada via ADUFPB Seção Sindical.</p>
<p>A notícia recebida logo após o encerramento do 31º Congresso do ANDES-NS, realizado em Manaus-AM, foi motivo de várias manifestações que recordou o quanto esta sindicalista foi exemplo de dedicação e compromisso com as causas sociais e o quanto foi querida por todos os que puderam partilhar de sua convivência fraterna e da segurança de suas convicções.</p>
<p>Sem mais para o momento, enviamos nossas cordiais saudações sindicais e universitárias</p>
<p>Prof. Luiz Henrique Schuch</p>
<p>1º Vice-Presidente do Andes-SN</p>
<div></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Adeus à professora Vera</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 19:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Lamentável!!! Mas assim é a vida!
Todos teremos que chegar ao fim de nossa caminhada aqui na terra. A professora Vera Amaral foi sem dúvida uma daquelas pessoas que deixou sua grande contribuição. A UFPB perde uma grande docente! Uma docente que sempre esteve preocupada com o social. Quer seja, na sua militância política, quer seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamentável!!! Mas assim é a vida!<br />
Todos teremos que chegar ao fim de nossa caminhada aqui na terra. A professora Vera Amaral foi sem dúvida uma daquelas pessoas que deixou sua grande contribuição. A UFPB perde uma grande docente! Uma docente que sempre esteve preocupada com o social. Quer seja, na sua militância política, quer seja na militância acadêmica no âmbito da Saúde Pública, das Ciências da Nutrição, da Sociologia (esta última, sendo sua área de doutoramento). O Nesc  (Núcleo de Saúde Coletiva do CCS) perde sua atual e excelente coordenadora!!!<br />
Seriam inúmeras as qualidades a lhe atribuir, mas vou destacar apenas algumas: guerreira, humana, ética, competente e íntegra. Professora Vera Amaral deixa saudades.<br />
O nosso adeus!<br />
Prof. José da Paz Oliveira Alvarenga, coordenador do ERIP-SUS/CCS/UFPB</p>
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		<title>Para Vera Amaral</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>giselle</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia, anos atrás,
em tempos difíceis,
quase desesperança,
houvemos uma conversa.
Ouvimos uma à outra,
em um balanço da vida
como a vida é um balanço.
E, apesar das dores fundas,
retiramos tanta poesia,
e tanto riso,
que a esperança
se desesperançou
de nos desesperar.
E a seiva foi mais forte.
E, apesar da distancia,
sabia que a sua luta continuava,
olhando para além do horizonte,
voando como a borboleta
da imagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Um dia, anos atrás,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">em tempos difíceis,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">quase desesperança,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">houvemos uma conversa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ouvimos uma à outra,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">em um balanço da vida</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">como a vida é um balanço.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E, apesar das dores fundas,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">retiramos tanta poesia,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">e tanto riso,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">que a esperança</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">se desesperançou</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">de nos desesperar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E a seiva foi mais forte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">E, apesar da distancia,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">sabia que a sua luta continuava,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">olhando para além do horizonte,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">voando como a borboleta</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">da imagem do site da ADUF</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">sobre o seu voo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">(Acho que foi a Celinha que fez).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O seu coração,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">que bateu por tantas causas,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">parou fisicamente,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">até descuidado de si próprio,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">para entregar-se ao Outro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">À busca de um mundo melhor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas, Verinha,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O teu espírito tenaz fica,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">contra essa acomodação</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">e essa passividade fáceis,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">de quem não enxerga o mundo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">além de si próprio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O seu caminho</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">está inscrito</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">no seleto grupo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">dos que farão falta,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">dos que deixarão memória,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">a nos inspirar</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">a nos revigorar a seiva,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">a continuar a fazer História</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">por esse mundo melhor</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">que você tanto quis.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Voa, agora, livre</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">das amarras vãs,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">e transitórias.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Voa para o Universo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">do incomensurável.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Voa,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">e apazigua este coração</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">cansado de guerra,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">porque a sua luta</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">você lutou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para Vera Amaral,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">21/22 de janeiro de  2012.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Rosa Godoy</div>
<p>Um dia, anos atrás,</p>
<p>em tempos difíceis,</p>
<p>quase desesperança,</p>
<p>houvemos uma conversa.</p>
<p>Ouvimos uma à outra,</p>
<p>em um balanço da vida</p>
<p>como a vida é um balanço.</p>
<p>E, apesar das dores fundas,</p>
<p>retiramos tanta poesia,</p>
<p>e tanto riso,</p>
<p>que a esperança</p>
<p>se desesperançou</p>
<p>de nos desesperar.</p>
<p>E a seiva foi mais forte.</p>
<p>E, apesar da distancia,</p>
<p>sabia que a sua luta continuava,</p>
<p>olhando para além do horizonte,</p>
<p>voando como a borboleta</p>
<p>da imagem do site da ADUF</p>
<p>sobre o seu voo.</p>
<p>(Acho que foi a Celinha que fez).</p>
<p>O seu coração,</p>
<p>que bateu por tantas causas,</p>
<p>parou fisicamente,</p>
<p>até descuidado de si próprio,</p>
<p>para entregar-se ao Outro.</p>
<p>À busca de um mundo melhor.</p>
<p>Mas, Verinha,</p>
<p>O teu espírito tenaz fica,</p>
<p>contra essa acomodação</p>
<p>e essa passividade fáceis,</p>
<p>de quem não enxerga o mundo</p>
<p>além de si próprio.</p>
<p>O seu caminho</p>
<p>está inscrito</p>
<p>no seleto grupo</p>
<p>dos que farão falta,</p>
<p>dos que deixarão memória,</p>
<p>a nos inspirar</p>
<p>a nos revigorar a seiva,</p>
<p>a continuar a fazer História</p>
<p>por esse mundo melhor</p>
<p>que você tanto quis.</p>
<p>Voa, agora, livre</p>
<p>das amarras vãs,</p>
<p>e transitórias.</p>
<p>Voa para o Universo</p>
<p>do incomensurável.</p>
<p>Voa,</p>
<p>e apazigua este coração</p>
<p>cansado de guerra,</p>
<p>porque a sua luta</p>
<p>você lutou.</p>
<p>Para Vera Amaral,</p>
<p>21/22 de janeiro de  2012.</p>
<p>Rosa Godoy</p>
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		<title>Do orgulho de ser professor(a) ao extermínio da profissão</title>
		<link>http://www.adufpb.org.br/do-orgulho-de-ser-professora-ao-exterminio-da-profissao/</link>
		<comments>http://www.adufpb.org.br/do-orgulho-de-ser-professora-ao-exterminio-da-profissao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 23:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 15 de outubro de 1827 (consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil para que todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras, implicando na descentralização do ensino, no salário dos professores, nas matérias básicas que todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 15 de outubro de 1827 (consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial criando o Ensino Elementar no Brasil para que todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras, implicando na descentralização do ensino, no salário dos professores, nas matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A partir de 1947, essa mesma data passou também a ser considerada como o dia do professor, isso graças ao professor Salomão Becker que, para evitar a estafa de um longo período letivo, sugeriu um encontro no dia de 15 de outubro no Ginásio Caetano de Campos, no qual professores e alunos trariam doces de casa para uma pequena confraternização.</p>
<p>A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: &#8220;Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias&#8221;.</p>
<p>Sabemos que, de todas as profissões, a mais importante para uma sociedade civilizada e democrática é a de professor, pois todas as demais, necessariamente, passam por ela. O professor cuida, assim, de vidas em toda a sua expressão.</p>
<p>Os discursos oficiais na última década reafirmam a importância e a necessária valorização do professor para o presente e o futuro de uma nação. Infelizmente, porém, pesquisas têm demonstrado que boa parte dos que escolhem a carreira docente a abandonam antes de completar os cinco anos de profissão e que a juventude, os melhores talentos, não querem se tornar professor. Afinal, o que tem hoje um(a) professor(a) (ou candidato à profissão) para ter orgulho de ter e estar nesta carreira? Os salários não são atrativos, as condições de trabalho são vergonhosas e a prática do desrespeito e da desvalorização é uma constante nas relações entre os profissionais e as várias secretarias de educação espalhadas pelo país (com poucas exceções). O caminho percorrido pelos professores brasileiros não tem sido fácil.</p>
<p>Neste dia 15 de outubro, os professores não têm muito a comemorar. Vilipendiados pelos baixos salários, pelas péssimas condições de trabalho, presenciam e vivenciam dia-a-dia na escola a agressão e a violência por parte de alunos e de seus familiares, outras vítimas da desorganização social pela qual passa o Brasil.</p>
<p>Aqueles que insistem e permanecem na profissão apesar de todos esses problemas, estão adoecendo. A estafa (hoje denominada stress), que tanto preocupou o professor Salomão Becker em meados do século passado, hoje é uma realidade para uma parte significativa dos profissionais do ensino. Professor, assim, tornou-se uma profissão em extinção: poucos querem ser; quem se torna desiste precocemente; quem fica, adoece é desrespeitado e desvalorizado. O que está acontecendo?</p>
<p>A nosso ver, essa situação tem relação estreita com as contradições da sociedade atual, na qual escola (espaço principal de atuação da função docente) se tornou imprescindível, mas não prioritária, de maneira que o que importa não é a sua finalidade de humanização de homens e mulheres através do encontro de gerações, da socialização e reelaboração dos conhecimentos produzidos e sistematizados pela humanidade, mas sim os números que ela pode gerar. Não fosse isso, por que manter salas com números absurdos de alunos que comprometem qualquer qualidade pedagógica? Por que não aprovar um Sistema Nacional de Educação através do qual seja possível garantir uma educação igual para todos, combatendo a escola dual &#8211; uma escola para os pobres (nas periferias, nos períodos noturnos, zona rural) e outra para os ricos? Por que continuar tratando a profissão de professor como um ofício, na qual é possível ingressar sem uma formação adequada e sem a realização de concursos públicos, priorizando no próprio sistema público a proletarização via contratação por regime temporário, prestação de serviços, etc? Por que tudo isso se já temos competência e dinheiro de sobra para a solução e o enfrentamento de todos esses problemas?</p>
<p>O fracasso da educação é de responsabilidade de toda a sociedade e, especialmente, dos governadores de estados, dos prefeitos, secretários estaduais e municipais de educação, enfim, daqueles a quem elegemos por voto direto para gestar os recursos e pensar a política para educação no nosso país. O nosso voto, porém, não deve significar, de modo algum, que os dirigentes (estadual e municipal) se aventurem a governar sem competência para fazê-lo. Não os autoriza a executar o que não sabem, pois a responsabilidade ética, política e profissional os colocam em dever de prepararem-se, de capacitarem-se, de educarem-se antes mesmo de iniciar sua atividade a frente do governo estadual, municipal e das respectivas secretarias de educação. Precisamos de gestores que pensem a educação, a escola e a docência como um projeto de Estado, como um projeto de nação, e não como um projeto, moeda de trocas, restrito e pessoal de governo.</p>
<p>Os professores estão cansados e, infelizmente a sua estafa não passará com um dia de comemorações, doces e presentes. Precisam ser reconhecidos, valorizados, respeitados; precisam trabalhar dignamente e terem direito a uma formação justa e adequada. No dia 15 de outubro de 1827, um Decreto iniciaria mudanças na concepção de escola e de instrução no Brasil. Em 1932 o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova reforça a importância da educação. 184 anos depois é preciso que, juntamente com as comemorações, também a sociedade brasileira tome como marco desse dia a inconformidade com o estabelecido nas escolas (espaço de atuação dos professores) e nas universidades (espaço de formação dos professores) passando a exigir as efetivações de conquistas para a educação brasileira. Chega de conformismo! Chega de naturalizarmos a falta de qualidade na educação brasileira! Chega de responsabilizarmos os professores, alunos, pais e mães pelo descalabro da educação! Chega de construirmos falsos índices e indicadores! Consciente da batalha que estamos enfrentando, celebremos o dia do professor com orgulho e luta para evitarmos o extermínio de nossa profissão.</p>
<p>PARABÉNS por sua profissão, Professores e Professoras brasileiros! PARABÉNS pelo nosso dia!</p>
<p><em>Reginaldo de Souza Silva – Doutor em Educação Brasileira, professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Email: reginaldoprof@yahoo.com.br</em></p>
<p><em>Leila Pio Mororó – Doutora em Educação, professora e coordenadora do NEFOP &#8211; DFCH/UESB</em></p>
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		<title>Tragédia do professor universitário</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 21:51:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>renata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Professor por profissão, maior, vacinado, cidadão de segunda zona, domicílio incerto, vagabundo pleno quando inativo; por ser, em dor, nele fiquei à sombra do manto de incerteza&#8230; Ator e animador de programas educacionais na pequena comunidade onde nasci. Criou a sinfonia do quase sempre nas suas aspirações vocacionais. Pára! Tira a máscara da cara e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Professor por profissão, maior, vacinado, cidadão de segunda zona, domicílio incerto, vagabundo pleno quando inativo; por ser, em dor, nele fiquei à sombra do manto de incerteza&#8230; Ator e animador de programas educacionais na pequena comunidade onde nasci. Criou a sinfonia do quase sempre nas suas aspirações vocacionais. Pára! Tira a máscara da cara e olha novamente o teu arrojo.</p>
<p>Graduou-se na esperança de emprego, tornou-se mestre em bens não mercantis. Foi obsessivo nas suas neuras, continuou agregando títulos medievais. Doutor em filosofia sem a honraria da nobreza e nem a posse da burguesia. Engajado na viela da educação não há lamento que lhe apague o lume, metrificou a sua pauta musical na harmonia da fuga. “Amanhã será outro dia”&#8230; Sentiu na crise, o desmoronar dos seus valores, privatização do emprego, demissão dos ditos improdutivos: literários, artistas, cientistas sociais e outros bichos que Inexoravelmente, caminham para a fronteira do inexistente sem o direito de sonhar com caminho de Pasárgada. J’accuse o direito de ser professor. Mas a gente só sente o horror quando participa da comunidade, o desespero ninguém nos diz, ninguém sabe aonde vamos! Meu Deus! O que foi que me sujeitei?</p>
<p>A vida o acomodou numa carreira de longo Investimento. Pagou cursos locais e no exterior, vestido de incerteza quanto aos seus reconhecimentos. A Instituição emagreceria bolsos, salários e outros apetrechos econômicos se estes não estivessem vinculados à via crucis do mundo acadêmico. Na sua maratona de cavaleiro errante, definhou na solidão de Dom Quixote sem o auxílio de Sancho Pança. No momento de reflexão, mesmo pressionado pela profissão, fez cessar o desejo de aquisição de livros, caindo no berço do voyeurismo livresco, peregrinando suas taras pelos Sebos mais sebentos dos seus desalentos, assinante de todas as livrarias virtuais. Na trama dos equívocos, tomou-se um fervoroso do Doutor Guilhotln, cortando cabeças dos pimpolhos nos cursinhos. Restaurou a democracia da competição, empurrando os rebentos para as escolas públicas de professores com salários mínimos, e continuou nesta operação de perdedor do jogo de soma nula.</p>
<p>Vivendo nesta gangorra, equilibrista de circo de Interior, desatentou para quase tudo: vida, família e reconhecimento. Encolheu pretensões, aumentou frustrações e sonhou como a heroína de Woody Allen, na &#8220;Rosa Púrpura do Cairo&#8221;. Canalizou todos os seus problemas para o Imaginário. A impotência, sem o recurso do Viagra, aos poucos se sentou nas suas paragens: salários congelados, Inflação controlada exclusivamente para cesta de bens populares.</p>
<p>Neste caminhar, num gesto que desata mais do que limita, continuou vendo a realidade quebrando sonhos: aluguéis, condomínios, telefones, escolas, cursos de línguas, cursinhos e, outros diabos soltos no imaginário do educador. Na mania da razão cartesiana, fez greve de protesto, esperando que o patrão do MEC compreendesse a pífia situação dos solicitantes. Mas, sem medo de expor as suas idéias, mesmo que confronte as crenças estabelecidas, sua coragem está presente nesta pequena história com algumas representações: Nós acreditamos que a desvalorização do professorado não tem lugar numa sociedade civilizada, e sim nos museus da história do país. E mister, desde logo, identificar Ecce homo, só biografia de infinitas palavras. Teve corpo a driblar a vida e no alambrado da mente assistia a vida na geral e figurava em permanente ensinamento, sem distinção entre alunos medianos e geniais, mas agora é um leitor de sala vazia na cata da aposentadoria.</p>
<p>Finalmente, Na expectativa de encontrar um mundo melhor, o professor tomou-se um leitor ávido dos informes do Ministério, bisbilhotando o humor do big-boss, mas descobriu tardiamente que o professor é quase tudo; ou seja, é quase nada. Mudamos ao longo da nossa carreira a vida de milhares de pessoas no País.</p>
<p><em>Um comediante em atividade João Luiz Fonseca dos Santos</em></p>
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